Show imperdível, no dia 13 de fevereiro de 2026 na casa de espetáculos Cabôca, na Avenida Boulevard Castilho França, em frente a Estação das Docas.
John Pablo de La Mancha
Prefiro a paz do que a razão.
27/12/2024
Sempre é bom refletir sobre o tempo e a vida, sobre o olhar que este tempo define como contorno de compreensão dos acontecimentos, e este é um simples e proveitoso exercício para todos os dias. As escolhas e experiências do que é, está, permanece e do que passou se complementam, e assim o futuro não se molda somente nas verdades dos presente. Pensar no depois sempre é tarefa amena quando a possibilidade nos convida a sorrir e criar bons caminhos e sentidos para vivermos na paz e na leveza do que temos, em qual intensidade for. Dezoito meses de tempo que se passaram, e as reflexões, às vezes, emudecem, mas há de se compreender, pois a linha do tempo pode ser frágil, mas é contínua sempre. Não podemos desprezar o tempo, e menos ainda o transbordar dele em si mesmo, pois tudo pode ser tardio o quanto seja efêmero ou perene, mas todo fruto saboroso amadurece nos ciclos do tempo com perdas e ganhos, e renasce a cada tempo em que há o tempo em todo viver, de qual forma seja. É possível que nenhum tempo e nenhum lugar nos agrade tanto como o tempo que não existe, e o lugar em que não estamos. É assim! Tempo também é vida.
27/11/2024
Às vezes, inesperadamente as belezas e encantos da vida podem se perder nas sombras, mas podem se desprender das infames angústias, às quais nos submetram, alheias à nossa vontade. É bálsamo para o viver compreender que pessoas dispostas a ajudar podem surgir de qualquer vazio ou do nada repentino e existem para melhorar, para iluminar, pois desvendam a superficialidade de falsos olhares, ilegítimas tristezas, traiçoeiras vozes e nocivos pensamentos em nosso entorno. A morte não é o fim, mas um processo transitório que se entrelaça no tempo como se fossem murmúrios esbravejando aos silêncios ensurdecedores que nos invadem à alma, em coluio com o espirito, pois a aquiescência nem sempre se reflete na realidade do que se vive. Estamos em contínuas experimentações que nos movem e nos conduzem aos processos de maturidades da vida, e por índole escolhemos espalhar afetos ou viver na escuridão dos sentidos. É preciso seguir as luminosidades dos bons gestos e frutiferos sentimentos, sobretudo os que nos aprimoram e nos preparam para as mais simples e imponentes alegrias. Temos de valorizar as caminhadas que nos ensinam e nos transformam em pessoas melhores do que pensávamos ser, sem demagogias, para aproveitarmos o que nos resta pelo tempo que há e pelo que vivemos, pois um dia morreremos, mas nos outros dias não. Hoje mais um mês se completa Miluzinha, e já são dezessete meses, e mais do que antes, ao questionar a vida, o tempo e o destino vejo que tudo é aprendizado, e nem sempre as respostas são exatas. Então Recomecemos em qualquer tempo, pelas bondades e por quantas vezes se fizerem necessárias, mesmo que em planos espirituais distantes e diferentes, pois se lamentar pelo que passou, não mudará um segundo o que aconteceu em sua história de glórias e vitórias, Miluzinha. Outros capítulos serão escritos para nossas vidas a partir do livro das suas memórias que vivem em nós. Outros chamados da vida virão, e o coração deve estar pronto para partidas e chegadas, como de fato estávamos, e assim para novos começos, com dosado ânimo e sem cobrar o que ficou, pois dentro de cada começar ou recomeçar mora um encanto que nos dá forças e nos ajuda a viver.
27/10/2024
A reverência pela vida, no minimo, nos exige que tenhamos sabedoria para permitir que ao chegar o fim sejamos resignados quando a vida encerrar seu ciclo, e assim desejar que fiquemos quando a partida for um ato que a vida, em si, concedeu ao nosso tempo o respeito por aqueles sempre estarão conosco. Na exatidão do instante da partida há quem fique e quem vá, uns f**am para a vida outros partem para luz, quem segue o melhor caminho não sabemos, responder a isso dependerá da fé de cada um. A todo chamado da vida e do viver, o espírito, o pensamento e o coração devem estar preparados para a despedida e para novos rumos, novos sentidos e outros começos, pois outrascrealidades virão e trarão outras vivências, e teremos que ter diferentes entusiasmos e buscar clarezas que nos alimentem e iluminem os bons sentimentos e as animadas alegrias para não permitirmos que os lamentos nos dominem. Que a vida nos faça aprender e reaprender a procurar nas simplicidades mais improváveis novos compromissos diante do que ficou olhando para dentro do que é incerto, mas observando atentamente o que ainda é possível, porque dentro de cada recomeçar existe a doçura de encantos que nos impulsiona em busca do que é saudável ao bom viver e nos ajuda a continuar. A dor da perda é perfeitamente comparável na mesma proporção da intensidade de todos os bons sentimentos que foram vividos, e foram intenrompidos por um definitivo adeus carnal, contudo é a partir deste terrível instante que conseguiremos reconstruir e refazer, redimensionar e realinhar, resolver e reviver o que os bons sentimentos germinaram em nossa pobre existência, porém mais fortalecida por meio de tudo que foi vivido. Hoje completam dezesseis meses do último adeus. Alguém alguma vez disse: "A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas," não lembro o autor, mas vivi essa experiência, senti e constatei que, por mais doloroso que seja, é verdade.
27/09/2024
Pessoas especias sempre deixam caminhos por entre tanas direções onde espalharam suas bondades e meiguices, por onde disseminaram sorrisos e sementes que germinaram nos bons corações e nas compreensivas mentes. Eis que muito mais que saudades e lembranças f**aram dos instantes embevecidos pelas simplicidades de cada dia de ensinamentos, pois pessoas especiais nos conduzem para as descobertas mais interessantes dentro de nós e nos surpreendem ao melhorar nossos pensamentos. Às vezes levam uma parte de nosso coração para que sintamos a necessidade de ser pelas diversas faces do estar, e isso não nos retira nenhuma parte do todo ou da incompletude que nos transforma, é como uma verdade que distoa da certeza de princípio, meio e fim, razão pela qual nem sempre temos saudades, muitas vezes é a saudade que nos tem e nos leva para o lado pueril das indagações, que também nos impõe a escolha do cárcere ou das imprecisões. E imersos nas saudades nos tornamos outros, f**amos felizes e diferentes pela materialidade das ausências onde permanecem intocáveis o que não teve tempo para nascer, e assim todo o nosso ser f**a ancorado no presente que é concedido pela fluidez do tempo. A saudade não precisa e não deseja sufocar, ela não se alimenta de tristezas ou desistências, e menos ainda que se acomode no cotidiano das imaginações que professam a castidade do sentir, para que o medo nos impeça de olhar a vida como vivência do descobrir. É sempre bom, vez por outra questionar o destino e suas nuances, pois acreditar em nós pode signif**ar um passo adiante dentro de realidades inesperadas, mas que nos observam sem maiores exigências. Contudo é importante renascer, reviver, ressignif**ar e caminhar por entre possibilidades e afagos. Faz bem gastar tempo realizando, sonhando, fazendo, planejando, vivendo, esperando porque, muito embora quem se vai, os vestígios preservam o melhor e iluminam escuridões onde não percebemos a clareza de tanta luz que nos protegem, dessa forma quem não está aqui segue mais viva que muitos que morrem vivos por não saberem viver, e outros que quase vivem, mas já morreram, e desses a saudade não se faz presente, pois é ausência vazia.
27/08/2024
Muitos sonhos nos permitem vivenciar experiências inesqueciveis em instantes que não se apagam. Tive a chance de dividir parte da minha vida ao lado da Miluzinha, e convivo com muitas saudades, lembranças e possibilidades de certezas perenes que me alimentam. O transcorrer do tempo não é relevante e nem importa quando as simplicidades são signif**ativas para transgoemar sentidos verdadeiros em razões inabaláveis quando o sentir e o querer prevalecem. Quatorze meses depois que foste tirada injustamente nós, f**a a impressão que há uma infinita imprecisão das vontades que muitas vezes aprisionam, e outras vezes desvanece. Odepois sempre é difícil e sempre será, mas o viver é um momento continuo e esperado em que algumas dissidências naturais da vida são inaceitáveis, pois, Miluzinha quando deixaste este mundo uma parte de mim foi contigo. Hoje saudades embevecidas e amenas me invadem, e ainda que tragam dor também me trazem alegrias infindas por todos os dias em que pude estar ao teu lado.
27/05/2024
Hoje completam onze meses da sua partida, tão injusta e tão inaceitável. Sigo,neste infindo pesar.
SONETO DO ETERNO ONTEM
Nesta tanta dor não há nada que à alma aqueça
Neste muito desejar não há nada que se refaça
E nesta itensa dor em que esta ausência abraça
Não há infinitude que a saudade, por si, esqueça.
Por tudo, neste todo, não há nada que se pareça
Com o espontâneo olhar do teu riso cheio de graça
E na existência deste tanto amor que se retraça
Sempre há tempo que todo querer, o afeto mereça.
Contudo o sentido é, das saudades, a sua exatidão
De muitas doces alegrias neste incessante esmero
Que no agora é um pouco do que está tão ausente
Os bons sentimentos se quiseram, sem desespero
A inexplicável razão trouxe este vazio tão presente
Que nunca apaga o brilho desta luminosa gratidão.
John Pablo de La Mancha
27/04/2024
SONETO DO AGORA FERIDO
O hoje é sempre um pouco da contínua dor resistente
Que pelos afagos alíviam esta angústia que a suporta
E no temor de tudo que ao bom sentimento se importa
Nenhuma loucura é menor que o esquecer desistente.
E não há dor em que a tristeza seja mais persistente
Nem beijo imaginário que a tênue lucidez comporta
Tão pouco há qualquer verdade que à razão reporta
Por todo o bondoso afeto muito mais que persistente.
Ainda que se extraia uma repleta lembrança tardia.
Por pouco sentido distante nesta vazia completude,
O ontem é instante que essa tanta saudade semeia,
E assim por este encanto desta incurável solicitude
As docilidades dos desejos que à infinitude permeia
Dedico-te este tão imenso amor que no pensar ardia.
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