Henrique Joana poor man

Henrique Joana poor man eu Henriques mais conhecido por lil cage um dos elemento da staff whuw n***a
sou compositor musical e musico

17/06/2022

Together we are most strong

By Mister JOANA .

17/04/2022

NETO NÃO É O FUNDADOR DA NAÇÃO E NUNCA FOI HERÓI NACIONAL”
O antigo combatente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) José Fragoso, reconheceu em Luanda que quem começou a guerra para assumir o poder em Angola nas vésperas da independência nacional e violou os acordos de Alvor, foi o MPLA com a cobertura do cunhado de Agostinho Neto, o almirante Rosa Coutinho, antigo alto comissário do Governo de transição.
Por: Domingos Kinguari
Em sua opinião, a juventude angolana desconhece totalmente a origem da guerra de 1975 que existiu entre os três movimentos de libertação nacional. «Se calhar alguns nunca ouviram falar dos acordos de Alvor. Para mim o dia 31 de Janeiro de 1975 é o mais importante e se calhar está acima do dia 11 de Novembro do mesmo ano, dia da proclamação da independência nacional», disse.
O também presidente da fundação 27 de Maio, teceu estas declarações durante um ciclo de palestras realizadas pela plataforma Cazenga em Acção, denominada Placa. «Os três movimentos de libertação FNLA, MPLA e a UNITA foram a Portugal depois de várias concertações aonde assinaram estes acordos que decorreu de 10 a 15 de Janeiro de 1975, e previa a formação de um governo de transição composto por estes movimentos de libertação e Portugal. Tomaram posse no dia 31 de Janeiro do mesmo ano, presidido por um colégio presidencial que era composto por um elemento da FNLA Johnny Pinnock Eduardo, do MPLA Lopo do Nascimento é o único sobrevivente, e José Ndele pela UNITA», recorda.
«Este governo tinha como função fazer a transição política até Outubro de 1975, altura que seriam realizadas as eleições, e quem vencesse proclamaria a independência nacional no dia 11 de Novembro de 1975. Este governo funcionou até Abril deste mesmo ano, porque começaram os conflitos entre o MPLA e a FNLA. Se as eleições acontecessem nós prevíamos uma derrota eleitoral do MPLA, isto é a verdade história. Quem venceria as eleições era a UNITA», disse.
Recordou como é que o MPLA conseguiu com que a FNLA fosse desacreditado pela população, «nós fizemos acreditar com que as pessoas viam que os irmãos de Holden Roberto fossem canibais, é que nós tirávamos os corações das pessoas na Oncologia, através do falecido médico Mack –Mahum, e colocava na geleira destes políticos, e pendurávamos alguns e chamávamos a imprensa e dizíamos de que eles eram canibais. Eu foi um dos participantes destas mentiras. Fazíamos isto quando atacávamos uma base da FNLA. As pessoas que viram estas mentiras do MPLA até hoje acreditam que os dirigentes da FNLA eram canibais», revela.
Como consequência destas mentiras praticadas pelo MPLA, José Fragoso refere que, «houve consequências graves, e bastava ser natural do Uíge ou mesmo do Zaire ainda que tiveres cartão de militante do partido no poder eras morto, sobretudo aqueles que viveram no bairro Hoje Ya Henda, e na zona dos armazéns do patrício. São poucos que saíram de Luanda vivos. Por causa desta macaquice houve um conflito sem quartel em Luanda entre a FNLA e o MPLA que culminou na derrota de Holden Roberto e corremos com eles até ao antigo Zaire, hoje República Democrática do Congo (RDC), e são poucos que ficaram no interior do país a maioria foram, quer os dirigentes, os simpatizantes e os militares. A FNLA trazia em Luanda um exército bem treinado que era de Mobutu e não conhecia a capital. Em termos de militares e equipamentos o MPLA e a UNITA eram os mas fracos. A FNLA tinham na altura quinze mil homens, o MPLA rondaria nos oito mil e nem todos tinham armas, e a UNITA com seis mil».
Em relação a UNITA, esclareceu que, «estes para saírem de Luanda, neste conflito em que não estavam envolvidos, Jonas Savimbi quando se apercebeu que não tinha espaço na capital, quer político e militar, porque não tinha exército capaz de enfrentar as tropas do MPLA, mandou retirar os seus militantes para o sul do país, mas antes de saírem havia cerca de dois mil jovens no quartel general da UNITA no Rangel, na Rua do Pica –Pau, aonde hoje funciona uma escola primária, foi uma hospedaria. No dia 5 de Junho as FAPLA bombardearam com morteiros o Pica –Pau, tendo morrido todos os seus ocupantes, quer militar e pessoal civil. No bairro Operário, e no Cazenga o exército do MPLA montou cerco a delegação deste partido aonde mataram os seus ocupantes. O MPLA realizou nas vítimas um acto de pura barbárie, nomeadamente o esquartejamento de corpos. Quem ouviu os discursos de Neto naquela altura, ou de qualquer elemento do MPLA verifica que só dizem as palavras mais acessíveis ao povo: ódio e guerra», disse.
NETO ORDENOU PARA ASSALTAMOS AS LOJAS DOS PORTUGUESES
Os homens do «Galo Negro» estavam a espera da sua incorporação no exército nacional único, porque cada movimento de libertação tinha que entregar oito mil militares para perfazer uma força armadas únicas de vinte e quatro mil homens. Os jovens estavam a espera de um treino militar foram todos assassinados e ninguém saiu vivo, e salvo quem escapou conhecia Luanda. Na retirada da UNITA de Luanda para o sul, segundo o apelo de Jonas Savimbi encontraram a morte no Alto Dondo, estavam as FAPLA’s com os cubanos a esperam que a colona passassem. Era uma coluna muito extensa, posto nesta zona muitos foram empurrados no rio Kwanza e são poucos aqueles que conseguiram atravessar a ponte para o Huambo, e em resposta a todo isto a UNITA fez a mesma coisa no centro de instrução policial de Kapolo no Bié, e todos que eram do norte foram mortos.
E depois destas situações criada pelo MPLA dá-se início a guerra e muitos que estavam no Huambo e no Bié, natural do norte saíram a pé», lembra. O antigo militante do extinto partido que concorreu as primeiras eleições de 1992, PRD, recordou que, «na véspera da proclamação da independência nacional houve fortes combatentes para atingir o poder.
Rosa Coutinho na altura alto comissário que dirigia o governo de transição, como cunhado de Agostinho Neto, lhe orientou que a liberdade não se oferece arranca-se, ele queria dizer que, é preciso matar os portugueses teimosos, sobretudo os velhos e as crianças para provocarem o abandono dessa gente, porque eles apoiam a FNLA e a UNITA e assim aconteceu. Nós assaltamos todas as lojas de Luanda, porque Neto ordenou para destruirmos todo para desalojar o inimigo e tivemos que fazer isto.
Nós éramos ingénuos, porque o MPLA quando veio para as cidades, veio dividido. O MPLA de Neto, de Joaquim Pinto de Andrade e de Daniel Chipenda e nós não perguntamos, o porquê das divisões, se tivéssemos perguntado talvez não tivéssemos aderido a este partido. O livro de correspondência de Lúcio Lara, com o título ‘O MPLA-Amplo Movimento’, uma carta de Viriato da Cruz retracta o que nós vivemos ao longo dos quarenta e três anos de independência. Viriato da Cruz foi o secretário-geral do MPLA e concebeu o seu programa maior.
Desentendeu com Neto e teve que abandonar o partido. Como Agostinho Neto aparece no MPLA? – Na sua criação não estava presente, estava na cadeia em 1960, e este partido foi criado neste mesmo ano. Este é um dado verdadeiro e podem encontrar no livro de Lúcio Lara que não existe correspondência datada antes de 1962, logo este partido não foi fundado em 1956, como tem anunciado, alerta. Assegurou que, o MPLA aparece com a data de 1956 para enganar os menos atentos. Para dizer que é o primeiro movimento de libertação de Angola que surgiu quando não.
Neto aparece no partido dos camaradas em 1962 saindo da prisão em Portugal, como saiu da cadeia ninguém sabe, mas a verdade é que Rosa Coutinho e Neto eram do partido comunista português, e dentro da polícia política portuguesa, também tinha elementos desta organização que permitiram a sua fuga, porque um indivíduo preso não pode sair da cadeia e trazer a sua família. Estou a contar a história e não estou a julgar Neto. Segundo Eduardo Macedo dos Santos, um dos fundadores do MPLA, era médico e natural da província de Malanje e na fundação do MPLA não estava nenhum negro, e ninguém pode dizer o contrário, disse.
NETO NÃO MANDAVA NO MPLA, QUEM TINHA VOZ ERA LÚCIO LARA
Esclareceu como Agostinho Neto recebe a liderança do MPLA «no ex.- Congo Belga, actual RDC, o comité director entrou em contacto com Neto e lhe entregaram a presidência do partido, talvez que ele estava mais completo do que ninguém para assumir o cargo. e por ser também negro e tinha filhos mestiços, e uma mulher de raça branca. Se dizia de que ele estava em melhores condições de dirigirem o país. Entregaram-lhe o poder, e como não gostava de oposição começou a correr com os fundadores. Primeiro com Viriato da Cruz, e seguiram os outros. O único fundador do MPLA que Neto trouxe já em 1975 para Luanda foi Lúcio Lara, talvez por ter sido seu padrinho de casamento e seu ideólogo. Lúcio Lara falava mais alto do que Neto».
O nacionalista não concorda de que Neto seja o fundador de Angola, «porque ele proclamou a independência debaixo de tiros, logo não é o fundador da pátria, porque o país ainda não é uma nação. Nação é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional. Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o carácter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação.
O Elemento dominante, que se mostra condição subjectiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver colectivo. E, assim, a consciência de sua nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares», assegura. Para mim Neto não é herói, e nunca foi, porque não fez nada que beneficie este povo, quer dizer até matou mais de oitenta mil inocentes, por isso ele não merece ser atribuído este título. Se vermos o seu verdadeiro termo é ele não consta, porque o herói é aquele cidadão que lhe é atribuído de ser humano que executa acções excepcionais, com coragem e bravura, com o intuito de solucionar situações críticas, tendo como base princípios morais e éticos. Além de bravura e coragem, um acto é reconhecido como genuinamente heróico quando a pessoa desempenha ou toma determinada atitude de modo altruísta, ou seja, sem motivos egoístas ou que envolvam o seu ser, mas apenas o bem-estar ou segurança de terceiros, disse.

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