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O HOMEM DE DENISOVA – O QUE SE SABE ATÉ O MOMENTO!Por volta de 45.000 anos antes do presente, sapiens estabelecidos no P...
21/03/2026

O HOMEM DE DENISOVA – O QUE SE SABE ATÉ O MOMENTO!

Por volta de 45.000 anos antes do presente, sapiens estabelecidos no Planalto Iraniano começaram a avançar em direção às regiões da Sibéria, onde eles acabaram tendo contato com uma população humana bastante diferente, que os pesquisadores modernos nomearam como denisovanos.

A primeira identif**ação de um fóssil humano como sendo um Homem de Denisova aconteceu apenas em 2010, e desde então poucos vestígios físicos associados a indivíduos denisovenses foram identif**ados, e por esse motivo eles ainda são muito pouco conhecidos.

Por culpa dessa escassez de fósseis, os denisovanos ainda são uma incógnita, uma vez que sabemos pouco sobre seus hábitos, seus fluxos migratórios, sua dispersão geográf**a, sua aparência, sua origem e extinção.

O período em que esses denisovanos existiram é incerto, mas é geralmente aceito que eles viveram desde por volta de algum momento em torno de 350.000 até quase 30.000 anos atrás.

Uma ampla corrente de pesquisadores defende que os espécimes conhecidos representam uma espécie completamente nova, mas alguns especialistas argumentam que eles seriam apenas uma variação de outra espécie - talvez de neandertais.

Por extensão, o termo “Homem de Denisova” ainda é um termo impreciso, que embora se associe a um conjunto de fósseis conhecidos, não conclui de maneira definitiva a classif**ação taxonômica desses indivíduos.

A classif**ação como denisovanos foi proposta pela primeira vez para os achados encontrados na caverna de Denisova, nos Montes Altai, e na sequência, alguns pesquisadores também logo propuseram o mesmo para fósseis descobertos no Planalto Tibetano, na região da Manchúria, no estreito de Taiwan, e no norte do Laos.

Embora as dezenas de fragmentos fósseis associados aos denisovanos se limitem basicamente a esses cinco sítios arqueológicos, traços do seu DNA presentes em humanos modernos sugerem que eles teriam se espalhado por grande parte da Ásia Oriental.

Quer saber tudo o que se sabe até o momento sobre o Homem de Denisova? Então participe ao vivo dessa live (3a feira, 24/março, 20:30 hs) que será abrilhantada com a participação do pesquisador Flávio Amatti Filho, do canal Aletheia Àgora.

Referências bibliográf**as:

Com base nas descobertas fundamentais e análises genéticas de alto nível, as três referências bibliográf**as que seguem são artigos científicos que definiram a descoberta, o genoma e a dispersão geográf**a deste grupo hominídeo:

Krause, J., et al. (2010). "The complete mitochondrial DNA genome of an unknown hominin from southern Siberia" (Nature)
Este artigo é o "marco zero" da pesquisa sobre os denisovenses, tendo anunciado a descoberta inicial a partir de um osso de dedo da Caverna Denisova, utilizando DNA mitocondrial para provar que se tratava de um grupo humano distinto dos Neandertais e Sapiens.

Reich, D., et al. (2010). "Genetic history of an archaic hominin group from Denisova Cave in Siberia" (Nature)
Artigo Publicado logo após a descoberta, analisando o genoma nuclear e revelando que os denisovenses se fundiram com os ancestrais dos melanésios modernos, com os quais compartilharam um ancestral comum próximo com os Neandertais.

Meyer, M., et al. (2012). "A High-Coverage Genome Sequence from an Archaic Denisovan Individual" (Science)
Essa pesquisa forneceu o sequenciamento de alta qualidade do genoma denisovano, permitindo identif**ar traços genéticos específicos que persistem em populações asiáticas e nativas americanas modernas.


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OS EURASIÁTICOS – PARTE 3: OS ANTIGOS NORTE EURASIÁTICOS (ANEs)Por volta de 45.000 anos Antes do Presente (AP) sapiens e...
18/03/2026

OS EURASIÁTICOS – PARTE 3: OS ANTIGOS NORTE EURASIÁTICOS (ANEs)

Por volta de 45.000 anos Antes do Presente (AP) sapiens estabelecidos no Planalto Iraniano começaram a avançar em direção à Sibéria.

É normalmente aceito que a linhagem dos Antigos Norte Eurasiáticos (ANE) começou a se formar em algum momento próximo a 42.000 AP, quando a colonização da Sibéria parece ter tido início.

Em um sítio arqueológico localizado no leste da Sibéria, o primeiro povoamento humano ao norte do Círculo Polar Ártico surgiu, por volta de 32.000 anos AP.

Um estudo genético de 2019 concluiu que os restos mortais de dois jovens sapiens masculinos encontrados nesse local (Sítio arqueológico do chifre de rinoceronte de Yana) representam uma linhagem geneticamente distinta, denominada Antigos Norte Siberianos (ANS), a qual parece intimamente relacionada aos ANEs.

As pesquisas arqueogenéticas indicam que por volta dessa época de 32.000 AP, as populações ANE já deviam ter se dispersado amplamente pelo nordeste da Eurásia, quando os ANEs se encontraram com os Eurasiáticos Orientais no leste da Sibéria, e desse encontro a linhagem ANS parece ter se desmembrado dos ANEs.

Ao longo dos milênios seguintes, esses ANS avançaram sobre a ponte terrestre congelada do estreito de Bering, e mais tarde eles dariam origem às primeiras linhagens humanas do continente americano: os Antigos Beríngios (AB) e os Antigos Norte Americanos (ANA).

Por volta de 23.000 AP, época do Último Máximo Glacial – quando as populações yanas já estavam desaparecendo - os primeiros grupos associados às populações ANS começaram a chegar nos territórios do Alasca e do Yukon.

Enquanto isso - a oeste dali - a cultura malta buret, a mais notável cultura arqueológica associada às populações ANEs, começou a surgir na margem sudoeste do Lago Baikal.

A cultura malta buret foi uma sofisticada cultura arqueológica, cujos achados arqueológicos foram encontrados nos vilarejos de Malta e de Buret, ambas localizados na Rússia Oriental.

Quando as escavações começaram na década de 1.920, os pesquisadores logo se impressionaram com os artefatos descobertos, os quais revelaram uma sociedade muito antiga e complexa, de forma que o sítio atualmente apresenta a cultura mais notável de toda a Sibéria paleolítica.

Ali, cabanas de uso temporário foram construídas com ossos e chifres de grandes animais, que foram usados para montar as estruturas de paredes e telhados, os quais foram revestidos com peles de animais, cuja arquitetura também foi reproduzida nas regiões mais orientais da Europa, com construções desse tipo surgindo até mesmo no distante território da França.

Quer saber mais a chegada dos nossos ancestrais sapiens na Sibéria, o seu encontro com o homem de Denisova que habitava a região, e o surgimento da primeira língua falada pelos nossos ancestrais?

Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo.

Referências bibliográf**as:

CAMPBEL, Joseph. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 2.014.
______. O Herói de mil Faces. São Paulo: Pensamento, 1.989.
______. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix, 2.012.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2.003.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
FLEMING, Harold. Afrasian and Its Closest Relatives: the Borean Hypothesis. In: Global perspectives on humam language. Greenberg Conference Stanford, 2.002.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científ**as e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

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Nessa semana tem "Os Eurasiáticos - Parte 3: Os Antigos Norte Eurasiáticos (ANEs)".Nesse vídeo vamos falar sobre a chega...
16/03/2026

Nessa semana tem "Os Eurasiáticos - Parte 3: Os Antigos Norte Eurasiáticos (ANEs)".

Nesse vídeo vamos falar sobre a chegada dos primeiros sapiens na Sibéria e o encontro com os denisovanos, a notável cultura Malta Buret (e as Vênus siberianas), a cultura Yana (o primeiro povoamento humano a norte do Círculo Polar Ártico), o funeral de Surgir (a leste dos Urais), a cultura Anfotova Gora e muito mais 👊🏻

Sobre a continuidade da nossa live da semana passada que ficou pela metade, ainda f**a pendente de agendamento. Mais pra frente eu dou notícia disso 😉

Então é isso: nos próximos dias tem vídeo novo no canal!

As pesquisas arqueogenéticas indicam que as mais antigas linhagens sapiens começaram a surgir na sequência de 150.000 an...
05/03/2026

As pesquisas arqueogenéticas indicam que as mais antigas linhagens sapiens começaram a surgir na sequência de 150.000 anos AP (Antes do Presente), numa época em que os nossos ancestrais - embora já fossem anatomicamente modernos - ainda não haviam despertado cognitivamente e nem utilizavam uma língua falada.

A primeira dessas linhagens floresceu nas regiões mais ao sul do continente africano, e se tornou a ancestral dos Povos Khoisans, um abrangente grupo étnico-linguístico atualmente composto pelos povos pastores Khois e pelos povos caçadores coletores Sans - também conhecidos como Bosquímanos.

Na sequência, um pouco antes de 110.000 AP, uma segunda linhagem começou a se formar nas regiões ocidentais do centro do continente africano. Essa se tornaria a ancestral dos Povos Nigero-congoleses, os quais se desenvolveram ao longo do Rio Congo e no território da atual Nigéria.

Um pouco mais tarde, já por volta de 80.000 AP, a terceira mais antiga linhagem sapiens começou a surgir no nordeste do continente africano. Esses foram os Eurasiáticos, os quais desenvolveram pela primeira vez uma capacidade cognitiva entre os nossos ancestrais, antes de avançarem sobre a Península Arábica, o Planalto Iraniano e - dezenas de milênios mais tarde - por toda a Eurásia, Oceania e Américas.

A quarta e última grande linhagem ancestral sapiens surgiu bem longe do continente africano, nas regiões mais ao norte da Austrália, onde os Povos Aborígenes Australianos vivem desde algum momento por volta de 60.000 AP.

Quer saber mais sobre esses e outros assuntos correlacionados? Então participe ao vivo da nossa próxima live, 3a feira, dia 10 de março, às 20:30 horas.

Nos vemos lá 👊🏻

As pequisas arqueogenéticas identif**am que as mais antigas linhagens sapiens começaram a surgir na sequência de 150.000 anos AP (Antes do Presente), numa ép...

OS EURASIÁTICOS – PARTE 2: OS EURASIÁTICOS OCIDENTAIS (OS CRO-MAGNONS)A primeira onda migratória dos sapiens em direção ...
02/03/2026

OS EURASIÁTICOS – PARTE 2: OS EURASIÁTICOS OCIDENTAIS (OS CRO-MAGNONS)

A primeira onda migratória dos sapiens em direção à Europa chegou no coração do continente por volta de 43.000 AEC, mas não parece ter deixado nenhum legado genético para os europeus modernos.

Contudo, a segunda onda (37.000 AEC) formou uma população sapiens fundadora, a qual se tornou a ancestral das subsequentes populações sapiens posteriores que surgiram no continente europeu.

Cro-magnon é um termo genérico e impreciso, atualmente caindo em desuso, geralmente utilizado para identif**ar as populações sapiens que habitaram principalmente a Europa - e frequentemente também o Oriente Médio e, eventualmente, até mesmo a Sibéria - desde por volta de 45.000 AEC até o Fim da Última Glaciação (11.000 AEC).

Mas com o avanço das pesquisas arqueogenéticas dos últimos anos, cada vez mais os pesquisadores têm optado pelo uso do termo Eurasiáticos Ocidentais, o qual se refere a uma população geneticamente bem definida, que teria vivido na Europa e no Oriente Médio, desde por volta de 45.000 AEC, até a sequência do Último Máximo Glacial (21.000 AEC).

Sua cultura material foi representada pela sucessão de diferentes períodos relacionados à cultura material.

Quando saíram do Oriente Médio, os sapiens integravam a mesma cultura material dos neandertais, a cultura musteriana (160.000 – 43.000 AEC), a qual foi substituída – tão logo eles chegaram na Europa - pela cultura aurignaciana (43.000 – 33.000 AEC), que foi sucedida pela cultura gravetiana (33.000 – 22.000), sendo que essa última acabou dando origem à cultura epigravetiana (22.000 – 10.000) no centro e leste da Europa, e à cultura solutreana (22.000 – 17.000) no centro e oeste da Europa.

Toda essa longa sucessão de culturas arqueológicas associadas aos Eurasiáticos Ocidentais representou uma contínua evolução na confecção de armas e ferramentas.

A organização social desses sapiens, que viviam em grupos formados por duas ou três dúzias de indivíduos, apresentava sintomas signif**ativos de organização.

Algumas pesquisas também sugerem que os eurasiáticos ocidentais talvez tenham andado na companhia de lobos - eventualmente domesticados - mas esse ainda é um tema sob intenso debate entre os especialistas.

Chifres e ossos de animais contendo entalhes feitos por esses primeiros sapiens europeus têm sido frequentemente apontados pelos pesquisadores como sendo registros de notações de calendários lunares e de cálculos aritméticos.

Esse é o caso da Placa de Blanchard, encontrada na França e datada do período gravetiano, a qual apresenta 69 marcas, que alguns pesquisadores interpretam como sendo o registro da passagem diária da Lua, na forma das diferentes fases observadas ao longo do período de 69 dias.

Outra peça notável é a Asta de Brassempouy, um chifre com marcações também encontrado em Brassempouy, na França, e datado em torno de 15.000 AEC, o qual apresenta uma sequência de marcações organizadas de tal forma que alguns pesquisadores encontram nela uma representação gráf**a dos números ímpares, que parecem ter tido alguma finalidade de cálculo aritmético.

Esses eurasiáticos ocidentais também parecem ter produzido o primeiro bumerangue que o registro arqueológico conhece – confeccionado de presa de mamute, encontrado na Polônia, e datado em torno de 21.000 AEC - e quem sabe também, até os primeiros arcos e flechas, os quais se ainda já não estivessem em uso desde o gravetiano, parecem ter sido inventados – ou popularizados – no período solutreano, muito embora a cultura zarzariana (18.000 – 8.000 AEC), que surgiu nos Montes Zagros, costuma ser apontada por alguns pesquisadores como aquela que desenvolveu o arco e flecha.

Os eurasiáticos ocidentais também produziram flautas, tanto a partir de ossos ocos de aves como de marfim de mamutes, sendo que as flautas mais antigas atribuídas aos sapiens foram encontrada na Alemanha e datam do início do Período Aurignaciano.

As cerca de 200 estatuetas conhecidas do tipo vênus são mais frequentemente associadas ao Período Gravetiano, com grande parte delas datando entre 28.000 e 22.000 AEC.

Quer saber mais sobre os eurasiáticos ocidentais, seu estilo de vida, e o seu encontro com os neandertais? Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo.

Referências bibliográf**as:

CAMPBEL, Joseph. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 2.014
______. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix, 2.012.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2.003.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
FLEMING, Harold. Afrasian and Its Closest Relatives: the Borean Hypothesis. In: Global perspectives on humam language. Greenberg Conference Stanford, 2.002.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científ**as e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.







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Salve pessoal  👊🏻Dentro de alguns dias vou postar vídeo novo no Canal. Esse será mais um daqueles vídeos densos, rechead...
27/02/2026

Salve pessoal 👊🏻

Dentro de alguns dias vou postar vídeo novo no Canal. Esse será mais um daqueles vídeos densos, recheados de informações, do tipo que se você piscar, perde algum detalhe 🤓

Nele vamos falar sobre a chegada dos primeiros sapiens na Europa, o encontro com os neandertais, o desenvolvimento da capacidade cognitiva de ambas as espécies, as estatuetas vênus, e muito mais 😉

Ao longo de cerca de uns 25 minutos, a narrativa nos levará até os tempos em que os Cro-Magnons (também chamados de Eurasiáticos Ocidentais) foram substituídos pelos Caçadores Coletores Ocidentais do período Mesolítico da pré-história da Europa.

É semana que vem, no canal da A SAGA HUMANA, no YouTube Tube!

A TRILHA ARQUEOGENÉTICA E LINGUÍSTICA DOS PRIMEIROS SAPIENSEm algum momento entre 350.000 e 260.000 anos antes do presen...
18/02/2026

A TRILHA ARQUEOGENÉTICA E LINGUÍSTICA DOS PRIMEIROS SAPIENS

Em algum momento entre 350.000 e 260.000 anos antes do presente (AP), os primeiros indivíduos do tipo homo sapiens começaram a surgir no noroeste da África (onde atualmente se encontra o Marrocos), nas regiões mais austrais do continente Africano (onde atualmente se encontra a África do Sul) e na África Oriental (onde atualmente se encontra o território da Etiópia.

Por volta de 200.000 AP, esses primeiros sapiens já dominavam o fogo e ocupavam posições intermediárias dentro da cadeia alimentar nos ecossistemas em que viviam, muito embora eles ainda fossem anatomicamente arcaicos e cognitivamente ainda não despertos.

Então, entre 200.000 e 150.000 AP, esses sapiens se desenvolveram fisiologicamente e se tornaram anatomicamente modernos, quando só então eles começaram a sair para fora da África (1ª Onda para Fora da África), avançando até regiões tão distantes como o Extremo Oriente e o Sahul (uma antiga massa de terra que conectava por terra firme a Austrália, a Nova Guiné e a Tasmânia), mas salvas algumas raras exceções, eles praticamente não deixaram descendentes.

Enquanto isso, por volta de 150.000 AP, duas destacas linhagens sapiens começaram a aparecer dentro do continente africano.

A primeira floresceu mais ao sul, e se tornaria a ancestral dos povos Khoisans, um dos povos mais antigos de todo o mundo, e que atualmente ainda vive na África Austral.

A segunda linhagem se formou um pouco mais ao norte, ao longo do Rio Congo e no território da atual Nigéria, e se tornaria a ancestral de todos os outros povos africanos, os quais são coletivamente chamados de povos Nígero-Congoleses.

Quando a Última Glaciação teve início, uma terceira linhagem sapiens também começou a se formar, a qual parece ter se desenvolvido entre 110.000 e 80.000 anos atrás.

Essa população ancestral surgiu no nordeste da África, e por isso ela também ora é chamada de Antigos Norte Africanos – ou ANA – e ora de Eurasiáticos Basais.

Entre 80.000 e 60.000 AP, esses sapiens do nordeste da África empreenderam uma nova migração para fora do continente (2ª Onda para Fora da África), quando eles começaram a se instalar na Península Arábica, a partir de onde essa linhagem se tornaria a ancestral de todas as outras populações humanas que surgiriam fora da África.

Mas por volta de 75.000 AP, essa população havia começado a experimentar um lento despertar cognitivo, o qual levou a um acelerado amadurecimento da sua proto-língua, e ao desenvolvimento de um primitivo padrão religioso de orientação xamânica.

Ao longo de sucessivas gerações, o despertar cognitivo dessa primeira população eurasiática promoveu a cooperação entre diferentes bandos e fez com que os grupos sapiens começassem a aumentar de tamanho, fatos que levaram a nossa espécie a avançar posições em direção ao topo da cadeia alimentar.

Enquanto isso, por volta de 60.000 AEC, em regiões onde atualmente se encontram o território da Austrália, um quarta linhagem sapiens - a dos aborígenes australianos - começou a se formar no Sahul.

Seus ancestrais parecem ter Integrado a Primeira Onda Migratória de sapiens para fora da África (200.000 -150.000 AP), mas o assunto ainda é tema de debate entre os especialistas.

Mas então, por volta de 45.000 AP, grupos formados por uma ou duas dúzias de indivíduos eurasiáticos basais – anatomicamente modernos, já despertos cognitivamente, e falantes de uma avançada proto-língua – começaram a migrar para fora das regiões da Península Arábica, dispersando seus genes, sua capacidade cognitiva e sua proto-língua para a Europa, o norte da Eurásia, o Extremo Oriente, a Oceania e as Américas.

Quer saber os detalhes sobre essa trilha arqueogenética, linguística e cognitiva dos primeiros sapiens? Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo!

Referências bibliográf**as:

CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2.003.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
FLEMING, Harold. Afrasian and Its Closest Relatives: the Borean Hypothesis. In: Global perspectives on humam language. Greenberg Conference Stanford, 2.002.
JUNG, Carl Gutav et al. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Harper Collins Brasil, 2.016.
SANTOS, Fabrício R. Grande árvore genealógica humana. In: Revista da Universidade Feral de Minas Gerais, p. 89-113. Belo Horizonte: Periódicos UFMG, abril 2.016
SOUZA, Sheila Mendonça de. Dispersão de Homo sapiens e povoameno dos continentes. In: Fundamentos da paleoparasitologia. Rio de Janeiro: Fiocruz, p. 69–92, 1.991.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científ**as e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

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Entre 150.000 e 110.000 anos AP (Antes do Presente), aconteceu a primeira onda migratória de Sapiens para fora da África...
09/02/2026

Entre 150.000 e 110.000 anos AP (Antes do Presente), aconteceu a primeira onda migratória de Sapiens para fora da África, e embora ela tenha alcançado regiões tão distantes como o Extremo Oriente da Ásia e a Oceania, não deixou uma descendência genética direta que tenha chegado até as populações dos nossos tempos.

Uma segunda onda migratória de Sapiens para fora da África aconteceu entre 60.000 e 50.000 anos AP e foi protagonizada por uma população geneticamente identif**ada como Eurasiáticos Basais, uma população que as pesquisas arqueogenéticas apontam como sendo os ancestrais de todas as populações humanas posteriores que surgiram fora da África.

Quer saber mais sobre essa população, que também é eventulamente conhecida como Antigos Norte Africanos (ou ANA)?

Então participe ao vivo da live dessa 3a feira (10/fev) às 20:30 hs!

Entre 150.000 e 110.000 anos AP (Antes do Presente), aconteceu a primeira onda migratória de Sapiens para fora da África, e embora ela tenha alcançado regiõe...

OS EURASIÁTICOS – PARTE 1: OS EURASIÁTICOS BASAISA pesquisa arqueológica demonstra que, entre 75.000 e 30.000 anos AP (A...
04/02/2026

OS EURASIÁTICOS – PARTE 1: OS EURASIÁTICOS BASAIS

A pesquisa arqueológica demonstra que, entre 75.000 e 30.000 anos AP (Antes do Presente), os nossos antepassados da Eurásia protagonizaram a Revolução Cognitiva, quando bandos sapiens - cada vez maiores - começaram a se organizar para caçar as grandes manadas de herbívoros; quando os primeiros padrões religiosos começaram a se desenvolver; quando as primeiras manifestações artísticas ganharam vida; e quando a proto-língua falada até então se sofisticou fortemente.

Os estudos sobre linguística histórica demonstram que a hipotética língua boreal - mãe de todas as línguas nativas da Eurásia, do norte da África e provavelmente também das Américas - deriva de uma pré-proto-língua-boreal, a qual teria sido falada por populações do centro da Eurásia, ao longo do Início do Paleolítico Superior.

Pesquisas de genética de populações demonstram que, em algum momento entre 60.000 e 50.000 anos AP, nas regiões da Península Arábica e adjacências, uma ancestral linhagem dos nossos ancestrais sapiens começou a se expandir para fora da África, a qual - mais tarde – daria origem às três etnias eurasiáticas fundamentais: os povos de pele escura do norte da África, os povos de pele e cabelos claros do norte da Eurásia, e os povos orientais de cabelos lisos e olhos puxados.

Todas essas evidências arqueológicas, linguísticas e genéticas - que apontam para o início do paleolítico superior (75.000 a 40.000 AP) - convergem para uma população que os pesquisadores chamam de Eurasiáticos Basais, a primeira geração da linhagem eurasiática, que viveu no Oriente Médio, numa época anterior à fusão dos nossos ancestrais sapiens com as populações vizinhas de neandertais e denisovanos.

Os eurasiáticos basais parecem descender de uma população que viveu no nordeste da África entre 100.000 e 80.000 AP, a qual se expandiu para a vizinha Península Arábica entre 80.000 e 60.000 AEC, época na qual essa população se diferenciou geneticamente das demais populações sapiens do continente Africano.

Dentro desse contexto os eurasiáticos basais surgiram no Oriente Médio por volta de 60.000 AP, onde eles f**aram confinados até por volta de 45.000 AP, quando seus descendentes (já despertos cognitivamente) começaram a se dispersar para o oeste (em direção à Europa), para o norte (em direção à Sibéria) e para o leste (em direção ao Extremo Oriente.

Quer saber mais sobre os Eurasiáticos Basais, os primeiros eurasiáticos? Então assista ao vídeo!

Referências bibliográf**as:

CAMPBEL, Joseph. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix, 2.012.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
FLEMING, Harold. Afrasian and Its Closest Relatives: the Borean Hypothesis. In: Global perspectives on humam language. Greenberg Conference Stanford, 2.002.
HARARI, Yuval Noah. Sapiens - Uma breve história da humanidade. Porto Alegre: L&PM, 2.015.
SANTOS, Fabrício R. Grande árvore genealógica humana. In: Revista da Universidade Feral de Minas Gerais, p. 89-113. Belo Horizonte: Periódicos UFMG, abril 2.016
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científ**as e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

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OS EURASIÁTICOS – INTRODUÇÃO: OS NOSSOS PRIMEIROS ANCESTRAISMuito antes de Gobekli Tepe ser erguido, e da agricultura te...
18/01/2026

OS EURASIÁTICOS – INTRODUÇÃO: OS NOSSOS PRIMEIROS ANCESTRAIS

Muito antes de Gobekli Tepe ser erguido, e da agricultura ter se desenvolvido, existiu um conjunto de populações geneticamente distinta: os eurasiáticos – uma população sapiens que esteve na vanguarda da Revolução Cognitiva, e que mais tarde se tornaram os ancestrais de todas as populações humanas modernas de fora da África.

Esses eurasiáticos figuram como a primeira linhagem sapiens a surgir fora da África, tendo surgido em algum momento entre, 75.000 e 50.000 AEC, no Oriente Médio, quando diferentes grupos sapiens começaram a se aproximar e a unir esforços durante a caçada de grandes manadas de herbívoros.

Na sequência da passagem do tempo, as relações entre os grupos de sapiens vizinhos foram se tornaram cada vez mais sólidas, de forma que eles passaram a desenvolver padrões materiais, culturais, religiosos e artísticos comuns, e uma língua unif**ada – mãe de todas as outras - começou a se formar entre eles.

Dentro desse contexto, a Revolução Cognitiva começou a surgir entre esses nossos ancestrais sapiens, e uma população de Eurasiáticos Basais começou a surgir nas regiões Costeiras da Península Arábica.

Por volta de 50.000 AEC, ainda durante os primeiros tempos da Revolução Cognitiva, esses eurasiáticos basais empreenderam um amplo movimento migratório, que levaria os seus descendentes para a Europa, o norte da Eurásia e o extremo oriente.

Como consequência dessas migrações, as três etnias humanas fundamentais acabaram se formando.

No ocidente, os Eurasiáticos Ocidentais deram continuidade ao desenvolvimento do fenótipo herdado das primeiras populações sapiens saídas da África, de forma que foram constituídos por indivíduos de pele e cabelo escuro.

No norte da Eurásia, os Antigos Norte Eurasiáticos, ou ANE, desenvolveram os genes que deram origem à pele e ao cabelo claro, uma adaptação evolutiva ao clima mais frio da região.

E no extremo oriente, as populações Asiáticas Orientais Antigas, do inglês Ancient East Asiatics, ou simplesmente AEA, se formaram, onde características como a dobra epicântica – também conhecida como olhos puxados dos orientais – acabou se desenvolvendo, também como uma adaptação evolutiva para proteção dos olhos contra o frio intenso e o reflexo do sol na neve.

Quer saber mais sobre Os Eurasiáticos? Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo introdutório dessa série nova do canal!




Referências bibliográf**as:

CAMPBEL, Joseph. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix, 2.012.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
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