Lapidar - encontros Quinzenais, bate-papo filosófico e uma boa música. Mas, também pode ser traduzida como educar, cultivar e, novamente, polir e aperfeiçoar.
L - Limpeza do Coração
A - Autoconhecimento
P - Proteção Espiritual
ID - Identif**ação com Deus
A - Associação favorável
R - Repassar o conhecimento
O verbo “lapidar” é autoexplicativo. Se procurarmos nos dicionários, veremos que a palavra “lapidar” carrega em si alguns conceitos muito signif**ativos. No que diz respeito às pedras preciosas, a ideia de lapidar está ligada a talhar, polir, lavrar
e aperfeiçoar. Por isso, uma pessoa educada é chamada de “polida”. Na nossa logomarca, encontramos também a imagem de um diamante, o mais precioso dos minerais. Sua preciosidade superior é explicada pelo fato de ele ser o mais antigo de todos os materiais existentes na Terra e, ao mesmo tempo, o mais resistente. Ou seja, o diamante possui três características particulares que são incomparáveis: ele é o mais precioso, o mais antigo e o mais resistente. Isso tudo vai ao encontro de um ponto fundamental da filosofia védica: “Nós não somos este corpo”. Sabemos que o corpo nada mais é do que a mera cobertura do verdadeiro eu. Então, o que seria este verdadeiro eu? Segundo a Bhagavad-gita, o livro que nos serve o tempo todo como referência, o eu é a consciência, aquilo que dá vida ao corpo e, portanto, nada pode ser mais precioso do que este verdadeiro eu. Diferentemente do corpo, que é feito de matéria, a consciência (ou a alma, como quisermos chamar) é espiritual. Sendo espiritual, ela é eterna e sempre existente e, portanto, mais do que o próprio diamante, a mais antiga possível. Mas, será que além de preciosa e eterna a alma é também resistente? Claro que sim! Segundo a Bhagavad-gita, a alma é mais do que resistente: ela é imutável e nada pode afetá-la. Ela não pode ser destruída por nenhuma arma, nem pelo fogo ou qualquer elemento material que exista. Baseando-nos no capítulo 2 da Bhagavad-gita, vamos refletir um pouco sobre as suas qualidades...
“Para a alma, em tempo algum, existe criação ou destruição. Ela não passou a existir ou passará a existir a partir de um momento da história. Ela é não-nascida, eterna, sempre-existente, primordial e não morre juntamente com o corpo. Ela não pode ser dividida por nenhuma arma, nem queimada pelo fogo, nem umedecida pela água ou definhada pelo vento. Ela é inquebrável, indissolúvel, permanente, imutável, e pode estar em toda parte”. Através dessas palavras de Krishna na Bhagavad-gita f**a fácil estabelecer uma relação entre o diamante e a alma. Ou seja, se, por um lado, o diamante é o mais precioso de todos os minerais, por outro, a alma é o mais precioso de todos os diamantes, pois nada pode ser mais precioso do que a própria vida! Se o diamante é considerado o elemento mais antigo, com existência estimada de centenas de milhões de anos, a alma é, evidentemente, mais antiga que o primeiro diamante que se manifestou na Terra, pois é eterna e sempre-existente! Além disso, não se pode comparar a resistência do diamante com a resistência da alma. Pode ser que, materialmente falando, nada é mais resistente que o diamante, mas, do ponto de vista espiritual, a alma é infinitamente superior, pois, como refletimos anteriormente, a alma é indestrutível, imutável, inabalável e indissolúvel. A conclusão é que dentro de todo e qualquer ser vivo, sem nenhuma exceção, se encontra o mais valioso de todos os tesouros, a alma – um diamante totalmente indestrutível de uma preciosidade infinita e eterna! Mas, a analogia com o diamante não para por aí...
Depois de encontrar um diamante, começa-se a fase inicial, que é a limpeza bruta. Na etapa seguinte, o lapidador tenta aproximar o diamante do seu formato final e ideal. É quando a pedra começa a manifestar suas várias facetas e seu brilho. Mas, para tal tarefa, o lapidador terá que necessariamente valer-se de outro diamante. Temos aí um problema: Como aparar as arestas desse minério que é considerado o mais resistente? A resposta é: Valendo-se de outro material igualmente resistente. A conclusão é que apenas um diamante pode ser usado como ferramenta para lapidar outro...
A limpeza inicial ou bruta é feita pela própria vida. É uma fase mais dura, mais austera. De fato, o conjunto de experiências que a alma adquire em suas várias vidas pode ajudá-la no processo de aperfeiçoamento ou polimento. Mas, como já mencionamos, para a etapa seguinte, a alma-diamante precisará da ajuda de outra alma-diamante. Ela precisará do que chamamos de sat-sanga, associação espiritual. E como na lapidação comum usa-se também azeite para facilitar o processo, para se lapidar a alma é preciso de alegria, de celebração, de música, de companhia agradáveis...
Quando a luz entra numa das várias facetas de um diamante perfeitamente lapidado, ocorre um fenômeno interessante. De uma face, a luz reflete em outra, e assim uma face potencializa o brilho da outra, que potencializa o brilho da outra, etc. Depois disso, a luz sobe ao topo e se espalha por todo o corpo do diamante. Assim mesmo acontece com uma pessoa lapidada, de coração puro e é por isso que seu comportamento e reações são naturalmente apropriados. Ou seja, a luz do conhecimento transcendental, que tem Deus como origem, consegue entrar em sua consciência, passar por todos os cantos de seu ser até brilhar em sua face e resplandecer em suas atitudes. Então, querido diamante, você quer ser lapidado?
21/04/2020
Queridos amigos do Ashram Vrajabhumi, estamos abrindo espaço para o envio de perguntas no tema "Dharma". Todas as perguntas serão respondidas ao vivo, uma por dia, entre 17h30 e 18h no nosso Facebook e no Instagram. Enviem seus questionamentos nos Comentários ou Inbox. A primeira transmissão ao vivo acontece no dia 26 (domingo). Nos vemos lá!
Tudo começa quando percebemos claramente nossos dois “eus”. Ao analisamos o primeiro, o eu material, temporário e responsável pelo ego falso, chegaremos à conclusão de que ele nem sequer existe. Ou melhor, sua existência é relativa, o que nos leva a compreender que o ego falso é um simples subproduto do corpo material. Ou seja, houve um tempo em que ele não existia e haverá um tempo em que ele deixará de existir. Portanto, é simplesmente uma ilusão, uma miragem, uma imaginação. Um homem, uma mulher, um patrão, um empregado, um rico, um pobre – meras designações externas relativas ao eu inferior, ao ego falso. Além dele (e, acima dele e, num sentido, dentro dele), existe o Eu espiritual, uma centelha eterna da Divindade maior. É o "atma", a alma, o "ânima". É este Eu superior quem permanece, sob qualquer circunstância. É ele quem somos, uma energia eterna, consciente, bem-aventurada por natureza, que existia antes de ser lançado e confinado no presente corpo e continuará existindo quando, pelo desejo da Providência, chegar o momento de sair dele, de se livrar do confinamento e limite imposto por ele, o corpo. Este Eu superior, que sempre existiu e sempre existirá, é perfeito por natureza. Ele não possui a menor carência, nem um pingo de vazio, de falta. É uma centelha espiritual que, diferentemente do eu inferior, não depende de ser ou não amado, reconhecido e admirado materialmente para se sentir melhor ou pior. Sendo pleno por natureza, ele não se importa com nada disso, pois nada pode lhe ser acrescido, nada pode lhe ser roubado. Seu único interesse é o amor espiritual. Este é seu alimento verdadeiro, sua única ambição. Mas, para alcançá-lo, despertá-lo em si mesmo e, então, manifestá-lo, ele terá que se libertar da identif**ação com o eu inferior, com o ego falso. Essa é a sua verdadeira batalha. Vencendo-a, a paz, a bondade, o amor e a compaixão verdadeiros irromperão, até porque eles já são parte da sua própria constituição, são inerentes à sua verdadeira natureza. Quando perde sua identif**ação com o eu inferior e se liberta totalmente dele, o Eu superior se conecta amorosamente com o coração de Deus, do Absoluto. Nesse momento, suas qualidades divinas se assemelham às águas cristalinas de um rio alegre que, a partir do coração de Deus, flui sem obstáculos para uma única direção: o coração do próximo. Nesse momento, ele será um instrumento capaz de saciar a verdadeira sede dos outros e sentirá uma satisfação sem limites. Atingir esse nível de transparência e translucidez é a mais elevada aquisição humana. É a culminância do mais alto nível de autorrealização.
09/03/2016
REMOVENDO AQUILO QUE NÃO É DAVI
- por Chandramukha Swami
Como sabemos, uma das mais magníf**as obras de arte desse mundo é a estátua de Davi do artista Michelangelo, esculpida de uma única pedra de três metros cúbicos. Fascinado com tamanha perfeição, um apreciador perguntou ao seu criador se sua tarefa tinha sido muito trabalhosa. Sua resposta foi genial: “Difícil foi conseguir ver Davi dentro da pedra. Depois disso, minha empreitada ficou fácil: era só REMOVER DA PEDRA O QUE NÃO ERA DAVI”. Sabendo ou não, o grandioso Michelangelo nos deu uma belíssima definição de vida espiritual: É PRECISO NOS LIBERTARMOS DAQUILO QUE NÃO SOMOS! Feito isso, nos livramos também das “necessidades’ que não necessitamos.
É claro que, em alguns casos, essas ditas necessidades são pueris e inocentes, mas, em outros, podem ser sementes perigosas que, ao brotarem, podem construir pensamentos compulsivos, desejos incontidos, sentimentos fora do controle. Como combatê-las? O Mestre recomenda, “vida simples e pensamento elevado”. O que signif**a isso, na prática? Signif**a aprendermos e dominarmos bem a primeira lição da vida espiritual: não somos o corpo, não somos os sentidos, não somos a mente, não somos a inteligência e nem sequer somos esse personagem que assumimos nesta vida, esse ego falso e traiçoeiro, que tanto gosta de investir contra o nosso verdadeiro eu, a alma, ou “Davi”, com o intuito de confundi-lo e sabotá-lo. “Remover o que não é Davi” quer dizer nos curarmos da UMBIGOLATRIA, uma doença que nasce do conceito corpóreo, mental, intelectual e ego-centralizado. Mas, é preciso cuidado! O propósito de “remover o que não é Davi” é nos encontramos com o Davi que realmente somos, a alma espiritual, pura e plena de virtudes, e não destruir o corpo, ou artificialmente “arrancar” a alma dele (como se isso fosse possível). Signif**a perdermos a identif**ação com esse ego vaidoso, sem graça e desarmônico. Na verdade, ao nos encontrarmos com o “Davi” que somos, passamos naturalmente a não dar ouvidos aos pensamentos rudes criados pelo ego falso, passamos a não “embarcar nas viagens” dos nossos sentimentos indesejáveis. E, finalmente, com a bravura de “Davi”, ganhamos força e coragem para transpor os desejos inconsequentes, imprudentes e contraditórios.
08/03/2016
DEIXA A VIDA ME LEVAR?
Nada contra o Zeca, mas eu nutro uma ligeira birra pelo seu lema, “deixa a vida me levar...”. É claro que, por um lado, entendo que tem coisas que simplesmente são, e continuarão sendo, quer queiramos, quer não. Elas existem e não deixarão de existir. E, a despeito da nossa opinião sobre elas, continuarão sendo do jeitinho delas. Quando penso assim, deixo minha rabugice de lado e sinto conforto e alívio nas palavras do pagodeiro. Nesse momento, seu canto se transforma numa advertência ajuizada, esbanja sabedoria. E seu refrão ritmado produz uma espécie de looping místico que vai nutrindo a consciência e ressalta a importância da confiança absoluta, da leveza do se deixar levar, do se abrir mão da tentativa vã do controle daquilo que não temos controle, do se deixar fluir, se entregar, parar até de pensar a respeito. É claro que entregar-se à Providência, às leis divinas e ao seu legislador supremo e deixar que o fluxo da vida nos leve para onde devemos ir é uma coisa maravilhosa (e, não duvidem que eu tenho convicção plena de que o Zeca tem esse nível elevado de consciência). O que não podemos cantar é “deixa o karma me levar, karma leva eu...”. De qualquer modo, cabe a reflexão: será que a paz que tanto almejamos não nasce da confiança, da aceitação, da entrega amorosa, espontânea e profunda? Nesse caso, harmonizados e comprometidos com as leis divinas, passaremos a cantar, “deixa o dharma me levar, dharma leva eu...”. Quer saber, tenho que me render ao Zeca: sua música é boa mesmo! "Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu".
C. Swami
07/03/2016
PRECIOSO, ETERNO E IMUTÁVEL - C. Swami
Como sabemos, o diamante é o mais precioso dos minerais. Sua inigualável preciosidade é explicada pelo fato de ele ser o mais antigo de todos os materiais existentes na Terra e, ao mesmo tempo, o mais resistente.
Curiosamente, quando refletimos no verdadeiro ser que habita no íntimo de cada entidade viva, nos deparamos com um ponto fundamental que sugere uma bela analogia: o corpo nada mais é do que a mera cobertura do verdadeiro Eu, que pode ser comparado a um diamante espiritual, infinitamente precioso, eterno e imutável. Segundo a Bhagavad-gita, o livro que nos serve como principal referência, o Eu verdadeiro é a consciência, aquilo que dá vida ao corpo. Portanto, nada pode ser mais precioso do que ela. Diferentemente do corpo, que é feito de matéria, a consciência (ou a alma) é de natureza espiritual eterna, o que signif**a dizer que ela sempre existiu e sempre existirá. Portanto, a alma é mais antiga do que o primeiro diamante da Terra! Mas, será que, além de preciosa e eterna, a alma é também resistente? ...Segundo a Gitä, nada é mais resistente do que a alma, pois ela é imutável e nada desse mundo pode afetá-la ou destruí-la. Vamos refletir sobre as suas qualidades:
Para a alma, em tempo algum, existe criação ou destruição. Ela não passou a existir ou passará a existir a partir de um momento da história. Ela é não-nascida, eterna, sempiterna, primordial e não morre juntamente com o corpo (...) Ela não pode ser ferida por nenhuma arma, queimada pelo fogo, umedecida pela água ou definhada pelo vento. Ela é inquebrável, indissolúvel, permanente, imutável e está em toda parte.
05/03/2016
04/03/2016
MUDANÇA DE PARADIGMA - Chandramukha Swami
Independentemente do segmento espiritual escolhido por alguém, todos precisam de referência das diferentes escrituras reveladas, bem como das experiências anteriores das grandes almas que, por terem seguido as diretrizes escriturais, obtiveram resultados maravilhosos. Por isso, Krishna afirma que muitas pessoas no passado, através das práticas devocionais do bhakti-yoga, puderam superar os três principais obstáculos da vida: o apego, o medo e a ira (Gita 4.10) e despertaram sua consciência transcendental. Ele revela também quais são os dois segredos da vida espiritual: conhecimento (jnana) e austeridade (tapasa). Trata-se de uma combinação perfeita. Por um lado, a pessoa cultiva seriamente o conhecimento transcendental e, por outro, aplica-o na sua vida pessoal. Essa postura é tão eficiente que, mesmo hoje em dia, quando observamos os resultados daqueles que estão aplicando essa fórmula, constatamos o sucesso de sua aplicabilidade.
Embora, nos diferentes momentos da história humana, o tempo, o lugar e as circunstâncias sejam diferentes, entendemos que tanto os problemas quanto as soluções são sempre as mesmas. “Problemas materiais, soluções espirituais”, dizia o mestre. A ideia é que, embora as soluções materiais tragam também alguns valiosos benefícios, elas não solucionam definitivamente os problemas, pois dificilmente atuam na eliminação da verdadeira causa: a falta de consciência de Deus. Por isso, o mestre também comparava as soluções materiais com o ato de “soprar o furúnculo”. De qualquer modo, a confiança e o entusiasmo na vida espiritual são frutos de experiências pessoais, pois a força para eliminar os maus- hábitos depende de um trabalho interior, que é onde acontecem as mudanças de paradigmas.
03/03/2016
ENTUSIASMO é a chave de como podemos nos aproximar da Verdade Absoluta! (analise letra por letra - Baseado na Bhagavad-gita 13. 8-12).
E) Evitar exibir religiosidade ou espiritualidade em troca de nome e fama.
N) Não se apegar aos membros familiares ou ao círculo social mais do que é recomendado pelas escrituras.
T) Tornar-se um cavalheiro perfeito ao oferecer o devido respeito aos outros, sendo atento e cuidadoso para não causar ansiedade aos outros através de suas ações, pensamentos e palavras.
U) Unir-se a Deus através de uma relação de serviço e amor devocional.
S) Seguir as orientações das escrituras reveladas e evitar por completo a hipocrisia e a duplicidade nos relacionamentos.
I) Iniciar-se na vida espiritual através da guia de um mestre espiritual que possa conduzir ao pessoa à fase de compreensão transcendental. Com isso, seguir os princípios reguladores das escrituras e se tornar um verdadeiro cientista e pesquisador espiritual.
A) Aprender a ser sempre tolerante, mesmo diante das provocações e se abster por completo da qualquer atividade que seja prejudicial ao interesse da autorrealização.
S) Saber que as dualidades são simples criações da mente e, portanto, não dar muita atenção à elas para não confundir o corpo (o eu inferior) com o verdadeiro eu.
M) Morar num ambiente calmo, silencioso e favorável para o cultivo espiritual para, assim, agir de modo a recuperar a identidade espiritual.
O) Organizar a vida de modo a aceitar somente o necessário para a manutenção adequada do corpo e para favorecer o avanço espiritual.
02/03/2016
"Cantar os santos nomes é como mergulhar no mar. Alguém consegue possuir ou reter o oceano? Mas, podemos nos banhar nele, nos deixar ser levado pela força de suas ondas, deixar que suas águas refrescantes nos envolva. Se formos capazes disso, então nosso canto se converterá numa verdadeira meditação.
Assim como os santos nomes, nesse exato momento o mar está lá - pronto para nos receber. Ele sempre esteve. Mas precisamos caminhar em sua direção... De repente, estamos na areia da praia, diante dele. Ele não se afasta. Pelo contrário, o oceano nos convida, mas também nos alerta: “Venha, mas saiba que quanto menos roupas você tiver mais leveza você terá, e quanto mais leve estiver, mais liberdade e facilidade para se mover dentro de mim você terá!”.
Então, aceitamos o seu convite e entramos no mar. Embora mal saibamos nadar, sentimos o néctar, o que nos faz prosseguir. De repente, percebemos que já não dá mais pé, indicando que, finalmente, a meditação dos santos nomes se iniciou. A mente sente que ela já não tem onde se apoiar. A força da água é imensa. É maior que a nossa. Não há como controlá-la. Então criamos coragem e mergulhamos mais fundo... e, de repente, só existe água – em todos os lados, acima da cabeça, abaixo dos pés... Isso é meditação". (C. Swami)