Filosofia e Psicanálise

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14/03/2024

⭐ARQUÉTIPOS
o que são e os 12 significados mais comuns:

Arquétipo é um conceito da psicologia utilizado para representar padrões de comportamento associados a um personagem ou papel social.

A mãe, o sábio e o herói são exemplos de arquétipos. Esses “personagens” têm características percebidas de maneira semelhante por todos os seres humanos.

Esse conceito foi desenvolvido por Carl G. Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica.
Para Jung, esses comportamentos estão no inconsciente coletivo e, por isso, são percebidos de maneira similar por todos.

Jung dizia que os arquétipos são uma herança psicológica, ou seja, resultam das experiências de milhares de gerações de seres humanos no enfrentamento das situações cotidianas.

As imagens dos arquétipos são encontradas em mitos, lendas, na literatura, nos filmes e até mesmo nos nossos sonhos.
Também são utilizados na publicidade. Quando um animal é utilizado em uma marca, espera-se que os clientes associem a marca às características daquele animal.

✍🏽Os 12 arquétipos e seus significados:

A partir do conceito de Jung, desenvolveu-se uma classificação com 12 arquétipos que simbolizam algumas motivações básicas dos seres humanos.

Um indivíduo pode manifestar diversos arquétipos em sua personalidade, mas geralmente um deles é predominante.

Os psicólogos costumam usar esses padrões para estudar as personalidades e desenvolver as potencialidades dos indivíduos.

Sábio:
pessoa que busca o conhecimento e pratica a autorreflexão.
Ela analisa as situações e age com sabedoria e inteligência.

Mago:
acredita que o mundo pode ser diferente, crê na transformação e na revolução, age no sentido de renovar as relações.

Explorador:
gosta de liberdade para agir e descobrir o mundo. Busca por experiências novas e foge das situações rotineiras.

Criador:
é o arquétipo do artista, do inventor.
Essa pessoa dá vida à imaginação e às coisas que ainda não existem.

Herói:
arquétipo presente em filmes e lendas, o herói é o guerreiro e destemido.
Luta para proteger os seus e não teme os perigos.

Rebelde:
pensa de maneiras diferentes, foge dos padrões.
Acredita que as regras podem ser quebradas.

Amante:
dá grande importância para as relações. É sensível e se sente feliz ao amar e ser amado.

Tolo:
é alegre e gosta de se divertir, de aproveitar a vida e fazer piadas.
Também conhecido como louco, é autêntico e não tem vergonha de rir de si mesmo.

Cuidador:
gosta de cuidar dos outros e faz o possível para que todos estejam bem. Costuma ser muito prestativo e ajudar quem precisa.

Homem comum:
age em conformidade com o que a sociedade espera.
É bom para quem o rodeia, mas pode perder sua individualidade.

Inocente:
sabe enxergar os aspectos positivos em todas as situações.
É espontâneo, mas pode ser ingênuo às vezes.

Governante:
é o arquétipo do líder.
Tem autoridade e sabe se impor, mas pode se tornar autoritário para fazer valer a sua vontade.

Os arquétipos de Jung:

Segundo Jung, os arquétipos são resultado de milhares de vivências de diferentes gerações de seres humanos, que vão se acumulando e formando o inconsciente coletivo.

Um exemplo seria a imagem materna: todas as pessoas têm uma mãe e podem formar uma imagem própria sobre esse papel, mas há semelhanças sobre a mãe na percepção coletiva.

O que o psiquiatra suíço defende com esse conceito é a existência de ideias anteriores às experiências do próprio indivíduo.

Isso explica a existência de temas idênticos em mitos e religiões entre grupos sociais de diferentes lugares e épocas e que não tiveram nenhum contato.

Para Jung a mente é um produto da história: além das heranças biológicas, possuímos heranças psicológicas que influenciam nossos comportamentos e nossas experiências.

Outro exemplo de imagem que se repete desde os primórdios da vida humana é a existência de um ser divino a quem se recorre em situações difíceis e desconhecidas.

Carl Jung acreditava que compreender essas estruturas era importante para o autoconhecimento. Os principais arquétipos estudados por ele foram

Persona:
como os indivíduos se apresentam para a sociedade, o papel que a pessoa assume quando está em público.

Sombra:
todos os aspectos da nossa personalidade que não conhecemos, sejam virtudes ou defeitos.

Anima:
são os aspectos femininos de um homem.
Segundo Jung, todos os homens têm uma minoria de genes femininos e, portanto, tem características psicológicas desse gênero.

Animus:
são as características masculinas que se manifestam na mulher. Para Jung, as mulheres também têm uma minoria de genes masculinos que compõem sua personalidade.

Self:
leva à busca pela individuação, que, segundo Jung, diz respeito à busca pelo autoconhecimento, pela espiritualidade e pela compreensão do sentido da vida e da morte.

08/03/2024

Nietzsche coloca o "ressentimento" na base da consciência moral do homem europeu. Reconstrói toda a história da sociedade e grande parte da reflexão filosófica ocidental à luz do ressentimento como instinto de vingança.

Para Nietzsche, a história da humanidade tem como fundamento uma relação de dominação em que estão submetidos tanto dominadores quanto dominados. É a "moral dos escravos" que se estende aos patrões deixando-os com uma visão comum do mundo, qualificada exatamente como "ressentimento".

08/03/2024

"A censura nunca deixou de existir. Sua natureza é que mudou. O fiel da balança dos jornalistas pende sem sombra de dúvida para a esquerda. Esse desequilíbrio é sentido nas diversas mídias. Os assuntos escolhidos, a forma como são tratados, as personalidades entrevistadas, revelam a tendência das relações.

Em política, as consequências da influência das mídias são perigosas.
Política é gestão do durável, portanto, governar com base em mudanças de humor equivale a deliberar apenas sobre o que requer ações imediatas. Mas o sistema midiático estimula a ditadura do efêmero."

Jean Sévilla

08/03/2024

"As crenças têm um caráter público. Elas podem ser transmitidas através das práticas falantes, e com isso adquirem o poder de modificar a conduta daqueles que a compartilham.
A relação da crença com a verdade é ambígua: o mais consumado engano, transmitido de forma consistente entre os membros de um grupo, é capaz de criar ou modificar a realidade social. Só um psicótico é capaz de sustentar uma crença."

Norberto Bobbio

08/03/2024

Refletindo:

08/03/2024

"As revoluções filosóficas são silenciosas. Levam mais tempo para produzir os seus efeitos, e leva mais tempo também para perder a sua eficácia histórica.
A filosofia sempre foi de certa forma a guardiã e protetora da racionalidade. Ela foi sempre o lugar em que se pôde fazer uma interpretação do destino humano, para além de um conhecimento puramente científico."

Ernildo Stein

08/03/2024

Agir moralmente, para Kant, é colocar de lado o desejo, interesse e inclinação, identificando a sua vontade racional com uma regra que se propõe a si mesma como lei universal. O que torna uma ação moral é sua conformidade desejada com a lei universal. O que nós desejamos quando agimos moralmente é a única coisa de valor absoluto e incondicional: a racionalidade ela mesma.

A lei moral kantiana assujeita os indivíduos à sua regra, mas através dessa sujeição os leva à maturidade enquanto sujeitos. No lugar de nos dizer o que fazer, ela simplesmente declara: "você deve". Seu fim supremo é persuadir-nos a reprimir nossas inclinações passionais em nome de imperativos mais altos.

07/03/2024

De volta aos tempos gregos... ginásio! Artista: Michael Herget, 1885-1950.

06/03/2024

"Desejar custa caro. Não há desejo que não custe caro, nem há bem maior do que aquele que serve para pagar o preço para se ter acesso ao desejo. O valor do desejo é o preço que se aceita pagar por ele. Todavia, na escolha neurótica, o gozo que não convém parece ser mais econômico e conveniente. A reação terapêutica negativa, disse Freud, é a renúncia parcial do apego ao sintoma que impossibilita a cura.". de Jorge Sesarino

06/03/2024

" Existiu e existe um grande número de pessoas para as quais o motivo da consciência moral é supremo. Não há nada na constituição humana que impeça que assim seja para toda a humanidade. Até que isso aconteça, a espécie humana nunca vai desfrutar de uma décima parte da felicidade da qual a nossa natureza é suscetível. Considero qualquer tentativa de aumento considerável da felicidade humana, por meio de meras mudanças nas circunstâncias externas, desacompanhadas de mudanças nos estados dos desejos, como desprovida de esperança."

John Stuart Mill

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