09/08/2024
É preciso acreditar, muito mais, que as tuas pegadas e marcas deixadas continuarão a nos ensinar sobre o valor de um sorriso, um abraço, uma foto com amigos e o sentido de uma conquista – por menor que tenha sido (ainda que gigante!). Teus voos, tuas exposições, teus trabalhos, tua cultura, teu saber, tuas andanças nos ensinaram e ensinam. Ensinam a acreditar na liberdade, no fluir da vida, na amorosidade e compreensão do valor do Outro – todos os Outros humanos e não humanos. Nos ensinam sobre saber chegar, acolher, escutar, se posicionar e respeitar cada ente – dos mais próximos aos mais distantes, dos de perto e dos de dentro – esses que guardaste tão bem em teu coração imenso, sábio e manso. Certamente, continuarás a nos ensinar sobre saber doar-se, ser entrega, ajudar, compartilhar, estender a mão – cada instituição por onde passaste sabe bem, muito bem, dessa absurda forma de teres nos ensinado. Cada lugar desta cidade, escolas, residências e beira-mar tem um pouco de ti porque fostes muito para todos nós! Isso nos ensina o significado de ser pleno para si e para os outros. Nos ensinou e continuará a ensinar sobre liberdade, essa que a metáfora da gaiola nos legou, mas também, aquela que ainda ansiamos no mais íntimo de cada um de nós – a liberdade humana. Será eterno em cada um que conviveu contigo, o legado da sabedoria vinda de um artesão, de um Mestre de Saberes, de um Pedagogo consciente de sua realidade-mundo, de sua forma de afetar os mundos, nos afetar. Isso é imenso! Se agigantará em cada um de nós. Como não aprender com quem nos ensinou a felicidade plena em ver este município ir além quando fostes além com teu trabalho, tua luta, teu entusiasmo? Como não aprender com quem nos marcou com os festejos, as celebrações, os dias de tua casa aberta, como abertas foram as gaiolas quando nos mostravas teus feitos em família, entre amigos quando compartilhavas teus feitos de cozinheiro? Ilustre cidadão de Barra Velha, sábio Amigo de todos nós, tua família chora e celebra teu tempo lindamente vivido entre nós; chora e celebra teus dias de contentamento, mesmo enfermo, mas esperançoso e de imensa fé; chora e celebra o quão forte fostes enquanto batalhavas para ficar um pouco mais. Não deu! Chegou o tempo de tu ser plenamente livre! Não ficarás em presença física, mas ficarás, permanecerás em tudo que espelhará teu nome, tua geração, tua genética, teu bem-querer e bem-viver. Choramos todos com tua partida, mas no coração de cada um pulsa cada gota de Vida que nos deixaste. Viveremos melhor porque foi melhor viver enquanto estavas conosco. Seguiremos melhor porque foi melhor caminharmos contigo. Obrigado por tanto! Por tamanha entrega em Vida! Obrigado por deixar aqui, comigo e com muitos, um pouco de ti. Segue em Paz, meu Amigo-Mestre! Deus te receba feliz, pois, aprendemos contigo a entender mais um pouco sobre nós, sobre felicidade – esta que nos liberta em cadinhos de tempos. Não gosto e não consigo dizer adeus (isso me dói!), então digo um até logo, pois, é certo que nos encontraremos! À família Barros, de sorriso largo, meus sentimentos e abraço de Luz! Fico por aqui porque agora as palavras já se misturam com as lágrimas...que elas sejam, também, de esperança e de desejo de liberdade!
Dilza Gonçalves e Família, meu respeito e reverência no luto e na dor.
P.S.: Hoje as escolas onde Lenilson passou deveriam estar com as gaiolas abertas nas suas portas e janelas para dizer do quanto ele nos disse e continuará a dizer!
Prof. Valdir