06/05/2016
Olá a todos!
Atendendo a pedidos de alunos de diversos cursos, protocolei há alguns dias um pedido para que as redes sociais fossem liberadas para os alunos da faculdade, apresentando a sugestão de bloqueio dos vídeos contidos nos sites, invés de se bloquear os sites por completo. Hoje lhes apresento a resposta:
A Direção da Faculdade informou que repassou a proposta para o departamento de TI, e foi informada que, devido as práticas de segurança adotadas pelo Facebook, não seria possível bloquear somente os vídeos, por isso, ou bloqueava o site, ou o liberava.
Diante do impasse, firmamos um acordo que passará por um período experimental:
A Faculdade liberará novamente o acesso ao Facebook, porém, estimulando o uso consciente e responsável da rede. Como assim? É simples. Podemos utilizar a rede para fazer publicações de texto, foto, troca de mensagens, etc… Porém, o conteúdo de vídeo deve ser evitado, sob risco de novos bloqueios.
Qual a importância desse acordo? Primeiramente, faz-se lembrar que estamos em um ambiente acadêmico, onde, acima de tudo está a fluidez da comunicação e a propagação da informação e produção de conhecimento. Por isso, é importante que se tenha a disposição os principais meios de busca e propagação desta informação e conhecimento. Sendo assim, as redes sociais tornam-se ferramenta de apoio de docentes e discentes neste processo.
Outra importância é reconhecer as limitações da rede por onde trafegam os dados. Daí a importância da colaboração e compreensão de todos para que evitem a reprodução de conteúdo em vídeo via streaming. Vídeos são arquivos de grandes tamanhos e consequentemente exigem maior demanda de banda (caminho por onde fluem os dados na rede), o que causa congestionamento na rede. Em uma analogia simples, temos a rede como uma rua, e os dados são como automóveis. Fotos e texto fluem como caminhonetes e automóveis de passeio, porém, vídeos são como rodotrens (grandes caminhões com várias carretas acopladas) carregando cargas pesadas. Ou seja, Vídeos ocupam muito mais espaço, e ainda reduzem a fluidez.
Espero que neste exemplo simples tenha deixado claro a importância de se evitar a reprodução de vídeo, pois, ao mesmo tempo que alguns poucos possam pensar em reproduzir vídeos, todas as faixas dessa estrada imaginária podem ficar congestionadas e evitar que os outros dados cheguem a seu destino com agilidade, o que pode prejudicar aulas em laboratórios, pesquisas de alunos e até mesmo a consulta a e-mails.
Pensando no bem-estar da comunidade acadêmica, esperamos que os alunos, professores e funcionários colabores e façam o uso responsável da ferramenta internet e dos ambientes de redes sociais, evitando transtornos para quaisquer dos lados. Há necessidade de bom senso, para que ocorra a boa fluidez das aulas, consultas, pesquisas e desenvolver de todas as atividades propostas.
O Instagram não foi liberado. A Direção disse ter tomado essa decisão para garantir a melhor fluidez das aulas, evitando situações que possam impedir seu bom andamento, como fotos em momentos inadequados.
Espero que, com a liberação do Facebook e outros sites, o bom senso predomine, e que não haja prejuízos àqueles que utilizam a internet como ferramenta de pesquisa em ambiente acadêmico, em detrimento daqueles que façam utilização da ferramenta como objeto de lazer e entretenimento.
Vale ressaltar, o uso irresponsável da rede, mesmo que por uma minoria, pode prejudicar a experiência acadêmica de outros estudantes, e, caso isso seja notado, novos bloqueios podem ser feitos.
Agradeço a compreensão de todos,
Ricardo Aurélio Januário.