Margem acadêmica

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Partilha de textos resultantes de meus estudos e reflexão multifocal sobre educação, ensino superior, ciência global, desenvolvimento regional e sociedade

Photos from Margem acadêmica's post 23/12/2025

DIPLOMAS UNIVERSITÁRIOS ESTÃO A PERDER A RELEVÂNCIA. E HÁ UM TIPO DE CURSOS A GANHAR FORÇA!

Por Human Resources (sapo.pt)
Em 10:10, 16 Dez, 2025

Contenção de custos, contratação estagnada e novas perspectivas de vida e carreira, consequência da pandemia, estão a levar mais profissionais a enveredarem por um outro caminho, avança o Inc.

Com o mercado de trabalho estagnado, muitas vagas administrativas a serem eliminadas e diplomas universitários a perder valor nas decisões de contratação em detrimento das competências, muitas pessoas estão a abandonar planos de carreira anteriores e a optar por aprender uma profissão técnica. Dados recentemente divulgados mostram que um número crescente destes trabalhadores está também a recorrer a cursos de aprendizagem para facilitar a sua transição profissional.

A mais recente evidência de que mais trabalhadores — especialmente da Geração Z — estão a deixar empregos de escritório para se dedicarem a profissões técnicas chegou este mês do Hiring Lab da plataforma de emprego Indeed.

O estudo observa que, nos primeiros 10 meses de 2025, «as pesquisas por vagas de ‘aprendiz’ ou ‘curso de aprendizagem’ no Indeed mais do que duplicaram nos últimos cinco anos», tendo aumentado 35,4%, à medida que mais pessoas consideram ou fazem grandes mudanças de carreira.

«O que poderá estar a impulsionar este crescimento?», questionou Laura Ullrich, directora de investigação económica do Hiring Lab na América do Norte. «Pode estar relacionado com o fraco mercado de trabalho previsto para 2025 ou com os grandes esforços para aumentar o número e a visibilidade de cursos de aprendizagem.”

Mas também pode ser impulsionado pela migração de muitos trabalhadores de profissões de escritório para funções mais técnicas, nomeadamente entre os mais jovens, que estão a repensar o que querem do trabalho para além do salário.

Uma sondagem realizada em Julho pela Resume Builder constatou que 42% da Geração Z já realizava trabalhos manuais ou especializados, incluindo 37% que possuíam um diploma de licenciatura. Com um número crescente de colegas mais velhos a mudar para trabalhos técnicos, o crescente interesse em cursos de aprendizagem não surpreende. Nem a sua proliferação.

As próprias empresas estão cada vez mais a estabelecer parcerias com programas externos — ou a criar unidades de formação internas — para ensinar aos aspirantes a aprendizes as competências de que as empresas necessitam. O motivo? De acordo com um inquérito de Julho da Society for Human Resource Management (SHRM), quase 70% dos membros participantes afirmaram ter dificuldades em encontrar candidatos com as qualif**ações necessárias durante os processos de recrutamento.

Como resultado, mais empregadores estão a tomar medidas para oferecer formação em competências exigidas pelas vagas disponíveis, tanto para os candidatos como para os actuais colaboradores. Segundo a SHRM, a sua investigação «constatou que programas como a aprendizagem, estágios e rotação de funções estão a preencher lacunas de competências de forma ef**az, com a rotação de funções a apresentar uma taxa de sucesso de 92% na redução da escassez de talento».

A evolução das prioridades de contratação e as próprias mudanças nas aspirações dos colaboradores em relação ao trabalho parecem estar a incentivar uma maior migração para as profissões técnicas. Entretanto, para muitos candidatos, encontrar programas que possam ensinar novas competências — e talvez uma carreira completamente diferente — pode parecer menos assustador do que enfrentar o actual mercado de trabalho estagnado.

«Seja qual for o motivo, o interesse dos candidatos por cursos de aprendizagem continua a crescer, tanto em termos absolutos como em relação a outras procuras de emprego», disse Ullrich.

01/11/2025

MORREU HÉLDER SILVA, O INVENTOR ANGOLANO QUE DESAFIOU A TEORIA DOS PÔLOS MAGNÉTICOS

By Redação (O SECRETO)
13/09/2025

O corpo do inventor angolano Hélder Silva, foi enterrado na quinta-feira, 11 de Setembro, em Portugal, vítima de insuficiência cardíaca. Tinha 56 anos.

Natural do Cuanza Sul e formado em Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico de Portugal, Hélder Silva dedicou mais de quatro décadas à investigação científ**a. Ficou conhecido internacionalmente por defender que o campo magnético possui apenas uma polaridade, contrariando a teoria clássica dos pólos norte e sul. A sua tese baseava-se na injeção de um campo magnético residual que, segundo ele, anularia o polo oposto.

O também inventor Joel Muxinda considerou que Angola perdeu “um dos seus melhores filhos”, sublinhando a importância do legado científico deixado por Hélder Silva. “As novas gerações devem valorizar e preservar o trabalho que ele nos deixou”, afirmou.

Ao longo da sua carreira, Hélder Silva conquistou mais de 30 medalhas internacionais pelas suas invenções. Em outubro de 2022, foi distinguido na Alemanha pelo estudo sobre o campo magnético, descrito como uma extensão da equação do físico britânico Paul Dirac. Em 2023, apresentou uma demonstração científ**a em Estocolmo, Suécia, e chegou a candidatar-se ao Prémio Nobel da Física.

Visivelmente consternado, o irmão do inventor, Sérgio Silva, revelou à imprensa que o estado de saúde de Hélder agravou-se nos últimos dias, culminando na sua morte precoce.

Com a sua partida, Angola e o mundo perdem um cientista de vanguarda, cuja obra continuará a inspirar futuras gerações.

30/10/2025
Photos from Margem acadêmica's post 22/10/2025

CHINA: A EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA E STEM
[Sobre como se faz um país]

Há quatro décadas, a China decidiu investir para formar milhões de engenheiros. Hoje, esse plano é fundamental para a inteligência artificial.

Entre 2013 e 2016 a Tsinghua foi a universidade com mais pesquisas citadas do mundo.

Por Victor Bianchin / Xataka | 15 de out 2025

Durante anos, a China foi vista como a fábrica do mundo. No entanto, enquanto montava milhões de produtos para o Ocidente, outro tipo de revolução de longo prazo estava se formando no país: a dos engenheiros STEM, ou seja, especialistas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Hoje, seu investimento em educação científ**a e tecnológica deu frutos. A China forma mais de 3,5 milhões de graduados nessas áreas a cada ano, quatro vezes mais que os EUA. E entre eles surge uma nova geração: os engenheiros de IA que estão revolucionando a indústria global.

A origem do milagre educacional

O ponto de inflexão ocorreu na era pós-Mao. Após a morte de Mao Zedong, no final dos anos 1970, foi impulsionada uma profunda reforma nacional sob o lema das quatro modernizações, uma das quais foi restabelecer a educação com forte foco em ciência e tecnologia. Em 1988, Deng deixou claro: "A ciência e a tecnologia são as principais forças produtivas". Essa visão lançou as bases de uma transformação que continua até hoje.

Em meados da década de 1980, o governo lançou um ambicioso programa que enviava milhares de jovens para estudar em universidades dos EUA e da Europa. O plano era simples: aprender, obter doutorado e voltar para casa. Esses estudantes retornavam cheios de conhecimento e f**aram conhecidos como "hai gui", ou "tartarugas marinhas", pelo trajeto de ida e volta. Muitos se tornaram professores e dirigentes de universidades chinesas, elevando os padrões acadêmicos locais.

O resultado apareceu rapidamente. Na década de 2010, instituições como Tsinghua e a Universidade de Pequim já competiam com gigantes como Stanford e MIT na produção científ**a. Segundo a The Economist, entre 2013 e 2016 a Tsinghua foi a universidade com mais pesquisas citadas do mundo. A China havia deixado de ser apenas um país de fábricas: estava se tornando uma potência do conhecimento.

As novas estrelas chinesas da IA

Esse investimento de longo prazo está dando frutos. Hoje, a China gasta mais de 4% do PIB em educação e, apenas entre 2012 e 2022, seu orçamento educacional dobrou. Paralelamente, universidades chinesas ampliaram seus programas para se concentrar nas áreas mais estratégicas, como a inteligência artificial, que já é ensinada até em escolas primárias.

Os resultados dessa política são visíveis na indústria tecnológica global. Quatro engenheiros chineses (Shengjia Zhao, Hongyu Ren, Jiahui Yu e Shuchao Bi) se tornaram recentemente protagonistas do chamado “roubo de talentos” da Meta para a OpenAI, após serem contratados com salários milionários. O interessante é sua formação: todos formados em universidades chinesas de elite e com doutorados em instituições americanas como Stanford, Berkeley ou Illinois.

Na OpenAI, esses engenheiros tiveram papel-chave no desenvolvimento de modelos como ChatGPT, GPT-4 e GPT-4o, as tecnologias mais avançadas de processamento de linguagem natural. Seu sucesso reflete o poder de um sistema educacional que, durante décadas, priorizou ciência e tecnologia. Um relatório do Instituto Paulson, em Chicago, indica que 38% dos especialistas em IA que atualmente trabalham nos EUA se formaram em universidades chinesas.

Uma faca de dois gumes para os EUA

Enquanto isso, os EUA parecem colocar obstáculos a esse mesmo fluxo de talentos que os beneficiou por anos. O governo de Donald Trump anunciou a intenção de “revogar agressivamente” os vistos de estudantes chineses, alegando motivos de segurança nacional. Mas essa medida pode acabar enfraquecendo a própria indústria tecnológica americana, justamente quando a competição pela liderança em IA está mais feroz do que nunca.

A China, por sua vez, segue executando seu plano de longo prazo: formar milhões de engenheiros e cientistas a cada ano, investir em universidades de elite e consolidar uma elite tecnológica capaz de competir com os gigantes do Vale do Silício. Afinal, em um mundo onde a inteligência artificial definirá o rumo econômico e geopolítico, o país que dominar a educação científ**a dominará o futuro.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka México.

03/09/2024

CORRA!

31/07/2024

Ela disse: ′′ Não chame o médico, eu quero adormecer pacif**amente, com a sua mão na minha."
Ele contou-lhe sobre o passado, como eles se conheceram, o primeiro beijo. eles não choraram, eles sorriram. Não se arrependeram de nada, f**aram gratos. Então ela repetiu suavemente: ′′ Amo-te para sempre! ' Ele devolveu as palavras dela, deu-lhe um beijo suave na testa. Ela fechou os olhos e adormeceu pacif**amente com a mão na dele.
O amor é realmente tudo o que importa porque todos chegam a este mundo sem nada além do amor e não deixam nada além do amor. Pense sobre isso. Profissão, carreira, conta bancária, nossos bens são apenas ferramentas, nada mais. Tudo f**a aqui. Então, simplesmente ame.... Ame aqueles que realmente te amam. Ame, como se não houvesse nada mais importante na sua Vida.

14/07/2024

A CAMINHO DO DESASTRE:

Falta de educação e emprego ameaçam futuro demográfico do país, Alerta Standard Bank
O Standard Bank Angola emitiu um alerta grave esta Segunda-feira, sublinhando o perigo iminente de o país desperdiçar o seu potencial demográfico devido à fraca qualidade da educação e à incapacidade de gerar empregos.

Joaquim Paulo, Jornalista (in Jornal Pontual)

Em nota de resumo do II Briefing Económico 2024, o banco destacou um “elevado risco” de a economia angolana crescer abaixo do objectivo de 3% estipulado pelo Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2024, citando como razões principais as pressões cambiais e fiscais, além de um investimento moderado.

Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank, durante o encontro de Sexta-feira, afirmou que apesar de Angola possuir 35 milhões de habitantes e uma população economicamente activa de 17,4 milhões, o emprego formal é escasso e o desemprego afecta 32% da população activa. “Com uma educação de fraca qualidade e sem grande capacidade de geração de emprego, o dividendo demográfico é desperdiçado”, alertou Mussá.

Mesmo com um aumento do salário mínimo em Junho na ordem dos 119%, Mussá destacou que a alta inflação e o elevado desemprego continuam a impactar negativamente o custo de vida e a economia em geral.

O economista também comentou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2024, que atingiu 4,6% em termos homólogos, o valor mais alto dos últimos nove anos. Este crescimento foi impulsionado, por um lado, pelo sector petrolífero, que cresceu 6,9%, e, por outro, pelo surpreendente crescimento do PIB não petrolífero, que foi de 3,9%.

Apesar destes dados positivos, Mussá manteve a previsão de crescimento do PIB em 2,3% para 2024, destacando a forte dependência do sector petrolífero, responsável por 95% das exportações, mais de 50% das receitas fiscais e cerca de um terço do PIB. “Os pressupostos de crescimento económico do Governo para 2024 parecem optimistas, uma vez que a economia não petrolífera exige níveis adequados de divisas para funcionar”, advertiu.

Quanto à política monetária, Mussá sugeriu uma abordagem mais restritiva, argumentando que o elevado crescimento da massa monetária em moeda local e os empréstimos e créditos ao Estado não ajudam a combater a inflação nem a apoiar o kwanza.

28/06/2024

Adolescente de 17 anos de idade torna-se na pessoa mais jovem do mundo a obter o grau de doutorada

Dorothy Jean Tillman, 17 anos de idade, uma adolescente de Chicago, Estados Unidos da América, acaba de se tornar a pessoa mais jovem do mundo a obter o grau de doutorada.

Quando a maioria dos alunos da sua idade estava a tentar enquadrar-se na realidade do ensino secundário, Dorothy Jean Tillman II foi matriculada no College of Lake County, onde se formou em psicologia e concluiu o seu diploma associado no ano 2016. Aos 14 anos, Dorothy Tillman obteve um diploma associado, bacharelado e mestrado.

Tillman formou-se em humanidades pelo Excelsior College de Nova Iorque em 2018. Cerca de dois anos depois, obteve o seu mestrado em ciências pelo Unity College, no Maine, antes de ser aceite em 2021 no Programa de Gestão de Saúde Comportamental do Estado do Arizona.

A maior parte das suas aulas decorreram à distância e 'online', mas Tillman compareceu pessoalmente à formatura no Estado do Arizona e dirigiu-se à turma de finalistas durante a cerimónia.

Tillman atribuiu o crédito do seu sucesso à avó e à confiança na orientação da sua mãe pelas suas actividades e sucesso educacional.

A participação de Dorothy Jean Tillman II na formatura da Arizona State University, no mês de Maio do ano em curso, foi o último passo de uma jornada de ensino superior que a adolescente iniciou quando fez o seu primeiro curso.

Quando Tillman defendeu com sucesso a sua dissertação em Dezembro, tornou-se a pessoa mais jovem - aos 17 anos - a obter um doutoramento em saúde comportamental integrada no Estado do Arizona.

Este é o tipo de assunto que deveria viralizar nas redes sociais para servir de exemplo a outros adolescentes.

Fonte:

SIC Notícias SIC Notícias

25/11/2023

O Cabelo de Berenice

Quando a escultura foi apresentada em Paris em 1878, sob o título "O Cabelo de Berenice", foi chamada imediatamente de "milagre", pois algo assim, nunca antes foi visto e com tanta expressão artística; de fato um evento totalmente inesperado.

Pela perfeição anatômica com que foi feito, mãos perfeitas, pele perfeita, cocar, colares e claro o impressionante cabelo, que deve representar o centro visual da obra.

Berenice é uma rainha egípcia que oferece seus lindos cabelos como presente aos deuses para salvar a vida de seu marido que foi para a batalha, e num desses cortes em sacrifício, a mecha simplesmente desaparece do altar ritualístico.

O assombro foi geral e indicava o desejo dos deuses de possuir tão belos, bem tratados e extremamente raros em admiração.
A mecha foi colocada nos céus e é conhecida como a Constelação de Coma Berenice.

Borgheil reproduz aqui o momento do voto da mulher, a dor de um sacrifício necessário, em que ela abre mão de sua beleza por amor, ao seu amado esposo.

"O cabelo de Berenice", -Ambrogio Borgh

05/10/2023

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