08/06/2018
A Síndrome do Piriforme é uma causa não discogênica de ciatalgia, provocada pela compressão do nervo ciático através ou ao redor do músculo piriforme, gerando dor. É rara e frequentemente subdiagnosticada, uma vez que apresenta manifestações clínicas inespecíf**as e ausência de te**es diagnósticos específicos.
Os pacientes geralmente referem dor ciática, que se inicia na porção proximal da coxa e alcança o pé homolateral, que piora na posição sentada. A dor pode ou não ser acompanhada de déficit motor e/ou sensitivo.
Ao exame físico, geralmente os pacientes apresentam resultados normais nos exames neurológicos, mas apresentam exacerbação da dor com o sinal de Pace e Nagle (flexão do quadril combinada com a sua rotação externa e abdução ativa) e o sinal de Frieberg (rotação interna e adução passiva, com a coxa em extensão).
Não existe um teste padrão-ouro para diagnosticar Síndrome do Piriforme, sendo o diagnóstico principalmente clínico e de exclusão. Exames de Raio X, Ressonância Magnética e Tomografia podem ser solicitados para descartar causas subjacentes. Recentemente, alguns estudos apontaram a eficácia da Neurografia por Ressonância Magnética (NRM) para diagnóstico da síndrome do Piriforme, entretanto é um exame caro, considerado investigacional e clinicamente desnecessário.
O tratamento conservador inclui fisioterapia, acupuntura e farmacoterapia e geralmente é útil para a maioria dos pacientes. Já para casos complicados, injeções de toxina botulínica e de corticosteróides podem ser a terapia de escolha. A abordagem cirúrgica é indicada para pacientes que não respondem aos demais tratamentos, sendo realizada tenotomia do piriforme e descompressão do nervo ciático.