Instituto Médio Técnico De Saúde Nkamazando - IMTSN

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Photos 17/07/2019

😱O que é a próstata?

A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz (3 a 4 cm de diâmetro), com aproximadamente 20 gramas de peso, presente apenas no s**o masculino.
Cerca de 70% do líquido ejaculado durante o orgasmo é produzido pela próstata. Este líquido é uma secreção alcalina (com pH elevado) que se mistura e protege os espermatozoides do ambiente ácido da va**na, aumentando sua mobilidade e facilitando a chegada dos mesmos ao óvulo.
A próstata localiza-se na base da bexiga e circunda a parte inicial da uretra, ca**l que escoa a urina da bexiga (ver imagem abaixo).
Devido a sua íntima relação anatômica com a bexiga e a uretra, as doenças da próstata costumam causar sintomas associados à micção, como dor ao urinar e fraqueza do jato urinário
😕 O que é prostatite?
A prostatite é uma condição habitualmente dolorosa que envolve inflamação e/ou infecção da próstata e das áreas ao seu redor.
A prostatite não é uma doença única, mas sim um grupo de quatro doenças que cursam com sintomas semelhante, sempre relacionados à inflamação da próstata.
Atualmente divide-se as prostatites em quatro grupos:
I- Prostatite aguda.
II- Prostatite bacteriana crônica.
III- Prostatite não bacteriana crônica ou Síndrome da dor pélvica crônica.
IV- Prostatite inflamatória assintomática.
Vamos falar um pouquinho sobre cada uma delas.
I. Prostatite aguda
A prostatite aguda é um quadro inflamatório normalmente causado por infecção bacteriana da próstata.
As bactérias mais comuns são as mesmas que costumam causar infecção urinária, tais como E. coli, Klebsiella e Proteus.
A contaminação da próstata se dá pela invasão de bactérias que se encontram na uretra ou na bexiga, normalmente devido a uma urina previamente contaminada.
Entre os principais fatores de risco para a prostatite aguda podemos citar:
👉Infecção urinária.
👉Uso de cateter vesical.
👉Traumas locais por uso prolongado de bicicletas ou andar a cavalo.
👉Infecção pelo HIV.
👉Uretrites por DST, como gonorreia ou clamídia.

👇Sintomas:
A prostatite aguda pode ocorrer tanto em homens jovens quanto em idosos e os seus principais sintomas incluem:
👉Febre.
👉Calafrios.
👉Disúria (dor ao urinar).
👉Dificuldade em urinar.
👉Vontade frequente de urinar.
👉Dor pélvica.
👉Urina turva.
👉Mal estar.
👉Dores musculares e nas articulações.
👉Os sintomas da prostatite aguda podem ser muito intensos, sendo a hospitalização muitavezes necessária.
👋A sepse e o choque séptico são complicações possíveis dessa infecção.
👇Diagnóstico
O diagnóstico é feito através da avaliação conjunta do sinais clínicos e do toque retal, que demonstram uma próstata dolorosa ao exame.
Assim como na infecção urinária, a urocultura serve para identificar a bactéria responsável pela infecção.
O exame simples de urina (EAS) costuma demonstrar pus na urina (piócitos ou leucócitos) e sangramento microscópico.
Nas análises de sangue, a dosagem do PSA pode ajudar, pois o mesmo costuma estar elevado durante as os quadros de inflamação prostática.
Os marcadores de atividade inflamatória, como PCR, também encontram-se elevados e o hemograma costuma apresentar leucocitose.
👇Tratamento
✋A critério médico.
II. Prostatite bacteriana crônica
A prostatite bacteriana crônica é um complicação possível da inflamação aguda que não foi devidamente tratada.
👇Sintomas
O quadro é bem mais brando que na prostatite aguda e os sintomas podem ser sutis. Na maioria das vezes, as queixas se restringem a disúria (incômodo ao urinar), vontade urinar frequentemente e mal-estar. A febre, quando presente, costuma ser baixa.
Muitos dos sintomas da prostatite crônica são semelhantes aos da cistite (infecção da bexiga), podendo causar alguma confusão no diagnóstico.
É importante saber que nos homens adultos a cistite é uma infecção pouco comum. A prostatite deve ser sempre uma das hipóteses diagnósticas nos pacientes do s**o masculino com sintomas semelhantes aos de uma infecção urinária.
👇Diagnóstico
O diagnóstico da prostatite crônica também é feito através da história clínica e do toque retal.
Neste caso, durante o toque retal, é possível realizar a massagem da próstata para estimular a secreção de líquidos para a análise laboratorial. A massagem prostática nunca deve ser feita na prostatite aguda devido ao risco de estimular a liberação de bactérias para a corrente sanguínea.
A urocultura colhida após massagem também é uma opção para o diagnóstico da prostatite crônica.
As bactérias que causam a prostatite crônica são, em geral, as mesmas da aguda. Paciente que apresentam sintomas de prostatite crônica, com pus no exame simples de urina, mas cujas uroculturas e culturas da secreção prostática são persistentemente negativas, devem ser investigados para infecção por clamídia.
Tratamento
✋A critério médico.
III. Prostatite não bacteriana crônica ou Síndrome da dor pélvica crônica
A síndrome da dor pélvica crônica é uma síndrome que cursa com sintomas urológicos e desconforto na região pélvica. O termo síndrome da dor pélvica crônica é mais correto que prostatite não bacteriana crônica, porque muitas vezes não há envolvimento da próstata no quadro, apesar dos sintomas serem sugestivos de prostatite crônica.
A síndrome da dor pélvica crônica é um diagnóstico de exclusão, ou seja, só pode ser dado depois que se descartam a prostatite bacteriana e outras causas para dor pélvica como tumores, infecções urinárias, hemorroidas e doenças testiculares.
Os sintomas da síndrome da dor pélvica crônica incluem aqueles da prostatite crônica e outros como dor pélvica, desconforto a**l e incômodo nos testículos.
Não há tratamento específico para a síndrome da dor pélvica crônica. Quando não se consegue descartar uma prostatite bacteriana crônica, um curso de quatro semanas de antibióticos é uma conduta aceitável.
Nos casos onde não é possível determinar a causa da dor, o tratamento se limita ao uso de a**lgésicos e medicamentos para reduzir o tamanho da próstata, como finasterida ou dutasterida.
IV- Prostatite inflamatória assintomática
A prostatite inflamatória assintomática é caracterizada por uma inflamação prostática sem que o paciente tenha queixas geniturinárias.
Essa condição é habitualmente diagnosticada de forma acidental durante uma investigação de infertilidade, após biópsia da próstata ou após dosagem do nível sanguíneo do PSA.
A prostatite inflamatória assintomática pode provocar glóbulos brancos elevados na ejaculação (leucocitospermia) e pode causar infertilidade masculina.
A não ser que o paciente esteja com dificuldades para ter filhos, o tratamento não é necessário.

17/07/2019

Bom dia meu pessoal!

Photos 16/07/2019

Enfermagem É vida

TEORIA CELULAR

Proposta em meados do século XIX pelo botânico alemão Mathias Jakob Schleiden e pelo zoólogo também alemão Theodor Schwann, a Teoria Celular estabelece que a célula é a unidade fundamental da vida, sendo assim, que tudo o que se considera vivo é composto e estruturado por células, seja por trilhões delas ou por uma apenas.

A teoria celular se sustenta em três grandes pilares:

1. “A vida existe somente nas células”: todos os seres vivos são compostos de células, ou seja, todas as reações do organismo dependem estritamente da atividade celular, e é através da célula que toda a energia necessária para o funcionamento do organismo é obtida, convertida, armazenada e aplicada.

2. “As células provêm somente de células preexistentes”: uma célula se origina apenas da reprodução de outras células, havendo assim, a transmissão de material genético.

3. “A célula é a unidade de reprodução e transmissão das características hereditárias.”: todos os caracteres genéticos são transmitidos de uma célula para outra no processo de reprodução.

A célula foi descoberta em 1669, pelo cientista inglês Robert Hooke, ao observar um pedaço de cortiça num microscópio de duas lentes. Hooke conseguiu visualizar pequenas cavidades na cortiça, nomeando tais cavidades de células, o que, na realidade, eram uma espécie de “esqueleto das células”, uma vez que cortiças são formadas por células mortas.

Em 1673, o microscopista Antonie von Leeuwenhoeck observou as primeiras células animais: os glóbulos vermelhos do sangue. De início, os glóbulos vermelhos não foram considerados como células, uma vez que, para Leeuwenhoeck, essas células pareciam deficientes de compartimentos básicos. Além disso, não existia sequer a hipótese de que os tecidos fossem estruturados totalmente por células.

Leeuwenhoeck também estudou cuidadosamente o núcleo celular, o que contribuiu significativamente para o entendimento do papel da célula nos seres vivos. Com isso, foi descoberto o nucléolo, núcleo do núcleo, e que todas as células, exceto das hemácias, são dotadas de núcleo.

Somente um século e meio após da descoberta da célula é que a Teoria Celular foi lançada. Antes disso, vários cientistas já se ocupavam de compreender a estrutura e o funcionamento da célula, gerando conhecimentos que se tornaram fundamentais para o desenvolvimento da Biologia, mais especificamente da Citologia, ramo da ciência que estuda a estrutura, as funções e o desenvolvimento celular.

Hoje sabemos que todo ser vivo, seja ele membro do reino Plantae, Animallia, Protista, Fungi ou Monera é composto por célula, alguns por uma única, outros por várias, e que muitas dessas células apresentam diferenças com relação a outras, mas desempenham basicamente o mesmo papel: estruturar, realizar atividade metabólica e transmitir informações genéticas.

Sabe-se também da existência de organismos acelulares, ou seja, que não são compostos por células, os tão conhecidos vírus, que devido a essa característica, não compõem nenhum dos reinos citados.

Os vírus são organismos formados por um material genético envolto por uma cápsula proteica, e necessitam de uma célula hospedeira para sobreviver e se reproduzir, por isso, são chamados de parasitas intracelulares obrigatórios. Muitos cientistas ainda discutem se os vírus podem ser, ou não, uma exceção que confirma a regra da Teoria Celular.

Photos 16/07/2019

FLORENCE NIGHTINGALE ( A MÃE GRANDE) Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820 —Londres, 13 de agosto de 1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos, durante a Guerra da Crimeia. Ficou conhecida na história pelo apelido de “A dama da lâmpada“, pelo fato de usar este instrumento para auxiliar na iluminação ao examinar os feridos durante à noite. Filha do milionário William Shore Nightingale foi aluna do King’s College de Londres. Em uma viagem ao Egito, visitando hospitais, despertou sua vocação para a enfermagem, apesar de na época não ser uma atividade digna. Quando criança, acompanhava a mãe nas visitas aos aldeões doentes que serviam nas grandes propriedades da família. A falta dos remédios, de recursos para o tratamento e a impossibilidade de hospitais e meios de assistência aos pobres chocava-a. Educada pelo pai, aprendeu grego, latim, francês, alemão, italiano, história, filosofia e matemática. Ela era rica e vivia em Florença, no Grão-ducado da Toscana, por isso, recebeu o nome em inglês da cidade em que nasceu. Era uma moça brilhante e impetuosa, que rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres de seu estatuto, que seria tornar-se esposa submissa. Após ouvir um chamado divino, decidiu dedicar-se à caridade, encontrando seu caminho na enfermagem. Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes durante toda sua vida. Em fato, sua família considerava a enfermagem algo inapropriado para uma dama, por isso, começou seus estudos após os 31 anos, em um curso de treinamento na Alemanha em Kaiserweth. Após anunciar sua decisão à família, provocou o rompimento familiar, principalmente com sua mãe. Na Inglaterra, iniciou seu aprendizado, repartindo o tempo entre aulas de anatomia e visitas ao hospital do distrito. Em 1851, aventurou-se na Alemanha, para frequentar a Escola de Enfermagem Fliedner, onde viveu sua primeira experiência...

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