03/08/2022
O dia do capoeirista é celebrado hoje, 3 de agosto, uma data que se popularizou por todo o Brasil. Esta data ainda não é nacionalizada, apesar de existirem Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional. Alguns estados e municípios têm leis semelhantes que instituem, em datas distintas, o dia do capoeirista, o dia da capoeira ou a semana municipal da capoeira, como é o caso do Rio de Janeiro, do Ceará, de Fortaleza, de Florianópolis e de Porto Alegre.
Trazida nos porões dos navios negreiros, pelos negros escravizados, passando pelas senzalas; a capoeira Angola, contemporânea, capoterapia, aero capoeira, maculelê, dança afro, samba de roda, acrobacias e saltos, puxada de rede, capoeira, musicalidade e muitas rodas são algumas das atividades alusivas à data comemorativa. Com a chegada da República, (1889), o Marechal Deodoro da Fonseca iniciou uma campanha de combate à capoeira. A Lei 487 tratava “dos vadios capoeiras”, com pena, de dois a seis meses de trabalho forçado na Ilha de Fernando de Noronha. Somente quarenta anos depois, o presidente Getúlio Vargas, veio a liberar a capoeira.
Por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Ministério da Cultura, a capoeira foi reconhecida, em de julho de 2008, como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Entendem-se por patrimônio cultural imaterial as representações da cultura afro-brasileira, as práticas, a forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida de geração a geração pelas comunidades tradicionais brasileiras.
Fonte: https://www.palmares.gov.br/?p=38205