04/09/2020
Nossa Triste Realidade 😞💔
O ato de empreender é sempre um ato de coragem. Fazer algo diferente, tentar mudar os rumos da vida, fazer com que outros embarquem no seu sonho.
A dor da responsabilidade de quem tem uma folha de pagamento no fim do mês, de quem é a fonte pagadora de uma equipe, de quem é o sustentáculo de uma cadeia de relações.
Se deitar a noite e pensar em todas aquelas pessoas que estão vinculadas ao seu negócio. As vidas que não são números, pessoas que você partilha e conhece tão bem a ponto de saber de suas necessidades.
Digo isso pois já tive que fechar empresas e decretar falência e é "horrível".
Eu tenho contato com "donos" de escola no Pais inteiro. São pessoas com quem trabalhei e que buscaram o meu trabalho no intuito de oferecer algo novo, de formar equipe e de (re) pensar o modo de "fazer" educação infantil.
Todos estão com os nervos a flor da pele!
Eu vi escolas concebidas com ideias fantásticas e com um alto investimento serem fechadas pela pandemia, de ver os moveis da escola sendo vendido por 10% do valor no olx para pagar contas imediatas.
Escolas com mais de meio século aqui em Porto Alegre foram fechadas essa semana.
Escolas estão operando com 40% de seu quadro e, quanto mais a pandemia se estende menos conseguem reter as verbas das mensalidades e perdem fonte de renda.
Fizemos uma pequena apuração de números de Porto Alegre:
Mais de 330 escolas credenciadas
Cerca de 20.000 crianças atendidas
Mais de 6000 colaboradores diretos
e 1650 colaboradores indiretos.
Certamente esses números são maiores
Mas são realmente números?
Não, não são! São colegas de educação e mais especificamente da educação infantil.
Eles formam uma rede de pessoas da iniciativa privada que dependem das mensalidades para custear seus processos.
São donxs de escola que não tem mais de onde tirar dinheiro, são professores que dependem desse salário e escolas que estão fechando as portas.
Escola privada é um nome muito impessoal pois a gente conhece como a escola da Fabi, a do Anderson, a da Adriana ...
São histórias de crianças, de festas, de famílias, de aprendizado, de tradições e de cotidiano.
E, estão caindo como moscas!
A ideia é que a maioria dos pais não se sentem seguros para a retomada de atividades e isso é compreensível num momento de tantas incertezas.
Governadores jogam para prefeitos que jogam para ninguém!
A maioria dos professores também não se sentem seguros para voltar.
E os motivos da insegurança e incerteza estão aí em todas as redes de conversa digital (e o caso aqui não é polemizar sobre as questões do retorno)
O que eu não vejo é uma discussão que traga alguma expectativa, algum movimento coeso para as escolas privadas.
Pensar em:
isenção de impostos;
Linha de crédito específica;
Parcelamento de dívidas ...
Seria de grande auxilio!
Não se sabe quando isso vai acabar e a coisa vem se arrastando.
Acredito que fomentar essas reivindicações sejam atos necessários no momento. Ainda mais em um Pais que só conhece a "voz" da pressão popular!
Devemos ter empatia, estarmos e pensarmos juntos.
Eu realmente não acho que um retorno aconteceria neste momento e justamente por isso que medidas devem ser adotadas para que não haja uma completa quebra no sistema.
Fiz esse texto pois tenho presenciado o desespero, de pessoas que querem a segurança de todos, mas que estão se vendo desamparados e desassistidos neste momento e não podemos ignorar os fatos.
Não é sobre fechar uma escola, É SOBRE FECHAR UMA ESCOLA!
Como está a situação na cidade de vocês?