19/06/2020
Você já se perguntou como são feitas as caixas do leite longa vida/UAT/UHT? Ou se elas interferem na vida de prateleira do leite no supermercado? 🥛
Será sobre esse assunto que conversaremos hoje!
A primeira caixa hermeticamente fechada para transporte e armazenamento de leite em temperaturas ambientes, foi apresentada em 1951 pela empresa Tetra Pak.
A caixa é planejada para que o alimento fique seguro e livre de microrganismos. ♻️
Ela é composta por 6 camadas de materiais recicláveis, são eles:
• 1 e 2 - Polietileno: As duas primeiras camadas que entram em contato com o alimento são feitas de plástico, mais especificamente, o polietileno, um plástico de baixo custo e apolar, o que significa que ele não se mistura com a água. Esse material possui a função de impedir o contato do alimento com o alumínio presente na embalagem, além de impedir o contato do alimento com a umidade do ar.
• 3- Alumínio: O alumínio presente na embalagem exerce o papel de impedir a entrada de luz, oxigênio e microrganismos, sejam eles bactérias ou fungos, para o interior da embalagem, o que favoreceria a deteriorização do leite. Além de permitir uma proteção ao alimento, o alumínio confere rigidez a embalagem e é necessário apenas uma folha desse material para que ele consiga cumprir sua função.
• 4- Polietileno: A terceira camada é constituída de um polietileno de baixa densidade, que além de exercer as outras funções já citadas anteriormente, nesse momento tem a função de unir a camada de papel com a de alumínio da embalagem.
• 5- Papel: Também para garantir a estabilidade e resistência da embalagem, utiliza-se papel-cartão duplo, sendo uma das faces brancas, que permite a impressão de design do laticínio que irá utilizá-la. Segundo a fabricante, o papel utilizado advém de madeiras provenientes de florestas replantadas e certificadas.
• 6- Polietileno: Confere a embalagem uma proteção contra a umidade do ar e todas as outras funções citadas anteriormente.
Fonte: Tetra Pak.
E aí, vocês sabiam que existia tanta tecnologia assim nas caixas de leite que você compra?
Conta nos comentários o que você achou mais interessante ! 👇😁 @ Belo Horizonte, Brazil
27/05/2020
Gostaria de primeiramente informar que os posts sobre leite UAT (UHT) são apenas com o intuito de informar a todos sobre o processo de fabricação e todo os assuntos acerca dele, quero apenas informá-los e diante disso cada um fazer sua escolha de qual produto consumir.
O que são aditivos alimentares? Quais são as diferenças entre conservadores e estabilizantes? Arraste para o lado e entenda mais!
Bom, depois de entender as diferenças sobre conservadores e estabilizantes já podemos afirmar que, leite UHT não possui nenhum tipo de conservador agregado ao produto!
Mas o que são os componentes presentes nas embalagens de caixinha?
São estabilizantes, o mais comum é o citrato de sódio que é um sal de sódio originado a partir do ácido cítrico por meio de neutralização total com uma fonte de sódio, sendo assim definido como um estabilizante natural. Seu uso está delimitado no Codex Alimentarius, que é assinado em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo também aceito pelo Food and Drugs Administrations (FDA), dos Estados Unidos, e pelo Ministério da Agricultura do Brasil.
Ele não tem função bactericida (não elimina bactérias), sem ação bacteriostática (impede crescimento de bactérias) e nem ação fungicida( não elimina de fungos), por isso não pode ser considerado um conservante.
Porque adicioná-lo ao leite então?
Para que não ocorra a gelificação do leite alterando a viscosidade do mesmo (isso ocorre quando as proteínas, mais especificamente as caseínas, se desestabilizam e rompem as ligações entre si). Com o intuito de também ajudar no aumento da vida de prateleira do leite.
Fonte: Portaria nº 540, de 27 de outubro de 1997 – Anvisa; Portaria N.º 370 De 4 de setembro de 1997 (Mapa); Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida; Dos Santos, F., Da Cunha, F., De Pádua Alves, É, De Almeida Bergonse Pereira, F., De Santana, E., & Botaro, B. (2018). Alterações ocorridas no leite inteiro tratado com temperatura ultra-alta estabilizada durante o armazenamento. Journal of Dairy Research, 85 (4), 449-452. doi: 10.1017.
@ Belo Horizonte, Brazil
26/05/2020
Gostaria de primeiramente informar que os posts sobre leite UAT (UHT) são apenas com o intuito de informar a todos sobre o processo de fabricação e todo os assuntos acerca dele, quero apenas informá-los e diante disso cada um fazer sua escolha de qual produto consumir.
O que são aditivos alimentares? Quais são as diferenças entre conservadores e estabilizantes? Arraste para o lado e entenda mais!
Bom, depois de entender as diferenças sobre conservadores e estabilizantes já podemos afirmar que, leite UHT não possui nenhum tipo de conservador agregado ao produto!
Mas o que são os componentes presentes nas embalagens de caixinha?
São estabilizantes, o mais comum é o citrato de sódio que é um sal de sódio originado a partir do ácido cítrico por meio de neutralização total com uma fonte de sódio, sendo assim definido como um estabilizante natural. Seu uso está delimitado no Codex Alimentarius, que é assinado em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo também aceito pelo Food and Drugs Administrations (FDA), dos Estados Unidos, e pelo Ministério da Agricultura do Brasil.
Ele não tem função bactericida (não elimina bactérias) e nem ação bacteriostática (impede crescimento de bactérias), por isso não pode ser considerado um conservante.
Porque adicioná-lo ao leite então?
Para que não ocorra a gelificação do leite alterando a viscosidade do mesmo (isso ocorre quando as proteínas, mais especificamente as caseínas, se desestabilizam e rompem as ligações entre si).
Fonte: Portaria nº 540, de 27 de outubro de 1997 – Anvisa; Portaria N.º 370 De 4 de setembro de 1997 (Mapa); site Ciência do Leite; Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida; Dos Santos, F., Da Cunha, F., De Pádua Alves, É, De Almeida Bergonse Pereira, F., De Santana, E., & Botaro, B. (2018). Alterações ocorridas no leite inteiro tratado com temperatura ultra-alta estabilizada durante o armazenamento. Journal of Dairy Research, 85 (4), 449-452. doi: 10.1017.
@ Belo Horizonte, Brazil