04/06/2026
Na Coreia do Sul, tirar nota máxima no vestibular deixou de ser garantia de vaga.
45 estudantes com desempenho acadêmico impecável foram rejeitados por seis das maiores universidades do país.
Nenhum deles foi reprovado em prova.
Nenhum deles ficou abaixo da nota de corte.
Todos tinham histórico de bullying registrado em seus prontuários escolares.
E isso foi suficiente para barrar a entrada.
A medida cumpre novas diretrizes do governo sul-coreano que tornaram o histórico de violência escolar um critério eliminatório definitivo no processo seletivo do ensino superior.
A Kyungpook National University liderou o número de rejeições com 22 candidatos bloqueados.
Outras instituições como a Kangwon National University e a Jeonbuk National University adotaram políticas semelhantes.
A tendência se expande.
A partir do exame nacional de novembro de 2025, todas as universidades do país passaram a ser obrigadas a rejeitar candidatos com registros graves de violência escolar, classificados no nível 6 ou acima no sistema disciplinar coreano.
A decisão gerou reação imediata.
Advogados de famílias dos estudantes barrados tentam reverter as punições na justiça.
Críticos argumentam que as sanções podem impedir a reabilitação de jovens que já cumpriram as penalidades aplicadas na época.
Mas a mensagem que o sistema enviou é inequívoca.
Na Coreia do Sul, o que você fez com os outros dentro da escola vai acompanhar você para fora dela.
Caráter virou critério de seleção.
E nota alta, sozinha, não abre mais todas as portas.
Fontes: Sou Mais Pop — Vietnam.vn — Escola e Educação
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