12/07/2026
Minha própria trajetória também foi construída por caminhos diversos. Transitei pela Administração e pelo Direito, áreas que me ensinaram rigor, estrutura, responsabilidade e compromisso social. Mas, em determinado momento da vida, compreendi que meu verdadeiro chamado estava em outro lugar.
Escolhi deixar esses caminhos para mergulhar no mundo da educação. Não vejo isso como abandono. Vejo como um reencontro.
Foi na sala de aula que encontrei meu lugar. Foi entre alunos, livros, ideias e perguntas que compreendi que formar pessoas é uma das mais nobres missões humanas.
Sou professor por vocação. E foi na educação que entendi que a palavra não é apenas um instrumento de comunicação. A palavra é agente de mudança social. Cada aluno alcançado, cada texto construído, cada ideia despertada é uma semente lançada no tempo — e toda semente carrega, silenciosamente, a possibilidade de transformar o mundo.
Minha paixão pela literatura também acompanha essa caminhada. De Machado de Assis a Tolkien, aprendi que a literatura pode revelar a complexidade da alma humana e, ao mesmo tempo, construir mundos inteiros para compreendermos melhor o nosso.
Machado ensinou-me a desconfiar das aparências e a enxergar as contradições humanas. Tolkien ensinou-me que a imaginação também é conhecimento, linguagem, cultura e esperança.
Entre Machado e Tolkien existe uma grande distância de estilo, época e universo literário. Mas ambos me ensinaram algo essencial: os livros não terminam na última página. Eles continuam vivendo dentro de quem os lê.
Como autor, busquei transformar inquietações em reflexão. Em A Criação de Dialetos, explorei a linguagem como expressão viva da identidade humana. Em Direito no Turismo, procurei aproximar conhecimento jurídico, experiência e realidade social.
Mas, acima de tudo, minha caminhada sempre esteve ligada à valorização do saber como algo vivo, acessível, pulsante e necessário.