18/03/2023
O CHATGPT não é "chato" como alguns o criticam.
Apesar do seu pouco tempo de vida e de potencialidades, algumas alternativas, no campo educacional, já são possíveis, com as devidas cautelas e critérios associados a propósitos educacionais.
Ao experimentarmos os recursos da IA embutidos, descobre-se que são várias as possibilidades tanto no campo da docência, quanto em produção de material didático, produção de roteiros, de jogos e experimentos em laboratórios virtuais e presenciais.
Tudo vai depender dos fatores curiosidade, empreendedorismo educacional, investimento em formação de professores para bem utilizar o chatgpt e boa vontade do governo para que a IA e seus periféricos façam parte de políticas públicas do ensino básico ao superior. Mas, a considerar as recentes atitudes do governo atual em relação ao tripé educação, tecnologias e sociedade o chatgpt pode continuar sendo um risco e um chato para muitos...
Ontem, durante uma oficina online sobre o potencial de uso dessa ferramenta na relação metodologias ativas e chatgpt pedi ao chat que desenvolvesse uma aula maker sobre educação e tecnologia usando metodologias ativas e ao DALLE-E que criasse uma imagem representativa para essa aula. O resultado foi interessante e provocou uma intensa discussão em relação aos pontos e contrapontos do roteiro apresentado e à capacidade criativa do DALLE-E para representar a narrativa que informei.
Sabemos que este talvez tenha sido o exemplo mais simples do que a IA pode oferecer para o suporte e mediação de ações docentes na educação, mas valeu a oportunidade de reflexões, manuseios, críticas e propostas decorrentes.
Algumas considerações do grupo sobre esse exercício:
1 - o resultado apresentado para a atividade e o roteiro possuem falhas que podem ser corrigidas, oportunizando aos professores um momento de descobertas e investigação do potencial e limitações da ferramenta (por exemplo: faltou o quinto passo para a discussão sobre os resultados apresentados pelos estudantes e seus desdobramentos);
2 - fomenta a criatividade, uma vez que coloca à disposição do professor uma oportunidade de confronto entre a expertise deste, o aprofundamento e conhecimento prévio que ele possui, não só do conteúdo apresentado ao chatgpt, mas também de experimentos realizados anteriormente e a capacidade criativa e crítica de validar as informações e a segurança dos resultados apresentados pelo chatgpt.
Enfim, a ideia é começar “pelas bordas”, do mais simples e avançando gradualmente, para sair do status de curiosos, observadores para o de mão na massa e descobrir o que há de melhor para a educação com a ajuda do chatgpt.