Laboratório de Política e Governo da UNESP

Laboratório de Política e Governo da UNESP Laboratório de Política e Governo da UNESP, sediado na Faculdade de Ciências e Letras no Campus de Araraquara.

O Laboratório de Política e Governo da UNESP tem sua origem nas Área de Política do Departamento de Antropologia, Política e Filosofia, da Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara (FCLAr), a partir de iniciativas pertinentes aos estudos e debates das mudanças políticas em curso no Brasil em meados dos anos 80. Motivados pela percepção da dimensão descentralizadora que o processo de democratização do país teria sobre as estruturas governativas, os professores da área (incentivados pela direção da faculdade à época – sob o comando de Nilo Odália e José Aluísio Reis Andrade) compuseram a comissão de estudos criada para pensar sobre o assunto, participando ativamente na concepção e implementação do curso de Administração Pública. Com isso, o escopo de atuação da área ampliou-se e esta passou a ter nos temas da gestão, da reforma do Estado e da reforma política, alguns de seus objetos de preocupação. Coroando a experiência acumulada, em mais de vinte anos, foi institucionalizado o Laboratório de Política e Governo da UNESP que, além de docentes do Departamento de Antropologia, Política e Filosofia, conta com uma equipe diversificada composta por doutores, pós-graduandos e graduandos de diversas instituições, realizando pesquisas e eventos voltados para temas tais como cultura política, instituições, gestão e políticas públicas.

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12/06/2026

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"O DESUSO DA RAZÃO: SIDARTA RIBEIRO E SUA EPIFANIA ANTICIENTÍFICAO documentário “Criaturas da Mente”, dirigido por Marce...
22/04/2026

"O DESUSO DA RAZÃO: SIDARTA RIBEIRO E SUA EPIFANIA ANTICIENTÍFICA

O documentário “Criaturas da Mente”, dirigido por Marcelo Gomes, nutriu em mim fortes expectativas. Sidarta Ribeiro – protagonista do filme – tem se notabilizado, nos últimos anos, por suas pesquisas sobre o sonho e sua função simbólica. Arrojado, Ribeiro mescla neurociência com filosofia, psicanálise e antropologia para analisar fenômenos de difícil medição derivados do sonho, como a psicodelia, a metanoia e a mediunidade, sem perder o rigor científico, mas aberto à construção de um pensamento holístico, “pós-positivista” e não-cartesiano sobre a mente e seus segredos mais recônditos.

Entretanto, o enredo foi urdindo uma visão idílica, egóica e autocongratulatória sobre experiências pessoais e manifestações coletivas e espirituais consideradas pelo narrador e seu protagonista como transcendentes. As religiões não-ocidentais – sobretudo as dos povos originários e as de matriz africana – foram exploradas à exaustão. Entrevistas como a que fora dada por uma mãe de terreiro, que relaciona efeitos dopaminérgicos com manifestações de orixás, ou de Ailton Krenak, que execra a “religião monoteísta dos brancos”, sobrepujam as raras ocasiões em que o caráter científico da discussão se manifesta – e mesmo assim, de forma bastante perfunctória.

Se a intenção do filme era se servir do prestígio acadêmico do protagonista para elidir tensões e contradições sobre o assunto e fazer proselitismo, reputo que a missão foi bem cumprida. Cada um é responsável pela própria biografia, e não me interessa julgar a conduta pessoal de Sidarta, Marcelo Gomes ou quem quer que tenha opiniões sobre religião, espiritualidade e o que mais envolver este assunto, que a mim, particularmente, enraizado no ceticismo, pouco ou nada interessa. Mas o desserviço ao conhecimento está ali, estampado em cada frame, com uma força imagética poderosa, que dificulta a construção de um debate maduro e sereno sobre o sonho, o inconsciente e a saúde do corpo e da mente."
(Gabriel Burnatelli de Antonio, pesquisador do LabPol)

Entrevista para Jader Oliveira, "Análise do cenário político", Programa "Cenários Agroecológicos da Rede Josué de Castro...
11/04/2026

Entrevista para Jader Oliveira, "Análise do cenário político", Programa "Cenários Agroecológicos da Rede Josué de Castro".

Neste "making off" do Programa de rádio Cenários Agroecológicos da Rede Josué de Castro, que vai ao ar pela Rádio UFSCar, webradios Agro Musical e Studio Dif...

Mesa Redonda "Constitucionalismo, Justiça e Judicialização da Política", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNES...
22/11/2025

Mesa Redonda "Constitucionalismo, Justiça e Judicialização da Política", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNESP, como parte do Seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", com exposições de Carlos Henrique Gileno e Lucas Costa, e mediação e debate de Marcelo Goulart.

https://www.youtube.com/live/zcoi-0wdzUo?si=TNMW6E03pPOpo-ug&fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMzUwNjg1NTMxNzI4AAEexSx_T0vf94fHvIJwLtBOVTUS_iN99M1jJ6I8B5-8BEEDx22KuREiPR7G6kM_aem_p1ZtOeMNWXfvcK2Ikp3rPg&sfnsn=wiwspwa

O segundo dia é inaugurado com a discussão sobre a interface entre "Estado e sociedade" na mesa "Participação e Políticas Públicas", que avalia a efetividade...

Mesa Redonda "Democracia em risco - fatores históricos e normativos", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNESP, ...
22/11/2025

Mesa Redonda "Democracia em risco - fatores históricos e normativos", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNESP, como parte do Seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", com exposições de Marcelo Santos e Milton Lahuerta, e com mediação de João Mauro Vieira de Carvalho.

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Mesa Redonda "Participação e Políticas Públicas", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNESP, como parte do Seminá...
22/11/2025

Mesa Redonda "Participação e Políticas Públicas", realizada na terça-feira (18/11), na FCLAR-UNESP, como parte do Seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", com exposições de Carla G. Martelli e Lucileia Colombo, com mediação de Raphael Torrezan

https://www.youtube.com/live/DnhW-rcvVjg?si=wTSUlFkHELfHD4fA&fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMzUwNjg1NTMxNzI4AAEexSx_T0vf94fHvIJwLtBOVTUS_iN99M1jJ6I8B5-8BEEDx22KuREiPR7G6kM_aem_p1ZtOeMNWXfvcK2Ikp3rPg&sfnsn=wiwspwa

O segundo dia é inaugurado com a discussão sobre a interface entre "Estado e sociedade" na mesa "Participação e Políticas Públicas", que avalia a efetividade...

22/11/2025
https://www.youtube.com/live/M8cCgJdNnRg?si=vkZymKL9ZR5YQEYPConferência "A construção da democracia no Brasil - dilemas ...
22/11/2025

https://www.youtube.com/live/M8cCgJdNnRg?si=vkZymKL9ZR5YQEYP

Conferência "A construção da democracia no Brasil - dilemas e desafios", proferida na FCLAR-UNESP, no dia 17/11/2025, como parte do Seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", por Alberto Aggio. com comentários de Milton Lahuerta.

Conferência – A construção da democracia no Brasil – dilemas e desafios

O seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", uma iniciativa do Laboratório de Política e Gov...
11/11/2025

O seminário "Desafios para a democracia em tempos de aceleração social", uma iniciativa do Laboratório de Política e Governo (LabPol) e da Área de Política, promovida pelo Departamento de Ciências Sociais e pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da UNESP, propõe um diagnóstico denso e multifacetado sobre os desafios colocados às democracias frente às vertiginosas transformações do século XXI. A programação do evento busca realizar uma análise coesa que transita entre diferentes escalas de poder, dimensões institucionais e temporalidades históricas, oferecendo um painel da complexa conjuntura atual.
O percurso intelectual do seminário inicia-se com uma análise multi-escalar da crise da democracia. A mesa de abertura, "Integração regional e defesa na América Latina", situa o debate na arena geopolítica, examinando as pressões externas e os desafios à soberania que condicionam o exercício democrático nacional. Em um movimento analítico que vai do macro ao micro, o painel seguinte, "Poder Local, Política Municipal e Eleições", mergulha na capilaridade do poder, investigando as dificuldades da democracia em sua instância mais fundamental e próxima do cidadão: o município. Essa primeira sequência estabelece as coordenadas espaciais do problema: a democracia brasileira tensionada entre as dinâmicas continentais e as realidades municipais.
A conferência de Alberto Aggio, "A construção da democracia no Brasil – dilemas e desafios", serve como o eixo diacrônico que confere densidade histórica ao debate. Ao revisitar a trajetória da formação democrática do país nos últimos 40 anos, a palestra estabelece as bases para compreender as vulnerabilidades estruturais e os dilemas persistentes que são reativados e intensificados pelo cenário de aceleração social. Com essa base histórica estabelecida, o segundo dia do evento se aprofunda nos mecanismos e nas patologias do sistema democrático contemporâneo.
O segundo dia é inaugurado com a discussão sobre a interface entre "Estado e sociedade" na mesa "Participação e Políticas Públicas", que avalia a efetividade dos canais institucionais de mediação e a capacidade da cidadania de influenciar os rumos do governo. Em seguida, o foco se desloca para a arquitetura do poder com o painel "Constitucionalismo, Justiça e Judicialização da Política", que aborda um dos fenômenos mais críticos da atualidade: o crescente protagonismo do Judiciário e as tensões resultantes na separação dos poderes. A sequência culmina no núcleo diagnóstico do seminário, a mesa "Democracia em risco – fatores históricos e normativos", que sintetiza as discussões anteriores para identificar com precisão os vetores de fragilização do regime, conectando suas raízes históricas às suas manifestações normativas atuais.
Finalmente, a conferência de encerramento de Rubem Barboza Filho, "Sinfonia inacabada: o Brasil que o povo inventou", oferece uma reflexão prospectiva e conceitual. O título sugere uma abordagem que transcende o mero catálogo de crises institucionais para explorar a democracia como um projeto em constante construção, cuja resiliência e futuro dependem também da potência inventiva da própria sociedade. O seminário, portanto, completa um ciclo analítico rigoroso: parte do enquadramento geopolítico e local, aprofunda-se em suas fundações históricas, examina criticamente seus mecanismos de funcionamento e risco, e conclui com uma reflexão sobre a natureza inacabada e a agência social na reinvenção da democracia.

🔸PublicABCP | Duas visões opostas sobre o Brasil: de um lado, o liberalismo e suas promessas institucionais; de outro, a...
27/10/2025

🔸PublicABCP | Duas visões opostas sobre o Brasil: de um lado, o liberalismo e suas promessas institucionais; de outro, a crítica às elites e à exclusão social.
O artigo O liberalismo e os novos intérpretes do Brasil, de André Silva de Oliveira, analisa a polêmica entre Marcus Melo e Jessé Souza e o que ela revela sobre o pensamento político brasileiro atual.
🤓Ficha técnica:
Título: O liberalismo e os novos intérpretes do Brasil
Autor: André Silva de Oliveira
Ano de Publicação: 2022
Disponível em: Cadernos de Campo n.32
https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/15522
🔗 Leia a matéria completa no site PublicABCP. www.publicabcp.org.br

O liberalismo e os novos intérpretes do Brasil Autores André Silva de Oliveira Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Recife – PE – Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8918-2845 DOI: https://doi.org/10.47284/2359-2419.2022.32.1941 Palavras-chave: Es...

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