Prof. Debson Picinin

Prof. Debson Picinin Arte, Ciência, Filosofia & História

Tirada por Louis Daguerre em Paris no início de 1838, esta é reconhecida como a primeira fotografia da história a captur...
23/07/2026

Tirada por Louis Daguerre em Paris no início de 1838, esta é reconhecida como a primeira fotografia da história a capturar a silhueta de uma pessoa.

A Boulevard du Temple era uma das avenidas mais movimentadas de Paris, cheia de carruagens, pedestres e vendedores ambulantes. No entanto, a rua aparece quase completamente vazia.

Isso aconteceu porque o processo da daguerreotipia exigia um tempo de exposição de cerca de 7 a 10 minutos. Tudo o que se movia pela rua durante esse tempo não foi registrado pela câmera. A única exceção foi um homem no canto inferior esquerdo que parou durante vários minutos para ter seus sapatos engraxados. Ele e o engraxate (cujo corpo mal se percebe) tornaram-se acidentalmente as primeiras pessoas registradas em uma foto.

Olga, a Garota Sem Cabeça, foi uma das atrações de feira mais populares dos anos 1930 e 1940 nos EUA e na Europa. O públ...
23/07/2026

Olga, a Garota Sem Cabeça, foi uma das atrações de feira mais populares dos anos 1930 e 1940 nos EUA e na Europa. O público pagava dez centavos para ver um corpo feminino vivo, sentado numa cadeira, sem cabeça — com tubos saindo do pescoço ligados a frascos de "alimentação".

Era uma ilusão. Dois espelhos posicionados em V, escondidos na coluna central de tubos, refletiam o fundo preto do cenário no lugar onde a cabeça deveria estar. A performer usava uma máscara com painéis espelhados no lugar do rosto. Para provar que estava viva, removia uma luva em público.

A atração foi criada por Egon Heineman, alemão que fugiu do regime nazista nos anos 1930. Levou Olga para Blackpool, Inglaterra, onde fez tanto sucesso que em 1938 havia nove versões simultâneas circulando pelo país. Em 1937 chegou aos EUA. Em 1939 estava na Feira Mundial de Nova York. Rodou feiras americanas até os anos 1980.

FONTES:

Delaware Art Museum. "Olga the Headless Girl." emuseum.delart.org.

Vintage News Daily. "Story and Vintage Photos of Olga the Headless Girl." 2018.

Vintage News Daily. "Story and Vintage Photos of Olga the Headless Girl." 2018.

Esta imagem captura um Al Capone relaxado e sorridente no Comiskey Park, em Chicago, no ano de 1931. O homem mais procur...
09/04/2026

Esta imagem captura um Al Capone relaxado e sorridente no Comiskey Park, em Chicago, no ano de 1931. O homem mais procurado e temido da época estava assistindo a um jogo beneficente de beisebol com seu filho, Sonny Capone. É um vislumbre fascinante da "fachada pública" que Capone cultivava; ele frequentemente aparecia em eventos populares para se passar por um cidadão filantropo e um "homem do povo", tentando desviar a atenção de suas atividades criminosas como chefe da máfia de Chicago durante a Lei Seca.

No entanto, o sorriso de Capone nesta foto era enganoso. 1931 foi o ano em que o cerco federal finalmente se fechou. Pouco tempo depois deste jogo, ele foi julgado e condenado, não por seus crimes violentos, mas por sonegação de impostos federais — uma acusação que o time de Eliot Ness ("Os Intocáveis") e promotores federais perseguiram agressivamente. Esta foto é um dos últimos registros públicos de Capone desfrutando da liberdade antes de ser enviado para Alcatraz, simbolizando o fim de seu infame império criminoso.

Há fotos que não pedem explicação. Pedem silêncio.Era 2020. Cidade do México. No banco da frente de um carro, diante de ...
07/04/2026

Há fotos que não pedem explicação. Pedem silêncio.

Era 2020. Cidade do México. No banco da frente de um carro, diante de um hospital já sufocado pela pandemia, um jovem se inclina sobre o corpo da avó. Não há equipe médica, não há tempo, não há preparo. Há apenas urgência. Há apenas desespero.

Ela tinha cerca de 80 anos. Chegou com dificuldades respiratórias, mas não houve espera suficiente para salvá-la. Ainda no estacionamento, enquanto aguardavam atendimento, seu estado piorou rapidamente. Antes mesmo de cruzar os portões, ali mesmo, no banco do carro, ela partiu.

E então acontece o que nenhuma regra prevê. O neto, em desespero, tenta reanimá-la com respiração boca a boca — um gesto extremo, arriscado, sobretudo diante de um vírus que se espalhava justamente pelo ar.

Naquele instante, não havia protocolo. Não havia cálculo. Havia apenas uma recusa profundamente humana: aceitar o fim de quem se ama.

Os médicos chegaram minutos depois. Mas, às vezes, minutos são tudo o que separa o possível do impossível. A morte foi confirmada ali mesmo — no carro, nos braços dele.

A cena foi registrada pelo fotógrafo Moisés Pablo, da agência Cuartoscuro. Em poucos dias, atravessou o mundo — um mundo que, naquele momento, vivia o medo, o colapso e a incerteza diante de uma doença que devastava famílias inteiras.

E talvez seja justamente por isso que a imagem tenha marcado tanto. Porque ela não foi exceção — foi reflexo. Durante a pandemia, milhões morreram sem despedida, muitas vezes isolados, em caixões fechados, reduzidos a números em gráficos frios.

Mas essa foto resiste. Porque devolve rosto, gesto e humanidade a uma tragédia que tentou se tornar estatística.

Não é uma imagem sobre a morte. É sobre o amor que insiste — mesmo quando já não há mais o que salvar.

E por isso, ainda que doa, ela precisa ser lembrada.

Texto de Paulo Henrique Máximo Lacerda
A História Esquecida

CURVATURA DO ESPAÇO-TEMPOO que você está vendo aqui, capturado pelo telescópio James Webb, é uma demonstração impression...
23/03/2026

CURVATURA DO ESPAÇO-TEMPO

O que você está vendo aqui, capturado pelo telescópio James Webb, é uma demonstração impressionante da física em ação. Os quatro pontos mais brilhantes da imagem não são objetos distintos — são, na verdade, múltiplas imagens de um único quasar localizado a cerca de 6 bilhões de anos-luz da Terra.

Esse efeito ocorre por causa da curvatura do espaço-tempo provocada por uma galáxia mais próxima, visível como um pequeno ponto azulado no centro. Ao atravessar o intenso campo gravitacional dessa galáxia, a luz do quasar é desviada e amplificada, criando o fenômeno conhecido como lente gravitacional, que resulta nessas quatro imagens.

Além do espetáculo visual, esse tipo de observação tem enorme valor científico. A partir dessas distorções, é possível reconstruir o campo gravitacional da galáxia que atua como lente e investigar como sua matéria está distribuída — incluindo tanto a matéria visível (bariônica) quanto a matéria escura, que não emite luz, mas exerce influência gravitacional.

E afinal, o que é um quasar? Trata-se do núcleo extremamente energético de uma galáxia, onde um buraco negro supermassivo atrai e consome matéria. Esse processo libera quantidades colossais de energia, tornando o quasar um dos objetos mais luminosos do universo.

Em novembro de 1990, a revista LIFE publicou uma fotografia tirada pela jovem Therese Frare, então ainda estudante na Un...
09/03/2026

Em novembro de 1990, a revista LIFE publicou uma fotografia tirada pela jovem Therese Frare, então ainda estudante na Universidade de Ohio. A imagem — crua, íntima e inesquecível — capturou os últimos momentos de David Kirby, um jovem que morria de SIDA.

David, um ativista aberto pelos direitos dos homossexuais, tinha contraído HIV na década de 1980. Lutou contra a doença durante anos, mas quando seu estado se tornou terminal, ele escolheu passar o tempo que lhe restava rodeado por aqueles que mais o amavam. Sua família o abraçou completamente, cuidando dele com ternura e apoio inabalável.

O que hoje parece natural, naquele momento foi profundamente controverso. Nessa época, algumas vozes de extrema direita e setores conservadores apresentavam a SIDA como um castigo pelo “desvio”, insistindo que era uma doença confinada a “degenerados” e a grupos marginalizados – uma consequência, dizem eles, de se afastar dos chamados “valores familiares”. Compaixão não era a resposta social dominante.

Mas os pais do David rejeitaram essa crueldade de plano. Eles aceitaram o seu filho por completo — a sua identidade, a sua doença e a sua humanidade. Seu amor e sua presença ao seu lado mostraram ao mundo como é uma família de verdade: uma que acompanha seu filho nos momentos mais dolorosos, sem vergonha nem julgamento.

A fotografia abalou os EUA. Pessoas que antes tinham ignorado a SIDA — marcadas por estigma, desinformação ou medo — foram forçadas a enfrentar a realidade humana da crise. Muitos começaram a procurar informações, a levantar a voz e a agir.

David Kirby morreu em maio de 1990, com apenas 32 anos.

Desde que a LIFE publicou a foto, estima-se que mais de um bilhão de pessoas a tenham visto. A coragem da família Kirby em permitir que a imagem fosse compartilhada tornou-se um ponto de viragem na compreensão pública da epidemia de AIDS. Sua abertura e compaixão ajudaram a mudar corações, desafiar preconceitos e fortalecer a luta contra o HIV, tornando o sofrimento de Davi não em vão.

Márcio Lima Piancastelli foi o designer mineiro que deu alma brasileira aos carros da Volkswagen. Em uma época em que a ...
18/02/2026

Márcio Lima Piancastelli foi o designer mineiro que deu alma brasileira aos carros da Volkswagen. Em uma época em que a matriz alemã exigia apenas a adaptação de modelos europeus, ele usou sua experiência técnica e sensibilidade artística para criar projetos com identidade própria. Ao som de música clássica, Piancastelli visualizava proporções e harmonias que resultaram em ícones como a Brasília e o esportivo SP2. No caso do SP2, sua equipe chegou a refazer a dianteira do protótipo de forma discreta para garantir que a estética final fosse preservada, criando um dos carros mais bonitos da história nacional. Seu legado, que inclui participações fundamentais na linha Gol, prova que a criatividade local pode romper barreiras corporativas e definir o gosto de gerações de motoristas.

Ele partiu em uma manhã de Natal.E, aos poucos, histórias começaram a surgir.George Michael — a voz de sucessos como Fai...
16/02/2026

Ele partiu em uma manhã de Natal.
E, aos poucos, histórias começaram a surgir.

George Michael — a voz de sucessos como Faith, Careless Whisper e Freedom! ’90 — foi encontrado morto em 25 de dezembro de 2016, aos 53 anos. O mundo perdeu um ícone da música. As rádios tocaram seus hits. A internet se encheu de homenagens.

Mas algo inesperado aconteceu.

Pessoas desconhecidas começaram a contar relatos parecidos:

“Ele me ajudou quando eu não tinha nada.
Pediu apenas uma coisa: que eu nunca revelasse.”

Presentes com uma única condição: silêncio.

Em 2008, Lynette Gillard participou do programa Deal or No Deal. Ela contou que sonhava em ser mãe, mas não tinha como pagar o tratamento de fertilização. No dia seguinte à exibição, um doador anônimo custeou tudo. Anos depois, veio a confirmação: foi George quem ligou para a emissora e fez a doação. Seu filho recebeu o nome dele.

E não foi um caso isolado.

Durante anos, ele serviu refeições anonimamente em abrigos de Londres no Natal. Fez grandes doações a campanhas beneficentes sem jamais permitir que seu nome fosse divulgado. Pagou dívidas de desconhecidos, ajudou estudantes, financiou tratamentos médicos.

Também destinou recursos a instituições como a Childline e apoiou por décadas projetos ligados ao combate ao HIV/AIDS. Parte dos lucros de suas músicas foi direcionada a essas causas — longe dos holofotes.

Se alguém revelasse sua identidade, ele simplesmente parava de ajudar.

Ele viveu sob a luz dos palcos, mas escolheu praticar a generosidade na sombra.

Em um tempo em que quase tudo é exposto, ele fez diferente. Entendeu algo simples:
a verdadeira generosidade não precisa aparecer — precisa transformar.

Após sua morte, ficou claro que milhões foram doados de forma silenciosa.
Bebês nasceram.
Dívidas foram quitadas.
Instituições continuaram abertas.
Pessoas seguiram em frente.

Ele não buscava aplausos. Buscava aliviar o peso da vida de alguém.

A música parou em 2016.
Mas o impacto continua.

E talvez seja exatamente assim que ele queria.

Sabia que a cirurgia plástica moderna nasceu muito antes do que a maioria imagina? No final do século XVI, o médico ital...
20/01/2026

Sabia que a cirurgia plástica moderna nasceu muito antes do que a maioria imagina? No final do século XVI, o médico italiano Gaspare Tagliacozzi revolucionou a medicina ao sistematizar a reconstrução nasal.

Naquela época, perder o nariz (seja em duelos ou por doenças) era uma marca de desonra. Tagliacozzi acreditava que a medicina deveria restaurar não apenas o corpo, mas a dignidade e a beleza do indivíduo.

A engenhosidade era impressionante: um enxerto de pele era retirado do antebraço do paciente. O braço era então mantido colado ao rosto por meio de um arnês especial (feito sob medida por alfaiates!) por várias semanas. Isso garantia que o sangue continuasse circulando até que a pele "pegasse" no nariz.

Esse procedimento foi imortalizado em sua obra de 1597, De "Curtorum Chirurgia per Insitionem" , o primeiro tratado científico de cirurgia plástica da história!

A História da Medicina é feita de coragem e criatividade. Imagine passar semanas com o braço amarrado ao rosto em nome da autoestima!

Ontem, 10 de janeiro de 2026, faleceu Erich von Däniken, arqueólogo e escritor suíço, tido por muitos como um teórico da...
11/01/2026

Ontem, 10 de janeiro de 2026, faleceu Erich von Däniken, arqueólogo e escritor suíço, tido por muitos como um teórico da conspiração, autor da famosa obra "Eram os deuses astronautas?", que levanta a hipótese de que seres alienígenas teriam visitado a Terra e influenciado povos antigos, como os maias e egípcios.

Mesmo que suas ideias sejam altamente questionáveis, é inegável o legado de Däniken, que, até hoje, alimenta as mais loucas teses e que são interessantes e misteriosas.

Descanse em paz.

Endereço

Aparecida Do Taboado, MS
79570000

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