31/10/2012
O III Festival de Dança Castelo Branco, realizado no âmbito do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas), homenageou a sétima arte este ano e movimentou o cinema local, com capacidade para 300 pessoas com suas apresentações que se inspiraram em clássicos do cinema.
Localizada no município de Além Paraíba, na Zona da Mata mineira, a escola Doutor Alfredo Castelo Branco, levou ao palco coreografias inspiradas no musical Cantando na Chuva (Singing in The Rain), um clássico hollywoodiano, e também nos longas metragens “Alice do País das Maravilhas” (Alice’s Adventures in Wonderland), do diretor Tim Bourton, adaptado na versão original da Disney, além do filme de animação “Shrek” e da produção britânica “Quem quer Ser Milionário” (Slumdog Millionaire), que ganhou a estatueta do Oscar em 2008.
Apresentação da coreografia baseada em "Alice no País das Maravilhas". Foto: Arquivo Escola
Ao todo, 22 alunos da Doutor Alfredo Castelo Branco participaram das apresentações que recebeu também a presença de outros 33 estudantes do Centro de Educação e Cidadania, do Colégio Cenecista e do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que coreografaram o filme de animação “Rio”, “A Bela e a Fera”, “Quebra Nozes”, além do filme musical Moulin Rouge, do diretor Baz Luhrmann que retrata a Belle Epóque francesa, com muita cor e som.
O figurino dos alunos que experimentaram "a magia" de trazer personagens do cinema para o palco na dança. Foto: Arquivo escola
As apresentações que foram abertas ao público, aconteceu no cinema local, no Cine Brasil, e segundo a coordenadora do festival, a carioca Patrícia Bassan, o festival faz parte de um projeto maior que congrega artesanato e teatro, que a ferramenta principal do PEAS, na escola. “O cinema que tinha 300 lugares ficou lotado, com pessoas em pé. A comunidade escolar e local tem respondido da melhor forma possível. Compareceram para prestigiar os colegas e professores, e a procura pelas oficinas só tem crescido. Atendemos atualmente 50 alunos. E quando abrimos as portas da escola para mostrarmos nossos projetos a leitura local muda. Desde a chegada do Peas a escola, a instituição que tinha fama de ter alunos problemáticos, passou a ser alvo de interesse positivo”.
No 3º Festival de Dança da Doutor Alfredo Castelo Branco, que também trabalha o artesanato e o teatro, propicia aos alunos entrada ao mundo lúdico das artes. Foto: Arquivo escola
Questionada sobre as vantagens de desdobrar os temas dos festivais, trazendo luz a universos mais segmentados, como o cinematográfico, Patrícia disse que os filmes escolhidos para basearem as coreografias apresentadas pelos alunos, despertaram a curiosidade dos estudantes. “Alguns títulos eram desconhecidos, como o Cantando na Chuva. Resolvi exibir, então, um trecho do filme. Falei também um pouco sobre o contexto da era musical nos Estado Unidos. Escolhemos o cinema este ano para que as coreografias ficassem centradas em um só tema, mais homogêneo”, contou.
Alguns figurinos foram feitos pela própria família da coordenadora do Festival, que disponibilizou também fantasias do guarda roupa. “Sempre
“Procura-se um Barato”
“Procura-se um barato”, musical dirigido por dois atores, que conduziram os trabalhos cênicos e sonoros, é outro grande projeto da escola desenvolvido no âmbito do Peas.