04/09/2026
Dói perder alguém que se ama muito.
A dor é incompreensível, e f**a ainda mais difícil de compreendê-la quando a própria pessoa amada decidiu partir dessa vida.
Quase três meses e meio depois da partida de alguém que sempre amei muito, sinto como se ela estivesse viva dentro de mim. Mas não é uma saudade qualquer. Parece que minha mente f**a querendo entender que dor ela sentia para desistir da forma que desistiu.
Falar de luto não é fácil. Falar de suic..io pode ser ainda mais difícil, pois é um tema cercado de tabus e estigmas.
Eu não sei quanto esse tema é difícil para você que está lendo até aqui. Mas, espero que o texto te lembre que é preciso encarar a vida e que a gente pode pedir ajuda sempre que for possível.
Sou muito grato por ter meios de dar sentido à essa perda e reorganizar a minha vida. Sei que muita gente não tem.
Na suicidologia, Edwin Shneidman me ajuda a entender uma lógica sobre as perturbações, as dores e as pressões que levam alguém a cometer um ato tão agressivo contra si mesma. E enfatiza ainda que o fracasso não é da pessoa, mas da sociedade que produz tanto sofrimento.
Enfim, segue doendo. E eu sigo aprendendo.
Que o setembro amarelo não seja só um momento isolado no ano.
Que possamos falar de Saúde mental sempre, com mais consciência, empatia e respeito.