20/01/2021
Nova análise de contexto da pandemia no estado do Pará, além de Belém, Tucuruí, Altamira e Redenção.
-A média móvel de casos no estado nos últimos 7 dias foi de 1146, variação de +135% em comparação à média de 14 dias atrás, mais que o dobro da variação da média móvel nacional no mesmo período, indicando forte tendência de expansão da infecção.
-Belém apresentou em 14 de janeiro média móvel de 451 casos, o segundo maior pico desde o início pandemia. No dia 16/01, a média móvel encontrava-se em 371 casos, uma variação de +135% da média móvel de 14 dias anteriores, indicando forte tendência de aumento de casos.
-Tucuruí, Altamira e Redenção também apresentam forte tendência de aumento de casos com variação da média móvel de +235,+254 e +1040,respectivamente, em relação à 14 dias anteriores.
-Para os municípios analisados, não houve variação de óbitos significante, entretanto é conhecida a defasagem de cerca de 14 dias entre o aumento de casos e o aumento de óbitos.
-Considerando as fortes tendências de aumento de casos, para o estado e em quatro municípios, e de forma a evitar o esgotamento dos sistemas de saúde, seria oportuna a implementação de medidas mais restritivas de isolamento social, tanto por parte da população em geral quanto pelo poder público, redobrando os cuidados.A implementação de lockdown localizado seria eficiente para controlar a taxa de reprodução viral,facilitando a posterior retomada de atividades, como o retorno escolar.
ACESSE:
CARNEIRO, Thomaz Xavier; SILVA, Alison Ramos da; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento Pinheiro; XAVIER, Marília Brasil. Situação atual da pandemia de Covid-19 no estado do Pará: evidências de aceleração. Belém: Universidade Federal do Pará, 2021. Relatório científico. 7p. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.4451513
24/07/2020
Estão abertas as inscrições para o curso de Aperfeiçoamento em "Atenção Integral em Saúde - Doenças Negligenciadas" da Fiocruz, gratuito e EAD, com 180h.
O curso é direcionado para médicos e enfermeiros da Atenção Primária e outros profissionais de nível superior que atuem na Atenção Primária ou Vigilância em Saúde na gestão.
Divulgue e inscreva-se em: https://integradn.fiocruz.br/cursos
16/07/2020
Contribuições do LETS/NMT/UFPA ao entendimento da pandemia do COVID-19 no Pará no contexto da Região Metropolitana de Belém, no relatório 03 intitulado: "Panorama da COVID-19 na Região Metropolitana de Belém: evolução espaço-temporal da 12ª A 25ª semanas epidemiológicas".
Acesso ao repositório do documento: https://zenodo.org/record/3948483 #.XxChjJ70nIU
SILVA, A. R, SOUZA JUNIOR, A. S., PINHEIRO, B. V. S., MATSUMURA, E. S. S., OLIVEIRA, J. S. S., MORES, T. M., CARNEIRO, T. X., RÍGIDO, H. A. Z., XAVIER, M. B.
14/06/2020
Temos o prazer de apresentar o 2° relatório do LETS/NMT/UFPA.
Este segundo relatório se debruça em aspectos da geoepidemiologia descritiva e análises macro-territoriais da pandemia da COVID-19 no Pará até a 22ª semana epidemiológica (30 de maio de 2020), buscando entender a lógica da rede de relacionamentos entre os municípios para traçar a rota da interiorização do vírus no estado, e assim apontar as principais regiões e áreas que estão sendo mais impactadas.
Os resultados apresentados permitem observar os processos de periferização e interiorização da COVID-19 no estado do Pará, apresentando novos desafios aos gestores ao atingir populações mais negligenciadas e localidades com menor infraestrutura de saúde.
Acesse pelo link: https://zenodo.org/record/3893811
SOUSA JÚNIOR, Alcinês da Silva; CARNEIRO, Thomaz Xavier; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; MORAES, Thayse Moraes de; PINHEIRO, Bruno Vinícius da Silva; SILVA, Alison Ramos da; MATOS, Haroldo José de; XAVIER, Marília Brasil. Geoepidemiologia a COVID-19 no Pará: Evolução Espaço-temporal da 12ª a 22ª Semanas. Belém: Universidade Federal do Pará, 2020. Relatório científico. 27p. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.3893811
01/06/2020
Conclusões do primeiro relatório científico “O Panorama da Covid-19 no Pará em Relação ao Cenário Nacional- estudo epidemiológico das semanas 12 a 21”
31/05/2020
Contribuições do LETS/NMT/UFPA ao entendimento da pandemia do COVID-19 no Pará no contexto brasileiro, relatório 01 intitulado: "O Panorama da Covid-19 no Pará em Relação ao Cenário Nacional: Estudo Epidemiológico das Semanas 12 a 21"
Baixar o documento: https://bit.ly/letsnmt01
Acesso ao repositório do documento: https://doi.org/10.5281/zenodo.3870866
CARNEIRO, Thomaz Xavier; PINHEIRO, Bruno Vinícius da Silva; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; SOUSA JÚNIOR, Alcinês da Silva; SILVA, Alison Ramos da; MORAES, Thayse Moraes de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; RODRIGUES, Anderson Raiol; XAVIER, Marília Brasil. O Panorama da Covid-19 no Pará em Relação ao Cenário Nacional: Estudo Epidemiológico das Semanas 12 a 21. Belém: Universidade Federal do Pará, 2020. Relatório científico. 18p.
Resumo: Estudo ecológico de epidemiologia descritiva da COVID-19 no Brasil, com ênfase no estado do Pará. Utilizou-se banco de dados desenvolvido por Cota (2020), com origem nos boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde do Pará, dados secundários e públicos, com informações agregadas e sem identificação individual. A partir do banco de dados, foram calculados os seguintes indicadores epidemiológicos: incidência, mortalidade e letalidade, além de indicadores simples de acúmulo de casos, acúmulo de óbitos, fração de municípios com casos, número diário de novos casos e óbitos, utilizados em diferentes escalas geográficas, acumulados (totais) e em suas variações cronológicas. Realizou-se também projeção matemática para casos novos e cálculo do número reprodutivo efetivo (Rt) para o vírus/doença à medida do tempo, a partir de metodologia elaborada por Oliveira et al. (2020). Observou-se acúmulo crescente de casos e óbitos com aceleração do processo de interiorização e periferização da doença, com risco de aumento da letalidade ao atingir áreas com menor infra-estrutura de serviços e saúde e populações mais vulneráveis.
27/05/2020
https://www.cnn.com/2020/05/26/americas/latin-america-coronavirus-toll-intl/index.html
Latin America is now the 'epicenter of the outbreak,' says health official
Latin America has surpassed Europe and the United States in the daily number of reported Covid-19 infections, the director of the Pan American Health Organization (PAHO) said Tuesday, putting the region at the center of the global outbreak.
26/05/2020
SOBRE A QUESTÃO DA CURVA EPIDEMICA:
A gente observa uma diversidade muito grande na realidade de várias regiões. Subnotificação absurda . As estimativas encontram dificuldades por causa da disponibilidade de dados. Não dá pra tratar da mesma maneira os territórios diversos. Outros países já passaram por essa experiência. China, Italia, França, tiveram que considerar liberação de lockdown e distanciamento social, liberam paulatinamente conforme cada realidade.
Aqui a secretaria de saúde do Pará tomou decisões, inclusive sobre liberação do lockdown baseada em um estudo da ufra/ufpa que utilizou os dados de número de casos confirmados e óbitos fornecidos pela SESPA. Fizeram um belo trabalho com redes neurais de estimativa...mas e os dados pra avaliar incidência dia? A questão de óbitos não é o adequado pra avaliar curva epidemica. Especialmente porque reflete apenas um subgrupo dos graves e não reflete a dinâmica da epidemia.
Os autores no próprio relatório colocam os limites do estudo. Limitações referendes aos dados e mudanças de condições que podem interferir nesses resultados e projeções. Mas concluem que ja estamos iniciando a queda gradual na capital.
Os autores chegam a concluir para o Pará, mas é necessário ressaltar que vivemos momentos diferentes na capital e no interior.
Avaliação de epidemia se faz com incidência dia observando ascensão, platô e queda gradual. Então, na avaliação covida( fiocruz ) estamos em Belém chegando no platô porque paramos de subir. Mas o interior é diferente. Está em plena ascensão.
So que relaçoes entre o interior e capital são intensas . E o interior chega a capital, inclusive pra utilizar serviços. Então se a capital não fizer o distanciamento social podemos ter novas ondas!
Mesmo em Lockdown, não atingimos a taxa ideal de isolamento necessária para conter melhor a pandemia. Liberar não significa que já vencemos!! Vimos isso em paises que voltaram e tiveram novos casos. Liberou-se lockdown, mas não o distanciamento social!!!
Não dá pra relaxar!!
Profª Drª Marília Brasil Xavier, Coodenadora do Laboratório de Epidemiologia, Territorialidade e Sociedade, NMT/UFPA,