03/06/2026
LEIA SEM JULGAMENTOS
O nosso erro é justamente esse, o juízo que fazemos com nossas poucas "provas" que só existem dentro de nossas cabeças. Dito isso, vamos ao texto.
Acabei de assitir uma palestra do professor Alberto R. Timm que me levou a refletir em minha jornada fora da igreja e da moralidade. Essa palestra me levou de novo a leitura do seu artigo na revista adventista de abril de 2005, intitulado A igreja e seus críticos. E esse exercício foi para mim como olhar num espelho, admito agora, pois venho de um período de extrema perturbação mental e espiritual. Descrevo aqui partes do artigo mesclando o que me identifiquei e os momentos recentes da minha vida que me levam a esses sintomas que possivelmente me levariam a dissidência motivado por rancor e raiva.
O artigo descreve assim o perfil de um crítico: a) frustrações pessoais - o ano de 2025 me levou ao extremo da preocupação, insônia e até mesmo episódios de incontinência urinária pela falta de um emprego que eu idealizei.
b) probelmas morais e familiares - esse talvez seja o maior motivador da minha raiva e ressentimento, depois de repentinamente ser submetido ao divórcio e completamente perdido minha reação foi expressar a raiva me envolvendo em relações imorais, meu fundo do poço era cavado por mim mesmo, é impressionante o quão desumano e egoístas nos tornamos motivados pela raiva. Ainda tenho sonhos e memórias que vem e vão me causando frustração e medo do futuro.
c) Dificuldades financeiras - desempregado, episódios de desespero e humilhação aconteceram em cadeia, depender da ajuda de outros é encontrar derrotas todos os dias.
d) problemas de autoestima - ser deixado, se sentir inferior e abandonado causam além de tudo uma revolta constante e você literalmente se sente pequeno, substituível, trocável.
e) egocentrismo - que é impossível se manter de pé quando você é humilhado por circunstâncias que se tornam públicas e fazendo com que aos olhos de fora, de pessoas que não conhecem os fatos, você pareça o errado por estar em condição pior. Pura teologia da prosperidade na cabeça das más línguas.
Raiva e revolta, sintomas que justificam algo, creio que não. Continuemos a seguir.