13/04/2026
Na Coluna Presença Histórica - UOL de hoje, no artigo intitulado "Anitta, a flor de Oxum e a inadiável cura para um velho mal de origem", a historiadora Josemeire Alves Pereira discute a urgência de ações efetivas de combate ao racismo religioso - mal de origem na constituição da sociedade brasileira. Confira um fragmento:
"As dinâmicas do tempo espiralar, como bem formulou Leda Maria Martins, herança das cosmovisões africanas que também nos têm formado, parecem trazer à tona, neste momento, tanto a evidência dos males quanto outros caminhos para sua superação.
A contundência no enfrentamento ao retrocesso faz-se cada vez mais necessário. E à frente das inúmeras iniciativas que integram a luta ainda em curso pelo direito à plenitude da existência, estão as comunidades negras e indígenas, protagonizadas em especial por mulheres."
Leia na íntegra no UOL (🔗 link na bio e nos cometários).
A Coluna Presença Histórica é uma parceria da Rede de Historiadorxs Negrxs e site de notícias UOL. A cada semana, Ana Flávia Magalhães Pinto, Fernanda Oliveira, Itan Cruz, Benedito Emílio Ribeiro, Josemeire Alves e Patrícia Alves-Melo, revezando-se, trazem reflexões em diálogo com histórias do Brasil, da África e de outros pontos da Diáspora Negra! Há também espaço para participações especiais de outras integrantes da RHN!
29/03/2026
A Coluna Presença Histórica - UOL desta semana traz o debate sobre seletividade e racismo na disputa pelo direito à memória e à reparação em tempos de guerra.
Fernanda Oliveira nos convida a olhar para o passado e suas incidências no presente, e reivindicar a memória e a reparação como caminhos para disputar um futuro menos desigual.
Leia na íntegra no UOL (🔗 link nos comentários)
A Coluna Presença Histórica é uma parceria da Rede de Historiadorxs Negrxs e site de notícias UOL. A cada semana, Ana Flávia Magalhães Pinto, Fernanda Oliveira, Itan Cruz, Benedito Emílio Ribeiro, Josemeire Alves e Patrícia Alves-Melo, revezando-se, trazem reflexões em diálogo com histórias do Brasil, da África e de outros pontos da Diáspora Negra! Há também espaço para participações especiais de outras integrantes da RHN!
08/01/2026
Em 15 de dezembro de 2025, aconteceu a abertura da Exposição FUNDAMENTO: AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS EM MORRO VELHO, no Centro de Memória AngloGold Ashanti, que integra as antigas instalações da Mina de Morro Velho. Na mina foram empregados inúmeros trabalhadores (homens, mulheres, crianças...), na condição de escravidão ou como operários livres, desde o advento do seculo XIX.
Compartilho, neste, o texto da fala da Curadoria que fiz, na ocasião da Abertura, e ressalto nosso intento curatorial de que esta seja uma dentre as tantas e urgentes ações de reparação histórica ainda necessárias, em respeito às existências daquelas pessoas e de sua descendência, que ainda hoje, sofre os graves impactos da escravidão e do racjsmo.
Agradeço imenso pela parceria de Magno Marciano, Juliana Sampaio, Diego Pereira, Jiulia Marques, Cristiano Cezarino, Vitor Lagoeiro, Marcela, Marcos Diogo, Nayara Leite, junto a todas as equipes profissionais envolvidas, e cuja escuta atenta e sensível contribuiu para que conseguíssemos cumprir bem, de maneira fluida, mais esta missão.
E, sobretudo, agradeço à guiança e ao amparo das forças ancestrais que têm caminhado conosco.
‼️A exposição está aberta à visitação gratuita‼️
📌 Centro de Memória AngloGold Ashanti: Rua Enfermeiro José Caldeira, 7 - Nova Lima / MG
🗓 Quarta a sexta-feira - 08h, 10h, 13h20 e 15h e, aos fins de semana - 09h, 13h20 e 15h (Feriados: local fechado)
AGENDAMENTOS:
31 3589 1716 / 31 9 7200 7978
12/12/2025
Há 128 anos Belo Horizonte era inaugurada, como parte do projeto de modernização vislumbrado pelo governo de Minas Gerais no Pós-Abolição e na recém-instituída República.
Mas a história do território que segue se constituindo na metrópole com forte presença afroindígena, a despeito das interdições do racismo à brasileira, é mais antiga, remontando à sua produção pelos povos originários e pela presença e as agências das gentes africanas e sua descendência.
A História já conta que à predominante população de ascendência africana presente no Curral Del Rei, somaram-se, no advento da construção da Nova Capital de Minas, milhares de famílias negras que migraram de diferentes regiões do Estado e do país.
As agências afro-indígenas foram, por décadas, negligenciada nas representações de memória e história da cidade. Mas sempre notadas e reivindicadas como direito por diferentes gerações de pessoas negras, algumas das quais integram nossa Roda de Conversa e participaram ativamente da construção das políticas culturais contemporâneas de Belo Horizonte.
✊🏿Convidamos você a dinamizar esta roda, concebida para fazer presentes histórias, memórias e representações afrodiaspóricas e indígenas da cidade e pensar futuros para as políticas da memória a partir da potência dessas experiências.
::PROGRAMAÇÃO::
14:00 Visita à Fazendinha Dona Izabel (Patrimônio municipal reconhecido desde 1992, por reivindicação da comunidade do Aglomerado Santa Lúcia)
14:30 Casa do Beco - Roda de Conversa "Agências negras e indígenas em Belo Horizonte: história, memória, cultura"
SÁBADO, 13/12/2025, 14:00
ONDE: Fazendinha Dona Izabel (Av. Artur Bernardes, 3120 - Barragem Sta. Lúcia - BH/MG), SEGUINDO PARA a Casa do Beco (Av. Artur Bernardes, 3876 - Barragem Santa Lúcia - BH/MG)
PARCERIA: Casa do Beco, Museu Histórico Abílio Barreto e Viaduto das Artes
A Casa do Beco é um espaço sociocultural mantido com o Patrocínio do Instituto Unimed-BH (por meio de doações de pessoas físicas), via Lei de Incentivovà Cultura (Lei Rouanet).
Realização:
✨️Ministério da Cultura () - Governo do Brasil, do lado do povo Brasileiro.
04/12/2025
(edit.)
💬 RODA DE CONVERSA – Agências Afrodiaspóricas e Indígenas em Belo Horizonte
📅 13/12 – 14h
📍 Casa do Beco (Av. Artur Bernardes, 3876 – Barragem Santa Lúcia – BH)
👤 Livre | Sujeito à lotação
—
Em parceria com a Casa do Beco, o MHAB promove uma roda de conversa sobre as agências afrodiaspóricas e indígenas na história e cultura de Belo Horizonte.
Com participações de Márcia Maria Cruz, Marcos Cardoso, Miriam Aprigio Pereira, Nila Rodrigues Barbosa e Rodney Nicomedes, Paulo Campos, e mediação de Josemeire Alves, o encontro reflete sobre presença, resistência e protagonismos afro-indígenas na construção da cidade.
Com .bh, , , , , Paulo Campos & .alves.
📍 Casa do Beco – Barragem Santa Lúcia (Iniciando na Fazendinha D. Izabel (Av. Artur Bernardes, 3120 - Barragem Sta. Lúcia BH/MG).
🕙 Sáb., às 14h
—
MUSEUS CENTRO. O percurso da memória de Belo Horizonte.
Projeto da Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com o Viaduto das Artes.
Visite também: / /
MuseuAbílioBarreto MuseusCentro AfroIndígenas RodaDeConversa HistóriaeMemória CulturaBH CasaDoBeco AgênciasAfrodiaspóricas
01/12/2025
Lá se vai novembro - e que novembro! - e, diante da intensidade do fluxo da vida, só agora consigo deixar por aqui o registro de minha gratidão e do profundo senso de responsabilidade, que acolho com leveza, ao ter sido contemplada nesta XVI edição do !
Ainda tenho muito por dizer acerca do que esse gesto tem transformado em mim, no sentido da reafirmação de estar no caminho que tem que ser e do modo coletivo de trilhá-lo que, longe de anular, fortalece aquilo que é singular à pessoa em que vou me constituindo e aprendendo no caminhar - inclusive com os tropeços; o aprender a não cair, ou a se reerguer se necessário, sempre atenta aos aprendizados ofertados pela experiência; o desenvolver da habilidade de discernir sobre quem de fato está com a gente e quem tem outros destinos - alheios aos nossos desejos; a reconhecer e acolher as bênçãos de Nzambi!
Por ora, reitero meus respeitos e admiração à , por sua incansável movência e garra na construção e manutenção dessa e de tantas belas e importantes giras na dinâmica cultural de BH, das Minas e mundo afora. Graças a pessoas como Júnia, tenho aprendido, há um tempo, a perceber e compreender as africanidades que têm constituído esta cidade desde antes de ela se criar. Também à , à Dandara Bertolino e, muito especialmente, a toda a Comissão Curadora do Prêmio, nas pessoas queridas de .sessemeande e !
Nossos aplausos, sempre, à produção impecável do Prêmio e da Cerimônia de premiação!!
Teve bonito, gente! E pleno de asè/ngunzo.
Uma honra incomensurável receber como Prêmio uma obra do imenso Jorge dos Anjos! Tudo muito especial e significativo, nutrindo a contínua jornada.
1 e 2 - foto: Carlos Castro
3 - foto: .sessemeande
4 - Com , também homenageada nesta edição do Prêmio | foto:
5 - Com .sessemeande
6 - Com , minha mãe, e
17/11/2025
E como vencedora da Categoria Destaque Mulher Negra, anunciamos a Josemeire Alves Pereira
Josemeire é historiadora, doutora em História Social (Unicamp), mestre em História, com ênfase em Política, Memória e Cidades (Unicamp); especialista em gestão e conservação do patrimônio cultural (IFMG-OP), com trajetória dedicada à pesquisa, docência e produção cultural focada nas experiências negras, afro-indígenas e periféricas no Brasil. Atuo há mais de 20 anos em projetos que articulam memória, direitos humanos, história urbana, patrimônio imaterial e políticas antirracistas.
27/10/2025
COLEÇÃO HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA - Os 08 volumes estão disponíveis para baixar.
Link: https://ipeafro.org.br/gratuito-historia-geral-da-africa-em-8-volumes-7357-paginas-em-pdf/
22/10/2025
.cidadesemdisputa.ec
Evento online, gratuito e aberto!
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No "6º Ciclo Aberto Urgências e Insurgências – Toda família é um museu: 10 turmas de Cidades em Disputa", a pós-graduação Cidades em Disputa convida a um debate sobre acervos familiares informais e sua importância na ressignificação de narrativas silenciadas, a partir de pesquisas e atuações que se propõem a repensar quais famílias figuram nos livros, arquivos e currículos. Museu e família são duas instituições sobre as quais há muito que se questionar, especialmente em tempos de críticas contundentes acerca da colonialidade e seu papel fundante na modernidade. Em seus sentidos mais tradicionais, ambas podem ser vistas como estruturas que ancoram a desigualdade e perpetuam privilégios e privilegiados. No campo das humanidades, instituições como os museus reverberam a legitimação excludente de algumas poucas famílias como agentes a partir das quais são erigidas memórias e histórias oficiais – e são marginalizadas ou mesmo apagadas todas as demais.
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O evento reúne pesquisadoras/es, parceiras/os e estudantes que cursaram a pós, comemorando a 10ª turma do curso e revendo nossa trajetória a partir de um enquadramento que vem sendo trabalhado recorrentemente nas aulas ao longo dos anos: o reconhecimento e construção das próprias narrativas, acervos e materialidades de alunas/os/es e suas famílias, de cidades e comunidades de variadas regiões do país, como forma de subverter silenciamentos históricos e historiográficos e contribuir com os esforços contracoloniais e decoloniais dentro e fora da academia.
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Programação:
03/11 – Abertura com Josemeire Alves Pereira: famílias negras migrantes, vozes e trajetórias em Belo Horizonte
05/11 – Thales Pereira, Gizele Corner e Mariana Leandro Pereira: construção (de si), cidades e famílias no Brasil
10/11 – Damiso Faustino, Lorena Cerqueira e Ana Aparecida Guimarães: racialidade e sentidos de família
12/11 – Encerramento com Rodrigo Bonciani (Unifesp): museus comunitários e a família no território
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Inscrições pelo link no perfil!
13/10/2025
Foi disponibilizado, no YouTube, o videodocumentário "O Jogo da Liberdade: a capoeira em Belo Horizonte - Anos 60, 70, 80", que integra a Exposição de mesmo título, em cuja pesquisa e curadoria tive oportunidade de contribuir. O vídeo está acessível através do seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=aePePK4Yduc (disponível nos stories).
SINOPSE
No exercício da memória e da oralidade, capoeiristas que vivenciaram a instituição e difusão da Capoeira em Belo Horizonte, entre os anos 1960, 1970 e 1980, apresentam testemunhos, sabedorias e perspectivas filosóficas e acerca dos fundamento da prática. Com participação dos mestres Beto Onça, Boca, Djalma Bahiano, Dunga, Lúcia Capoeira, Luiz Mineiro, Ney Fiuza, Noventa, Pelota, Primo e Orlando Escovão, além de registros do acervo do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH), o documentário é um convite ao conhecimento e à continuidade e difusão das narrativas dessa história que conta com o protagonismo de outras tantas pessoas que dão continuidade à gira ancestral das africanidades que se atualizam e se reafirmam no solo da capital mineira.
CRÉDITOS VÍDEO
Depoimentos:
Mestra Lúcia Capoeira, Mestres Beto Onça, Boca, Djalma Bahiano, Dunga, Luiz Mineiro, Ney Fiuza, Noventa, Pelota, Primo e Orlando Escovão
Pesquisa:
Josemeire Alves Pereira e Kelly Rabello
Entrevistas:
Josemeire Alves Pereira e Kelly Rabello
Intérprete de Libras:
Jane Luciana Silva
Roteiro e Edição:
Natalie Matos (Renca Produções)
Realização:
Prefeitura de Belo Horizonte / Lumiar Produções
🪘A EXPOSIÇÃO "O Jogo da Liberdade: a capoeira em Belo Horizonte - Anos 60, 70, 80" segue em exibição:
De terça-feira a sábado, das 9h às 18h
Onde: Centro de Referência de Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado – CRCP
Rua Min. Hermenegildo de Barros, 904, B. Itapoã - Belo Horizonte/MG