Memorandum: Memória e História em Psicologia

Memorandum: Memória e História em Psicologia Educação

08/09/2026

A construção da história da Psicologia depende da preservação de documentos, registros e memórias que revelam como a profissão foi se desenvolvendo ao longo do tempo. O artigo Memória e História na História da Psicologia: Dois Exemplos de Produção de Documentos destaca que fotografias, cartas, entrevistas, arquivos institucionais e outros materiais são fundamentais para compreender esse percurso.

Além disso, o texto nos lembra que memória e história não são a mesma coisa: enquanto a memória está ligada às experiências e lembranças, a história busca analisar essas fontes de forma crítica e contextualizada.

Preservar documentos é, também, preservar a diversidade de histórias que compõem a Psicologia e fortalecer a construção de um conhecimento cada vez mais crítico e comprometido com a sociedade.

Autoria: Marina Massimi

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30/06/2026

O que é a angústia para Freud? Uma reação diante do perigo, um efeito do recalque ou algo ainda mais fundamental na constituição do sujeito?

Este artigo propõe uma reflexão histórica e crítica sobre as transformações do conceito de angústia ao longo da obra freudiana. Partindo das primeiras formulações teóricas, os autores discutem sua relação com o recalque e acompanham as reformulações realizadas por Freud em seus últimos escritos, especialmente após a introdução do conceito de pulsão de morte.
Ao revisitar esse percurso, o texto evidencia que a angústia ocupa um lugar central na teoria psicanalítica, revelando não apenas mudanças conceituais, mas também questões fundamentais sobre o funcionamento psíquico e a experiência humana.

Autoria: Jacqueline de Oliveira Moreira e Carlos Roberto Drawin

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18/06/2026

A cultura popular é também uma forma de preservar memórias, fortalecer identidades e conectar gerações.

Na resenha, “Folia de Reis: festa raiz”, Pierre Sanchis destaca a importância da Folia de Reis como uma manifestação cultural, que reúne religiosidade, tradição e pertencimento comunitário. Por meio de cantos, visitas e celebrações, essa prática mantém vivos costumes que fazem parte da história e da identidade de diversas comunidades brasileiras.

Conhecer e valorizar essas tradições é reconhecer a riqueza do patrimônio cultural do nosso país.

Resenha: Folia de Reis: festa raiz

Autoria: Pierre Sanchis

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08/06/2026

Você sabia que a noção de “cura gay” tem origem em discursos científicos construídos ainda no século XIX?

No contexto brasileiro, diferentes áreas das ciências psicológicas contribuíram para consolidar interpretações que tratavam identidades e sexualidades dissidentes da cis-heteronormatividade como desvios ou patologias.

Essas concepções deixaram marcas que ainda podem ser percebidas em práticas conhecidas como “terapias de conversão”.

O artigo apresenta uma análise histórica e crítica sobre a formação desses discursos, discutindo como eles foram incorporados e ressignificados por grupos religiosos e políticos ao longo do tempo.

Além disso, destaca a importância de a Psicologia compreender os efeitos dessas narrativas na sociedade contemporânea.

Artigo: “Cura Gay” e “Terapias de Conversão Religiosa”:incursão analítica histórica pelos percursos discursivosdas ciências psic

Autoria: Ana Paula Pereira Nabero, Ronaldo Braga Dantas Filho, André Luiz Machado das Neves, Breno de Oliveira Ferreira

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30/05/2026

No imaginário popular, o que leva uma mãe a abandonar seu bebê?

Através de um estudo qualitativo com recortes jornalísticos, o presente artigo analisa a percepção que a sociedade constrói sobre essas mulheres.

Nota-se que o imaginário coletivo coloca o abandono infantil como um problema de ordem individual, baseado no caráter, sem levar em consideração sua ligação com as condições sociais de um grande contingente populacional que convive diariamente com o desamparo e a precariedade.

Essas mães são frequentemente lidas como “malvadas”, “drogadas” ou “desesperadas”. O abandono é visto como um ato delinquencial originado pela crueldade, pelo uso abusivo de dr**as ou pela incapacidade de enfrentar problemas, enquanto aspectos socioeconômicos e as desigualdades de gênero acabam sendo invisibilizados.

O artigo propõe uma reflexão importante: o que acontece quando enxergamos essas mulheres apenas pelo viés da culpa e da punição? Quais sofrimentos sociais são apagados quando deixamos de considerar contextos de pobreza, abandono, violência, humilhação e falta de suporte?

Pensar sobre isso também é questionar quais vidas podem ser acolhidas e quais são rapidamente condenadas pela sociedade.

Autoria: Marcela Casacio Ferreira-Teixeira e Tania M. J. Aiello-Vaisberg

23/05/2026

Você sabia que o sofrimento no trabalho pode ser enfrentado de diferentes maneiras?

Segundo esta pesquisa, alguns trabalhadores desenvolvem estratégias voltadas para a própria interioridade, buscando lidar conscientemente com experiências de angústia e ansiedade no cotidiano profissional.

Diferente das estratégias coletivas de defesa discutidas pela Psicodinâmica do Trabalho, essas práticas envolvem a construção de sentido para situações difíceis, especialmente em contextos marcados pelo contato com sofrimento, adoecimento e morte.

O estudo também aponta processos de dessensibilização e transformação da relação do sujeito consigo mesmo e com o trabalho.

Assim, o sofrimento não é apenas algo a ser evitado, mas também uma experiência que pode ser reelaborada subjetivamente a partir do contato com a realidade do trabalho.

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Artigo: Subjetivação e sofrimento no trabalho: o “si” que “se” produz na atividade

Autoria: Gilbert Cardoso Bouyer, Universidade Federal de Ouro Preto , Laerte Idal Sznelwar, Universidade de São Paulo e Maria José Birro Costa

05/05/2026

Quando falamos em Vigotski, é muito comum a expressão ‘Escola de Vigotski’. Mas… e se essa não for a leitura mais adequada?

A ideia de ‘escola’ sugere uma produção teórica centralizada e hierárquica, como se o conhecimento partisse de um único núcleo. No entanto, estudos historiográficos propõem outra perspectiva: o Círculo de Vigotski.

Nessa leitura, a psicologia soviética passa a ser entendida como uma construção coletiva, marcada por diálogo, colaboração e múltiplas vozes.

Ou seja, em vez de uma estrutura vertical, temos uma dinâmica polifônica de produção do conhecimento.

E isso não é só uma mudança de termo, altera profundamente a forma como interpretamos a obra de Vigotski e seus interlocutores.

No contexto brasileiro, essa diferença impacta diretamente o ensino e a apropriação da teoria histórico-cultural.

O artigo das autoras discute exatamente essas implicações, e vale muito a leitura pra quem quer pensar a psicologia de forma mais crítica e historicamente situada.

Autoria: Ana Carolina de Lima Bovo, Ana Paula Kunzler e Gisele Toassa.

Artigo: Da “Escola” ao “Círculo” de Vigotski,
uma perspectiva historiográfica crítica

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04/05/2026

Como os te**es de inteligência impactaram o contexto educacional do Brasil do século XX?
É sobre essa temática que o artigo se debruça. A partir da análise dos conceitos de inteligência que circulavam em Minas Gerais nas décadas de 1920 a 1930, os autores investigam como as práticas desenvolvidas na Escola de Aperfeiçoamento de Belo Horizonte contribuíram para a formação de professoras alinhadas a uma perspectiva considerada moderna e científica.
Os resultados apontam que houve uma valorização maior da aplicação prática dos te**es do que do debate teórico sobre o conceito de inteligência. Assim, o estudo evidencia como a circulação dessas ideias e instrumentos influenciou diretamente a organização do ensino e das práticas pedagógicas no período.
Artigo: Medindo o que não se conhece: o conceito de inteligência no contexto educacional brasileiro nas décadas de 1920 e 1930

Autoria: César Rota Júnior, Sérgio Dias Cirino e Laurent Gutierrez

Arte:

17/04/2026

No artigo “Cuidado em saúde mental na Estratégia Saúde da Família”, das autoras Nara Helena Lopes Pereira da Silva e Cármen Lúcia Cardoso, a saúde mental na ESF é pensada a partir de um diálogo entre Saúde Pública e Filosofia, destacando o cuidado integral do ser humano.

A pesquisa foi construída por meio de entrevistas abertas com profissionais, usuários e familiares, que revelam a importância da escuta, da singularidade e das relações na produção do cuidado. Ao longo do texto, somos convidados a refletir: cuidar em saúde mental não é apenas tratar doenças, mas construir práticas que valorizem a comunidade, superem a dicotomia saúde/doença e reconheçam o outro em sua totalidade.

O texto nos faz um convite a pensar o cuidado de maneira humanizada, atentando-se para a construção de vínculos e a responsabilidade coletiva.

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03/03/2026

Você sabe qual é a relação das entidades da umbanda, como Exu, com a transformação dos encarnados?

A partir da teoria das representações sociais e de observações participantes em três terreiros de umbanda no Rio de Janeiro, este estudo analisa as diferentes versões que circulam sobre o chamado povo de rua, como Exus e Pombas-giras.

A pesquisa mostra que, nesses contextos, os Exus são compreendidos como as entidades que melhor se relacionam com os encarnados, ou seja, com aqueles que estão vivenciando a vida terrena em busca de evolução

O contato com Exu é interpretado como gerador de mudança, sendo o que possibilita a transmutação.

Nessas representações, Exu aparece como símbolo da transformação, princípio organizador do movimento e caminho para o processo evolutivo.

Essas reflexões fazem parte do artigo “O povo de rua em terreiros de umbanda da cidade do Rio de Janeiro”, de Ana Carolina Dias Cruz e Angela Arruda.

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Endereço

Belo Horizonte, MG
31270901

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