ED Assessoria Contábil

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Toda empresa vive momentos de instabilidade em algum ponto: um cliente grande que atrasa pagamento, um mês de vendas mai...
28/07/2026

Toda empresa vive momentos de instabilidade em algum ponto: um cliente grande que atrasa pagamento, um mês de vendas mais fraco, um imprevisto operacional.

A diferença entre empresas que atravessam esses momentos com tranquilidade e as que entram em crise financeira quase nunca é o tamanho do problema.

É se existia ou não uma reserva de emergência.

A lógica é simples de entender, mas difícil de praticar: separar, mês a mês, um percentual do resultado para formar um colchão financeiro que cubra as despesas fixas da empresa por um período determinado, geralmente entre três e seis meses de operação.

Esse valor não é para investir, não é para expandir e não é para socorrer o caixa em situações rotineiras. Ele existe para um propósito específico, que é dar tempo e fôlego à empresa quando algo sai do previsto.

Muitas empresas nunca formam essa reserva porque tratam qualquer sobra de caixa como lucro disponível para distribuição ou reinvestimento imediato.

O problema aparece quando a primeira turbulência chega e não existe nenhum amortecedor financeiro, forçando decisões apressadas como empréstimos caros ou corte de pessoal.

Ter uma reserva de emergência não é sinal de empresa que não cresce. É sinal de empresa que cresce com solidez. Sua empresa já tem esse colchão formado? 👇

Todo fim de mês merece o mesmo cuidado, mas julho tem um peso especial: ele marca o início da segunda metade do ano com ...
22/07/2026

Todo fim de mês merece o mesmo cuidado, mas julho tem um peso especial: ele marca o início da segunda metade do ano com dados frescos sobre como as mudanças de meio de ano impactaram o negócio.

Férias, ajustes de custos, revisão de preços, tudo isso já deveria ter deixado marcas visíveis nos números.

Antes de virar a página para agosto, vale a pena fazer três perguntas simples.

As decisões tomadas nas últimas semanas, como revisão de precificação ou corte de custos fixos, já aparecem no resultado de julho?

O fluxo de caixa terminou o mês mais equilibrado ou ainda carrega os efeitos do pagamento concentrado de férias?

E as obrigações fiscais e trabalhistas do mês foram cumpridas dentro do prazo, sem acúmulo para o mês seguinte?

Esse hábito de checagem mensal é o que diferencia uma empresa que reage aos problemas de uma que os antecipa.

Não é sobre fazer um balanço grandioso todo mês, mas sim, para manter o pulso do negócio, mês a mês, para que nenhuma decisão importante seja tomada com informação desatualizada.

Agosto começa em poucos dias. Como estão os preparativos?

O segundo semestre é um bom momento para revisar algo que muita empresa deixa rodar no automático: os custos fixos. Alug...
20/07/2026

O segundo semestre é um bom momento para revisar algo que muita empresa deixa rodar no automático: os custos fixos.

Aluguel, softwares, assinaturas, folha administrativa, serviços contratados.

São despesas que aparecem todo mês, sem grande questionamento, simplesmente porque "sempre foi assim".

O problema é que custo fixo tem inércia.

Uma vez contratado, ele tende a continuar sendo pago mesmo quando deixou de gerar o retorno que gerava antes. Um sistema que a empresa não usa mais na capacidade contratada, uma estrutura pensada para um volume de operação que já mudou, um serviço terceirizado que poderia ser renegociado. Tudo isso passa despercebido quando não existe uma revisão periódica.

Revisar custos fixos não significa cortar por cortar.

Significa perguntar, item por item, se aquele gasto ainda entrega valor proporcional ao que custa. Muitas vezes a resposta é sim, e não há nada a mudar. Mas em uma proporção significativa dos casos, existe espaço para renegociar contrato, eliminar duplicidade ou redimensionar algo que cresceu mais do que devia.

Fazer essa revisão no meio do ano, com base nos números reais do primeiro semestre,
é mais eficiente do que esperar o fechamento anual para perceber que o custo fixo consumiu uma margem que poderia ter sido preservada.

Fez sentido para você?

Tem empresa que fatura alto todos os meses e, no fim das contas, sobra muito pouco no caixa. Isso costuma surpreender o ...
17/07/2026

Tem empresa que fatura alto todos os meses e, no fim das contas, sobra muito pouco no caixa.

Isso costuma surpreender o empresário, porque o movimento está lá, os clientes estão comprando, mas o resultado não acompanha esse volume.

Na maioria das vezes, o problema não é vender pouco. É precificar errado.

Precificação não pode ser feita só olhando o preço do concorrente ou aplicando uma margem "no olho".

Ela precisa considerar o custo real de cada produto ou serviço, incluindo custos fixos rateados, tributos incidentes sobre a venda, comissões, taxas de cartão e todo o custo indireto que sustenta a operação.

Quando esses elementos não entram na conta, o preço parece competitivo, mas na prática, está drenando a margem da empresa a cada venda.

Outro erro comum é definir o preço uma vez e nunca revisar.

Custos sobem, tributação muda, o mix de produtos se altera, e o preço que fazia sentido há um ano pode estar desatualizado hoje sem que o empresário perceba, porque a receita continua entrando normalmente.

Revisar a precificação com base em dados reais é uma das formas mais diretas de recuperar margem sem precisar vender mais.

Às vezes o problema não é o volume de vendas, mas o preço por trás delas.

Como estão as coisas por aí?

Muita gente só descobre a importância do balanço patrimonial quando precisa pedir crédito, negociar com banco ou apresen...
15/07/2026

Muita gente só descobre a importância do balanço patrimonial quando precisa pedir crédito, negociar com banco ou apresentar a empresa para um parceiro comercial.

Até lá, ele costuma ser visto como um relatório técnico demais, distante da rotina, quando na verdade ele revela exatamente a saúde financeira do negócio.

O balanço patrimonial mostra, em uma data específica, tudo o que a empresa possui, tudo o que ela deve e qual é o patrimônio líquido resultante dessa diferença.

Em outras palavras, ele ajuda a responder perguntas que nenhum empresário deveria ignorar: a empresa está crescendo com estrutura ou só aumentando dívida? O ativo está gerando valor ou apenas acumulando bens pouco líquidos? O passivo está controlado ou já pressiona o caixa de forma perigosa?

Esse documento também pesa na imagem que a empresa passa ao mercado.

Bancos, fornecedores e investidores costumam olhar para ele para entender se o negócio tem organização, capacidade de pagamento e base contábil confiável. Um balanço mal feito, desatualizado ou incoerente pode fechar portas que uma empresa bem estruturada abriria com facilidade.

Por isso, o balanço não é só uma obrigação contábil.

Ele é uma fotografia da força do negócio e uma ferramenta de decisão para quem quer crescer com segurança, entende?

Como está o seu balanço?

Muita gente começa como MEI porque essa é a forma mais simples e acessível de formalizar o negócio. O problema aparece q...
13/07/2026

Muita gente começa como MEI porque essa é a forma mais simples e acessível de formalizar o negócio.

O problema aparece quando a empresa cresce e o empreendedor continua enquadrado no modelo antigo, mesmo já tendo ultrapassado o limite, contratado mais gente ou ampliado a operação sem revisar a estrutura jurídica e tributária.

O MEI tem regras objetivas.

Existe limite de faturamento anual, restrição para algumas atividades e limitação no número de funcionários. Quando o negócio começa a sair desse desenho, insistir no enquadramento original pode gerar desencontro entre a operação real e a situação cadastral da empresa. E esse desencontro costuma custar caro depois, seja em tributos, seja em organização contábil, seja em risco fiscal.

A transição deve ser feita com planejamento.

É preciso olhar para faturamento, atividade exercida, estrutura da empresa, necessidade de sócios e impacto tributário antes de mudar de porte. Em alguns casos, a passagem para Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte precisa acontecer no momento certo para evitar desenquadramento retroativo, pagamento de diferenças e retrabalho com a contabilidade.

Crescer é ótimo. Crescer sem rever a estrutura é que vira problema.

Como está sendo por ai?

Muita empresa fala em distribuição de lucros como se fosse apenas tirar dinheiro da conta no fim do mês. Mas, na prática...
10/07/2026

Muita empresa fala em distribuição de lucros como se fosse apenas tirar dinheiro da conta no fim do mês.

Mas, na prática, isso precisa seguir critérios claros para não virar confusão entre finanças pessoais, operação da empresa e obrigação fiscal.

Distribuir lucro só faz sentido quando a empresa tem resultado apurado de forma confiável.

Isso significa que a contabilidade precisa estar atualizada, os lançamentos precisam refletir a realidade do negócio e os números precisam mostrar que existe lucro disponível de verdade.

Sem isso, o que parece sobra pode ser apenas falta de provisão, erro de classificação ou dinheiro que ainda será necessário para cobrir despesas futuras.

Outro ponto importante é que a distribuição de lucros feita corretamente depende de base contábil consistente.

Quando a empresa possui escrituração organizada e demonstrações em dia, a retirada tende a ser mais segura e melhor amparada. Já quando não existe esse controle, o empresário corre o risco de misturar retirada com pró-labore, comprometer o caixa e até gerar questionamentos em uma eventual fiscalização.

O melhor momento para distribuir lucro não é quando sobra dinheiro por acaso.

É quando a empresa sabe exatamente quanto pode retirar sem prejudicar o funcionamento do negócio. Isso é gestão, não improviso.

Ficou com alguma dúvida?

O SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, reúne informações contábeis, fiscais e trabalhistas que a empresa envia...
08/07/2026

O SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, reúne informações contábeis, fiscais e trabalhistas que a empresa envia ao governo de forma eletrônica.

Na prática, ele conecta dados da escrituração contábil, dos tributos, da folha e de outras obrigações acessórias em um ambiente digital único, o que aumenta muito a exigência por informação correta, coerente e entregue dentro do prazo.

Quando a empresa mantém a escrituração desorganizada, os reflexos aparecem rápido. Uma nota lançada com erro, uma folha enviada com divergência, um movimento contábil sem lastro documental ou um prazo perdido podem gerar inconsistências entre os arquivos enviados. E quando isso acontece, o problema não é só fiscal.

A empresa pode perder credibilidade nos controles internos, ter retrabalho e ficar mais exposta a multas e notificações.

Ter um contador atento não serve apenas para “cumprir a obrigação”. Serve para garantir que o que a empresa informa seja compatível com a realidade do negócio.
No SPED, não existe espaço para improviso, porque tudo o que vai é cruzado com outras informações já conhecidas pelo fisco.

Se a sua empresa quer crescer com segurança, organização fiscal não é detalhe. É base.

Feriado não é surpresa! Mas como mitigar os impactos financeiros?O que deveria ser um momento tranquilo de organização a...
06/07/2026

Feriado não é surpresa!

Mas como mitigar os impactos financeiros?

O que deveria ser um momento tranquilo de organização acaba se tornando um problema de caixa quando a empresa chega nessa época sem ter se preparado para os custos que as férias geram.

E esses custos são previsíveis.

Todo funcionário tem direito a trinta dias de férias remuneradas acrescidas de um terço do salário, o chamado terço constitucional.

Esse valor precisa ser pago antes do início das férias, o que significa que em julho o caixa da empresa pode ser impactado por múltiplos pagamentos concentrados em poucos dias, mesmo que a operação continue rodando normalmente.

A forma mais eficaz de mitigar esse impacto é a provisão mensal.

A cada mês trabalhado, a empresa acumula um doze avos do valor de férias mais o terço de cada funcionário. Quando esse valor é provisionado corretamente na contabilidade, o pagamento das férias não surpreende o caixa porque o recurso já foi separado ao longo do tempo. O problema aparece exatamente nas empresas que não fazem essa provisão e tratam o pagamento de férias como uma despesa nova em vez de uma obrigação que vinha sendo construída mês a mês.

Além da provisão, o planejamento do calendário de férias da equipe faz diferença.

Escalonar os períodos de descanso ao longo do ano, sempre que a operação permitir, distribui os impactos financeiros e evita que a empresa fique com equipe reduzida e caixa pressionado ao mesmo tempo.

Férias de funcionário não são uma surpresa.

São uma obrigação legal com data marcada desde o primeiro dia de contrato.

Planejar é a única forma de chegar nesse momento sem sentir o baque.

Da série, a vida não é um morango!Quando um empresário contrata um funcionário com salário de dois mil reais, o custo re...
03/07/2026

Da série, a vida não é um morango!

Quando um empresário contrata um funcionário com salário de dois mil reais, o custo real para a empresa não é dois mil reais. Nunca foi. E entender essa diferença é fundamental para precificar corretamente, planejar contratações e evitar surpresas no caixa que aparecem sempre na hora errada.

O FGTS corresponde a 8% do salário bruto e precisa ser depositado todo mês na conta vinculada do trabalhador.

Mas ele não vem sozinho, sobre a folha de pagamento incidem também as contribuições ao INSS patronal, o salário-educação, contribuições ao Sistema S, seguro acidente de trabalho e outras incidências que variam conforme o regime tributário e o setor de atuação da empresa.

Somados, os encargos sobre um salário podem representar entre 25% e 40% do valor bruto dependendo do enquadramento.

Tem ainda os encargos que não aparecem todo mês, mas precisam ser provisionados desde o primeiro dia do contrato. Férias com o terço constitucional, décimo terceiro salário e aviso prévio, quando aplicável, são obrigações certas que muitas empresas não provisionam e acabam sentindo no caixa quando o vencimento chega.

Contratação sem planejamento trabalhista é uma das principais causas de desequilíbrio financeiro em pequenas e médias empresas.

O funcionário é um ativo importante para o negócio, e tratá-lo assim começa por entender o custo real que ele representa e incluir esse número nas decisões de gestão.

Quer entender como sua folha está impactando o resultado da empresa? Comenta o seu cenário que te ajudamos.👇

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