28/04/2026
Meu amor,
Hoje eu pensei em você o dia todo. Revivi nossas fotos, e cada uma delas me levou de volta a momentos incríveis que construímos juntos.
E eu me peguei pensando… devo falar da Linda ou da Kezi? Quem são elas? Será que são a mesma pessoa?
Na verdade, meu amor, eu te vejo como uma metamorfose — como uma borboleta.
A Linda, pra mim, foi o seu casulo. Um período de dor, de evolução, de transformação. Um tempo de descobertas, aprendizados e autoconhecimento. Vejo você ali, envolta na escuridão, carregando marcas, medos, traumas, feridas profundas… muitas vezes incompreendida, muitas vezes sozinha. Sem um ombro, sem um porto seguro.
E eu sei… deve ter sido muito difícil.
Mas assim como a borboleta, que enfrenta o processo sozinha, suportando dores necessárias para desenvolver suas asas, tudo isso teve um propósito.
Porque hoje eu vejo a Kezi.
Não mais uma menina, mas uma mulher. Uma mulher que voa alto, carregando sua autenticidade, trazendo cor para um mundo muitas vezes preto e branco. Uma mulher que chega e marca presença, que encanta… e que às vezes até incomoda, não só pela beleza física, mas pela força, pelos valores, pela forma de se entregar à vida.
É uma pena que, muitas vezes, você não receba na mesma proporção tudo o que oferece. Mas eu tenho certeza de uma coisa: o Criador de todas as coisas te entende como ninguém e cuida de você com amor e responsabilidade.
E mesmo sendo essa borboleta linda, você ainda carrega suas fragilidades e inseguranças — não para te limitar, mas para te guiar, para te manter em caminhos seguros.
Eu me sinto privilegiado por ter uma pessoa tão incrível ao meu lado. Sou grato a Deus por estar trabalhando em mim também — por tirar as escamas do meu orgulho, por me fazer encarar de frente meu ego, e por me ensinar a valorizar, enquanto há tempo, o presente que recebi: você.
Nós somos mais que marido e mulher. Não somos apenas um casal… somos um encontro de almas, com um propósito maior: viver o extraordinário da experiência humana.
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