21/10/2018
Hoje é o encerramento da 15a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que iniciou no dia 15 de outubro, oportunamente o Dia dos Professores, que são grandes responsáveis por plantar a semente da ciência, por atuar na formação de cientistas, por serem também, muitos deles, cientistas. A proposta da SNCT desde sua criação foi incentivar a produção científica e, principalmente, dar a ver o que a ciência está fazendo por todos(as) nós. E, nessa oportunidade, mostra também para o(a) cientista que seu lugar é em todos os lugares, nas praças, nas escolas, nas universidades, nos fóruns decisórios, nas ruas.
Muitas vezes, o(a) cientista é visto como uma pessoa de outro universo, isolada em um laboratório. Mas o(a) pesquisador(a) é um(a) cidadão(ã) deste mundo, nutre-se do mesmo cotidiano que vive e ajuda a construir. Afinal, a ciência nasce da vida e sua razão de existir é a promoção da vida, em sua diversidade e complexidade.
A missão do(a) pesquisador(a) é observar a sociedade e o mundo em movimento, perceber de que formas podemos viver melhor, nos relacionar melhor, criar ambientes mais saudáveis para a coexistência. É essa a semente da ciência, esse é o seu elixir, sobretudo nesses tempos que nos desafiam a confiar na humanidade, a ser humanos(as).
E é essa confiança na humanidade que faz a roda da ciência girar, em todos os países, em sociedades de todos os credos, em economias as mais distintas. Porque o que faz a ciência existir, e resistir, é a necessidade humana básica de viver em um mundo mais digno, mais justo, mais feliz. A fagulha do conhecimento é também uma fagulha de amor pela vida humana.
É por isso que existe ciência onde muitas vezes não há condições favoráveis para tal, mas há um semeador-professor e uma criança com o coração e a mente férteis, como na história da jovem Francielly Rodrigues e sua professora de Química Danielle Pereira, do município de Moju, no Pará. Francielly e Danielle nos mostram que ciência é vida! Enquanto pessoas como elas, curiosas e preocupadas com o outro, existirem, a ciência terá vida longa! Convidamos todos(as) a conhecer um pouco dessa história e ter, no exemplo delas, acalanto e inspiração em tempos tão difíceis.
Estudante de escola pública do Pará ganha prêmios de ciência e viagem aos EUA
Francielly Barbosa inventou tijolo para fundações seguras nas casas da periferia de Moju, sua cidade-natal, com material barato e disponível.