25 anos de atividades initerruptas
Proposta: divulgar a cultura clássica: Grécia, Roma e Índia
PROPOSTA DO GRUPO GIZ-EN-SCÈNE DE LEITURAS DRAMATIZADAS
O Grupo Giz-en-Scène de Leituras Dramatizadas teve seu início em 1987, em uma das primeiras reuniões anuais da recém-criada Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC), ocorrida no Centro João Pinheiro, em Belo Horizonte – MG. Formado por professores e alunos de Grego e Latim da UNESP- Campus de Araraquara e por um professor de Sânscrito da USP, o Giz, desde sua origem, se propôs a realizar leituras de textos que comportassem a dimensão do espetáculo (em geral, textos teatrais), e que estivessem ligados a esses três universos culturais. O objetivo fundamental foi e, ainda hoje é, o de propiciar uma aproximação prazerosa dos interessados em cultura da Antigüidade Clássica com textos de variados gêneros que compõem o rico repertório dessa tradição. Isso se faz com duas finalidades paralelas: ensejar um conhecimento mais assíduo dessa manifestação artística, tanto no sentido estético quanto no da prática teatral propriamente dita, e fornecer subsídios para uma informação mais atenta sobre a cultura dos povos em questão. A proposta do Grupo Giz-en-Scène é, fundamentalmente, paradidática, pois visa levar o conhecimento de todo um universo estético e teórico a um público iniciado nas questões clássicas ou leigo, de forma inteligente e prazerosa. Após as primeiras apresentações do Grupo ficou claro para seus integrantes que parte de seu esforço deveria ser dedicada à preparação para o palco de textos originais, ou destinados, desde sua concepção primeira, para existirem no palco, ou adaptados para tal fim pelos pesquisadores que integram o Grupo. Esse trabalho, que passou a ser elaborado para todos os textos apresentados, tem diretrizes muito claras e método assentado, fazendo parte da linha de pesquisa desenvolvida pelos integrantes do grupo, e culminou na publicação da Coleção de Textos Clássicos Giz-en-Scène. Desse modo, os textos publicados na Coleção Giz-en-Scène correspondem à versão teatral lida nas apresentações do Grupo e trabalhada por seus integrantes, para possibilitar um contato mais vivo com as culturas envolvidas e de forma a propiciar uma apreciação mais satisfatória do espetáculo apresentado. Cabe enfatizar que o texto lido nessas ocasiões não tem a pretensão de substituir as traduções existentes: o esforço de adaptação principia sempre no texto original e termina num texto suscetível de ter vida cênica em nosso meio cultural.