15/09/2020
Publicação de
Você já parou para refletir sobre a estrutura que está a sua volta? Quando você chega em uma sala para uma reunião, por exemplo, do que você precisa? Uma cadeira para se sentar? Que você consiga se aproximar da mesa e apoiar seu computador nela? Seria bom se as pessoas falassem a mesma língua que você, certo? Se você não é uma pessoa com deficiência provavelmente essas coisas nunca passaram pela sua cabeça, agora se você é certamente não houve um dia sequer que não tenha pensado sobre. Será que minha cadeira de rodas entra embaixo da mesa? Será que no evento terei intérprete de libras? Será que terá elevador? Precisar de uma estrutura não é o que nos distingue, não é o motivo pelo qual eu, enquanto pessoa com deficiência, tenho que pensar diariamente sobre isso e você, pessoa sem deficiência, não. Notem que a diferença, na verdade, está no fato de que os ambientes estão preparados para te receber e não estão para mim. Você precisar de uma cadeira para se sentar em uma reunião e eu não, não te torna “especial”, então porque eu precisar de uma rampa, ainda que você não precise, me torna? Precisamos urgentemente deslocar o olhar da pessoa para o ambiente e perceber que acessibilidade não é favor e não é para a pessoa com deficiência. Acessibilidade é pensar na diversidade humana, nas diversas formas de estar no mundo e de ocupar os espaços. Acessibilidade não é falar sobre o que o outro precisa e eu não, mas sim sobre o que espaços precisam para acolher a todos nós.