27/11/2024
Às vezes, inesperadamente as belezas e encantos da vida podem se perder nas sombras, mas podem se desprender das infames angústias, às quais nos submetram, alheias à nossa vontade. É bálsamo para o viver compreender que pessoas dispostas a ajudar podem surgir de qualquer vazio ou do nada repentino e existem para melhorar, para iluminar, pois desvendam a superficialidade de falsos olhares, ilegítimas tristezas, traiçoeiras vozes e nocivos pensamentos em nosso entorno. A morte não é o fim, mas um processo transitório que se entrelaça no tempo como se fossem murmúrios esbravejando aos silêncios ensurdecedores que nos invadem à alma, em coluio com o espirito, pois a aquiescência nem sempre se reflete na realidade do que se vive. Estamos em contínuas experimentações que nos movem e nos conduzem aos processos de maturidades da vida, e por índole escolhemos espalhar afetos ou viver na escuridão dos sentidos. É preciso seguir as luminosidades dos bons gestos e frutiferos sentimentos, sobretudo os que nos aprimoram e nos preparam para as mais simples e imponentes alegrias. Temos de valorizar as caminhadas que nos ensinam e nos transformam em pessoas melhores do que pensávamos ser, sem demagogias, para aproveitarmos o que nos resta pelo tempo que há e pelo que vivemos, pois um dia morreremos, mas nos outros dias não. Hoje mais um mês se completa Miluzinha, e já são dezessete meses, e mais do que antes, ao questionar a vida, o tempo e o destino vejo que tudo é aprendizado, e nem sempre as respostas são exatas. Então Recomecemos em qualquer tempo, pelas bondades e por quantas vezes se fizerem necessárias, mesmo que em planos espirituais distantes e diferentes, pois se lamentar pelo que passou, não mudará um segundo o que aconteceu em sua história de glórias e vitórias, Miluzinha. Outros capítulos serão escritos para nossas vidas a partir do livro das suas memórias que vivem em nós. Outros chamados da vida virão, e o coração deve estar pronto para partidas e chegadas, como de fato estávamos, e assim para novos começos, com dosado ânimo e sem cobrar o que ficou, pois dentro de cada começar ou recomeçar mora um encanto que nos dá forças e nos ajuda a viver.