23/04/2021
O impacto da Saúde Mental na qualidade do trabalho
De acordo com a OMS, embasadas na Rais e Dieese, as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil são:
Depressão (59% das pessoas se encontram em estado máximo de depressão);
Transtorno de Ansiedade (63% das pessoas possuem algum problema de ansiedade);
Estresse (37% das pessoas estão estressadas com nível extremamente severo);
Burnout (44% dizem ter sofrido com o esgotamento mental).
O impacto da Saúde Mental nos custos empresariais é alto, isso porque o colaborador deprimido tende a faltar mais, onera mais os planos de saúde e tem relações interpessoais piores, reduzindo a produtividade.
O alto índice de absenteísmo gera custos imensos para as organizações, seja na reposição da atividade, seja nos cuidados com o colaborador, como medicações e exames, seja no retorno desses indivíduos ao trabalho, que deverá ser saudável, seguro e gradual.
Dependendo do tipo de função e do tempo de ausência, o colaborador afastado terá que ser substituído, para não comprometer as atividades e a entrega, gerando custos, desde o processo seletivo até as despesas de rescisão do contrato temporário.
Além disso, a empresa f**a vulnerável a processos trabalhistas. Tudo decorrente de um ambiente com rotinas desgastantes, relacionamentos interpessoais por conveniência, lideranças tóxicas, autocráticas ou despreparadas, assédio psicológico e moral, altas cargas horárias, falta de incentivos organizacionais, ameaça de desemprego dentre outros.
Uma equipe insatisfeita, que conserve uma carga negativa por muito tempo, tende a apresentar um comportamento dispersivo e desengajado.
Muitas vezes os gestores não conseguem identif**ar na sua equipe pessoas com alguma dificuldade emocional, atacando-a cada vez mais por “achar” que o colaborador esteja “somente” desmotivado