A Saga Humana

A Saga Humana

Compartilhar

Página de divulgação do Livro A SAGA HUMANA (a venda na Amazon) e do canal no YouTube.

Os povos indo-europeus – Parte 6: A dispersão pela Eurásia 22/12/2025

OS POVOS INDO-EUROPEUS – PARTE 6: A DISPERSÃO PELA EURÁSIA

A cultura yamnaya havia começado a florescer por volta de 3.600 AEC, e poucos séculos mais tarde, por volta de 3.300 AEC, ela já estava se expandindo.

Seguindo ao longo do curso do Rio Dniepre, grupos yamnayas avançaram em direção norte, antes de se dispersarem para o oeste, o norte e o leste, regiões nas quais a cultura da cerâmica cordada acabou se formando com a chegada desses yamnayas em expansão.

Pesquisas genéticas amplamente aceitas demonstram que a ancestralidade genética das populações da cultura da cerâmica cordada apontam para a cultura yamanaya, mas os especialistas ainda discutem se esta ancestralidade foi herdada diretamente dos yamnayas ou de alguma população proto-yamnaya (que também poderia ter dado origem à cultura da cerâmica cordada).

Essas mesmas pesquisas também sugerem que - talvez - a cultura da cerâmica cordada tenha surgido a partir de pastores yamanayas masculinos que se aventuraram para o norte, onde teriam se acasalado com as mulheres das comunidades agrícolas daquela região.

Nessas regiões, um novo padrão arqueológico surgiu, a partir da fusão dos modelos da cultura yamnaya em dispersão que encontraram o estilo de vida das populações agrícolas locais, de forma que a cultura da cerâmica cordada começou a florescer mais ao norte, por volta de 2.900 AEC.

Mas antes que o 3º milênio AEC chegasse ao fim, as últimas populações indo-europeias – e seus descendentes diretos – acabaram se extinguindo.

A cultura da cerâmica cordada (um importante vetor de dispersão das línguas indo-europeias) havia desaparecido por volta de 2.400 AEC, e a cultura yamnaya (a última cultura indo-europeia) chegou ao fim por volta de 2.200 AEC.

Por volta de 2.000 AEC, após cerca de quatro longos milênios de predomínio na região das estepes, as culturas kurgans associadas aos indo-europeus – e aos seus ancestrais diretos – já não existiam mais.

Contudo, seus descendentes já haviam se dispersado para distantes regiões, de forma que nessa época eles se encontravam distribuídos em três núcleos populacionais distintos.

O mais antigo remetia às populações anatólicas, as quais haviam começado a chegar na região da Anatólia em algum momento próximo a 4.000 AEC.

O segundo núcleo remetia aos tocarianos, os quais haviam se apartado das populações yamnayas quando essas ainda estavam começando a se formar, oportunidade na qual seus ancestrais deram início a uma migração que os levaria para a distante região dos Montes Altai.

E o terceiro núcleo era composto justamente pelas populações que formavam o horizonte da cultura da cerâmica cordada, as quais - por sua vez - também se encontravam agrupadas em três destacados núcleos populacionais.

Quer saber mais detalhes? Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo!




Referências bibliográficas:

ANTHONY, DAVID W. - The Horse, the Wheel and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World. Princeton: Princeton University Press, 2.010.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2.003.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
GIMBUTAS, Marija. The Civilization of the Goddess: the world of Old Europe. São Francisco: Harper San Francisco, 1.991.
______. The Goddesses and Gods of Old Europe: Myths and cult images. Londres: Thames and Hudson Ltd, 1.982.
______. The Language of the Goddesses. São Francisco: Harper San Francisco, 1.995.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científicas e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

Os povos indo-europeus – Parte 6: A dispersão pela Eurásia Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.

O cenário linguístico da Europa PIE (Proto-Indo-Europeia) 09/12/2025

Na nossa Live dessa semana (3a Feira, 09/dez) vamos abordar assuntos que vc dificilmente encontrará por aí:

1) O Cenário linguístico da Europa Poto-Indo-Europeia (PIE)

2) A cultura da cerâmica cordada como berço de quase todas as famílias das línguas Indo-Europeias (IE)

3) Você sabia que há cerca de 5 milhões de anos AP (Antes do Presente) a família equidae (dos cavalos) surgiu na América do Norte, antes de atravesar o estreito de Bering (900 mil AP) e só então se dispersar pela Eurásia, onde eles foram domesticados?

Quer saber mais sobre a pré-história da Eurásia?

Então participe ao vivo da nossa Live nessa 3a feira, dia 09 de dezembro, às 20:30 hs.

O cenário linguístico da Europa PIE (Proto-Indo-Europeia) Temas que serão abordos na nossa Live toda 3a Feira dessa semana (09/dez):1) O Cenário linguístico da Europa Poto-Indo-Europeia (PIE)2) A cultura da cerâmica...

A Mespotâmia sob domínio Persa e Helênico 02/12/2025

Em meados do século VI AEC, após onze dinastias consecutivas que se sucederam ao longo um milênio e meio, a Babilônia deixa de ser uma região autônoma e declina frente a governos estrangeiros.

A 11a Primeira Dinastia Babilônica - a Dinastia Caldéia - encontrou o seu fim por volta de 540 AEC, quando os persas conquistaram a Mesopotâmia, a Anatólia e o Levante, sob a liderança de Ciro, o Grande - que assim, inaugurava o Império Persa.

Os persas praticavam uma religião zoroastrista, e quando chegaram na Mesopotâmia encontraram populações canaanitas - de orientação judaíta - que estavam em cativeiro na Babilônia - episódio que o Gênesis Bíblico registrou como "O Cativeiro Babilônico".

Dois séculos mais tarde, por volta de 330 AEC, Alexandre, o Grande, partindo da Macedônia (no norte da Grécia), avançou contra as forças persas e conquistou todo o Oriente Médio - até a Índia, que também se encontrava sob controle persa.

Dentro desse contexto, após 5 séculos sob domínio de povos de origem indo-europeia (persas e macedônicos), a cultura babilônica foi se desfazendo lentamente.

Quando os romanos (outro povo de ancestralidade indo-europeia) conquistaram a região, por volta do século I EC, a rica cultura babilônica era só uma tênue lembrança, presente na forma de um discreto legado, já quase esquecido...

Quer saber mais sobre esses temas? Então clique no link da imagem abaixo e participe ao vivo da nossa Live nessa 3a feira, dia 02 de dezembro, às 20:30 hs.

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A Mespotâmia sob domínio Persa e Helênico Em meados do século VI AEC, após onze dinastias consecutivas que se sucederam ao longo um milênio e meio, a Babilônia deixa de ser uma região autônoma e decl...

A influência dos Indo-europeus e dos Semitas na nossa história 25/11/2025

Por volta de 2.500 AEC, povos de origem indo-europeia, saídos das geladas estepes ao norte, e povos semitas - com origem nas regiões áridas da Península Arábica - começaram a chegar em grande número nas regiões civilizadas da Idade do Bronze - e mudaram de maneira definitiva o curso da nossa história.

Não por acaso, a maior parte do planeta é atualmente habitada por populações que falam uma língua de origem indo-européia e seguem uma religião monoteísta de origem semítica (judaísmo, cristianismo e islamismo).

Participe ao vivo da nossa live, hoje - 3a feira, 25 de novembro, às 20:30 hs - e saiba os detalhes de como a influência dos povos Indo-europeus e semitas acabaram moldando profundamente a continuidade da nossa história.

A influência dos Indo-europeus e dos Semitas na nossa história Por volta de 2.500 AEC, povos de origem indo-europeia, saídos das geladas estepes ao norte, e semitas - vindos das regiões áridas da Península Arábica - com...

O Império Babilônico nos tempos da Divindade Javé (YAHWEH) 18/11/2025

Na live dessa semana contaremos a presença do pesquisador Flavio Amatti e do Professor Edson Almeida.

Juntos iremos discorrer sobre os eventos narrados no vídeo "O Império Babilônico - Parte 3: Os tempos de YAHWEH", os quais se relacionam aos tempos da:

4a Dinastia Babilônica - Dinast. dos Isim: 1.155 a 1.026 AEC

5a Dinastia Babilônica - Dinast. do País do Mar: 1.025 a 1.004 AEC

6a Dinastia Babilônica - Dinast. Bite Bazi: 1.004 a 985 AEC

7a Dinastia Babilônica - Dinast. Elamita: 985 a 979 AEC

8a Dinastia Babilônica - Dinast. "E": 979 a 943 AEC

9a Dinastia Babilônica - Dinast. incerta: 943 a 729 AEC

10a Dinastia Babilônica - Dinast. Assíria: 729 a 620 AEC

E como é de costume, iremos contextualizar os eventos do Império Babilônico com os principais momento da história dos demais povos do Oriente Médio dos séculos XII a VII AEC. E isso inclui - principalmente - os eventos relacionados ao:

* Período Neoassírio da Cronologia Assíria (911 a 609 AEC: época da máxima expansão do Império Assírio)

* Período da Dinastia Omrida no Reino Israel Norte (884 a 882 AEC): quando a evidência arqueológica mostra o surgimento do reino unido de Isra-El Norte

* Tempos de surgimento da divindade "Javé" (do hebraico YAHWEH) entre o povo denominado judaíta (yudahitas), que viviam nas terras ao sul do reino de Israel Norte, e como essa divindade acabou se dispersando por toda a Cananeia e dominou o panteão dos povos da região.

O assunto é denso e complexo, mas o time que vai abordá-lo é de primeira linha.

Participe ao vivo dessa live de hoje, 3a feira (18 de novembro), às 20:30 hs, ou então assista ao vídeo gravado. Em ambos os casos é só clicar no link da imagem abaixo!

O Império Babilônico nos tempos da Divindade Javé (YAHWEH) Na live dessa semana teremos a presença do pequisador Flavio Amatti e do Professor Edson Almeida, oportunidade na qual iremos discorrer sobre os eventos narr...

Os povos indo-europeus – Parte 5: A cultura Yamnaya 17/11/2025

OS POVOS INDO-EUROPEUS – PARTE 5: A CULTURA YAMNAYA

No início do 4º milênio AEC, um novo conjunto de culturas arqueológicas associadas aos povos indo-europeus começou a surgir nas regiões mais ao norte do Mar Negro: a cultura usatove (3.700 - 2.700 AEC), a cultura Maicop (3.700 - 2.500 AEC) e a cultura Yamnaya (3.600 - 2.200 AEC).

A cultura usatove foi nomeada em referência a um vilarejo moderno de mesmo nome, e embora seja eventualmente interpretada como parte integrante da fase tardia da cultura cucuteni-trypillia, a maioria dos pesquisadores enxerga na cultura usatove características culturais distintas que justificariam considerá-la como uma cultura arqueológica à parte.

Entre essas características encontra-se a construção de montes funerários do tipo kurgan, fato que a conecta às culturas kurgans das estepes.

Dessa forma, a cultura usatove surge misturando elementos presentes tanto nas culturas do sudeste europeu como elementos das culturas das estepes.

Evidências desenterradas nos assentamentos usatove revelam uma rede comercial cujo alcance se estendeu até o Mar Egeu, a Anatólia, o Cáucaso e até mesmo o Egito.

A cultura maikop foi formada a partir de uma população de agricultores calcolíticos saída das regiões mais ao sul, onde atualmente se encontra o território da Geórgia, os quais haviam colonizado o norte do Cáucaso antes de darem origem à cultura maikop.

Nos assentamentos dessa cultura foram desenterradas rédeas para cavalos e algumas das rodas de carroças mais antigas de que se tem notícia.

Os pesquisadores defendem que os veículos com rodas talvez tenham chegado à região das estepes por meio da cultura maikop, revolucionando as populações da região e expandindo o nomadismo pastoril dos posteriores yamnayas, na sequência de 3.300 AEC.

Em nenhum outro lugar do mundo, ao longo da segunda metade do 4º milênio AEC, houve um acervo tão numeroso de peças de ouro e prata como aquele encontrado junto às populações da cultura maikop.

E petróglifos contendo símbolos que parecem remeter a uma proto-escrita também foram atribuídos à cultura maikop, mas ela ainda não foi decifrada.

A cultura yamanaya ocupou toda a margem norte do Mar Negro, e é de particular interesse tanto para os arqueólogos – por causa das viagens migratórias protagonizadas por essas populações – como para os linguistas – em função da dispersão da língua indo-europeia.

Eles consumiam muita carne, leite, iogurte e queijo, de forma que a tolerância à lactose parece se associar fortemente com a cultura yamnaya, sendo comumente aceito que essa característica genética teria se disseminado pela Eurásia junto com as migrações promovidas por essas populações

A cultura yamnaya demonstra um notável ajuste social à vida em alta mobilidade, com a introdução de estruturas políticas centradas em grandes carroções - de duas ou quatro rodas, puxadas provavelmente por bois - que se movimentavam pelas estepes.

A sociedade yamnaya vivia principalmente um estilo de vida nômade, dentro de um arranjo social no qual as populações viviam em casas móveis, ao mesmo tempo em que cuidavam de grandes rebanhos.

Não por acaso, foram as populações yamnayas que dispersaram a língua, os genes e os costumes indo-europeus por toda a Eurásia.

Quer saber mais detalhes? Então clique no link da imagem e assista ao vídeo!

Referências bibliográficas:

ANTHONY, DAVID W. - The Horse, the Wheel and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World. Princeton: Princeton University Press, 2.010.
CAVALLI-SFORZA, Francesco; Luca, Luigi. Quem somos?: História da diversidade humana. São Paulo: Editora Unesp, 2.002.
______; ______. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2.003.
______; ______; Menozzi, Paolo; Piazza, Alberto. The history and geography of human genes. Abridged paperback edition. Princeton: Princeton University Press, 1996.
GIMBUTAS, Marija. The Civilization of the Goddess: the world of Old Europe. São Francisco: Harper San Francisco, 1.991.
______. The Goddesses and Gods of Old Europe: Myths and cult images. Londres: Thames and Hudson Ltd, 1.982.
______. The Language of the Goddesses. São Francisco: Harper San Francisco, 1.995.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científicas e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

Os povos indo-europeus – Parte 5: A cultura Yamnaya ******************************** A P O I E O C A N A L *** *****************************VIA PIX: [email protected] (Chave Pix) SEJA MEMBRO DO CANA...

O IMPÉRIO BABILÔNICO - PARTE 3: Os tempos de YAHWEH 12/11/2025

Império Babilônico – Parte 3: Os tempos de YAHVEH

No vídeo anterior, vimos como o rei Elamita CUTIR-NACUNTE III, desferiu o golpe de misericórdia na dinastia cassita em 1.155 AEC e levou a estátua do deus MARDUK para ELAM, simbolizando a submissão da Babilônia e marcando assim o fim da dinastia Cassita, após 400 anos de reinado de diplomacias e glorias na Babilônia.

No entanto, surge o Rei MARDUQUECABITEAQUESU, o primeiro rei da 2ª Dinastia de Isim da Babilônia, que reinou entre 1.155 e 1.140 AEC e expulsou as hordas de Elamitas, em uma série de campanhas militares.

Dentro desse contexto tem início a IV Dinastia da Babilonia ou a Dinastia dos Isim, durante os anos de 1155 a 1026 AEC.

A dinastia de Isim marca o significado em sua máxima expressão do culto a Marduk, o deus elevado à posição suprema do panteão, tanto que seis dos onze reis da dinastia incluíam seu nome, como elemento teológico.

Antes que o 2º milênio AEC chegasse ao fim, teve início a 2ª Dinastia País do Mar, ou V Dinastia da Babilônia, a qual durou de 1.025 a 1.004 AEC, ou seja, a mesma dinastia que foi sucessora da I Dinastia Babilônica ou Amorita, marcando uma mudança de poder e governo na região.

Essa dinastia teve apenas 3 reis.

O primeiro deles, Simbar-Shipak, viveu tempos turbulentos, onde quebras de safra e conflitos constantes causaram a queda da Dinastia Anterior.

O segundo, Ea-Mukin-Zer, teve um reinado desconhecido, que talvez tenha durado apenas alguns meses, e carece de fontes confiáveis sobre a sua vida e feitos.

Por fim, Kashu-Nadin-Ahhe, cujo breve reinado de 3 anos não foi diferente dos reinados anteriores, com muitas dificuldades, fome severa e até de escassez de água por toda a região.

Na sequência ocorreu a VI Dinastia da Babilônia, a Dinastia Bite-Bazi, que durou de 1.004 a 985 AEC.

O nome faz referência à região de Bite-Bazi, onde este pequeno clã Cassita encontrava ascendência, tendo surgido próximo ao Rio Tigre, no século 23 AEC e sendo adotado por um clã cassita menor no século 14 AEC, em meio à turbulência infligida pelas migrações aramaicas.

A VII Dinastia da Babilônia, ou a Dinastia Elamita, durou de 985 a 979 AEC, e foi uma dinastia formada por apenas um único rei.

A VIII Dinastia da Babilônia, que durou de 979 a 943 AEC, aconteceu em meio à chamada Era das Trevas da Babilônia.

A IX Dinastia da Babilônia foi uma dinastia incerta, tendo durado de 943 a 729, e foi caracterizada como um período marcado pela subjugação à Assíria, tendo sido caracterizada por diferentes fases.

A primeira fase surgiu após um período de 11 anos sem reis na Babilônia, e contou com apenas cinco reis, cujos nomes não são conhecidos.

A partir da fase seguinte, a cronologia Babilônica volta a ser bem conhecida, graças aos registros de Ptolomeu em seu Cânone dos Reis e outras fontes.

Na última fase Nabu-Muquinin-Zeri, o último rei da IX Dinastia, foi deposto por Tiglate-Pileser III da Assíria, quando a Babilônia passou a ser um domínio assírio, dando início à X Dinastia da Babilônia, associada aos assírios.

Essa dinastia foi fruto da expansão assíria, que dominou a Babilônia em diversas ocasiões, entre momentos de ascensão e quedas, quando a relação entre assírios e babilônios foi marcada por períodos de conquistas e resistências.

Os assírios, através de campanhas militares, conquistaram a Babilônia em várias ocasiões, mas também enfrentaram revoltas e rebeliões internas ao longo dos anos, até chegar nesse período - já em plena idade do ferro – o qual ocorreu na sequência do colapso da idade do bronze, e que ficou conhecido como o Período Neoassírio da cronologia assíria.

Foi também nesse período que a região da Cananeia, que já não era mais dominada pelo Egito - ao menos em grande parte do território - que ocorreu a ascensão da Dinastia Omrida na região norte canaanita.

Essa foi uma linhagem real que governou o Reino de Israel entre os séculos IX e VIII AEC. Fundada pelo Rei Omri, ela incluiu também os reis Acabe, Acazias e Jorão.

Quer saber os detalhes que envolvem os tempos da IV à X Dinastia da Babilônia, e como elas se relacionam com o surgimento da divindade cananéia YAHVEH?

Então, assista ao vídeo até o final!

BIBLIOGRAFIA:

- O Reino Esquecido, de Israel Filkestein.
- Metalurgia da antiguidade, de R. J. Forbes .
- Assíria: A ascensão e queda do primeiro império do mundo, de Eckart Frahm.
- Um companheiro para a Assíria, de Eckart Frahm.
- Arqueologia Na Terra Da Bíblia. 10 000 - 586 A.C, de Amihai Mazar.
- A Saga Humana, de Angelo Henrique Simões.

CRÉDITOS:

Roteiro: Flavio Amatti Filho
Revisão: Edson Almeida
Produção: Angelo Henrique Simões
Narração: Flavio Amatti Filho
Vinhetas dos Capítulos: Renderforest.com

O IMPÉRIO BABILÔNICO - PARTE 3: Os tempos de YAHWEH No vídeo anterior, vimos como o rei Elamita CUTIR-NACUNTE III, desferiu o golpe de misericórdia na dinastia cassita em 1.155 AEC e levou a estátua do deus MA...

O surgimento das Religiões Abraâmicas 11/11/2025

Após a abrupta interrupção da nossa última Live, em decorrência de instabilidades na minha operadora de internet, vamos tentar retomar o assunto na nossa próxima live: "O surgimento da Religiões Abraâmicas"

As Religiões Abraâmicas são aquelas que compartilham uma origem comum, remontando à figura de Abraão, personagem descrito no Livro do Gênesis.

Entre essas religiões estão as três grandes religiões monteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Muito do que se sabe sobre o surgimento dessas religiões se apoia nas narrativas bíblicas encontradas no Livro do Gênesis, o qual foi escrito em algum momento por volta do século VI AEC.

Mas, até que ponto o conhecimento científico vai de encontro às narrativas bíblicas?

Esse é (novamente) o tema da nossa Live Semanal dessa 3ª feira, dia 11/nov, às 20:30 hs.










O surgimento das Religiões Abraâmicas Após a abrupta interrupção da nossa última Live, em decorrência de instabilidades na minha operadora de internet, vamos tentar retomar o assunto na nossa pró...

09/11/2025

Após a abrupta interrupção da nossa última Live, em decorrência de instabilidades na minha operadora de internet, vamos tentar retomar o assunto na nossa próxima live.

"O surgimento da Religiões Abraâmicas": até que ponto o conhecimento científico vai de encontro às narrativas bíblicas?

É nessa 3a feira, dia 11/nov, às 20:30 hs.

Participe ao vivo 🤓










02/11/2025

Muito do que se sabe sobre o surgimento das religiões abraâmicas se apoia nas narrativas bíblicas encontradas no Livro do Gênesis, o qual foi escrito em algum momento por volta do século VI AEC.

Mas o que o conhecimento arqueológico, historiográfico, linguístico e de genética populacional pode acrescentar, ou modificar, sobre esse o que sabemos sobre tema - ainda tão envolto em mistérios, desconhecimento e confusão?

Esse é o tema da nossa Live Semanal dessa 3ª feira, dia 04/nov, às 20:30 hs.

Participe ao vivo 👊🏻










A Astro-mitologia dos Ciclos Agrícolas 28/10/2025

A ASTRO-MITOLOGIA DOS CICLOS AGRÍCOLAS

No final do 3º milênio AEC, os dias de solstícios e de equinócios costumavam assinalar importantes datas nos calendários dos diferentes povos da Afro-eurásia.

De maneira geral, o início de cada ciclo anual costumava começar no dia de equinócio de primavera, quando o Sol ingressava na constelação zodiacal de Aries, o carneiro.

Esse dia marcava o fim do inverno, quando os estoques de comida estavam baixos, uma vez que eles haviam sido consumidos durante os dias frios da estação anterior.

No início dessa estação, animais como carneiros, ovelhas e cordeiros se apresentavam com uma forte pelagem acumulada, e as semanas e os meses que se seguiam eram marcados pelo comércio de lã e o trânsito de animais de rebanho entre as populações dos inúmeros vilarejos e cidadelas.

Na sequência, acontecia o dia de solstício de verão, quando o sol avançava sobre a constelação zodiacal de Câncer, que os posteriores babilônicos chamaram de lagostim.

Por volta desse dia, os estoques de comidas já estavam se recuperando, e aqueles povos encontravam motivos para promover alegres celebrações que marcavam a chegada dos agradáveis dias quentes de verão.

Entre alguns desses povos, as celebrações desse dia costumavam incluir muita música, fartura de alimentos, danças, esperança e alegria.

No Egito essa era a época de cheias do Nilo, e o símbolo dessa estação acabou sendo associado ao caranguejo, que nessa época tinha abundante presença nas margens do Nilo.

Com o passar dos dias, das semanas e dos meses, o dia do equinócio de outono chegava, e o sol então avançava sobre a constelação zodiacal de Libra, a balança.

Os dias começavam a esfriar, e as últimas plantações semeadas nos meses anteriores já estavam prontas para o período das colheitas, e dessa forma, a representação da balança – indicando a pesagem dos grãos – acabou surgindo entre aquelas populações.

Na medida em que o frio avançava, as colheitas das diferentes plantações iam chegando ao fim, e os viajantes se apressavam para retornarem para suas vilas e cidades de origem, onde as pessoas estavam organizando os esforços que anteviam a chegada do inverno.

Quando o dia do solstício de inverno chegava, o sol começava a avançar sobre a constelação zodiacal de Capricórnio, o peixe-cabra.

Nesse que costumava ser o dia mais frio do ano, alguns povos se lembravam dos mortos e benziam os túmulos, enquanto recontavam histórias sobre os seus antepassados e os seus deuses.

Nesse dia, os sacerdotes lembravam da concepção, nascimento e morte da divindade solar, que eventualmente ressuscitava no terceiro dia.

Na sequência da passagem dos dias, semanas e meses, os dias iam esquentando, e a neve dos cumes congelados começavam a derreter, fazendo com que o volume dos rios aumentassem, anunciando o fim dos rigorosos dias de inverno.

Então o sol, mais uma vez, chegava na constelação de Áries, e um novo ciclo anual tinha início.

Quer saber mais detalhes sobre esse, e outros ciclos agrícolas? Então clique no link da imagem abaixo e assista ao vídeo!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ADRIÃO, Vitor Manuel. 2012 e o fatalismo cósmico (signos e ciclos da tradição). Sintra: Comunidade Teúrgica Portuguesa, 2.012.
CAMPBEL, Joseph. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 2.014.
______. O Herói de mil Faces. São Paulo: Pensamento, 1.989.
______. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix, 2.012.
DEBBIO, Marcelo D. Enciclopédia de Mitologia. São Paulo: Daemon, 2.008.
______. Kabbalah Hermética. São Paulo: Daemon, 2.016.
______; Arrais, Rafael. O grande computador celeste. São Paulo, Textos para Reflexão, 2.016.
FERNANDES, Fernando. Curso de formação em astrologia – Especialização – Astrologia mundial e grandes ciclos 1. Rio de Janeiro: Astroletiva, [s.d.].
GIMBUTAS, Marija. The Goddesses and Gods of Old Europe: Myths and cult images. Londres: Thames and Hudson Ltd, 1.982.
JUNG, Carl Gutav et al. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Harper Collins Brasil, 2.016.
LISBOA, Cláudia. Os astros sempre nos acompanham: um manual de astrologia contemporânea. Rio de Janeiro: Best Seller, 2,013.
WILLIAMS, David. Simplified Astronomy for Astrologers. Tempe: American Federation of Astrologers, 2.009.
SIMÕES, Angelo. A Saga Humana Segundo as narrativas das cátedras científicas e das tradições religiosas e mitológicas. Belo Horizonte: Clube de Autores, 2.021.

A Astro-mitologia dos Ciclos Agrícolas ******************************** A P O I E O C A N A L *** *****************************VIA PIX: [email protected] (Chave Pix) SEJA MEMBRO DO CANA...

26/10/2025

Há cerca de 4.000 anos atrás no tempo, os antigos sacerdotes da Idade do Bronze já detinham um notável domínio sobre a orientação espacial em relação aos quatro pontos cardeais, de forma que algumas construções foram erguidas muito bem alinhadas tanto com os 4 pontos cardeais, quanto com algumas constelações e estrelas.

A evidência arqueológica demonstra que a elite sacerdotal daquela época media e acompanhava o movimento dos astros, conforme eles eram observados no firmamento, com a finalidade de identificar o início e o fim dos diferentes ciclos astronômicos.

Esses ciclos se associavam ao movimento do Sol, da Lua e dos demais planetas visíveis a olho nu, que cruzavam o firmamento tendo como pano de fundo as constelações zodiacais.

Esse vai ser o tema do próximo vídeo do canal, que será postado nos próximos dias 👊🏻





Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Belo Horizonte?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Entre em contato com a escola/colégio

Endereço


Belo Horizonte, MG