Estímulo Terapia

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Esta página tem o intuito de oferecer conteúdos e práticas, que visam reconhecer e entender melhor os sintomas relacionados às dificuldades de aprendizagem mais comuns, dislexia, discalculia, disgrafia, dispraxia, Tdah, ASD, TOD. Entendemos que a estimulação cognitiva tem um papel indispensável para a melhora significativa destes transtornos e dificuldades, pois atua diretamente nos mecanismos lig

Nova Página 21/12/2020

A falta de atenção, impulsividade, hiperatividade, nada tem a ver com a personalidade da criança, má educação, falta de vontade... mas sim, são sintomas de um transtorno que podem ser controlados.
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Nova Página

16/12/2020

Jovens com TDAH podem ter aumento de sintomas com isolamento social

Aulas on-line e pouco contato com outras pessoas intensificam sinais do transtorno

De acordo com a neuropediatra Mona Lisa, além dos medicamentos prescritos, que não devem ser interrompidos, programar uma rotina em casa é muito importante.
O isolamento social tem sido uma fase difícil para a grande maioria da população, especialmente para aqueles em idade escolar, que precisam continuar os estudos pela internet. A tarefa pode ser ainda mais complicada para quem possui o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Mais comum em crianças e adolescentes, o TDAH atinge cerca de 3% a 5% de crianças em todo o mundo, permanecendo, em mais da metade dos casos, durante a fase adulta, porém com sintomas de inquietude mais brandos, de acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

Somente no ambulatório de TDAH do Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), são atendidos cerca de 50 pacientes por mês, além dos atendimentos no Ambulatório de Neurologia Infantil da unidade, totalizando de 80 a 100 atendimentos mensais.

Além do popular sintoma de desatenção (ter dificuldade em manter o foco em tarefas ou atividades de lazer, se distrair facilmente com estímulos externos e não se atentar a detalhes) e de hiperatividade (não conseguir ficar quieto, falar muito, mexer muito os pés e as mãos, apresentar dificuldade de brincar de forma calma), o transtorno pode gerar sintomas de impulsividade e de esquecimento. Interromper os outros, ter dificuldade para esperar a vez, dar respostas precipitadas, perder materiais escolares, esquecer onde guardou objetos, não passar recados são alguns sinais.

Mudanças ambientais

De acordo com a neuropediatra do HIJPII, Mona Lisa Trindade, devido às mudanças ambientais geradas pela pandemia tem sido relatado, por pais de pacientes, um aumento nos sintomas de desatenção e hiperatividade, além do surgimento de sinais como ansiedade. “O isolamento social contribui para o agravamento dos sintomas porque aumenta o estresse mental. Além disso, algumas atividades, como aulas virtuais, exigem mais esforço de atenção que o habitual, em aulas presenciais”, explica a médica.

É o caso do filho de 16 anos de Cinthia Madureira, diagnosticado com TDAH aos 11. “Notei ele mais agitado que o normal, durante este período, querendo fazer tudo ao mesmo tempo”, afirma. Hoje, com uma hiperatividade mental maior que a física, devido à adolescência, o jovem, que cursa o 2º ano do ensino médio está tendo aulas on-line.

“Ele já tem autonomia para fazer as atividades escolares, mas tem se desorganizado nos prazos de entrega. Além disso, o tempo de exposição a telas aumentou muito por conta das aulas, o que tem causado dificuldade para dormir durante a semana e excesso de sono aos fins de semana, chegando a dormir, às vezes, por 24 horas seguidas”, conta a mãe.

De acordo com a neuropediatra Mona Lisa, além dos medicamentos prescritos, que não devem ser interrompidos, programar uma rotina em casa é muito importante. “Gastar um tempo para planejar o dia ou a semana, com certeza, vai impactar positivamente na saúde mental de todos os moradores da casa”, afirma. Ela também indica, como alternativa para amenizar os sintomas do isolamento, atividades físicas que possam ser praticadas dentro de casa. “Dançar, pular corda e alguns treinos funcionais podem ajudar muito, lembrando sempre de estar atento a qualquer dor ou desconforto no corpo”, observa. Yoga também é uma das opções mais recomendadas pela médica. “Traz benefícios físicos e mentais comprovados. Há, inclusive, práticas adaptadas para as crianças”, afirma.

Mona Lisa destaca que outro ponto muito importante é tentar manter o contato, mesmo que virtual, com pessoas queridas e amigos. É o que a família de Cinthia tem tentado fazer. “Nos fins de semana, deixamos meu filho com tempo livre e conversamos com alguns amigos pela internet. Como temos espaço físico em casa, também estamos sempre tentando fazer com que ele se exercite brincando com o cachorro, ou algo parecido, já que ele não tem ânimo para fazer exercício físico”, relata.

Estudando em casa

Para os filhos que ainda necessitam do acompanhamento dos pais para cumprir as tarefas escolares, a neuropediatra dá algumas dicas:

- escolha a pessoa mais calma e com mais paciência para estudar com a criança, para evitar que a realização da tarefa gere um momento de conflito (uma divisão entre os responsáveis também pode ajudar);

- a comunicação com a escola é fundamental para que haja uma adaptação das atividades planejadas, considerando as particularidades do estudante com TDAH, como maior tempo para a realização das atividades ou a redução do volume de tarefas;

- escolha, para local dos estudos, um lugar da casa que seja calmo, reservado, sem enfeites, objetos ou outros estímulos que possam dificultar a concentração do estudante;

- observe por quanto tempo a criança ou o adolescente consegue manter um bom nível de atenção para programar pausas entre as atividades.

Fonte: Agência Minas
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16/12/2020

Depoimento de Tatiana

Meu nome é Tatiana , tenho 37 anos e a minha história é a seguinte: tenho 2 filhos hiperativos, isso mesmo, 2 filhos e 1 deles tem transtorno bipolar e já tentou suicídio 2 vezes. Meus Deus até existir um diagnóstico preciso enfrentei uma verdadeira via crucies, pois foi muito difícil aceitar 1 criança com hiperatividade, imagina 2. Mas eu pensei comigo mesma: “Eles não pediram para nascer assim, Deus me deu eles para eu cuidar e preciso cumprir essa missão até o fim, independente do que eles são. Corri atrás de tudo que era necessário para o tratamento, médicos especializados (Os melhores), psicólogos, simpósio eu cheguei a ir também. Havia sempre uma certa discriminação , inclusive até da própria família(antes de aparecer o diagnóstico), mal educado, mimado. Eu me afastei da vida social por inteiro, meus filhos não tinham amigos para saírem para se divertirem (isso infelizmente refletiu um pouco na adolescência deles ), mas não medi esforços. Deixei minha carreira de trabalho de lado e me dediquei exclusivamente ao ofício de mãe, e não me arrependo nem um pouco por isso .Hoje em dia meu filho com transtorno bipolar já recebeu alta médica, claro que sempre tem que ter um acompanhamento, hoje em dia ele é uma outra pessoa, com mais responsabilidade, meu amigo e a minha filha ainda continua em tratamento, pois a hiperatividade dela aparaceu mais tarde e ela ainda tem uma certa resistência a medicação, mas já está tomando consciência que precisa muito tomar a medicação para ajudá-la na escola. Enfim quem se dedica sempre como eu me entreguei de corpo e alma, e aceitei o diagnóstico em 2 filhos, no futuros colhes os frutos, como está acontecendo hoje comigo. Recomendo sempre aceite seu filho do jeito que ele é, não tente modifica-lo e sim a ajudá-lo.

Fonte: ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção)
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25/11/2020

TDAH: os desafios e o dia a dia de famílias que convivem com o transtorno

Famílias contam os desafios ao lado de crianças com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em novo livro, psicóloga norte-americana dá algumas dicas para os pais lidarem com esse diagnóstico e alerta: não é falta de educação

“Uma vez cheguei do trabalho, me sentei com ele no sofá e perguntei como tinha sido o dia. Ele me olhou nos olhos e começou a chorar. Contou que não queria voltar para a escola, que as outras crianças riam dos desenhos dele. Implicavam porque ele só sabia rabiscar e não conseguia pintar. Como mãe, aquilo me doeu profundamente, mas precisei engolir o choro e garantir que estava fazendo um ótimo trabalho.” O relato é da auxiliar técnica Leticia Kaplum de Miranda, 25, mãe de Jhonatã, 6.

Episódios como esse não são raros no dia a dia de famílias que convivem com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). No recém-lançado livro ADHD Explained: What Every Parent Needs to Know (“TDAH explicado: o que todo pai precisa saber”, em tradução livre), a psicóloga Nekeshia Hammond aborda os principais aspectos do transtorno na infância e oferece um passo a passo para os pais encararem os desafios que ele traz. De acordo com a especialista, o primeiro é, claro, entender o que está por trás dele e, na sequência, descobrir quais são as áreas em que a criança precisa melhorar, assim como seus pontos fortes. E, sempre, com a consciência de que não é culpa dela. “Uma pessoa com este transtorno não deveria ser criticada ou disciplinada por problemas de atenção e comportamento que, claramente, estão fora de seu controle”, afirma Nekeshia.

Leticia, por exemplo, desde aquele episódio, incentiva o filho Jhonatã a desenhar cada vez mais. Se não compreende algum dos desenhos do garoto, pede que ele explique – com o objetivo de mostrar ao filho que o trabalho dele importa, sim.
HIPERATIVOS OU SEM LIMITES?

Se evitar julgamentos não é fácil para os pais, imagine para quem observa de fora. “Que menino sem limites… Você precisa ser mais dura com ele!” A frase, constantemente ouvida por Leticia quando o filho se recusa a sentar-se à mesa, assiste à televisão de ponta-cabeça ou corre pela casa esbarrando nos familiares, não poderia fazer menos sentido. No entanto, embora taxado como “falta de educação” frequentemente, o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade tem razões biológicas.

Trata-se de uma disfunção no sistema de neurotransmissores que trocam informações entre os neurônios. E as alterações mais significativas se dão no córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pela capacidade de prestar atenção, tomar decisões, planejar e inibir comportamentos. Não por acaso, os três sintomas principais são a desatenção, a impulsividade e a hiperatividade. Eles podem ocorrer de forma individual ou conjunta, razão pela qual nenhum caso é igual ao outro. De acordo com o neuropediatra Abram Topczewski, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e autor do livro Hiperatividade e DDA: Como lidar? (Editora Casa do Psicólogo), a incidência é maior em meninos do que em meninas (sendo 3 para 1).

Fonte: Revista Crescer
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25/11/2020

JORNAL DA USP

Precisamos repensar as formas de lidar com déficit de atenção e hiperatividade. Novas descobertas sobre TDAH apontam para perfis variados da doença e quais sintomas os medicamentos conseguem tratar, lançando o desafio de se repensar atuais abordagens de diagnóstico e tratamento.
Por Valéria Dias -15/04/2020

Uma revisão ampla de artigos sobre o TDAH destaca as descobertas mais recentes dos cientistas e aponta para a necessidade de novas abordagens diagnósticas e terapêuticas. Entre os achados, destacam-se os diferentes perfis da doença; a questão genética, que predispõe a outros problemas psiquiátricos; e a eficácia das medicações para sintomas específicos.

A revisão foi realizada pelos pesquisadores Guilherme V. Polanczyk, professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP); pelo psiquiatra Jonathan Posner, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos; e pelo psicólogo Edmund Sonuga-Barke, do King’s College, no Reino Unido. O trabalho foi feito a pedido da Revista Científica The Lancet. O TDAH atinge 5,3% de crianças e adolescentes e 2,5% de adultos, em todo o mundo. A ocorrência do transtorno aumenta a taxa de mortes, as dificuldades escolares e o abuso de dr**as, além de piorar a colocação no mercado de trabalho.

Algumas descobertas
Polanczyk conta ao Jornal da USP que um dos achados envolve as variantes genéticas associadas ao TDAH. Um dos estudos identificou, pela primeira vez, ao menos 12 regiões do nosso material genético que aumentam o risco para desenvolvimento do transtorno. Segundo o professor, esses genes estão relacionados aos processos normais de desenvolvimento do cérebro. Isso vai muito ao encontro de vários outros estudos que sugerem que o TDAH é um desvio do desenvolvimento cerebral, uma maturação atrasada do cérebro. Para o pesquisador, o achado é muito importante, pois traz a perspectiva de usar esses genes para obter tratamentos mais direcionados.
Outra descoberta mostra que os genes associados ao transtorno – e que elevam o risco para o desenvolvimento de TDAH – também aumentam o risco para outros transtornos, como esquizofrenia, autismo e depressão.
E como traduzir para a prática clínica esse achado de que não é “tenho ou não tenho TDAH” mas sim “tenho uma dimensão do transtorno”? Para o professor, a exemplo da cardiologia, se uma pessoa tem um colesterol limítrofe, a proposta pode ser fazer uma dieta, porém, se o colesterol é um pouco mais alto, o médico indica alguma outra coisa além. “Talvez, na psiquiatria, seja preciso chegar a esse ponto, de entender o nível e a intensidade e tratar com base nisso, ter intervenções mais direcionadas para esses níveis e intensidade de sintomas.”

Mais informações: e-mail [email protected], com o professor Guilherme V. Polanczyk
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25/11/2020

MITO

Embasamento: Dentre as diversas investigações envolvendo esse conceito, uma pesquisa conduzida pelo neurocientista Roger Sperry, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, o psicólogo Michael S. Gazzaniga, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, desde a década de 1960, que analisou pacientes submetidos a cirurgia para separar os dois hemisférios cerebrais na tentativa de interromper um tipo de epilepsia, mostrou que realmente os dois lados do cérebro são bastante diferentes. Em grande parte das pessoas, o esquerdo cuida dos aspectos da linguagem, enquanto o direito especializa-se em uma parte significativa das habilidades visuais e espaciais.
Como foi derrubado: Estudos neurocientíficos sugerem que os dois hemisférios funcionam de forma coordenada e mesmo as diferenças existentes são relativas. O livro Compreendendo o Cérebro, da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), afirma: "dados recentes mostram que, quando o processo de leitura é analisado em seus componentes menores, subsistemas são ativados em ambos os hemisférios cerebrais".

Fonte: Nova Escola
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17/11/2020

DEPOIMENTOS DE PESSOAS COM TDAH

Vou contar em forma de história:
Há quase 35 anos, nasceu um garoto que era diferente.
Tinha tudo que toda criança normal tem, porém pensava que a maioria dos outros eram parados demais.
O garoto brincava sempre a mil por hora, não desligava fácil. Pensamento acelerado, desatento, sofreu muitos acidentes, inclusive uma queimadura grave que carrega a cicatriz no braço até hoje. Acidentes estes que ocorreram por pura desatenção e impulsividade.
Seu pai era diferente dos outros pais, sempre elétrico e impulsivo.
Na escola, a desatenção e desorganização predominavam. Era muito inteligente, pois em ciências e afins sempre se saia de forma honrosa.
Certo dia, num concurso estadual de frases para conscientização sobre segurança no transito, ele se inspirou e ganhou de todos da escola por apenas relatar que Sem cinto de segurança não vai, ou algo assim, faz muito tempo.
Foi aí que percebeu que tinha o dom da escrita. Sua frase ficou até as ultimas fases das eliminatórias. Mesmo não ganhando daquela vez, algo dentro deste garoto despertou.
Mesmo desperto, ainda sim, a impulsividade o tirava do rumo correto, não conseguindo, por mais que lutasse manter o foco.
Ele se sentia mal com isso.
Era desprezado pela maioria das crianças, por ser assim.
Por correr demais, rápido mesmo, chegou a integrar a equipe de atletismo da escola, mas a falta de memória e organização soou como indisciplina para o professor de educação física, que mesmo querendo o mais rápido na equipe, o dispensou julgando ser falta de comprometimento.
Por ser assim, este garoto acabou se isolando de todos. Poucos ele podia chamar de amigos.
Nessa época ele tinha um amigo apenas, o primeiro, que era de uma família dissolvida em meio aos conflitos pelas bebedeiras do pai.
Ele sempre tentava ajudar o amigo e conversava com todos na casa, mas ao sair as coisas voltavam a ser iguais para o seu infeliz amigo.
Já em casa, seus pais, por não entenderem o que acontecia em momentos se culpavam e discutiam. Em outros casos, brigavam como garoto e o discriminavam.
Ele vive desligado, atrapalhado, agitado, o pai gritava. Esse garoto não tem respeito. E com isso a cada dia ele se fechava ainda mais.<
Na adolescência, já morando em outra cidade, o garoto era conhecido por ser de poucos amigos.
Vivia em uma área bem isolada do seu bairro, em uma chácara. Devido a distancia da área urbana mais próxima e terreno íngreme, de grandes subidas, ele sendo impaciente corria o caminho todo até a escola, com mochila e tudo. Eram 3,5km de distancia até a escola. Isso e a natação o deixaram em uma forma física perfeita para corredor, pois até poucos aos antes era um garoto franzino.
Em algum tempo, por não se adaptar as matérias novas e pela discriminação sofrida, perdeu o animo e abandonou os estudos.
Já tinha suas dificuldades em focar e lembrar-se das aulas passadas. Não conseguia anotar nada sequencialmente nos cadernos. Havia adotado um sistema de lembretes, que até então funcionara, mas naquele momento, devido à pressão, já não tinham mais sucesso.
Como é comum na adolescência ele socializou como grupo por afinidade e por influencia de um dos poucos que pode chamar de amigo até hoje, começou a gostar de rock.
Foi apresentado ao grupo e ouviu muito heavy metal, discutiu sociologia, filosofia, politica e voluntariado.
Nessa época as rádios ainda tocava November Rain, do Guns N` Roses.
Descobriu outras variações musicais e suas filosofias distintas. Conviveu com muitas pessoas diferentes. Teve a primeira namorada, que o chamava de desligado e ria muito com isso.
Cresceu, viu grandes amigos partirem vitimas da violência, da imprudência de certos motoristas bêbados. Outros se perderam em vícios. Por sorte foi a menor parcela.
Ainda sim, ele não conseguia se estabilizar nos empregos, apesar de ser sempre muito elogiado, principalmente por manter a educação e respeito.
Retomou os estudos e dessa vez teve a sorte de contar com professores mais dispostos a ajudar. Notaram sua dificuldade e tornaram as aulas extremamente dinâmicas, o que o acelerou e de alguma forma ajudou muito. Terminou o ensino médio já pensando na faculdade.
Apaixonou-se e desiludiu inúmeras vezes, inclusive recentemente.
Na faculdade, de inicio ia tudo bem. Contabilidade ele devorou por auxilio de um professor veterano e renomado escritor da área. Ele usava o livro Teoria da administração geral como base para as aulas.
No semestre seguinte o foco foi interrompido pela bagunça em sala. Ele não se misturava por perceber que não conseguia entender com barulho, pois cada risada o fazia fugir do assunto da aula e depois não tinha como retomar.
Parou a faculdade devido a sua mãe ter ficado muito doente e voltou a sua cidade.
Nessa época se aventurou na produção de eventos, pois em 1996 havia produzido o Suzano Rock Festival, com bandas que hoje tem projeção mundial e na época vieram de longe para participar na iniciativa.
Fez dois shows consecutivos em São Paulo, porém a desorganização e falta de foco o atrapalharam outra vez. Tinha um amigo e sócio, que servia de agenda ambulante. Os shows ocorreram perfeitamente, sem qualquer tipo de ocorrência. Ainda sim, a turnê que estava nos planos acabou no vácuo.
Após a recuperação da sua mãe, decidiu tentar algo novo e fez um teste vocacional. O teste indicou a área de comunicação social ou em segunda instancia administração. Por ultimo vinha informática e afins.
Ingressou em jornalismo e lá finalmente sentiu-se em casa.
Pessoas que falavam a mesma língua e determinadas a fazer o melhor pela sociedade divulgando os fatos de forma criteriosa, apurada e ética.
Fez grandes amigos neste curso. Neste período conheceu a mulher que hoje é mãe da filha dele. Não estão juntos, porém o respeito permaneceu. Os esquecimentos, momentos de desatenção, onde ela se sentia falando sozinha, a impulsividade e agitação pesaram demais.
Ela sofreu muito e ele entendeu os motivos da separação.
A filha é a sua ancora na realidade e inspiração.
Devido complicações financeiras, foi obrigado a interromper o curso do que mais ama fazer.
Quando as coisas melhoraram, ao tentar retomar o curso, o diploma de jornalismo havia sido desvalorizado pela infeliz decisão do Superior Tribunal Federal, o que na visão dele soou como uma forma indireta de retomada da censura.
Desiludido, procurou emprego na primeira área que aparecesse, pois tinha de pagar as contas e acabou no telemarketing. Área onde descobriu que até o serviço mais desvalorizado pelas pessoas tem sua importância. Percebeu que o salario não dava para pagar as contas e começou a fazer trabalhos de manutenção de micros para complementar a renda.
Ainda sim, mudando de empresa após outra, encontrou uma onde fez amigos e percebeu que podia ajudar muita gente, principalmente aquele que ligava desesperado pedindo por auxilio.
Destacava-se em suas qualidades, porém a impulsividade sempre se mostrou presente. Era proativo, mas ficava dispersivo. Teve sorte de seus amigos o alertavam e ele retomava a tempo.
Aprendeu grandes lições de humildade. Conviveu com pessoas em situação de maior dificuldade.
Ainda sim, sua desorganização pesava na produtividade. Só qualidade não basta para empresa alguma. Ele é ciente disso, pois tem noções de administração e conhece os custos de manter um funcionário.
Depois de sair desta empresa, não conseguiu manter-se empregado e entrou em depressão.
Quando decidiu procurar ajuda, a psicóloga o entrevistou e após uma longa analise o informou sobre o TDAH.
Nisso ele se recordou em ter passado na infância por acompanhamento, porém algo havia causado a interrupção do tratamento.
Ao iniciar o tratamento com a especialista em São Paulo, tudo mudou logo na primeira semana.
Sua memória estava funcionando, não a 100%, mas de uma forma bem melhorada.
Após ser medicado, a bagunça pela casa virou coisa do passado, desorganização zero.
Passou a assimilar mais rápido os idiomas que sempre teve dificuldades em memorizar.
Consegue ler em tempo recorde para ele. Devora livros um depois do outro.
Perdeu o habito de interromper as pessoas durante diálogos e consegue finalmente concluir seus assuntos sem fazer rodeios.
Está mais paciente. Não é aquele cara que preferia ficar em pé, porque a cadeira era como uma prisão. <
Finalmente sentiu paz, depois de 34 anos de luta contra um inimigo oculto.
Ainda sente a presença desse inimigo, o tal TDAH, mas tem domínio sobre ele.
Ouve muito sobre motivação, meditação, métodos de gestão de tempo e finanças.
Voltou a cantar, coisa que não fazia desde a adolescência.
Está feliz, apesar de só. Reestruturando a vida.
Depois de ler sobre a potencialidade de uma pessoa com TDAH migrar para violência e vícios, elaborou um projeto social para dar suporte a crianças com TDAH no município onde mora, obteve apoio de uma grande organização e do atual prefeito, que se demonstrou bastante receptivo.
Essa é parte da minha história. Já trabalhei em muitas áreas. Fiz de tudo e conheço um pouco de cada processo.
Hoje lembro os nomes que haviam quase sumido na memória:
O primeiro amigo era Luiz Antônio, do qual não tive mais notícias e é chara do professor de ciências daquela época.
Márcio Rinaldo é o amigo que me influenciou ao rock e até hoje um grande amigo.
Carla Aparecida foi a primeira namorada deste desligado.
Geraldo Francisco Filho foi o professor de contabilidade.
Eu percebo a melhora gritante e sou muito cético no que se refere à medicina.
Ou funciona ou deixa pra lá. Se tive este beneficio, mesmo que tardio, porque não estende-lo as crianças que tem o mesmo problema.
Deixa-las ter melhores condições e liberar seus potenciais.
Vamos gerar valores e crescimento social se avançarmos no tratamento do TDAH de forma séria e responsável. Assim também reduzimos muito do que vemos aí, como crimes por impulsividade e afins.
Tive sorte de ser rodeado de pessoas boas e por isso não caí no caminho errado.
Vamos pensar no outro um pouco mais, pois somos uma sociedade.
Somos contribuintes e não temos o direito de decidir?
Só na hora de pedir voto é que conta?
Desculpem-me, mas este brasileiro aqui não é mais um desmemoriado.
Será que é isso que preocupa tanto para algo tão simples demorar a ser aprovado?
Boa sorte amigos.
Vamos ganhar essa!

FONTE: ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção)
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12/11/2020

Oiii, obrigado por nos seguir. Estou muito feliz de poder compartilhar conteúdo e experiências com você. Venha nos conhecer www.estimuloterapia.com.br. Abraço!

10/11/2020

MITO

Embasamento: Não se sabe exatamente quando e porque esse mito surgiu. Uma das hipóteses é que tenha sido uma má-interpretação de parte do texto The Energies of Men (As energias do homem, em português), de William James (1842-1910) - considerado um dos fundadores da psicologia nos Estados Unidos -, em que ele dizia que a maioria das pessoas põe em prática apenas uma pequena parte de seu potencial intelectual.

Como foi derrubado: Diversas técnicas empregadas pela neurociência de medição da atividade cerebral (tomografia, ressonância magnética etc) mostram que não existem áreas inativas no cérebro. O neurologista Barry L. Beyerstein afirma no artigo Do we really use only 10% of our brains? (Nós usamos realmente só 10% de nosso cérebro?, em português), na revista Scientific American, em 2004, que ninguém jamais encontrou uma porção do cérebro que nunca tivesse sido usada.

Fonte: Nova Escola
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09/11/2020

CINCO LIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA PARA A SALA DE AULA

Veja o que as pesquisas apontam sobre como funciona o cérebro que aprende

1) A emoção reforça os caminhos neurais
O cérebro evoluiu para preservar conteúdos que tenham acervo emocional. Quanto mais vezes a amígdala (porção cerebral associada às emoções) for ativada em uma experiência, maiores serão as chances de um evento ser guardado. A proposta, portanto, é balancear o aprendizado “racional” com aspectos da vida cotidiana e sentimental do aluno.

2) Sono ajuda na aprendizagem
Diferentes regiões do cérebro são restauradas pelo sono e dependem dele. Crianças bem descansadas mentalmente, que tiveram um sono reparador, terão melhor desempenho na sala de aula a curto e a longo prazo. Algumas pesquisas indicam que o início mais tardio das aulas no período da manhã é uma opção interessante para adolescentes em particular, com expressiva melhora no aprendizado e na interação social.

3) O cérebro é plástico
Por si, sem cirurgias nem medicamentos, o cérebro tem a capacidade de se transformar. Essa neuroplasticidade permite que adquiramos novas habilidades se bem estimulados. No livro O Cérebro Que se Transforma, Norman Doidge relata vários casos de pessoas que, submetidas a técnicas baseadas na neuroplasticidade, conseguiram avançar em áreas nas quais “patinavam”.

4) Organização da sala influencia
Pesquisa mostrou que duas crianças interagem melhor face a face. Se você mudar a posição delas e pedir que conversem olhando para o restante da classe, o desempenho e a sincronia cerebral são menores porque se perde a empatia que “amarrou” os dois cérebros. “Isso é interessante porque a posição das crianças na sala é uma variável que precisa ser considerada na Educação”, afirma Roberto Lent. Daqui a cinco a dez anos, completa ele, a neurociência poderá dar sugestões sobre a geometria da sala de aula.

5) Cérebro do professor e do aluno sincronizam-se
O neurocientista Roberto Lent, no livro O Cérebro Aprendiz, trata da plasticidade transpessoal, a sincronia entre um cérebro e outro. Ele e sua equipe acompanharam o cérebro de quatro universitários durante uma aula teórica expositiva. Dividiram os 40 minutos da aula em quatro blocos de 8 a 10 minutos e descobriram que só houve sincronia na atividade cerebral dos quatro estudantes durante o primeiro bloco. Nos demais, os cérebros se ativaram de forma diferente. Uma das hipóteses: depois dos 10 minutos, cada um pensou em algo diferente.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/16062/como-a-neurociencia-pode-ajudar-a-educacao
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