Diálogos em Direção Teatral Etdufpa 2020

Diálogos em Direção Teatral Etdufpa 2020 Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Diálogos em Direção Teatral Etdufpa 2020, Formação, Belém.

Diálogos e estudos sobre a prática da direção teatral, sob a perspectiva de diretores e diretoras como sujeitos que transitam entre as funções de direção, encenação e produção cênica.

Postando essa imagem para dizer que estou oficialmente aposentada da Universidade Federal do Pará.Foram 30 anos. Trinta ...
22/09/2026

Postando essa imagem para dizer que estou oficialmente aposentada da Universidade Federal do Pará.

Foram 30 anos. Trinta anos de salas de aula, ensaios, espetáculos, projetos, reuniões, inquietações, afetos, conflitos, descobertas e encontros. Trinta anos que passaram tão depressa que, às vezes, parece que tudo aconteceu num único gesto de cena.

A universidade pública foi muito mais do que meu lugar de trabalho. Foi território de criação, pensamento, resistência e construção coletiva. Foi onde pude ensinar e, sobretudo, aprender. Onde o teatro se fez ofício, pesquisa, formação, presença e possibilidade de transformar o mundo — ainda que um pouco, ainda que por instantes.

Saio com a sensação de dever cumprido e com uma gratidão imensa por todas as pessoas que atravessaram esse caminho comigo: estudantes, colegas, artistas, técnicos, parceiros e amigos.

A aposentadoria não me soa como encerramento. Prefiro pensá-la como mudança de cena.

Estou pronta para novas experiências, aventuras, viagens, encontros, projetos e tudo aquilo que ainda não consigo imaginar.

Depois de 30 anos dedicados à universidade e ao teatro, sigo com a mesma curiosidade diante da vida.

Muito feliz pelo que vivi.
Muito feliz pelo que construímos.
E profundamente disponível para o que ainda virá.

O futuro está aberto. E eu também. ✨

Se quiser, posso fazer também uma versão mais curta e impactante, com força de legenda para acompanhar uma foto sua.

ARTISTAS DE TEATRO: NOSSO VOTO TAMBÉM É CENA POLÍTICA.Neste período eleitoral, precisamos olhar com atenção para quem re...
21/09/2026

ARTISTAS DE TEATRO: NOSSO VOTO TAMBÉM É CENA POLÍTICA.

Neste período eleitoral, precisamos olhar com atenção para quem reconhece a arte e a cultura como direitos fundamentais — e não como luxo, enfeite ou privilégio de poucos.

O teatro gera trabalho, renda, pensamento crítico, educação e pertencimento. Ocupa praças, escolas, ruas, galpões e palcos. Preserva nossas memórias, confronta injustiças e ajuda uma sociedade a imaginar outros futuros. No Pará, o teatro carrega a diversidade, a força e as contradições da Amazônia.

Por isso, não basta aparecer ao lado dos artistas durante a campanha. É preciso assumir compromissos concretos: orçamento público para a cultura, editais permanentes, manutenção dos espaços culturais, formação artística, circulação de espetáculos e valorização dos trabalhadores da arte.

Também precisamos lembrar: quem persegue artistas, censura obras, despreza a universidade pública e trata a cultura como inimiga não merece o nosso apoio.

Nosso voto precisa ter memória, consciência e posição. Precisamos eleger quem compreende que uma cidade sem teatro perde a capacidade de se enxergar, de questionar o presente e de criar o futuro.

Artistas, técnicos, produtores, professores, estudantes e público: façamos da nossa escolha um ato de resistência.

Vote em quem valoriza a arte e a cultura, especialmente o teatro paraense.

TeatroÉResistência

Belém precisa urgentemente olhar para suas águas. 💧🌿Falo especialmente do Canal da Tamandaré, onde temos um maravilhoso ...
21/09/2026

Belém precisa urgentemente olhar para suas águas. 💧🌿

Falo especialmente do Canal da Tamandaré, onde temos um maravilhoso parque linear, espaço de caminhada, convivência, memória e encontro com a cidade. Mas não basta cuidar das margens se a água continua recebendo esgoto e poluição.

Precisamos discutir e implementar tratamento adequado das águas e do esgoto que chegam aos nossos canais. É possível pensar saneamento, recuperação ambiental e qualidade de vida como partes de um mesmo projeto de cidade.

Belém nasceu entre rios, furos, igarapés e canais. A água talvez seja uma de nossas maiores riquezas — e precisa ser tratada como patrimônio, não como destino de resíduos.

Cuidar dos canais é cuidar da saúde, da paisagem, do clima, da biodiversidade e das pessoas.

Que o Canal da Tamandaré possa ser não apenas um belo parque linear, mas também um exemplo de recuperação das águas urbanas de Belém.

Belém precisa cuidar das suas águas. E essa discussão é urgente.

Em tempos de eleição, é preciso perguntar com radicalidade: que lugar cada projeto político reserva para a arte e para a...
20/09/2026

Em tempos de eleição, é preciso perguntar com radicalidade: que lugar cada projeto político reserva para a arte e para a cultura?

Porque arte não é luxo.
Teatro não é ornamento.
Cultura não é distração para poucos.

A arte movimenta a economia, gera trabalho, forma pensamento, preserva memória, cria pertencimento e ajuda uma cidade a reconhecer a si mesma.

Por isso, olhe com atenção para as propostas, para as trajetórias e para os compromissos de cada candidatura com artistas, grupos, espaços culturais, formação, circulação e políticas públicas permanentes.

E desconfie de todo discurso que trate a arte como algo menor, inútil ou dispensável.

Uma cidade sem cultura empobrece por dentro.
Um país que abandona seus artistas abandona também parte de sua memória, de sua imaginação e de sua capacidade de futuro.

Defender a arte é defender o direito de sonhar, criar, pensar e existir coletivamente.

Que o voto também passe por aí.

45 anos de Cuíra.Uma exposição não guarda apenas fotografias, cartazes, figurinos e lembranças. Guarda corpos que passar...
17/09/2026

45 anos de Cuíra.

Uma exposição não guarda apenas fotografias, cartazes, figurinos e lembranças. Guarda corpos que passaram pela cena, amizades que atravessaram o tempo, encontros, rupturas, desejos e uma vontade insistente de fazer teatro.

O Cuíra nasceu da inquietação de jovens artistas que queriam inventar um lugar para existir artisticamente. E fez dessa vontade uma trajetória. Foram muitos espetáculos, muitas histórias, muitos modos de olhar para Belém e para as pessoas que habitam esta cidade.

Revisitar esses 45 anos é reencontrar uma parte importante da história do teatro paraense. É perceber que o teatro permanece justamente porque é efêmero: desaparece a cada noite, mas continua vivendo nos corpos, nas imagens, nos afetos e na memória de quem esteve ali.

Esta exposição celebra uma Cuíra que nunca passou.

Uma vontade incontrolável de teatro.

45 anos depois, ela ainda pulsa.

De onde viemos?Antes de nós, houve o fogo das estrelas.Houve o nascimento das galáxias, a formação da Terra, a dança ant...
01/09/2026

De onde viemos?

Antes de nós, houve o fogo das estrelas.
Houve o nascimento das galáxias, a formação da Terra, a dança antiga da Lua ao redor do planeta.

Houve oceanos, pedras, fósseis, espécies que nasceram, desapareceram, se transformaram.

E então chegamos nós.

Tão recentes diante do tempo da Terra. Tão pequenos diante do universo. E, ainda assim, capazes de perguntar.

Quanto tempo cabe em uma vida humana?
Como medir o tempo de uma montanha, de um fóssil, de um planeta?
Quantas formas de vida existiram antes que nossos passos tocassem este chão?

A exposição da Universidade Federal de Minas Gerais nos conduz por essas perguntas e nos lembra que conhecer também é uma forma de encantamento.

A universidade existe para isso: para investigar o que fomos, compreender o que somos e imaginar aquilo que ainda podemos ser.

Ciência, memória, pesquisa, cultura e futuro habitam esses espaços.

Em um país que ainda precisa defender o conhecimento como direito, a universidade pública é mais que necessária: é urgente.

Ainda há quem duvide de sua importância.

Talvez porque não tenha percebido que toda grande descoberta começou com uma pergunta.

E que um país que deixa de perguntar corre o risco de deixar de sonhar.

Educação Memória Futuro Brasil

Posso também fazer uma versão ainda mais curta, lírica e impactante para acompanhar um carrossel de fotos.

Visitar o Brasil pela Estrada Real é uma aventura deliciosa — e também um mergulho nas contradições que nos constituem c...
30/08/2026

Visitar o Brasil pela Estrada Real é uma aventura deliciosa — e também um mergulho nas contradições que nos constituem como nação.

Em Ouro Preto e Mariana, a história brasileira ganha sotaque mineiro, sobe e desce ladeiras, atravessa vielas, igrejas, casarões e antigas minas. Está na arquitetura única, nos desenhos, nas esculturas e nas pinturas de valor inestimável. Está no ouro que ainda reluz nos altares e na pedra que sustenta cidades inteiras de memória.

Mas é preciso perguntar: quanto ouro e quantas pedras foram necessários para nos esculpir? E, sobretudo, quem carregou, moldou, escavou e ergueu tudo isso?

Por trás de cada igreja, cada casarão, cada rua calçada e cada peça dourada, existem os corpos negros escravizados que extraíram o ouro das minas, transportaram pedras, abriram caminhos, construíram edifícios e trabalharam na produção dos ornamentos que hoje admiramos como patrimônio. A beleza de Ouro Preto e Mariana não está separada dessa história: ela foi construída sobre o trabalho forçado, a violência e a resistência dessas pessoas.

O patrimônio dessas cidades não é feito apenas de pedra, ouro e arte. É também feito de mãos negras, vidas interrompidas, saberes transmitidos e uma presença que, embora tantas vezes apagada, permanece inscrita em cada detalhe da paisagem.

Minas, vielas, casarões e ouro. Beleza e ferida. Esplendor e violência. Atalhos e descaminhos.

Esse também é o Brasil.

E viajar por ele é aprender que contemplar a beleza não pode significar esquecer os corpos e as histórias que a tornaram possível. Reconhecer Ouro Preto e Mariana como patrimônio é também reconhecer o trabalho, o sofrimento, a criatividade e a resistência das pessoas negras escravizadas que ajudaram a construí-las.

Memória Patrimônio Brasil ViagemPeloBrasil

Envelhecer é uma grande conquista. E talvez uma das maiores sabedorias da vida seja aprender a envelhecer sem deixar de ...
29/08/2026

Envelhecer é uma grande conquista. E talvez uma das maiores sabedorias da vida seja aprender a envelhecer sem deixar de viver.

É saber observar o corpo e escutar seus sinais. Manter os exames em dia, reconhecer as fragilidades sem esquecer a força que ainda existe — e que, muitas vezes, descobrimos justamente com o passar do tempo.

É colocar o movimento na rotina: caminhar, alongar, respirar, dançar, exercitar músculos e desejos. É hidratar a pele, cuidar do corpo, alimentar-se de presença e entender que autocuidado não é vaidade: é permanência.

Mas envelhecer também é continuar sonhando. Fazer planos. Desejar viagens, encontros, projetos, amores, descobertas. Ter futuro.

E, ao mesmo tempo, carregar com ternura os laços afetivos do passado: as pessoas que ficaram, as que partiram, as histórias que nos fizeram chegar até aqui.

Nem negar o tempo, nem se render a ele.

Cuidar do corpo. Cultivar afetos. Manter sonhos.

E assim, entre memória e desejo, a vida flui. 🌿✨

Shakespeare é um dos maiores autores do teatro — nenhuma novidade. E é, também, o meu preferido.Em tempos de discursos d...
24/08/2026

Shakespeare é um dos maiores autores do teatro — nenhuma novidade. E é, também, o meu preferido.

Em tempos de discursos decoloniais, muitas vezes o Bardo de Avon parece ser colocado de lado, como se pertencesse apenas a um passado europeu que já não nos interessa. Mas Shakespeare resiste. E talvez resista justamente porque, para além de seu tempo, soube tocar nas zonas mais profundas e contraditórias da experiência humana.

Amor, desejo, poder, ciúme, ambição, medo, violência, paixão, traição, vingança, liberdade. Suas personagens carregam grandezas e agruras que continuam absolutamente nossas.

É possível reler Shakespeare, deslocá-lo, confrontá-lo, atravessá-lo por outros corpos, outras geografias e outras vozes. Caliban, Ariel, Próspero, Hamlet, Lady Macbeth, Lear, Julieta continuam nos perguntando quem somos — e que mundo estamos construindo.

Shakespeare é passado, mas também futuro. Porque enquanto houver humanidade haverá contradição, desejo, conflito e poesia.

E sempre haverá alguma coisa a pensar, reinventar e colocar em cena com o Bardo de Avon.

Dramaturgia Arte PensamentoTeatral

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Belém, PA

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