Nós Negros

Nós Negros somos um projeto educacional que trabalha com questões étnico-raciais tendo a Educação (Lei 10.6

O Por Mais Turbantes Nas Ruas é um projeto educacional que realiza visitas nas escolas promovendo reflexões étnico raciais (Lei 10.639) a respeito de ,representatividade, valorização e identidade da cultura negra tendo como ponte de diálogo a oficina de turbantes. Nosso pequenino, mas tão amado projeto pretende trazer para sala de aula temas do cotidiano do aluno, pois acreditamos que a educação consiste nessa extensão dos conteúdos da grade curricular. Desejamos então que vocês se alegrem conosco por esse Projeto e continuem nos acompanhando aqui na página, pois é com muito carinho e dedicação que nós fazemos o .

Agora dia 30/11 vai acontecer um bate-papo na Doca sobre dores e afetos pelo poder da palavra. Será  uma conversa a resp...
26/11/2018

Agora dia 30/11 vai acontecer um bate-papo na Doca sobre dores e afetos pelo poder da palavra. Será uma conversa a respeito de como a nossa afetividade preta se manifesta na linguagem. Vem com a gente dialogar sobre quais caminhos podemos trilhar a partir disso.

Vamos pulsar afeto nas escolas. Afeto é sinônimo de acolhimento, de troca, de compartilhar. Pulsar afeto nas escolas é c...
18/11/2018

Vamos pulsar afeto nas escolas. Afeto é sinônimo de acolhimento, de troca, de compartilhar. Pulsar afeto nas escolas é criar uma rede de cumplicidade e aprendizado mútuo que tem como fazedores professores e alunos.

A gente acredita que é possível tornar a sala de aula é um lugar onde os alunos são convidados a conhecer sua ancestrali...
15/11/2018

A gente acredita que é possível tornar a sala de aula é um lugar onde os alunos são convidados a conhecer sua ancestralidade e a compartilhar suas histórias em um processo de troca coletiva, fazemos isso por meio de rodas de diálogo e dinâmicas de produção criativa. Em cada a atividade a gente chama o aluno para tá perto, só assim é possível escutar e acolher.

Afeto é palavra desconhecida no vocabulário de quem é preto, no coletivo é possível encontrá-la. É por isso que espaços ...
12/11/2018

Afeto é palavra desconhecida no vocabulário de quem é preto, no coletivo é possível encontrá-la.
É por isso que espaços de fala e escuta são tão importantes, são neles que dores podem ser partilhadas e acolhidas. A sala de aula tem então o papel de ser um desses espaços, um espaço de acolhimento e pertencimento que impulsa meninos e meninas negras a irem além, irem além para construírem novas histórias e ocuparem o mundo.

Novembro já  começou e estamos a mil. Hoje a atividade foi sobre o Filme Pantera Negra na Escola de Ensino Fundamental R...
09/11/2018

Novembro já começou e estamos a mil.
Hoje a atividade foi sobre o Filme Pantera Negra na Escola de Ensino Fundamental Roberto Simonsen, quase 170 alunos no auditório aprendendo mais um pouco sobre diáspora, ancestralidade e futurismo.

31/10/2018

Sobre os sentimentos que estamos compartilhando nesses dias entre os nossos:

"Abracem os seus
E chorem aquilo que tiverem que chorar

Aprendi com a história dos meus
Que a luta é constante
Em cada passo em cada dia
E,não importa, quantas vezes tentem tirar aquilo que é nosso
Nós vamos continuar a lutar

Nossas mãos estão calejadas, por escalar muros, que julgávamos impossíveis alcançar
Nossos pés e pernas
Estão sem força
E nossa voz é rouca
Mas, nós vamos continuar a lutar

Não importa o medo, não importa a dor
A gente segue a cada passo
Com o punho se mantendo serrado
Hasteado no auto
Em silêncio, em meio a aplausos e fogos
Gritos de ódio
Nós vamos continuar a lutar

Então sim, se entristeçam
E que as lágrimas
Que lhe caiem agora
Reguem seu espírito
Pra mais um dia de luta que vira
E outros dias de tristeza
E angústia
Mas escuta, lá no fundo, no peito
Aquela voz que sussurra
Levanta!
Porque
Nós vamos continuar a lutar.

Resista, levante-se."

Autoria: LP Silva

Professor é como um ingrediente que faz borbulhar novas ideias de quem está ali disposto a aprender um pouquinho mais so...
16/10/2018

Professor é como um ingrediente que faz borbulhar novas ideias de quem está ali disposto a aprender um pouquinho mais sobre o mundo.

Nossas histórias pessoais (Rita, Jônatas e Luiza) sempre estiveram juntinhas com a dessas pessoas que decidem partilhar seu conhecimento com o outro. Dois de nós são filhos de professores e dois de nós decidiram estar na sala de aula também. Parecia quase que impossível que não fossemos apaixonados por esse espaço e pelo seu potencial de transformação.

Nós, de tanto ouvirmos e vivermos, sabemos que professor precisa estar disposto e pronto para ouvir as/os alunas/os e compreender suas histórias e trajetórias, fazendo da sala de aula, o espaço que cada aluno vai quase todo dia por mais de 10 anos da sua vida, um ambiente de afeto. Nós ficamos profundamente felizes por participar disso.

Feliz dia do/a professor/a!!!

fotos: Luiza Bomfim

O que aconteceria se mulheres não fossem mais silenciadas? Ontem marcamos presença no FestivalAEQSE :: 12/08 :: Unibes (...
13/08/2018

O que aconteceria se mulheres não fossem mais silenciadas?

Ontem marcamos presença no FestivalAEQSE :: 12/08 :: Unibes (SP) :: Agora É Que São Elas, foi um dia para ouvir mulheres, aprender mais sobre patriarcado e contar um pouquinho do que fazemos na área do Lugar de Fala. É sempre bom se fortalecer ao lado de outras mulheres e poder partilhar nossas histórias. Afinal, ansiamos por espaços nos deem voz e que sejamos ouvidas, porque como afirmou ontem a Djamilla Ribeiro " quando melhoramos a vida das mulheres, melhoramos a vida das cidades".

Somos dignos de paternidade!Uma vez, no início de minha juventude, estava interessado em uma menina. Em uma viagem fatíd...
13/08/2018

Somos dignos de paternidade!

Uma vez, no início de minha juventude, estava interessado em uma menina. Em uma viagem fatídica que mudou o rumo de como enxergava as relações e de como eu me encaixava - no caso, não me encaixava - nelas eu ouvi: você não serve para ser o pai da minha família! Isso significa que, nessa estrutura social ra***ta, eu, enquanto homem negro, não sirvo para o papel de pai. Ela não comentou e nem desenvolveu nada, apenas constatou um fato. Hoje, toda vez que me vejo interessado em alguma pessoa isso ecoa na minha cabeça: não sirvo para ser pai!

Sim, eu sirvo para ser pai! E, enquanto homem preto que anseio ser pai, peço que nesse dia dos pais olhemos com carinho para nossos pretos! Olhe para os seus pais e vejam o homem que ele é. Estejam com ele para derrubar as estruturas ra***tas que minam a relação pai e filho, que afastam, prendem e matam. Nesses momentos sei que mulheres pretas assumem mais um papel na família. Nós, homens negros, somos culpados por abandonar nossas mulheres e fugir das nossas famílias. Perdão! É exatamente por isso que precisamos romper esses ciclos.

Nesse dia dos pais dê afeto! Abrace seus pretos e mostre amor. Ajude-nos a enxergarmos nossas potências afetivas para que invistamos nelas e enfim coloquemos nossos pés para fora dessa lógica opressora. Olhem seus pais e vejam pessoas que foram afetadas pelo racismo e pelo machismo. Ame seus pretos e colaborem para que sejam homens que se imponham, compreendendo sempre que são dignos de afeto e, se sentirem o desejo, são dignos da paternidade.

texto: Jônatas Santos Damaceno
foto: banco de imagem unsplash

Ontem marcamos presente no III Fórum Sim à Igualdade Racial, evento realizado pelo ID_BR. Foi um dia de nos fortalecer o...
09/08/2018

Ontem marcamos presente no III Fórum Sim à Igualdade Racial, evento realizado pelo ID_BR. Foi um dia de nos fortalecer ouvindo as histórias e de sairmos inspirados para prosseguir.

Caminhamos.

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Aracaju, SE

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