20/02/2022
O ilustre intelectual e folclorista sergipano, nasceu em Aracaju, filho de Eugênio José Silva e Argemira de São Pedro e Silva. No Atheneu Sergipense, antes de atuar como professor de Português, fez o curso Preparatório e iniciou sua caminhada pela vida jornalística, quando, juntamente com seu colega Gentil Tavares da Mota, criou o jornal estudantil O Necydalus. Em 1911, ingressou no curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade de Recife, onde se bacharelou. Ao concluir seus estudos, retornou a sua cidade natal e atuou como professor, jornalista, escritor, folclorista, orador, advogado e deputado estadual. Como político apresentou o projeto de lei que fixou o nome do rio Sergipe, então confundido com o rio Cotinguiba. Foi integrante da primeira geração de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE) e fundou a Academia Sergipana de Letras. Aos 40 anos de vida, Clodomir Silva faleceu vítima da febre tifoide, deixando órfãos de pai oito filhos, frutos de seu casamento com a professora Ana Araújo de Souza e Silva. A brevidade da sua biografia não o impediu de presentear as gerações futuras com estudos sobre a cultura e história de Sergipe, materializados em duas grandes e importantes obras, Álbum de Sergipe e Minha Gente. E como bem recordou seu ex-aluno José Calazans, "devemos a ele o nosso interesse pelos estudos de folclore. Foi ele quem nos fez conhecer e depois compreender a importância do povismo e linguajar do povo, nos versos populares, nas estórias de Trancoso, nas conversas e usanças da gente sergipana, que ele tanto conhecia e amava".
Texto de Simone Paixão Rodrigues publicado originalmente no Calendário Atheneu Sergipense (2020).
Ver mais sobre o Centro de Educação e Memória do Atheneu Sergipense – CEMAS no Repositório Institucional da Universidade Federal de Sergipe https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/13991
e no Mais Atheneu https://www.maisatheneu.com.br/cemas.