08/10/2025
Ontem (07.10), estava no Programa Toque de Magia, concretamente na "Rubrica Cabine do Ouvinte" da Rádio Kairós 98.3 FM, onde abordamos o seguinte Tema "Literacia vs Inteligência Artificial", partilhei o painel com o Professor Soki Konzo, o programa foi conduzido pela Jornalista Encarnação Muandumba.
Quando falamos de literacia hoje, já não estamos a referir-nos apenas à capacidade de ler e escrever. A literacia moderna envolve também saber usar a informação de forma crítica, compreender os meios digitais, distinguir fontes fiáveis e, sobretudo, ter consciência do impacto das tecnologias no nosso dia a dia.
Eu costumo dizer que a literacia funciona como uma espécie de “bússola” no meio dessa nova paisagem digital. É ela que nos permite questionar, analisar e decidir conscientemente. Por exemplo, hoje a IA é capaz de criar textos, imagens e vídeos falsos com um realismo impressionante.
Sem literacia mediática e digital, é muito fácil acreditar em tudo o que aparece no ecrã e partilhar sem verificar. Por outro lado, se for bem usada, a IA pode também fortalecer a literacia. Pode ajudar a aprender línguas, melhorar a escrita, facilitar pesquisas ou personalizar o ensino. Ou seja, não precisamos ver a literacia e a IA como forças opostas, mas sim como complementares.
O assunto levou-nos a concluir que a IA pode facilitar o acesso à informação, mas não pode nem deve substituir o pensamento crítico. Para fortalecer a Literacia numa era dominada pela IA, é fundamental investir numa educação que vá além da simples leitura e escrita mas que ensine a pensar criticamente. Além disso, precisamos de políticas públicas que promovam o acesso universal à informação de qualidade e à tecnologia. E, finalmente, é crucial que cada um de nós desenvolva uma postura activa e não aceitar tudo o que a tecnologia nos oferece de forma passiva.
Talatona, 08.10.2025 - 09:05'
Por: Hamilton da Costa, Psicólogo do Trabalho e Orientador Vocacional
WhatsApp: +244 950 200 381