Olá meus amados, esta página criada a mais de 3 anos, chegou a um tempo de obsolescência, eu esqueci, você esqueceu e nós esquecemos dela... Gostaria de estender o público alvo e tornar a página mais interativa... EDGAR MORIN disse, por detrás de cada Sociólogo reside o desejo de escrever algo sobre sociologia.
Então, vou convidar a todos envolvidos, a colocarem seus pensamentos como forma de desenvolvimento do know-how, que há tanto tempo está parado ou escondido.
Saudações
Sociologia Unia
Debates de Questões Sociológicas e fenómenos sociais que ocorrem em Angola
Este ciberespaço criado por sociólogos afectos a UnIA, é um espaço de debates e de propostas de debates sociológicos. Daí convidar-se a todos os membros, a criação de temas quer virados aos fenómenos sociais como as correntes actuais da sociologia. As histórias do pensamento sociológico quer angolano como geral ganham espaço neste grupo, concomitantemente criar-se uma imaginação sociológica na pes
=SOU UM HOMEM ARTIFICIAL= No Ponto De Intersecção Entre O Indivíduo E A Sociedade, Está O "Homo Sociologicus". Este É, Indivíduo Dotado De Papéis Sociais Pré-definidos. Nesta Sémita O Homo Sociologicus É, Um "Homem Artificial". Percebe-se Que Este Indivíduo - Homo Sociologicus - Foi Criado Por E. Durkheim Na Sua Acepção Do "Facto Social", Toda Maneira Agir, Sentir E Pensar Exterior Ao Indivíduo Dotado De Um Poder Coercivo. É Através Desta Definição Que Insisto Que Sou, És Um Homem Artificial. Examine Minuciosamente Definição Consagrada Por Durkheim, Retenho Apenas As Palavras-chaves: Maneira De Agir, Sentir E Pensar Exterior Dotado De Um Poder Coercivo, Isto Quer Dizer Fora Das Nossas Aspirações E Ainda De Carácter Obrigatório. Por: Claudino Sequeira
2018, ano sociológico... e de bastante avanço nas teorias sociológicas...
Um pastor estava com uma irmã em seu carro. O pastor toca a irmã na perna e a irmã diz para ele: - Você sabe o que diz Romano 12: 1? O pastor retira sua mão rapidamente! Ele tentou pela segunda vez. A irmã responde dizendo: - Por favor, sabes o que diz o Samuel 22:23? O pastor retira a mão rapidamente! Chegando em casa, ele abre a Bíblia para ler.Em Romanos está escrito: "Eu te ofereço o meu corpo e em Samuel: "Continue, não tenha medo". O pastor gritou: - Ah meu Deus eeeeee !!! Falhei porque nunca mais li a Bíblia!
Juntos na corrida ao 23 de Agosto...
A a luz da campanha eleitoral clama aos partidos políticos e coligações de partidos políticos a pautarem por uma isenta de princípios de . ...
O obrigou-me a viajar para uma teoria sociológica
O de especial nesta teoria é:
Um estudo realizado nos EUA mostrou que um edifício com janelas de vidro todas elas completas tem poucos riscos de ser vandalizado ao passo que se haver pelo menos um vidro quebrado o risco torna-se cada vez maior...
O mesmo se reflete na campanha política rumo ao 23 de Agosto... discursos intolerantes um atras de outro vindos da oposicão para o partido da situação e vice-versa sem portanto a intervensão do arbitro "CNE".
Como f**a uma partida desportiva sem um arbitro?
Sem vontade a juisos, daqui parece-me que o teatro da é mesmo único ou atipico. Um quebra cabeça sem solução ou um labirinto sem saída...
O facto de haver um arbitro ausente e de promeças de sansões fracas ou inexistentes conduz a analises de que há condicões favoráveis para tal violação do código de conduta eleitoral.
A atipicidade democrática de Angola limita a análise para uma . Apela-se a CNE enquanto arbitro e organizador enquanto tempo aplique sansões necessárias a estes partidos e não só, de tal modo que a festa se concretize num real ambiente de paz e total seguranca como fim último.
Caro amigo, já pensou na febre dos microondas?
Não! provavelmente está a pensar em uma nova epidemia, não é concretamente disto que lhe chamo a atenção🤔🤔🤔.
Hoje a sociedade é toda quente, toda corrida e acima de tudo, bastante imediatista🤤🤤🤤. E é esta febre dos microondas que lhe convido a pensar (lendo).
Existiu a alguns anos atrás a geração coca-cola, geração paz e amor e muitas outras.👊👩❤️💋👨😘
Hoje em dia existe uma geração apressada querendo passar por cima de tudo, querem que tudo aconteça na hora, que o dia tenha 25 horas e que as coisas aconteçam do jeito deles, esta é a geração microondas, você já ouvi aquele ditado " A pressa é inimiga da perfeição"?
Hoje a vida é frenética, o autocarro tem que andar rápido, O fast-food, a comida instantânea, o telefone📱 4,5G, I Phone, Galaxi (de todos modelos), a internet então nem se fala🤤🤤🤤! Se o computador💻🖥️ demorar para abrir uma página ou qualquer outra coisa, o destino dele é o chão.
A corrida pelos títuos🎓👑🎓 (Licenciados, Mestres, PHD´s) é como se define a sociedade dos nossos dias. A Procura de posicionamento e rocnhecimento social superior. Nos definr-mos como sociedade ´´Panela de Pressão´´ já não sustenta porque passamos a velocidade da panela de pressão...
É evidente que o mundo mudou, a sociedade também, os valores e os princípios mudaram. Tudo não é mais o mesmo e tudo isso está escrito na palavra de Deus. Temos de parar e redefinr os conceitos...
Criando filosofias de vida e de actuação não necessariamente novas, mas que serão o garante de bem estar social.
Se percebermos, hoje vivemos nesta lógica de pensamento, mas de aplicação contraria, parecemos um autocarro🚍🚌 sem controle (travões)... O que na realidade se precisa nesta vida como garante infalivel para as próximas gerações (de seus filhos e netos) onde provavelmente não estaras?
Seria um conjunto de objecções a colocar para esta geração (da qual faço parte). Afinal, nos discursos políticos diz-se que esta é a geração do futuro, a geração das descobertas e a geração de ligação (Passado, presente e futuro).
27/05/2017
O início do fim da Jornada académica dos Neo-sociólogos da Unia.
Este vídeo, representa aquilo que considerou-se o fim da jornada pela Unia, e consequentemente o princípio de uma Jornada académica futura. Lamentamos a ausência de Claudino Manuel Sequeira durante o evento, mas alegramo-nos com o fim que marcou na Unia...
18/03/2017
fotos do primeiro grupo de licenciados em Sociologia pela universidade Independente de Angola
Paradigmas sociológicos de base... mas vale recordar.
“O etnocentrismo consiste em julgar, a partir de padrões culturais próprios, como “certo” ou “errado”, “feio” ou “bonito”, “normal” ou “anormal”, os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos, desqualif**ando suas práticas e até negando sua humanidade.
Assim, percebemos como o etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo, que consiste na generalização e atribuição de valor (na maioria das vezes, negativo) a algumas características de um grupo, reduzindo-o a essas características e definindo os “lugares de poder” a serem ocupados. É uma generalização de julgamentos subjetivos, feitos em relação a um determinado grupo, impondo-lhe o lugar de inferior e de incapaz, no caso dos estereótipos negativos. No quotidiano, temos expressões que reforçam os estereótipos: “tudo farinha do mesmo saco”; “tal pai, tal filho”; “só podia ser mulher”; “Sulano”; “serviço de negro”; e uma série de outras expressões e ditados populares específicos de cada região do país.”(Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC;Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
Os estereótipos são também uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. O processo de naturalização ou biologização das diferenças étnico-raciais, de gênero ou de orientação sexual, que marcou os séculos XIX e XX, vinculou-se à restrição da cidadania a negros, mulheres e homossexuais. (Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC;Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
Uma das justif**ativas, até o início do século XX, para a não extensão às mulheres do direito de voto, baseava-se na idéia de que elas possuíam um cérebro menor e menos desenvolvido do que o dos homens. A homossexualidade, por sua vez, era tida como uma espécie de anomalia da natureza, ou seja, uma doença. Nas democracias modernas, desigualdades naturais podiam justif**ar o não acesso pleno à cidadania. No interior de nossa sociedade, encontramos ainda uma série de atitudes etnocêntricas. Muitos acreditaram que havia várias raças e sub-raças, que determinariam, geneticamente, as capacidades das pessoas, hoje sabemos que isso não é verdade. (Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC;Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
“O preconceito de alguns segmentos religiosos tem levado seus seguidores a atacar e desrespeitar os chamados “terreiros”. O espiritismo kardecista, hoje praticado nas mais distintas partes do Brasil, foi durante muito tempo perseguido por aqueles que, adotando um ponto de vista católico ou médico, afirmavam serem as práticas espíritas próprias de charlatães. Se boa parte dos/as brasileiros/as se define como católica, a verdade é que somos um país cruzado por múltiplas crenças, havendo divergências até mesmo no interior do próprio catolicismo: somos um país plural. A Constituição Brasileira garante a liberdade religiosa e de crença, e as instituições devem promover o respeito entre os/as praticantes de diferentes religiões, além de preservar o direito daqueles/as que não adotam qualquer prática religiosa. No entanto, é bastante comum encontrarmos crianças e adolescentes que exibem, com orgulho, para seus/suas educadores/as, os símbolos de sua primeira comunhão, enquanto famílias que cultuam religiões de matriz africana são pejorativamente chamadas de “macumbeiras”, sendo discriminadas por suas identidades religiosas.” (Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
O preconceito relativo às práticas religiosas afro-brasileiras está profundamente arraigado na sociedade brasileira, por essas práticas estarem associadas a negros e negras, grupo historicamente estigmatizado e excluído, e cujos cultos seriam contrários ao cristianismo europeu. Vale lembrar que expressões culturais de matriz afro-brasileira como o samba, a capoeira e o candomblé foram, durante décadas, proibidos e perseguidos pela polícia. Isso mostra que essas práticas foram incorporadas aos símbolos nacionais no interior de processos extremamente complexos. O caso mais evidente é o samba, que de “música de negros/as” passou a ser caracterizado como “música nacional”. As religiões afro-brasileiras, no entanto, ainda enfrentam um profundo preconceito por parte de amplos setores da sociedade: há quem considere o candomblé como “dança folclórica”, negando seu conteúdo religioso; há também quem o caracterize como “prática atrasada”. Em ambos os casos, seu caráter de religiosidade é negado e não tomado no mesmo padrão de igualdade de outras práticas e crenças. (Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC;Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
Questões de gênero, religião, raça/etnia ou orientação sexual e sua combinação direcionam práticas preconceituosas e discriminatórias da sociedade contemporânea. Se o estereótipo e o preconceito estão no campo das idéias, a discriminação está no campo da ação, ou seja, é uma atitude. É a atitude de discriminar, de negar oportunidades, de negar acesso, de negar humanidade. Nessa perspectiva, a omissão e a invisibilidade também são consideradas atitudes, também se constituem em discriminação. (Curso de especialização em gênero e sexualidade/Organizadores: Carrara,Sérgio…[et al]. – Rio de Janeiro: CEPESC;Brasília, DF : Secretaria especial de políticas públicas para as mulheres, 2010.)
Cada grupo social tende a adotar determinada postura frente ao outro, essa seria justamente sua forma de representação. A afirmação social de uma representação tem como base fundamental a ação e a comunicação. Ela encadeia pensamento e linguagem o que permite a compreensão do mundo e assimilação das relações que nele se estabelecem. Para compreendermos quem somos em grupo, como coletividade, ou quem somos individualmente, como indivíduos, dependemos da interpretação e do reconhecimento que nos é dado pelos outros. “Ninguém pode edif**ar a sua própria identidade independentemente das identif**ações que os outros fazem dele” Habermas (1983).
O reconhecimento pelos outros é uma necessidade humana, já que o ser humano é um ser que só existe através da vida social . De acordo com Taylor (1994), “um indivíduo ou um grupo de pessoas podem sofrer um verdadeiro dano, uma autêntica deformação se a gente ou a sociedade que os rodeiam lhes mostram como reflexo, uma imagem limitada, degradante, depreciada sobre ele.”
Um falso reconhecimento é uma forma de opressão. A imagem que construímos muitas vezes sobre os portadores de deficiências, prostitutas, homossexuais, etc. é deprimente e humilhante e causa-lhes sofrimento e humilhação, ainda mais por que tais representações depreciativas são construídas quase sempre para a legitimação da exclusão social e política dos grupos discriminados. Segundo Taylor (1994), “a projeção sobre o outro de uma imagem inferior ou humilhante pode deformar e oprimir até o ponto em que essa imagem seja internalizada”. O preconceito seja ele do tipo que for, é um atestado de insegurança, de autoritarismo, de absolutismo intelectual, enquadrando automaticamente em categorias classif**atórias e pejorativas tudo aquilo que represente diferença. No fundo, viver em democracia está na proporção direta do quanto somos pessoal e coletivamente capazes de superar os nossos medos.
O estereótipo é simplesmente o "rótulo" com que costumamos classif**ar certos grupos de pessoas, e é muito mais comum do que possa parecer. É introduzido no seio da sociedade e se agrega a psique das pessoas por meio de anedotas, frases feitas, contos populares etc, pois, desde a mais tenra idade, as pessoas são condicionadas a acreditar que certos grupos de pessoas estão ligados a determinados atributos ou características.” (Otávio B. Lopes)
As sociedades contemporâneas são heterogêneas, ou seja, compostas por diferentes grupos humanos, classes e identidades culturais em conflito. Vivemos em sociedades nas quais os diferentes estão constantemente em contato.
Por: Bianca Wild
De: Idalêncio Germano
Não à acomodação
Fala-se na globalização e seus efeitos diariamente. É na televisão, no jornal, nos temas escolares, discursos políticos etc etc. Obrigatoriamente é assunto de disciplinas de currículos universitários. Sabe-se que sem as invenções tecnológicas que possibilitaram este avanço nas comunicações não teríamos a comunicação instantânea, não teríamos visto ao vivo a queda das torres gêmeas e tantas outras catástrofes. Infelizmente este tipo de acontecimento trágico é que se fixa na memória das pessoas e não o quotidiano, o normal, posto que “sem atrativos”. De imediato as pessoas pensam no computador, no telefone móvel e outras manias do momento. Sim do momento, porque hoje tudo é muito rápido. As invenções tornam-se obsoletas em um curto período de tempo. Com isto provocam um consumo desenfreado daqueles que relacionam autoestima, bem estar, felicidade com a aquisição destes bens .
Apesar de todas as vantagens que a tecnologia proporciona, as pessoas continuam insatisfeitas, infelizes, em busca de algo que dê sentido à sua existência o que ratif**a o pensamento de que paz de espírito, felicidade, harmonia familiar entendimento, realização pessoal e profissional não estão necessariamente, nem diretamente ligados a bens materiais, condição financeira, acumulo de bens.
As pessoas que estão na faixa dos 60 anos testemunharam uma grande transformação na sociedade. Nascidas em uma época que não havia vacinas, comida congelada, lentes de contacto, cirurgias à laser, foto copiadora, pílula anticoncepcional, cartões de crédito e débito, ar condicionado, computador, televisão à cabo, máquina digital e um monte de outras facilidades que se tornaram obrigatórias dentro de uma casa, que serve para indicar o status, ou poder aquisitivo, mas não necessariamente o nível de satisfação pessoal, precisam fazer um esforço muito grande para se manterem inseridos dentro de uma sociedade cada vez mais mecanizada, robotizada, e que exige de todos um acompanhamento e entendimento das novidades, sob pena de serem marginalizados e encarados como verdadeiros dinossauros, ou seja, alguém de época pré-histórica, já extintos.
Estas pessoas tiveram que aprender a usar o Multicaixas (multi bancos) para receberem seus proventos (valores), a utilizar telefone móvel para uma comunicação mais ágil, porém nem sempre mais eficiente, a manusear o controle remoto, a programar o forno de micro ondas, a máquina de lavar.
Isto prova que sempre é necessário empreender um novo aprendizado, quer para satisfação pessoal, ou como forma de permitir uma integração maior com tudo e todos que os cercam, sob pena se sentirem como verdadeiras ilhas em meio a um oceano de inovações.
A despeito de toda esta adaptação que ocorre sistemática e gradativamente e que prova que o ser humano se adapta facilmente, tanto às coisas boas como às dificuldades, ainda encontramos pessoas que sofrem preconceito dentro de seus próprios lares, de seus familiares, que os criticam por desejarem ter tempo e espaço para uso pessoal, achando desnecessário aprender inglês, ou informática “nesta idade” (expressão usada com frequência) como se por não terem mais a juventude como companheira, não lhes restasse mais nada a fazer a não ser esperar a morte, num total desconhecimento da realidade e, sobretudo de respeito, gratidão e apoio para com estas pessoas.
Outro aspecto importante é a diferença nas relações familiares que estas pessoas de um modo geral enfrentaram, por terem nascido em uma época na qual havia “mais tempo” para conviverem. As mulheres permaneciam mais tempo em casa, as famílias eram mais numerosas, as visitas e grandes reuniões de família eram mais frequentes. Havia mais tempo para curtir os afetos, havia mais interação entre as pessoas.
Hoje o convívio é mais escasso, as sessões de televisão, antes na sala, com todos a assistirem, sem conversas, ávidos pelo que mostrava a tela, não tão gigante, nem tão perfeita como a de agora, foram substituídas por momentos de isolamento, nos próprios dormitórios, com encontros esporádicos no almoço ou outro horário de refeição.
Em contraste com tudo isto, ainda encontro pessoas que se recusam a usar celular, outros que não comem comida feita em micro-ondas, uma boa quantidade que é avessa a usar computador, mostrando que liberdade é realmente fundamental, porém não dá para ignorar que a mudança é inevitável. Não dá para f**ar arraigado à padrões antigos de conduta só por medo de errar. É errando que se acerta, é mudando que se aprende e o aprendizado proporciona crescimento, satisfação e reconhecimento, senão dos outros, da própria capacidade de realização, do potencial muitas vezes desconhecido ou esquecido.
Tudo na base de um paradoxo: devemos abster-se das questões mais tradicionais abrindo espaço as tendências do hoje?
Por: Isabel C. S. Vargas
De: Idalêncio Germano
Não é de hoje que tentam me fazer acreditar que os mediadores, ou telespectadores da comunicação de massa e de grande impacto, como a televisiva, tem, por assim dizer, um certo poder no direcionamento do conteúdo dos programas veiculados nesses meios.
Talvez, minha leitura esteja completamente equivocada ao achar que, definitivamente, a mídia burguesa, sempre aliada a grupos políticos e a interesses particulares, possa se submeter aos interesses de a quem estes se destinam.
Então, como entender que os costumes regionais, os trabalhos independentes, a cultura local podem dar um sentido na formulação do que vai ao ar?
De certo, a TV pode e faz uso da cultura popular, dando um enfoque bem ao seu estilo próprio, desconfigurando até certo ponto o tradicional, impondo um afastamento do real original para uma adaptação às necessidades de venda do mercado, mas morre por ai.
Os grandes programas formadores de opinião, como os telejornais, estarão sempre tentando moldar o imaginário das grandes massas. E se uma notícia veiculada num desses jornais, que por alguma eventualidade serve aos interesses políticos de um determinado grupo, não vingar, usa-se, exaustivamente, o recurso da repetição para transformar aquela verdade de uns em verdade de todos, como se tem visto nos dias de hoje.
Os costumes também são alvos dessa tentativa de modelagem. Um programa, como o Malhação, Rebelde hoje apresentados pela ZAP, por exemplo, atacam o comportamento dos jovens e ditam o modo de ser de adolescentes e crianças e é justamente a partir dessa modelagem de costumes e comportamentos que vem a minha crítica aos que dizem que os telespectadores influenciam diretamente nos meios. Como pode haver essa influência, se ela já aparece da forma como os meios impuseram, haveria ai, no máximo, uma troca de favores. E o beneficiado não é quem parece ser.
Por: George Martins da Silva
De: Idalencio Germano
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