Professor Rogerio Geraldo

Professor Rogerio Geraldo

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Professor de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. Para convites à palestras e aulas, contato pelo e-mail [email protected]

16/08/2025

NA SUPRESSÃO DA LIBERDADE, O LIVRO É A PRIMEIRA VÍTIMA

Um fato inconteste é a intolerância pela liberdade de expressão e à oposição, por parte daqueles que suprimem o regime democrático e governam com métodos totalitários.

O controle da opinião começa com a indexação e queima de livros, com a proibição de determinadas músicas e peças de teatro, com o banimento ou prisão de autores e artistas.

Sim, a arte taxada de "indecente" (pelas Igrejas/religiões) ou "degenerada" (pelos fascistas) são retiradas dos museus e muitas vezes destruídas.

Na sociedade de massas de hoje em dia se faz também o controle de Tv, rádio e internet.

Toda a sociedade é reduzida a um status infantil, devendo ser supervisionada pelo Estado e seus agentes de segurança.

Por isso, as constituições democráticas condenam radicalmente a figura do "crime de opinião ".

George Orwell com o seu profético "1984" - é o escritor que melhor nos descreve os horrores de uma sociedade controlada.

Via Leituras livres

15/08/2025

Instrumentalização da fome como arma de poder: paralelos entre o Holodomor (1932–33) e a crise humanitária em Gaza (2023–2025)

1. Introdução
O Holodomor era um eufemismo para a fome artificial que teve lugar na Ucrânia soviética em 1932-1933 com o intuito de coletivização e repressão. Quando a ocupação israelita a Gaza, movimentos de fome são acusados de ser uma arma de guerra com genocídio adicional. Existem muitas evidências de protestos, reportagens de sites internacionais e interpretação legal. Este artigo avalia os paralelos entre os dois eventos transpondo evidências históricas, relatórios de movimentos internacionais e interpretação legal.

Contexto histórico
2.1 Holodomor
Holodomor é uma morte por fome mencionada à questão da fome provocada na Ucrânia soviética que tirou a vida de 3,3 a 5 milhões dos ucranianos de acordo com diferentes fontes enquanto a estimativa pode chegar a 7 milhões e mais. Pelo menos 35 países até janeiro de 2025 reconhecem o fato como genocídio. Os acadêmicos debatem se esse foi um genocídio enquanto reconheceram que a fome foi provocada – expropriação de alimentos, proibição da ajuda externa, e repressões. Como mencionado na Enciclopédia Britânica, a referência é feita a fome como medidas do reprimir o estatuto ucraniano acompanhada com perseguição política e culturas.

2.2 Crise humanitária em Gaza
Desde outubro de 2023, o bloqueio israelense e o sistema de campanhas militares em Gaza levaram à escassez extrema de alimentos, destruição da infraestrutura alimentar como padarias, moinhos, mercados, riscos de inanição e mortes massivas. Organizações internacionais, como o Comitê Especial da ONU, fizeram advertências de que os fortes métodos do país no território exibiam essas características, consistentes com a abordagem desse genocídio em potencial, que incluía o uso da fome como uma arma da guerra. Human Rights Watch, Oxfam, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, e outras testemunhas denominam a situação como uma fome usada como parte de uma guerra e possivelmente um crime contra a humanidade.

3. Análise comparativa
Aspecto - Intencionalidade
Holodomor - Coletivização forçada, confisco de alimentos, recusa de ajuda externa; debates sobre genocídio intencional
Crise em Gaza – Relatórios da ONU e organizações apontam política de restrição ou negação de ajuda como meio deliberado de controle; acusações de genocídio e guerra de fome.

Aspecto - Estratégia e métodos
Holodomor - Sequestro de colheitas, controles draconianos, censura e repressão
Crise em Gaza - Bombardeios na infraestrutura alimentar, bloqueios de entrada de mantimentos, fome sistêmica

Aspecto - Cobertura e negação
Holodomor - Negação soviética, censura, diplomacia de silêncio até meados dos anos 1980
Crise em Gaza - Israel nega acusações, afirma permitir ajuda; no entanto, supressão de organizações internacionais e controles rigorosos persistem.

Aspecto - Escala do impacto
Holodomor - Milhões de mortes diretas, colapso demográfico e cultural.
Crise em Gaza - Mortes por fome estimadas em dezenas ou centenas de milhares, com foco em crianças; catástrofe humanitária crescente.

4. Fundamentação jurídica e ética
Nos dois casos, a fome esteve no centro da disputa sobre se foi usada como instrumento deliberado para o extermínio ou a submissão. No caso do Holodomor, vários países adotaram a classificação de genocídio, embora legalmente muito discutível mesmo entre historiadores contemporâneos. Sobre Gaza, várias entidades, incluindo a União Europeia e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos e comitês da ONU, observaram que o uso de fome provavelmente constituía crime de guerra ou genocídio. A ética humanitária universal, como acabamos de ver, proíbe especialmente o uso de fome contra a população civil. O princípio de distinção e a obrigação de permitir ajuda humanitária são redes muito mais finas – e são evidentemente violados nos casos discutidos.

5. Conclusão
Apesar de contextos, tempos e atores distintos, tanto o Holodomor quanto a tragédia humanitária em Gaza compartilham a manipulação política da fome como instrumento de coerção e controle. Nos dois eventos, a fome permaneceu longamente invisibilizada ou negada por autoridades, ampliando a devastação. O reconhecimento histórico e jurídico do Holodomor como genocídio, por sua crueldade sistemática, serve de advertência ao mundo contemporâneo: mecanismos semelhantes de aniquilação silenciosa de populações fracas não devem ser tolerados.
No caso de Gaza, os padrões de política e comportamento observados demandam vigilância internacional, responsabilização e ação humanitária urgente, antes que a fome deixe de ser uma catástrofe para se tornar uma estratégia deliberada.

Com sentimento de extrema indignação e revolta,

Prof. Rogerio Geraldo

O autor é coordenador pedagógico na Rede Estadual de Ensino Paulista, formado em Licenciatura em História, Geografia e Pedagogia, Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação, Bacharel em Teologia, Mestre em Ciências da Religião, Doutor em Teologia, Bacharelando em Antropologia, Pós-graduado em História do Brasil, Filosofia e Sociologia, Geologia, Gestão Escolar, Perícia e Auditoria Ambiental e MBA em Gestão Pública e Gestão Sustentável.

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08/03/2024

QUEM FOI A DAMA DE FERRO DA IDADE MÉDIA?

A vida e a lenda de Leonor da Aquitânia.

⚜️Nas terras enevoadas da Europa medieval, onde os cavaleiros reinavam e as batalhas eram travadas pela honra e pela glória, surgiu uma figura cuja astúcia, inteligência e força desafiavam as convenções do seu tempo.

Leonor da Aquitânia, uma mulher que não só desempenhou um papel fundamental na política de dois dos reinos mais poderosos da época, mas também deixou uma marca indelével na história e na cultura medievais.

Nascida em 1122 numa das regiões mais ricas e culturalmente avançadas da França, Leonor herdou o Ducado da Aquitânia, tornando-se a mulher mais procurada da Europa.

Com apenas 15 anos, casou-se com Luís VII de França, casamento que a levou a tornar-se rainha consorte de França.
Mas a relação tornou-se amarga e, após a anulação do casamento, Eleanor recuperou a sua independência e as suas vastas terras.

No entanto, sua história não terminou aí.
Numa reviravolta surpreendente, ela casou-se com Henrique II de Inglaterra, um homem onze anos mais novo e conhecido pela sua ambição excessiva.

Este casamento não foi apenas um golpe de mestre no tabuleiro de xadrez político da época, mas também levou ao nascimento do Império Angevino, uma vasta área que se estendia da Escócia aos Pirenéus.

Mas Eleanor não era uma mera figura nas sombras do marido.
Destacou-se como uma líder astuta e corajosa, envolvendo-se ativamente na administração dos seus domínios e na política europeia.

Ela participou da Segunda Cruzada, demonstrando sua coragem e determinação num mundo dominado por homens.
Sua influência estendeu-se além de batalhas e tratados;ela foi uma patrona das artes e uma promotora do trovadorismo, promovendo uma cultura de cavalaria e romance que definiu o espírito da sua época.

A relação com Henrique II, porém, tornou-se tumultuada e cheia de conflitos.
Em uma luta épica de poder e paixão, Eleanor apoiou os filhos em rebeliões contra o marido, o que acabou levando-a a ficar presa por anos.

Apesar disso, seu espírito indomável não foi quebrado.
Após a morte de Henrique, Eleanor emergiu mais uma vez como uma figura central na política inglesa, desempenhando um papel fundamental na ascensão de seu filho Ricardo Coração de Leão ao trono e garantindo a sucessão de seu outro filho, John Landless.

A vida de Leonor da Aquitânia parece um romance, cheio de reviravoltas inesperadas, poder, paixão e política.

O seu legado sobrevive não só na genealogia das casas reais da Europa, mas também na rica tapeçaria cultural da Idade Média. Num mundo onde o papel da mulher era estritamente limitado, Eleanor superou as expectativas, mostrando que a inteligência e a vontade podem superar as barreiras do tempo.

A sua vida é um testemunho de que nos corredores do tempo alguns espíritos brilham com uma luz que não se apaga, forjando o seu próprio destino contra todas as probabilidades.

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