26/06/2026
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Classificação quanto à natureza da pesquisa
Quanto à natureza, a pesquisa científica pode ser classificada em básica ou aplicada. Essa classificação depende da finalidade do estudo e do tipo de conhecimento que se pretende produzir.
1. Pesquisa básica
A pesquisa básica, também chamada de pesquisa pura, tem como objectivo ampliar o conhecimento teórico sobre determinado fenómeno, sem exigir aplicação prática imediata. Ela procura compreender conceitos, princípios, relações e fundamentos científicos.
Características principais:
Produz conhecimento teórico;
aprofunda a compreensão de um fenómeno;
não busca resolver, de imediato, um problema prático;
serve de base para estudos futuros.
Exemplo:
Estudar os factores que influenciam a aprendizagem dos alunos, sem propor uma intervenção imediata.
2. Pesquisa aplicada
A pesquisa aplicada tem como objectivo resolver problemas concretos, utilizando conhecimentos científicos para propor soluções práticas. Ela está ligada a necessidades reais de uma comunidade, instituição, área profissional ou contexto social.
Características principais:
Procura resolver problemas práticos;
utiliza conhecimentos científicos já existentes;
pode propor soluções, estratégias ou melhorias;
tem aplicação directa na realidade estudada.
Exemplo:
Criar estratégias pedagógicas para melhorar o rendimento escolar dos alunos com dificuldades de aprendizagem.
Diferença principal
A pesquisa básica procura compreender melhor um fenómeno.
A pesquisa aplicada procura resolver um problema concreto.
Em síntese, a pesquisa básica aprofunda o conhecimento científico, enquanto a pesquisa aplicada transforma esse conhecimento em soluções práticas.
26/06/2026
METODOLOGIA CIENTÍFICA: QUANTO AOS OBJECTIVOS DA PESQUISA
Quanto aos objectivos, a pesquisa pode ser exploratória, descritiva ou explicativa.
Pesquisa exploratória: É utilizada quando o problema ainda é pouco conhecido. Procura compreender melhor o fenómeno e identificar possíveis aspectos relacionados com ele.
Técnicas mais utilizadas: pesquisa bibliográfica, entrevistas, observação, grupos focais e estudo de caso.
Exemplo com o tema “baixo rendimento escolar”:
Investigar quais factores podem estar relacionados com o baixo rendimento escolar dos alunos.
Pesquisa descritiva: Procura descrever as características de uma população ou fenómeno, apresentando como a realidade se manifesta.
Técnicas mais utilizadas: questionários, entrevistas, formulários, te**es, observação sistemática e análise documental.
Exemplo com o mesmo tema: Descrever o nível de rendimento escolar dos alunos, a frequência às aulas e as disciplinas em que apresentam maiores dificuldades.
Pesquisa explicativa: Procura identificar as causas ou os factores que contribuem para a ocorrência de determinado fenómeno.
Técnicas mais utilizadas: questionários, entrevistas, observação, te**es, análise documental, estudos comparativos e análise estatística.
Exemplo com o mesmo tema: Explicar de que forma a falta de acompanhamento familiar, o absentismo e os métodos de ensino contribuem para o baixo rendimento escolar.
Diferença principal
A pesquisa exploratória procura descobrir possíveis factores.
A pesquisa descritiva mostra como o fenómeno se apresenta.
A pesquisa explicativa procura compreender por que o fenómeno acontece.
Professor Abreu Panzo é investigador e orientador de monografias, dissertações e teses, dedicado à produção e à divulgação do conhecimento científico.
Contacto: 926 438 611
26/06/2026
INVESTIGAÇÃO-ACÇÃO
A investigação-acção é uma metodologia na qual o investigador participa activamente em todas as fases do estudo. Além de observar a realidade, ele planifica, intervém, acompanha os resultados e reflecte sobre o processo desenvolvido.
Esta metodologia é realizada **in loco**, ou seja, no próprio contexto em que o problema ocorre. A sua finalidade é compreender uma situação concreta e desenvolver acções capazes de produzir melhorias, mudanças ou soluções adequadas às necessidades identificadas.
Durante o processo, as actividades são acompanhadas continuamente. Os resultados obtidos permitem efectuar ajustamentos, redefinir estratégias e modificar a direcção da intervenção sempre que necessário. Por essa razão, a investigação-acção aproxima o conhecimento científico da realidade prática.
Entre as suas principais características destacam-se:
• participação directa do investigador e dos envolvidos;
• estudo de problemas reais e concretos;
• articulação entre conhecimento, acção e transformação;
• acompanhamento contínuo das actividades;
• possibilidade de ajustamentos durante o processo.
Kurt Lewin apresentou a investigação-acção como um processo cíclico constituído por três fases fundamentais: **planificação, acção e avaliação**. Depois da avaliação, o investigador pode iniciar um novo ciclo, aperfeiçoando as estratégias e procurando resultados mais consistentes.
Deste modo, a investigação-acção não se limita à descrição de um problema. Ela procura compreender a realidade, agir sobre ela e contribuir para a sua transformação.
**Dr. Abreu Panzo é investigador e orientador de monografias, dissertações e teses, comprometido com a produção de conhecimentos científicos rigorosos e aplicáveis à realidade.**
📞 Contacto: 926 438 611
26/06/2026
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Quanto ao desenvolvimento no tempo
Pesquisa transversal e longitudinal
A pesquisa transversal, também denominada estudo seccional, analisa determinado fenómeno, população ou conjunto de variáveis num momento específico ou durante um período previamente delimitado. Nesse tipo de estudo, os dados são recolhidos uma única vez, sem acompanhamento dos participantes ao longo do tempo.
A pesquisa longitudinal caracteriza-se pela observação do mesmo fenómeno ou dos mesmos participantes em dois ou mais momentos. O seu objectivo é analisar mudanças, evolução, tendências ou relações entre variáveis ao longo do tempo.
Os estudos longitudinais podem ser prospectivos, quando acompanham os participantes a partir do presente em direcção ao futuro, ou retrospectivos, quando analisam informações, registos e acontecimentos ocorridos anteriormente.
A principal diferença entre a pesquisa transversal e a longitudinal está no tempo de observação. Enquanto a pesquisa transversal recolhe os dados num único momento, a pesquisa longitudinal acompanha o fenómeno durante determinado período.