02/05/2016
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Transforme Seus Hábitos Ruins Em Produtivos Em 4 Passos
Os hábitos, quase sempre, são construídos em nossa vida sem notarmos, eles surgem e se fixam em nossas mentes, passam a definir nosso comportamento e sequer pedem a nossa permissão, pelo menos não de forma clara.
No livro O Poder do Hábito, Charles Duhigg nos traz uma bela explicação de como os hábitos surgem e como podemos alterá-los.
Achei o livro fantástico e de grande ajuda para mim e resolvi compartilhar as informações que ele me trouxe.
Leia todo o artigo e com certeza você se sentirá tão presenteado como eu.
Enjoy ;)
Mas e aí, o que são esses tais de hábitos?
Os hábitos, assim como tudo em nosso sistema mental, são construídos por um motivo e, nesse caso, o objetivo da mente é economizar o máximo de energia possível, para que esta possa ser utilizada em outros momentos. Afinal de contas, vivemos cercados de estímulos e devemos tomar uma série de decisões diariamente, se precisássemos de raciocínios complexos para cada uma delas, jamais sairíamos do lugar.
Ou seja, a mente escolhe algumas ações para serem memorizados e automatizados, assim em momentos futuros, ela não precisará se esforçar muito para que você realize determinadas ações.
Um exemplo disso é o consumo constante de comidas congeladas. A princípio não há problemas em consumir tais alimentos, pois inicialmente você tem a intenção de comê-los apenas de vez em quando para economizar algum tempo, afinal de contas é algo fácil e barato, no entanto, se você prestar atenção, isso é justamente o tipo de coisa que a mente busca, algo simples e que não demande muito esforço. Então, algo que você começou realizando uma vez por mês, passa para uma vez na semana, depois duas e quando você percebe já está consumindo comida congelada todos os dias.
Mas como um hábito é construído?
Tudo começa com um estímulo, algo que faça você tomar alguma ação, pode ser que você esteja com fome, com pressa ou até mesmo com preguiça. Para realizar tal ação você precisa de uma rota, uma maneira de realizá-la, ou seja, algo que supra as necessidades do estímulo naquele momento, então, aproveitando o exemplo anterior, você se levanta, pega uma embalagem de comida congelada, a coloca no microondas e aguarda alguns minutinhos até ficar preparada, você se alimenta e já não tem mais fome, se esse era seu estímulo, ou economizou tempo se estava com pressa e, se seu caso era a preguiça, não precisou sequer acender o fogão.
Você supriu ao seu estímulo com um processo simples, agora vem a terceira e última etapa da construção do hábito, a recompensa, é ela que fará com que você repita novamente o processo até se tornar um hábito.
A recompensa é aquilo que te faz sentir bem ao realizar alguma ação, ela é a responsável por te impulsionar a se manter com um comportamento mesmo que você saiba que este possa vir a te prejudicar.
Sem sombra de dúvidas, a recompensa é a parte mais importante na construção de um hábito, não é à toa que também é a mais difícil de se identificar no processo de reconstrução, mas falaremos sobre isso mais adiante.
Após todo o processo sua mente decidirá se essa rotina poderá ser útil futuramente, caso seja julgada como valiosa, será memorizada e replicada nas próximas ocasiões em que o mesmo estímulo surgir, revivendo o loop até que tal comportamento se torne um padrão, caso não seja valiosa, a rotina simplesmente é descartada.
A importância do desejo na construção dos hábitos
Agora que você conhece o loop do hábito (estímulo, rota e recompensa) e sabe como ele funciona, podemos começar a falar do que ocorre nas entrelinhas do processo.
A chave para se entender a formação e a transformação de hábitos está no desejo que é atendido ao se realizar alguma ação.
Você já sabe que um estímulo gera uma ação, que te faz buscar uma rota para suprir tal estímulo e, após realizar isto, recebe uma recompensa. Após isso sua mente faz um julgamento para decidir se essa rotina poderá ser útil ou não, caso seja julgada como útil, será executada repetidas vezes até que se transforme em um hábito.
O que talvez você não saiba é que não basta o estímulo despertar a rotina, para tal rotina se tornar um hábito é necessário que o estímulo esteja diretamente associado a recompensa, ou seja, quando o estímulo surgir, o desejo pela recompensa deve ser despertado automaticamente, a mente deve ter ânsia para suprir o seu desejo, caso contrário o estímulo será considerado como simplesmente mais uma vontade aleatória e passageira que não merece tanta atenção.
Agora que você já conhece tudo sobre a construção de hábitos, vamos ao que interessa, como transformar hábitos ruins em bons.
A transformação de um hábito
Eliminar hábitos ruins pode ser algo extremamente difícil e, em algumas situações, até inalcançável, no entanto é possível transformar os hábitos que você desejar em bons e produtivos.
A tarefa aqui não é das mais simples, mas também não é tão complicada como você pensa.
Como você já sabe, o loop do hábito é constituído por três momentos, o estímulo, a rota e a recompensa. A boa notícia é que para mudar o hábito você só precisa interferir em um dos momentos, a rotina. Modificando-a, você modifica todos os resultados.
A parte complicada é que exigirá um pouco de investigação sobre si mesmo.
Para transformar um hábito você deve investir um certo tempo observando seu próprio comportamento, até identificar as peças que o formam.
Aqui vai as dicas que você precisa saber para o processo de transformação de um hábito:
1- Identifique a rotina (sempre tome notas): Qual o estímulo, a rota que você segue e a recompensa que você acredita receber;
2- Realize experimentos, observe e anote: Quando o estímulo surgir procure seguir uma rota diferente e observe quais são os resultados, como você se sentiu (teve a mesma sensação da rotina comum ou foi diferente?) – Obs: a dica do livro para esta etapa é você anotar a data, a atividade que você realizou e listar três sensações ou ideias que sujam em sua cabeça, após isso você coloca um despertador para tocar depois de um tempo, 15 minutos aproximadamente, quando ele tocar você deve se perguntar, “ainda estou com aquela vontade que o estímulo me despertou ou ela já passou?” e não se esqueça de tomar notas da resposta;
3- Isolar o estímulo: Existem 5 tipos de estímulos, localização, tempo, estado emocional, outras pessoas e ações anteriores. Para realizar esta etapa, quando o estímulo aparecer você olhará em volta e anotará onde está, que horas são, como está se sentindo, quem está com você e o que acabou de fazer.
Depois de alguns dias observando e realizando as anotações, você descobrirá os padrões do que ocorre no momento em que você põe o hábito em prática, aqui ficará fácil identificar o estímulo que dá início a rotina.
A partir de agora você está preparado para a próxima etapa, montar um plano para a transformação.
4- O plano: Você já conhece o estímulo, a rota e a recompensa (as sensações) que dão origem ao comportamento. Para concluir o processo de transformação tudo que você tem que fazer é, assim que surgir o estímulo, traçar uma nova rota (que seja produtiva a respeito do que você busca) que te proporcione as mesmas sensações que a rota antiga te proporcionava, será isso que te possibilitará agregar um novo hábito em sua vida.
Neste Vídeo o próprio Charles Duhigg explica como se livrou de um hábito que comprometia sua vida:
https://www.youtube.com/watch?v=Zx9OfXn9RW8
Conclusão
Não se engane, o processo de transformação não é nada complicado, mas é preciso perseverança, resiliência e força de vontade para concluí-lo.
A única forma de ir até o fim e alcançar o seu objetivo é possuir uma crença implacável de que você conseguirá, isso te dará a força necessária para passar por todos os momentos de dificuldade, de estresse e de desconfiança.
Não desista jamais, visualize seu objetivo e vá atrás dele, não ignore seus sonhos e não se preocupe com o que outros pensam. Afinal de contas, como disse Mário Quintana, lá na frente “a única falta que você terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.
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