04/02/2025
No dia 03/12/24 a discente Cássia Kamiri Vieira, do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PDSTU/NAEA), realizou a qualificação de seu projeto de pesquisa.
Participaram da banca a Profª Edna Castro (orientadora), Violteta Loureiro(Orientadora), Elenise Scherer(UFAM) e
Nirvia Ravena(NAEA).
O GETTAM se alegra com este projeto e deseja uma boa pesquisa!
“ESTÃO MATANDO O NOSSO RIO: O grito das comunidades ribeirinhas de Parintins-AM diante da seca dos rios” investiga as profundas transformações socioambientais na Amazônia, com ênfase nos eventos extremos que alteram os ciclos fluviais e impactam os modos de vida das populações ribeirinhas. A partir de uma perspectiva crítica fundamentada na teoria marxista, o estudo argumenta que o sistema capitalista, ao priorizar a acumulação infinita de capital, rompeu o equilíbrio natural entre sociedade e natureza – o que Marx denominou “falha metabólica”. Essa ruptura tem impulsionado a exploração intensiva dos recursos naturais, promovendo desmatamento, degradação dos ecossistemas e alterações climáticas que se manifestam, entre outros, em secas severas e enchentes históricas.
No contexto amazônico, o avanço do desmatamento, estimulado por interesses nacionais e internacionais, tem contribuído para a intensificação dos eventos climáticos extremos. Parintins, município localizado na margem do Rio Amazonas, exemplifica esse cenário, onde as alterações no ciclo das cheias e vazantes comprometem a subsistência das comunidades locais. A escassez de água, a morte de espécies aquáticas e a alteração do imaginário cultural e dos saberes tradicionais evidenciam os impactos diretos dessas mudanças, afetando atividades econômicas tradicionais como a pesca e a agricultura.
A problemática central da pesquisa reside em compreender como as mudanças climáticas, exacerbadas pela lógica do capitalismo, transformam o ciclo hidrológico dos rios e, por consequência, os modos de vida dos ribeirinhos. Para isso, o estudo propõe analisar os impactos socioambientais das secas extremas em Parintins e identificar as estratégias adaptativas adotadas pelas comunidades para enfrentar os novos padrões de cheias e secas.