Profª Andrea Girard - Concursos Psicologia

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Preparatório de Psicólogos para concursos públicos.

18/05/2026

Nem todo trabalho no sistema de justiça acontece entre paredes, fóruns e gabinetes.

Hoje a diligência nos levou para além do sinal do GPS, por estradas de chão, até a zona rural da comarca de Curuçá. Entre casas simples, roçados e a força da agricultura familiar, onde a mandioca se transforma em farinha, tucupi e sustento, seguimos em busca de elementos para estudo de processo envolvendo medida protetiva.

É nesses caminhos, muitas vezes invisíveis, que se revela a verdadeira dimensão do acesso à justiça: chegar onde o mapa falha, onde a distância pesa e onde cada escuta precisa ser feita com sensibilidade, técnica e respeito à realidade local.

A justiça também percorre estradas de barro. Também atravessa rios, silêncios e desigualdades. Também precisa alcançar quem vive longe dos centros urbanos.

Mas é importante lembrar: para que esse trabalho aconteça com qualidade e segurança, é indispensável a valorização das equipes multidisciplinares, com reconhecimento das condições reais de campo, suporte logístico adequado, estrutura para deslocamentos e debate sério sobre a integralização de verbas relacionadas ao risco e às condições especiais de trabalho. Distância em quilômetros nem sempre traduz dificuldade de acesso, exposição ou complexidade da missão.

Quem atua em territórios rurais, comunidades afastadas e contextos sensíveis sabe que garantir direitos também exige investimento institucional em quem está na linha de frente.

Entre a terra, a chuva e a resistência de quem produz com as próprias mãos, f**a a lembrança de que trabalhar com direitos humanos é, muitas vezes, ir ao encontro das histórias onde elas realmente acontecem.

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18/05/2026

A atuação do psicólogo no sistema de justiça vai muito além do espaço institucional.

Nas diligências externas, percorremos estradas, enfrentamos chuva, sol, longas distâncias e condições, muitas vezes, adversas para realizar visitas domiciliares e institucionais, fundamentais para a avaliação psicológica e multidisciplinar no contexto jurídico.

Como equipe de polo, somos responsáveis por atender não apenas uma comarca, mas também diversas comarcas jurisdicionadas, o que implica deslocamentos frequentes entre municípios, ampliando ainda mais os desafios da prática profissional.

Essa atuação exige não apenas preparo técnico e ético, mas também disponibilidade física, emocional e logística.

No entanto, é importante destacar que esses deslocamentos não estão isentos de riscos.

Estamos constantemente expostos a: • Acidentes de trânsito
• Condições precárias de estrada
• Deslocamentos em áreas de vulnerabilidade
• Situações imprevisíveis durante diligências

Ainda assim, seguimos comprometidos com uma atuação responsável, garantindo a produção de informações técnicas qualif**adas para o sistema de justiça e, principalmente, a proteção de crianças, adolescentes e famílias.

Diante dessa realidade, é necessário ampliar o olhar sobre as condições de trabalho dessas equipes, considerando que o risco envolvido na função vai além do ambiente institucional.

A valorização profissional passa, também, pelo reconhecimento concreto desses fatores — inclusive no que se refere à integralização do percentual de risco de vida, compatível com as condições reais de exercício da função.

Seguimos firmes, entre a técnica e o compromisso, mas também conscientes da importância de lutar por condições mais justas de trabalho.

PsicologiaForense

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