LabTrab UFMG

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O Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos (LabTrab) é um programa de Ensino, Pesquisa e Extensão vinculado ao departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais.

Photos from LabTrab UFMG's post 22/05/2026

Entre os dias 8 e 10 de abril, foi realizado o I Seminário Mineiro por um Mundo sem Prisões na Universidade Federal de Minas Gerais. Na manhã último dia de evento, ocorreu a apresentação dos trabalhos nos GTs (Grupos de Trabalho). Ao todo, foram apresentados 4 trabalhos produzidos pelo LabTrab/UFMG.

No GT 2, foram apresentados dois resumos. No primeiro deles, "Trabalho e Cárcere: analisando o real do trabalho executado por pessoas presas através de lentes abolicionistas", foram apresentados dois projetos de pesquisa em andamento voltados para as dimensões psicopolíticas das atividades laborais no sistema prisional mineiro e para a remição da pena por trabalho para grupos vulnerabilizados. O foco da apresentação foi na primeira etapa dos projetos a partir de pesquisa documental em normativas jurídicas sobre o trabalho prisional na América Latina, com foco no Brasil e em Minas Gerais.

No segundo resumo do GT 2, ""Aqui só existe por causa da prisão": o trabalho nos trailers no entorno da Penitenciária Nelson Hungria", foram apresentadas discussões feitas no âmbito de pesquisa de Mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Psicologia e defendida em 2025. A pesquisa ocorreu de forma articulada com atividades de extensão no Culthis: Espaço de Acolhimento Psicossocial às Pessoas Presas, Sobreviventes do Cárcere, seus Familiares e Amigos.

No GT 3, foi apresentado o resumo "Reflexões sobre a experiência de grupo de pesquisa abolicionista penal no Conselho da Comunidade", trazendo discussões sobre a importância da participação social na execução penal, principalmente por meio das inspeções e da elaboração de relatórios, bem como as contradições de uma atuação abolicionista penal no órgão.

Por fim, no GT 5, foi apresentado o resumo "Reflexões sobre como a prisão impacta as vidas de familiares de pessoas presas, baseado em pesquisa de Mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Psicologia, defendida em 2021. Na apresentação, destacou-se diversidade de reverberações que a prisão suscita na vida das familiares de pessoas presas, que passam a cumprir uma pena compartilhada, tendo impactos, por exemplo, financeiros e nas relações sociais.

Photos from LabTrab UFMG's post 19/05/2026

✨ *Ainda 18tão* ✨
_Guilherme Fernandes_, 2025

Chegou! Os últimos retoques do dia mais bonito do ano estão em andamento. Foi escrever 18tão e os olhos marejaram.

(...)

Para os que estão chegando agora, que é um pouco como me sinto esse ano, gostaria de lhes servir como guia!

Primeiramente, vamos pedir bênçãos a São Doidão e desejar a todos e todas, nesse 16 que é 18 um Bom Brilho! O que hoje testemunharão é algo raro, mas acontece todos os anos há algumas décadas, rs. Entretanto, nem sempre foi assim. O que começou como um movimento de trabalhadores lá em 1987 teve a coragem de pedir o impossível: uma sociedade sem manicômios! Não foram “manicômios melhores” não foram manicômios humanizados” e isso é muito importante! O que foi feito disso não está concluso, talvez nunca vá estar. Não pedindo desculpas pelo transtorno, mas a reforma, como bem sabem os pedreiros, não tem fim.

A primeira dica é: VÁ! Cedo ou tarde, atrasado ou adiantado, não deixe de ir. O desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tan Tan é um acontecimento que muda tudo. Talvez seja o mais próximo de um sonho desperto que vocês poderão experimentar. O ar se torna palpável, conceitos complexos como Liberdade são explicados em movimento por meio de milhares de corpos em marcha. Usuários, trabalhadores, familiares e militantes alargam o horizonte de expectativas de nosso encaretado mundo.

A segunda é: converse com todos e todas e olhe nos olhos das pessoas. Na maioria delas você verá um brilho que instantaneamente lhe contaminará. Uma sensação que mistura alegria e susto acelerará seu coração, causará movimentos involuntários em suas pernas e quando menos esperar estará cantando o samba e abraçando estranhos que serão seus amigos pelo resto da vida (pelo menos comigo foi o que aconteceu)!

Por fim, não se permita esquecer que há algumas décadas atrás essas pessoas estariam todas presas. Muitas pessoas ainda o estão. Sob o jugo de manicômios de novos tipos e prisões de todos os tipos, o encarceramento não cessa. Se esses andam pelas ruas e se a loucura, seja lá o que isso signifique, tem um lugar no mundo é porque muitos (em sua maioria muitas!) dedicaram e dedicam suas vidas a criar novos

01/03/2026

O LabTrab convida para a qualificação de mestrado de Mariana Oliveira!

📚 *Trajetórias laborais de mulheres migrantes do Sul-Global em Belo Horizonte*
📅 03/03/2026 (terça-feira)
⏰ 14h
📍 Auditório Baesse – FAFICH/UFMG (4º andar)
Av. Antônio Carlos, 6627

Sua presença será muito bem-vinda!

Photos from LabTrab UFMG's post 30/12/2025

Retrospectiva LabTrab 2025 ✨

Ao longo de 2025, o Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos (LabTrab/UFMG) esteve presente em espaços de pesquisa, extensão, formação e mobilização social.

Foram encontros, publicações, lançamentos, debates e participações em eventos acadêmicos e políticos que reafirmam nosso compromisso com a produção de conhecimento crítico, a defesa dos direitos humanos, o cuidado em liberdade e a reflexão sobre as transformações do trabalho e do sistema penal.

Em 2026, seguimos fortalecendo essas trajetórias, ampliando diálogos e construindo, coletivamente, novos caminhos de pesquisa, escuta e ação. ✊

Photos from LabTrab UFMG's post 29/12/2025

Após 2 anos sem realização, a 13ª ConDH marca a retomada de um espaço fundamental de escuta social, diálogo democrático e construção coletiva. Com o tema “Por um Sistema Nacional de Direitos Humanos: consolidar a democracia, resistir aos retrocessos e avançar na garantia de direitos para todas as pessoas”, a conferência reafirma o compromisso do Brasil com a democracia, a justiça e a proteção irrestrita dos direitos humanos em todas as suas dimensões.

O LabTrab esteve representado pela Profª Carolyne Reis Barros, e pela mestranda Mariana Luisa de Oliveira Ferreira, fortalecendo o diálogo entre universidade, sociedade civil e políticas públicas, especialmente no campo do trabalho, do cárcere e dos direitos humanos. O espaço também foi utilizado para articulação com o objetivo de aprovar uma moção de apelo à publicação do edital de peritas(os) do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

Participar da 13ª ConDH foi uma experiência potente, necessária e profundamente inspiradora. Um espaço amplo, plural e participativo, que reafirma que a construção de um Sistema Nacional de Direitos Humanos só é possível com escuta, compromisso político e ação coletiva.
Dessa forma, Seguimos na luta, na resistência e na construção de um Brasil mais justo, democrático e comprometido com a dignidade de todas as pessoas.

📍 Brasília/DF
🗓️ 10 a 12 de dezembro de 2025

JustiçaSocial TrabalhoECárcere SistemaNacionalDeDireitosHumanos

Photos from LabTrab UFMG's post 16/12/2025

FICCIONANDO OUTROS MUNDOS

🗣️ No segundo semestre de 2025, as professoras Carolyne Barros e Vanessa Barros (LabTrab/UFMG) ministraram a disciplina “História de vida e experiência: leituras e escritas abolicionistas penais na produção de um outro mundo”, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFMG.

Ao longo do semestre, tivemos encontros de leitura e discussão das referências bibliográficas intercalados com encontros de escrita de textos ficcionais abolicionistas penais. O objetivo da disciplina foi buscar referências da escrita ficcional para dar base para uma produção de ciência radical e abolicionista penal.

📖 A partir de textos produzidos ao longo da disciplina, criamos o livro “Ficcionando outros mundos: escritos abolicionistas penais”. A publicação é fruto de uma parceria entre os grupos de pesquisa e .ufmg junto às suas iniciativas de extensão, e Uauá - Cotidianos Intermitentes.

📕 Em oficina realizada no dia 3 de dezembro, a publicação tomou forma como livro cartonero. A oficina foi ministrada por Frederico Lisboa e Nayara Souza (Temporona/UFMG), discentes de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG. Durante a oficina, trabalhamos formas de publicação artesanal com capas de papelão, colagem e pintura.

📌 A disciplina também contou com a participação da escritora Denise Coimbra. No dia 26 de novembro, a convidada trouxe comentários sobre os textos ficcionais escritos pelos(as) discentes ao longo do semestre.

📲 Em breve, o livro “Ficcionando outros mundos: escritos abolicionistas penais” estará disponível online como e-book.

03/12/2025

Nesta sexta-feira, 05/12, será realizada a banca de qualificação do trabalho de mestrado "O trabalho da redução de danos em Belo Horizonte: entre o trabalho sujo e o trabalho de cuidado", do discente Guilherme Fernandes de Melo, orientado pela Profa Carolyne Barros - LabTrab/UFMG

A banca acontecerá na sala 2060 da FAFICH de modo presencial, às 09h.

Photos from LabTrab UFMG's post 24/11/2025

Em retrospectiva do mês de novembro, no dia 03/11/2025, tivemos o privilégio de realizar uma palestra com a Profa. Dra. Vanessa Andrade de Barros, fundadora do Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos (LabTrab-UFMG).

A pauta central do diálogo foi o Método de Pesquisa em História de Vida na perspectiva da Psicossociologia do Trabalho.

Este método se destaca por ser uma abordagem qualitativa que estabelece uma ponte essencial entre a trajetória individual e a história coletiva. O objetivo não é ser uma forma de terapia, mas sim a compreensão aprofundada de como as condutas humanas e o mundo psíquico se articulam com a vida social, permitindo a ressignificação e a elaboração de sentidos por meio do relato.

A essência da pesquisa reside no encontro único e na escuta sensível, responsável e confiável, reconhecendo que não há neutralidade no processo investigativo, mas sim um compromisso ético com a realidade a ser compreendida, acessada através de relatos de memória do sujeito.

Dessa maneira, pudemos discutir as possibilidades do desse método e refletir sobre diferentes maneiras de realizar pesquisas qualitativas por meio do engajamento e do respeito no encontro com o outro.

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