Unitaristas Druzos do Brasil

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Grupo da Comunidade Unitarista Druza do Brasil

Esta página tem por objetivo apresentar alguns verbetes que compoem a sabedoria do Tawhid, através de uma breve e simples dissertação a fim de despertar o interesse ao tema.

14/11/2025

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17/01/2022

Asas do conhecimento.

O pensamento grego, ainda que pareça distante, serve para nortear nossos pensamentos dentro da racionalidade, através do exercício da filosofia. Tem-se o complexo de ícaro que determina a verdade como o sol que despe o homem de suas artificialidades. Analisando a orientação de dédalo a seu filho ícaro: "mantenha-se nem muito alto, pelo calor do sol e nem muito baixo pelo temor da umidade da agua do mar, mantendo-se em vôo medio para chegar ao seu objetivo". Ora, nao seria o vôo medio o método "tawhid", nem propenso ao tenzil, nem ao tawil. Isso para que nao pereça em um mundo sobrenatural (ceu) e nem mergulhe em condições impróprias a vida (mar). Somente o meio, neste caso, entre ambas vertentes e capaz de orientar o homem a verdade que neste caso nao seria o sol. Ai pode-se determinar um novo conceito distinto do tawhid. Enquanto o sol da antigas religiões nas quais a teoria crista se baseia, seria a verdade. A verdade, seria, ao tawhid, nem obscura e nem aflorada, mas ao alcance do homem e de seu esforco, contudo sempre suscetível ao risco. Exigindo um zelo e uma atencao necessarias ao bom equilibrio do corpo com a alma enquanto homem, enquanto um "Eu".

11/01/2022

A pagina Exegeses do Tawhid tem o objetivo de apresentar semanalmente um verbete que enriqueça a idéia do Tawhid expressada pelos pensadores islâmicos (teólogos e filósofos) com referência à condição do homem no universos e perante Deus.

03/11/2017

Um Ideia
Uma História
Um Povo

As vezes quando se fala de um povo não se tem o intuito de separar, apartar ou nem tanto disitnguir. Muita vez o intuito primordial de ressaltar certas características é debruçar-se sobre uma gente com determinados costumes e habitos que para outros pode parecer estranho, mas que em realidade estão associados a acontecimentos já há muito decorrido e cuja razão esteja perdida para muitos.
Pertencer a um povo não deixa de ser um privilégio por ter a própria história coletiva compartilhada não so pelo seu grupo, mas por todos com quem se relaciona.
A questão é até que ponto este Elo se mantem vivo, entrelaçando os integrantes deste grupo chamado povo (sentido coloquial - lato sensu).
A resposta é simples: Até quando queiram.
E a maior força deste Elo é mental. quando não há a unidade mental de nada adianta outros aspectos. Pois é a mentalidade, a ideia, a convicção que dá força ao grupo, como a chama que os mantem aquecidos no inverno, o sol em seus céus, o seu horizonte em uma caminhada de incertezas e imprevistos.
A forma como o povo se apresenta é tão somente como as palavras de todo um signif**ado.
sem este signif**ado tudo será vazio e sem sentido, sem nada a ser legado, herdado e transmitido.
As pessoas que não compartilham das mesmas idéias, mesmos objetivos não terão a mesma história e dificilmente serão um mesmo povo.
Para ser um povo não é necessária arrogância ou soberba em detrimento dos demais. Feliz da gente que sabe com seus costumes e ideias disseminar boas práticas e boas relações.
Quem sabe assim todos um dia farão parte de um mesmo Povo.
Um povo de Paz

Photos 29/05/2017

Emir Riman

DRUZOS: UMA JORNADA MILENAR



Permitam-me falar na primeira pessoa ora do singular: “Eu”, ora do plural: “Nós”. Primeiro por ter minhas idéias e também incluir-me no grupo, e por saber a força de um grupo e da importância de sua coesão, sua União.



No dia 30 de Maio de 2017, mesmo contando pelo calendário ocidental apelidado de Calendário cristão, nós Druzos, ou melhor, unitaristas, completamos mil anos de existência como tal.

Parece uma data comum, mas corresponde a 10 séculos, e poucos somos os que conseguem ultrapassar a marca dos 100 anos;

Corresponde a 40 gerações de pessoas, que hoje gira em torno de hum milhão a hum milhão e meio. Um número relativamente baixo em comparação aos sete bilhões de pessoas pelo globo terrestre.

Mas, de certa forma isso demonstra por si o principal e primordial quesito do movimento unitarista do século XI do Cairo. A pouca importância com números ou quantidades e a maior importância com a essência e qualidade do ensinamento difundido em seus anos de abertura.

Falar do Unitarismo não é falar de Mil anos ou mais que fosse. É falar do próprio homem, do seu universo e da sua relação com o que há de melhor. É falar da sua Unidade.

Os mil anos são, no entanto, um “Sinal”, um “símbolo” que diante da funcionalidade do tempo do qual nos servimos, não representa um número ínfimo, e vem demonstrar aos nossos sentidos, aos nossos filhos e às gerações posteriores que ainda existe entre nós o ímpeto daqueles que foram capazes de perceber uma via pela qual o homem pudesse alcançar o conhecimento adormecido ou velado em si mesmo, e por tal, um despertar da sua própria “Consciência”, esta sutileza alcançada através de sua capacidade intelectual que vai além de sua fabulosa inventividade de coisas e engenhos úteis ao seu dia a dia no mundo.

Falo da sua capacidade intelectual em “descobrir”, ou melhor, a capacidade compreensiva para entender que o seu universo é maior do que por ele é concebido, e ao qual ele está inserido.

Não se pretendeu que o Homem soubesse palavras difíceis ou que decorasse certos conceitos para repeti-los sem tomar ao certo seus signif**ados.

Palavras são palavras e podem ser ditas repetida e incessantemente. Mas são somente símbolos de um sentido maior que as vezes somos incapazes de expressar na sua totalidade. Daí dizermos que somos limitados, relativos e por mais que façamos, somos incapazes tanto de deter todo o conhecimento, como somos incapazes de ter o controle sobre ele.

Mesmo assim, muitos ignoram, ou tentam ignorar a grandeza da questão e fazem-se de cegos, não no sentido literal de deficiência física, mas a deficiência da sua intuição que é a primeira engrenagem deste grande esquema que é a busca do conhecimento. Alguns dizendo-se superiores aos demais, e outros por sua vez aceitando subordinarem-se para eximirem-se de suas responsabilidades por si mesmos.

O movimento Unitarista não pretendeu há mil anos criar um exército de repetidores, mas de homens capazes de refletir diante de tudo a sua volta a ponto de renderem-se as virtudes.

Não se pretendeu um milhão de pessoas dizendo:

“Amén”;

“Graças a Deus”;

“Eu Sou”;

De forma vazia, Somente por dizerem.

Pretendeu-se sim que o homem fosse livre e com tal liberdade capaz de entender o certo e o errado ao seu tempo, dentro da sua capacidade, no momento em que se sentisse pronto.

Não há erro no homem que busca suas necessidades;

Não há erro no homem que busca defender-se;

Desde que não afete e nem atinja o outro, nem magoando, nem ofendendo, nem ferindo, como forma de respeito mútuo que deve prevalecer sobre nossas próprias vontades.

Cada um tem sua consciência e seu despertar. Não se pode esquecer que o mundo é diverso e cada um é um “Elo”, não de uma corrente que nos reporta a prisão, mas de um abraço que nos remete à “fraternidade”.

É certo que falar de sentimentos nobres nos dias atuais nos faz pensar se ainda há espaço para tais nobrezas que muitos confundem erroneamente com “Beatice” ou “Ingenuidade” ou mesmo “ignorância”, mas como bem sabemos cada um tem sua capacidade. E, portanto, cada um tem o seu momento de inquietude, de busca, o qual é preciso respeitar. Afinal a vida é breve se pensarmos que uma oliveira leva vinte anos para dar frutos ou que o carvalho so f**a florido aos 80 anos, e nós os seres "supremos" da terra temos uma expectativa de vida de menos de 100 anos, sendo raros os casos que os excedem.

Mas a realidade que se impõe a nos é se a vida realmente é breve ou nós a tornamos breve por prendemo-nos aos nossos “Egos”, nossos “nomes”, nossas “famílias”, ou sinceramente às nossas “coisas”.

Eu “Fulano de tal” não quero morrer!

Não quero perder tudo que consegui ”ser” ou “fazer” !

Ou não quero perder o que consegui através do meu talento e da minha capacidade no mundo da criação e das invenções?

Na verdade elas continuarão e restará a memória, como de comum acontece. O que não vai perdurar é o “Ego” o meu “Eu” inflado e respeitado, a minha sensação de superioridade, seja pela riqueza ou pela fama ou por outra razão dentro das relações sociais.

Zelar por si ou pela família não é necessariamente condenável, desde que dentro da Licitude, Temperança e Bondade, sem que outros sejam afetados de forma inibidora ou prejudicial qualquer. E se possível sempre desperto, com a mente aberta ao conhecimento e sua efetiva compreensão que alimente a consciência rumo a descoberta da realidade.

Assim, podemos dizer que :

Comemorar os 1000 anos não é um simples apagar de velas, ou uma comemoração qualquer. Mas sim analisarmos se ainda sentimos o “Ímpeto” que nos moveu e a nossos ancestrais há mil anos. Se ainda persiste a “Inquietação em nossas almas” em busca do conhecimento que muitos dizem estar em segredo. Mas como pode um jardim se esconder ou ser escondido de quem seja sensível ao aroma e às cores das flores? Talvez nos falte a sensibilidade em perceber o que está muitas vezes, não no outro, mas em nós mesmos.

Talvez muitos questionem esta maneira de pensar, como eu mesmo questionei antes. Não que eu tenha realizado minha vida, mas creio ter percebido um sutil aroma deste jardim.

Como a lenda do Rei pescador:

“que ao tocar o peixe da sabedoria sentiu a delicia de ter conhecimento que nunca havia provado. Imaginou então: se um leve toque lhe proporcionara tal prazer, o que lhe proporcionaria o peixe todo.”



Da mesma forma não vejo a “Vida” em seu sentido mais amplo reduzida a:

Nascer;

Estudar;

Realizar desejos;

Construir coisas;

Morrer;

Com intermitentes atividades fisiológicas do corpo e da matéria, desprezando totalmente qualquer natureza maior dentro de nós. Quando o “Morrer” se torna o ato final da existência, ignorando qualquer tipo de continuidade de tudo que há, como se vivendo em total desconexão, num verdadeiro Caos.

Permitam-me dizer que comemorar “Mil Anos” é reafirmar os laços, as convicções nesta via, não num ato mecânico ou meramente instintivo ou resultante de acomodação.

Mas de maneira Livre, espontânea e principalmente Consciente. Desperto de si mesmo, caminhando por passos firmes e não em meio à névoa eterna da dúvida que pode assolar a mente como um eterno labirinto.

Se me pedirem provas não posso fornecê-las;

Mas posso pedir que pergunte a si mesmo o que lhe satisfaz e o que lhe faz feliz.

E será a sua própria resposta que o guiará nos próximos mil e outros mil e mil anos por vir.

Ninguém é dono de ninguém,

Muito menos da verdade,

Ela está para todos que desejam encontrá-la,

Seja hoje, amanhã ou depois, quando pretenda encontrá-la.

O tempo, o que é o tempo para quem não precisa contá-lo.

SH. Emir Riman
29/05/2017

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