20/02/2026
Hoje o tempo desacelerou.
Sentamos no chão, e a frente não estava apenas a Boneca Teté ( ), estava o convite. Um convite à presença. À escuta. À conexão.
Entre olhares curiosos, risadas soltas e mãos que se estendiam para tocar o invisível, as crianças atravessaram a ponte do real para o imaginário. E ali, naquele espaço tão simples e tão sagrado, algo maior acontecia: elas não apenas ouviam uma história… elas habitavam a história.
Escutar é diferente de ouvir.
Ouvir é captar o som.
Escutar é oferecer o coração.
Hoje, cada criança que fixava os olhos na Teté nos lembrava que a conexão nasce do silêncio atento. Que quando alguém se sente verdadeiramente escutado, floresce por dentro. A escuta ativa é colo invisível. É dizer sem palavras: “Eu estou aqui com você.”
Quantas vezes, na correria dos dias, apenas ouvimos ruídos?
Quantas vezes deixamos escapar as pequenas narrativas que pedem abrigo em nossos ouvidos?
As crianças nos ensinam. Elas se entregam inteiras ao momento. Não há celular, não há relógio, não há pressa. Há presença. Há vínculo. Há encantamento.
Talvez escutar verdadeiramente seja isso:
desarmar-se por dentro, silenciar as distrações e permitir que o outro exista diante de nós.
Hoje, com a Boneca Teté, aprendemos mais uma vez que contar histórias é, antes de tudo, construir pontes.
E que toda conexão começa quando alguém decide, de fato, escutar.