04/10/2023
Dalila Oliveira, da FaE, é a nova professora emérita da UFMG
“A notícia desse título me deixou radiante de alegria. Passou um filme na minha cabeça, desde que saí de São José dos Salgados [distrito de Carmo do Cajuru, no Centro-oeste de Minas], que nem é município, passando por São Paulo, até minha carreira como professora titular da Faculdade de Educação. A UFMG foi, por 32 anos, meu espaço de vida, militância e política. A mulher que sou deve muito a essa instituição.” Foi em tom emocionado que a professora Dalila Andrade Oliveira dirigiu-se a amigos, familiares e colegas na cerimônia em que lhe foi concedido o título de professora emérita da UFMG, realizada na noite desta segunda-feira, dia 2, na Faculdade de Educação.
Ao rememorar a própria trajetória, Dalila Andrade relacionou sua origem trabalhadora e de militante dos movimentos estudantil e sindical à conquista do ensino superior e ao amor aos estudos, herdado da mãe, dona Conceição. A professora, que ingressou na UFMG em 1983 para cursar Ciências Sociais na Fafich, residiu na antiga moradia Borges da Costa e filiou-se ao Partido dos Trabalhadores logo em seus primórdios, teve sua história marcada pela atuação política, sob inspiração da sociologia de Max Weber. A pedagogia freireana a levou ao mestrado na Faculdade de Educação. “Conduzida por esses interesses na FaE, que naquela época já era de excelência, fui despertada pela carreira acadêmica, especialmente por três professores: Ode José dos Santos, Carlos Roberto Jamil Cury e Miguel Arroyo. Com eles, desenhei meus primeiros traços desse quadro que hoje vejo pendurado na parede”, relatou.
A cerimônia realizada no auditório da FaE reuniu outros professores eméritos da UFMG, como Carlos Roberto Jamil Cury, José Francisco Soares, Maria Alice Nogueira, Miguel Arroyo, Nilma Lino Gomes e Dirceu Greco, e ainda a deputada estadual Macaé Evaristo.