25/11/2022
Q tal? Como estou?
Curso de Redação
25/11/2022
Q tal? Como estou?
07/11/2022
Darei aula somente esta semana de Redação para o ENEM 2022, por 3 dias consecutivos 10, 11 e 12 de novembro - quinta à noite, sexta e sábado à tarde. Valores, carga horária e lugar podem ser sabidos pelo meu cel (91) 98117-2757. Mande primeiramente uma msg de texto ou por WhatsApp. O meu celular não toca, se o número não estiver agendado.
Só poderei atender, no curso, no máximo a 10 pessoas.
Sejam todos muito bem-vindos! Estou muito feliz por você estar aqui, comigo. Compartilhem todos vocês que já foram meus alunos com os que ainda o foram. Contem histórias de minhas aulas aqui, que vcs presenciaram. Estão autorizados, desde que contem a verdade e digam as coordenadas de tempo e espaço. kkkkk BJS
Oi, Gente! Nossa! Está sendo muito legal a reação de vcs diante dessa minha nova empreitada! Valeu! E para não perder tempo, eis meu site. Ele ainda está sob configuração, mas já tem umas informações lá q vão dar o que falar! Sejam todos bem-vindos! Corram p lá! KKKK
cursoderedacaoprofwandredelisboa.com
Gente, muito obrigado pelas CURTIDAS!
22/07/2019
Curso de Redação Prof. WANDRÉ DE LISBÔA
* Quem é o Prof. WANDRÉ DE LISBÔA?
VOCÊ, com exclusividade, terá aulas intensivas de produção de texto, usando material específico para alunos com dificuldades com a escrita, com o Prof. Dr. Wandré de Lisbôa, que é referência de aulas de Redação há 30 anos no Estado do Pará e é professor concursado da SEDUC e da Escola Tenente Rêgo Barros, além de formador de professores, autor de 5 livros na área de Educação, Especialista em Ciências do Texto, Mestre em Ciências da Educação, PhD em Linguística Geral e Aplicada e Pós-Doutor em Avaliação;
* Turmas: manhã, às terças, das 8 às 10h30;
tarde, às quintas, das 14h às 16h30; noite, às quartas, das 19h às 22h30.
* Número de alunos por turma: no máximo 10.
* Matrícula com material didático incluso para os três meses de aula: 150 reais, podendo tudo ser pago no cartão de crédito em até 2 vezes;
* MENSALIDADE: 3 parcelas de 230 reais, se pagas até o dia 05 de cada mês, em dinheiro ou depósito. Depois disso, o valor será 250 reais. Também podem ser pagas no cartão de crédito, ao valor de 250. Você paga antes e assiste depois.
* DURAÇÃO DO CURSO: de agosto a outubro.
Viver é feito à mão
Escrever é uma das mais complexas atividades psicomotoras da cognição humana. E é justamente por isso que só o homem escreve e é capaz de dar sentido àquilo que faz.
Na sociedade grafocêntrica em que vivemos, saber utilizar-se do código escrito é demonstrar, para toda a sociedade, quem somos, o que fazemos, no que acreditamos, do que gostamos, o que queremos.
A escrita é, então, fundamental para a sociedade em que estamos, porque nos permite exercer atividades sociais e pessoais. Somos exatamente o que escrevemos, na mesma dimensão e no mesmo valor. Se temos pouca intimidade com ela, somos menosprezados; às vezes até ridicularizados. Existem pessoas que recebem inclusive rótulos, como o de analfabeto. Por outro lado, se temos grande intimidade com a escrita, estão-nos reservados os melhores lugares de emprego, as melhores posições dentro desses empregos e também os melhores salários.
É ofício primeiro de nós, professores de Língua Portuguesa, tornar você não do dia para a noite nem via técnicas miraculosas de Redação, um usuário competente na modalidade escrita do português. E o caminho tem sido curto para poucos e distante e árduo para muitos.
A fragilidade diante do desempenho verbal escrito da grande maioria dos escreventes em nossa sociedade leva-nos a crer que algo está errado há muito tempo (e o pior é que continua assim, como se nada estivesse acontecendo): ou não se dá importância ao Componente Curricular que privilegia a escrita – Leitura e Produção de Textos, ou se dá pouca; ou as aulas se limitam a exercícios de certo e de errado ou a receitas do que se deve ou não se deve fazer nas redações; ou, ainda, as aulas continuam nas mesmices próprias de manuais de Redação da metade do século passado para cá, quando a Imprensa ganhou bojo. Esses manuais proliferaram tanto que até hoje não faltam exemplares que afirmam muito categoricamente o que escrever e o que não escrever, como se todo ato de escrita fosse sempre para a mesma pessoa, sob a mesma intenção e segundo as mesmas condições contextuais.
Enfim, uma série de equívocos, descaminhos e mal-entendidos tem soado tão alto nos ouvidos desses escreventes que acabam por deixá-los sem rumo. E o pior é que isso vai tem acompanhado essas pessoas pelo resto de suas vidas, porque justamente quem deveria desfazer essas crenças descabidas, o Professor de Língua Portuguesa, também acabou o sendo uma vítima.
Daí hoje ser importante que todos os professores desenvolvam, seja qual for a ciência que esse professor promova, a competência produtora de textos, por meio de habilidades ora próprias da sua ciência, ora por habilidades concernentes à própria linguagem. O ideal seria aquele professor que conseguisse relacionar as habilidades de seu objeto de ensino e de aprendizagem às da Linguagem propriamente dita, afinal nenhuma ciência consegue se esquivar da linguagem, posto que todas são-lhe filhas?
De certo, esse professor faria muito sucesso entre os alunos, pois eles veriam que seu professor consegue tomar a atenção deles, consegue ressignificar aquilo que eles provavelmente ainda não tinham conseguido atribuir significação.
Contudo, como esse professor pode promover atividades de Linguagem Escrita associadas às competências e habilidades de que sua área se reveste, se esse mesmo professor não foi levado em sua formação a estabelecer tal associação? Por isso, é importante que, nos cursos de Licenciatura, a formação toda se volte às questões de linguagem, agencie de fato não só mecanismos linguístico-enunciativos que caracterizam o cerne da escritura, como também os ideológicos, os políticos, os sociais que fulcram todo processo de produção de sentido em qualquer linguagem. Portanto, voltando à questão que abre este parágrafo, é papel político-social de todo professor a promoção da Escritura em sala de aula, pois todos somos professores de linguagem. E como todos o somos, não há evento linguístico que não venha eivado de ideologia: afinal, a própria linguagem é veículo ideológico (...).
Possivelmente a essa altura, muitos que estão lendo este texto devem estar acreditando que estou sendo reducionista demais, ou no mínimo, que acredito que tudo, tudo esteja ligado à linguagem. E é isso mesmo! E você não aceitar logo, é também resultado de sua formação, de suas leituras, de seus traumas até em relação a isso. Não se trata de confinar a Educação à Linguagem; trata-se de pensá-la à luz desta. (OSAKABE, 1989).
Se assim o é, professor, a primeira providência que você deveria tomar era tomar consciência de que gêneros textuais mais se vale a sua área/ciência. Se for de ensaios, ensine-os a produzirem ensaios, lendo ensaios já produzidos por você e/ou por outros de sua área para que eles se apropriem das condições formais e pragmáticas desse gênero textual; se o componente curricular que está sob a sua batuta se vale muito de relatórios, de análises, ou até mesmo de e-mails, de blogs e de outros gêneros, tome a mesma iniciativa descrita acima para o gênero ensaio, tornando acessível a seus alunos a produção do(s) gênero(s) textual(is) privilegiado(s) pela ciência que você promove, professor.
Ao fazer isso, você vai promover objetivos louváveis para a formação de pessoas como cidadãos do mundo, porque cumprirá tanto objetivos linguístico-discursivos como educacionais, transformando práticas que seriam somente escolares em práticas sociais institucionalizadas fora da escola, concretizando e validando via linguagem escrita a vida de papel e com papel (ou qual for o suporte) que todos nos temos.
Dessa forma, a autonomia e a regulação sobre a escrita e a escritura divide-se em vários momentos e segmentos o desenvolvimento da competência produtora de textos, não cabendo mais o pensamento de que somente ao professor de Língua Portuguesa cumpre promover e desenvolver aquilo a que os linguistas chamam de competência textual. Compete a todos, até porque é humana e pedagogicamente impossível acreditar que o professor de LP daria conta de trabalhar bem todo o continuun textual em que se construiu e constroi a sociedade brasileira.
Se cada professor promovesse o(s) gênero(s) textual(is) mais recorrente(s) em sua área/componente, essa simples gestão de pessoas redesenharia a Educação Linguística para o séc. XXI, porque e, principalmente por isso, poria os alunos como produtores e não somente como receptores textuais, isto é, como aqueles que fazem e não só leem ensaios, resenhas, relatórios, esquemas, sumarizações, fichamento.
Pense nisso, professor, e aja!
LISBÔA, Wandré de. OS Fios do Tapete: Educação por Interfaces. Ed. ALVES: Belém, PA, 2004, p. 31-34.