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09/04/2025

J O R N A L I S M O DE A G Ê N C I A S ✍️📚 🧑‍🏫

JORNALISMO TRADICIONAL x JORNALISMO ONLINE

Diz-se sempre que o jornal impresso está com seus dias contados por conta da preferência de público pela internet. O jornalismo online começou a fazer parte da vida das pessoas há pelo menos dez anos e a partir daí começou a ganhar mais a confiança das pessoas por causa do imediatismo que está presente nas notícias e que não é possível no jornalismo tradicional impresso.

Com a popularização da Internet e a expansão do ciberespaço, os veículos passaram a migrar para a web. Não resta dúvida que o jornal impresso está ligado a uma série de pequenos prazeres para algumas pessoas, como, por exemplo, tomar o café da manhã abrindo lentamente as páginas de um jornal, selecionar as notícias que quer ler sem uma ordem de importância, comentar sobre as novidades do futebol, ver qual filme está passando nos cinemas, f**ar com os dedos pretos devido a tinta, isto é um ritual que muitas pessoas ainda gostam de fazer e por isso não abrem mão de seu exemplar impresso.

As mídias tradicionais sempre tiveram um tipo de interação, seja nas seções de cartas dos leitores ou telefones das rádios para se comunicarem, porém, é no jornalismo online que esta interação vem ganhando força e espaço pelo fato dos comentários em tempo real. Muitos veículos impressos estão migrando para o ambiente virtual, colocando conteúdos exclusivos para a rede, uma vez que perceberam a necessidade de abastecer este ambiente com notícias de “furo de redação” e não mais com apenas uma cópia da notícia do meio impresso.

É impossível reunir tudo o que os leitores querem saber em um jornal que devem ser entregues as seis da manhã, por isso a instantaneidade, que permite o acesso imediato às notícias é entregue ao leitor de forma online.

Outro fato é que a internet possibilita abrir as portas do mundo para o leitor de qualquer lugar do planeta por isto a mídia impressa vem perdendo leitores a cada dia. Estamos no meio de uma revolução da informação onde ninguém mais quer recortar uma notícia e guardar ela em uma pasta, hoje em dia está tudo muito mais virtual, você tem acesso à matéria online e transforma ela em uma imagem, assim consegue mostrar a todos via e-mail ou redes sociais.

Att: Cíntia Albuquerque

P O R T U G U E S ✍️📚 🧑‍🏫ESTRUTURA DAS PALAVRASA estrutura das palavras está relacionada com os elementos que compõem os...
05/01/2025

P O R T U G U E S ✍️📚 🧑‍🏫

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

A estrutura das palavras está relacionada com os elementos que compõem os vocábulos.

Ela abrange o estudo de diversos elementos mórficos (morfemas): radical, tema, afixos (prefixos e sufixos), desinências, vogal temática, vogais e consoantes de ligação.

Lembre-se que os morfemas são as menores unidades de elementos que formam as palavras.

Vejamos abaixo as definição e exemplos de cada um deles:

RADICAL

O radical é o elemento base que serve de signif**ado à palavra. Ele não sofre alterações, ou seja, permanece igual sempre, por exemplo: FERRO E FERRUGEM, FLORICULTURA E FLORISTA, PERFUME E PERFUMADO

A raiz da palavra é o elemento que indica a origem de uma palavra. Ela contém o signif**ado das palavras e pode sofrer alterações. As palavras que possuem a mesma família etimológica contém a mesma raiz, por exemplo: carr- é a raiz nominal de carro e noc- é a raiz nominal de nocivo.

A raiz é estudada na etimologia e não na morfologia, que é a parte da gramática em que estudamos a estrutura das palavras.

TEMA
O tema da palavra é um elemento formado pelo radical e pela vogal temática.

Nos verbos, quando tiramos o "r" do infinitivo, obtemos o tema. Os verbos no infinitivo terminam em -ar, -er, -ir, por exemplo:

Estudar - sem o r, f**a estuda, que é o tema da palavra: estud (radical) + a (vogal temática)
Romper - sem o r, f**a rompe, que é o tema da palavra: romp (radical) + e (vogal temática)
Partir - sem o r, f**a parti, que é o tema da palavra: part (radical) + i (vogal temática)

AFIXOS

Os afixos são elementos complementares das palavras que se juntam a um radical ou tema e formam novas palavras.

São classif**ados em prefixos (quando aparecem antes do radical) e sufixos (quando aparecem depois do radical), por exemplo:

prefixo: infeliz
sufixo: felizardo
prefixo e sufixo: infelizmente

DESINÊNCIAS

As desinências são morfemas acrescidos no final das palavras e que indicam as suas flexões.

São classif**adas em desinências verbais (quando indicam as flexões de número, pessoa, modo e tempo dos verbos) e desinências nominais (quando indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes, por exemplo:

desinência nominal de número: menina - meninas
desinência nominal de gênero: garoto - garota
desinência verbal: como (desinência número pessoal do verbo "comer" que indica a 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo - eu como)

VOGAL TEMÁTICA

A vogal temática é a vogal que se junta ao radical da palavra. Nos verbos, temos três tipos de vogais temáticas segundo as conjugações verbais:

a é a vogal temática dos verbos da 1ª conjugação, por exemplo: amar, cantar, sonhar
e é a vogal temática dos verbos da 2ª conjugação, por exemplo: vender, comer, correr
i é a vogal temática dos verbos da 3ª conjugação, por exemplo: sorrir, partir, abrir

VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO

As vogais e as consoantes de ligação são elementos incluídos nas palavras para facilitar a pronúncia, por exemplo:

maresia
bananeira
cafeteira
chaleira

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A estrutura das palavras está relacionada com os elementos que compõem os vocábulos. Ela abrange o estudo de diversos elementos mórficos (morfemas): radical, tema, afixos (prefixos e sufixos), desinências, vogal temática, vogais e consoantes de ligação. Lembre-se que os morfemas são as...

08/12/2024

G E O G R A F I A ✍️📚 🧑‍🏫

Os Desastres Naturais são fenômenos naturais que impactam diretamente a sociedade humana de maneira negativa.

Quando ocorrem, podem trazer consequências catastróf**as para o ser humano e, por mais que a tecnologia na área seja avançada, muitos desastres naturais são imprevisíveis.

Esses fenômenos naturais representam o ciclo natural da Terra. No entanto, atualmente, essas ocorrências têm aumentado de maneira signif**ativa.

Nesse sentido, muitos desastres têm ocorrido porque o planeta Terra está sofrendo cada vez mais com o aquecimento global e a degradação ambiental, resultando no aumento dos desastres naturais, ocasionados pelo desiquilíbrio da natureza.

Área alagada após tsunami no Japão
Para os seres humanos, muitos danos e prejuízos são resultantes dos desastres naturais, os quais geram diversos impactos na sociedade.

Por sua vez, para a natureza, os desastres naturais auxiliam na renovação e manutenção dos ecossistemas, formação do relevo, abastecimento das fontes hídricas naturais, dentre outros.

CLASSIFICAÇÕES DOS DESASTRES NATURAIS
OS TIPOS DE DESASTRES NATURAIS SÃO:

TEMPESTADES - São tempestades de chuvas, neve, granizo, areia, raios e podem ser altamente destrutivas, dependendo da quantidade precipitada (chuvas torrenciais) e da força que apresentam. Podem levar a situações catastróf**as, como: o deslizamento de terras, de gelo, caída de árvores ou torres de energia, dentre outros.

TERRAMOTOS (Sismos) e MAREMOTOS (Tsunamis) - Também chamados de abalos sísmicos, representam fenômenos de vibração brusca e passageira da superfície da Terra que ocorrem por meio da movimentação das placas rochosas, bem como da atividade vulcânica e dos deslocamentos de gases no interior da Terra. Os maremotos ou tsunamis são os terremotos que acontecem dentro dos mares, provocando imensas deslocações de água.

FURACÕES, CICLONES E TUFÃO: fenômenos intensif**ados pelas massas de ar e dependendo da força que atingem podem arrasar cidades inteiras.

SECA - Intensif**ada com o aquecimento global, a seca tornou-se um problema enfrentado por muitos grupos pelo mundo. Dessa forma, as alterações climáticas demonstram que as ações humanas estão gerando problemas como a seca e consequentemente a expansão do processo de desertif**ação.

ERUPÇÕES VULCÂNICAS - as erupções vulcânicas são perigosas na medida em que a lava expelida pelos vulcões é tão quente que pode destruir comunidades, vegetais e animais, dependendo do local que actuam.

INUNDAÇÕES - as inundações ou enchentes são fenômenos da natureza, intensif**ados pela ação humana, que estão aumentando de maneira signif**ativa nas últimas décadas. Um exemplo é o excesso de lixo, que entopem os bueiros, impedindo a passagem de água. As enchentes e inundações, causadas pelo aumento de quantidade das chuvas e impedimento da evacuação, provocam desabamentos que podem levar a morte de milhares de pessoas, além de grande destruição.

Em muitas ocasiões a leitura de um livro fez a fortuna de um homem, decidindo o curso de sua vida.
02/04/2024

Em muitas ocasiões a leitura de um livro fez a fortuna de um homem, decidindo o curso de sua vida.

20/03/2024

F I L O S O F I A ✍️📚 🧑‍🏫
LÓGICA
A lógica é uma área da Filosofia que visa estudar a estrutura formal dos enunciados (proposições) e suas regras. Em suma, a lógica serve para se pensar correctamente, sendo assim, uma ferramenta do correcto pensar.
Lógica tem origem na palavra grega logos, que signif**a razão, argumentação ou fala. A ideia de falar e argumentar pressupõe que o que está a ser dito possua um sentido para aquele que ouve.
Esse sentido fundamenta-se na estrutura lógica, quando algo "tem lógica" quer dizer que faz sentido, é uma argumentação racional.
A LÓGICA NA FILOSOFIA
Foi o filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) que criou o estudo da lógica, ele a chamava de analítica.
Para ele, qualquer conhecimento que pretenda ser um conhecimento verdadeiro e universal deveria respeitar alguns princípios, os princípios lógicos.
A lógica (ou analítica) passou a ser compreendida como um instrumento do correcto pensar e a definição de elementos lógicos que fundamentam o conhecimento verdadeiro.
OS PRINCÍPIOS LÓGICOS
Aristóteles desenvolveu três princípios básicos que orientam a lógica clássica.
1. PRINCÍPIO DE IDENTIDADE
Um ser é sempre idêntico a si mesmo: A é A. Se substituirmos A por Maria, por exemplo, f**a: Maria é Maria.
2. PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO
É impossível ser e não ser ao mesmo tempo, ou um mesmo ente ser também o seu oposto. É impossível que A seja A e não-A, ao mesmo tempo. Ou, seguindo o exemplo anterior: é impossível que Maria seja Maria e não seja Maria.
3. PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO, OU TERCEIRO EXCLUSO
Nas proposições (sujeito e predicado), só existem duas opções, ou é afirmativa ou negativa: A é x ou A é não-x. Maria é professora ou Maria não é professora. Não existe uma terceira possibilidade.
A PROPOSIÇÃO
Em uma argumentação, aquilo que é dito e possui a forma de sujeito, verbo e predicado é chamado de proposição. As proposições são enunciados, afirmações ou negações, e possuem sua validade, ou falsidade, analisada logicamente.
A partir da análise de proposições, o estudo da lógica torna-se uma ferramenta para o correcto pensar. O pensar correctamente necessita de princípios (lógicos) que garantam sua validade e verdade.
Tudo o que é dito em uma argumentação é a conclusão de um processo mental (pensamento) que avalia e julga algumas relações possíveis existentes.
O SILOGISMO
A partir desses princípios temos um raciocínio lógico dedutivo, ou seja, a partir de duas certezas prévias (premissas) chega-se a uma conclusão nova, que não está directamente referida nas premissas. Isso é chamado de silogismo.
EXEMPLO:
Todo homem é mortal. (premissa 1)
Sócrates é homem. (premissa 2)
Logo, Sócrates é mortal. (conclusão)
Essa é a estrutura básica do silogismo e o fundamento da lógica.
Os três termos do silogismo podem ser classif**ados quanto à sua quantidade (universal, particular ou singular) e sua qualidade (afirmativa ou negativa)
As proposições podem variar quanto à sua qualidade em:
1. AFIRMATIVAS: S é P. Todo ser humano é mortal, Maria é trabalhadora.
2. NEGATIVAS: S não é P. Sócrates não é egípcio.
Também podem variar quanto à sua quantidade em:
1. UNIVERSAIS: Todo S é P. Todos os homens são mortais.
2. PARTICULARES: Algum S é P. Alguns homens são gregos.

3. SINGULARES: Este S é P. Sócrates é grego.
Esta é a base da lógica aristotélica e de suas derivações.
LÓGICA FORMAL
Na lógica formal, também chamada de lógica simbólica, há a redução das proposições a conceitos bem definidos. Desse modo, o que é dito não é o mais importante, e sim, sua forma.
A forma lógica dos enunciados é trabalhada através da representação (simbólica) das proposições por letras: p, q e r. Também vai investigar as relações entre proposições através de seus operadores lógicos: conjunções, disjunções e condicionantes.
LÓGICA PROPOSICIONAL
Desse modo, as proposições podem ser trabalhadas de diversas formas e servir de base para a validação formal de um enunciado.
Os operadores lógicos estabelecem as relações entre proposições e tornam possível o encadeamento lógico de suas ESTRUTURAS. Alguns exemplos:
¶ NEGAÇÃO

É o contrário de um termo ou proposição, representada pelo símbolo ~ ou ¬ (negação de p é ~ p ou ¬ p). Na tabela, para p verdadeiro, temos ~ p falso. (faz sol = p, não faz sol = ~ p ou ¬ p).
¶ CONJUNÇÃO
É a união entre proposições, o símbolo ∧ representa a palavra "e" (hoje, faz sol e vou à praia, p ∧ q). Para que a conjunção seja verdadeira, é necessário que ambas sejam verdadeiras.
¶ DISJUNÇÃO
É a separação entre proposições, o símbolo v representa "ou" (vou à praia ou fico em casa , p v q). Para a validade, pelo menos uma (ou outra) deve ser verdadeira.
¶ CONDICIONAL
É o estabelecimento de uma relação de causalidade ou condicionalidade, o símbolo ⇒ representa "se... então..." (se chover, então f**arei em casa, p ⇒ q).
¶ BI-CONDICIONAL

É o estabelecimento de uma relação de condicionalidade nos dois sentidos, há uma dupla implicação, o símbolo ⇔ representa "se, e somente se,". (vou para a aula se, e somente se, não estiver de férias, p ⇔ q).
Aplicando à tabela de verdade, temos:
p q ~ p ~ q p ∧ q p v q p ⇒ q p ⇔ q
V V F F V V V V
V F F V F V F F
F V V F F V V F
F F V V F F V V
As letras F e V podem ser substituídas por zero e um. Esse formato é amplamente utilizado na lógica computacional (F = 0 e V = 1).
OUTROS TIPOS DE LÓGICA
Existem diversos outros tipos de lógica. Esses tipos, em geral, são derivações da lógica formal clássica, apresentam uma crítica ao modelo tradicional ou um novo encaminhamento para a resolução de problemas. Alguns exemplos são:
1. LÓGICA MATEMÁTICA
A lógica matemática é derivada da lógica formal aristotélica e desenvolve-se a partir das suas relações de valores das proposições.
No século XIX, os matemáticos George Boole (1825-1864) e Augustus De Morgan (1806-1871) foram os responsáveis pela adaptação dos princípios aristotélicos para a matemática, dando origem a uma nova ciência.
Nela, as possibilidades de verdade e falsidade são avaliadas através de sua forma lógica. As sentenças são transformadas em elementos matemáticos e analisadas a partir de suas relações entre valores lógicos.
2. LÓGICA COMPUTACIONAL
A lógica computacional é derivada da lógica matemática, mas vai para além dessa, e aplicada à programação de computadores. Sem ela, diversos avanços tecnológicos, como a inteligência artificial, seriam impossíveis.
Esse tipo de lógica analisa as relações entre os valores e transforma em algoritmos. Para isso recorre também a modelos lógicos que rompem com o modelo inicialmente proposto por Aristóteles.
Esses algoritmos são responsáveis por uma série de possibilidades, desde a codif**ação e decodif**ação de mensagens até tarefas como reconhecimento facial ou a possibilidade de carros autônomos.
Enfim, toda a relação que se tem com os computadores, hoje em dia, passa por esse tipo de lógica. Ela mescla as bases da lógica tradicional aristotélica com elementos das lógicas chamadas de não-clássicas.
3. LÓGICAS NÃO-CLÁSSICAS
Por lógicas não-clássicas, ou anticlássicas, reconhece-se uma série de procedimentos lógicos que abandonam um ou mais princípios desenvolvidos pela lógica tradicional (clássica).
Por exemplo, a lógica difusa (fuzzy), largamente utilizada para o desenvolvimento de inteligência artificial, não utiliza o princípio do terceiro excluso. Nela, admite-se qualquer valor real entre 0 (falso) e 1 (verdadeiro).
São exemplos de lógicas não-clássicas:
Lógica fuzzy;
Lógica intuicionista;
Lógica paraconsistente;
Lógica modal.
Curiosidades
Muito antes de qualquer tipo de lógica computacional, a lógica serviu como base de todas as ciências existentes. Algumas trazem essa fundamentação expressa em seu próprio nome pelo uso do sufixo "logia", de origem grega.
Biologia, sociologia e psicologia são alguns exemplos que deixam clara a sua relação com o logos grego, entendido a partir da ideia de um estudo lógico e sistemático.
A taxonomia, classif**ação dos seres vivos (reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie), ainda hoje, segue um modelo lógico de classif**ação em categorias proposto por Aristóteles.
Raciocínio Lógico - Exercícios
Exercícios de Filosofia
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Estar atento aos pequenos detalhes. E, se não for, debalde seremos chamados de profissionais.
20/03/2024

Estar atento aos pequenos detalhes. E, se não for, debalde seremos chamados de profissionais.

12/03/2024

P O L Í T I C A ✍️📚🧑‍🏫
ESTADO LAICO
O Estado Laico é uma forma de organização política que garante a liberdade religiosa de todos os seus cidadãos.
Desta maneira, o Estado Laico não é contra a religião, mas garante que todas as crenças possam coexistir sem a preponderância de um só credo.
ORIGEM DA TERMINOLOGIA
A palavra laico vem da expressão grega laos que designava o povo em sentido universal. O termo laos referia-se, portanto, à população, ao povo todo, sem excepção alguma.
Passando pelo latim, a mesma expressão grega, derivou igualmente, a palavra portuguesa leigo com o signif**ado de não-clérigo.
ORIGEM HISTÓRICA
A ideia de um Estado Laico surge com as ideias Iluministas e a Revolução Francesa quando os revolucionários propuseram a separação total da Igreja e do Estado.
Para preencher o vazio criado com a falta da religião, criaram uma Igreja Católica paralela e instituíram uma série de cerimónias cívicas e festas nacionais.
Ainda não se tratava do Estado Laico moderno, pois católicos e protestantes foram duramente perseguidos neste período.
Na América, a maior parte dos estados surgidos com a independência, adoptou o regime republicano, que previa a separação do Estado e da Igreja.
OBJECTIVO DO ESTADO LAICO
O Estado Laico tem como objectivo a construção de uma sociedade onde nenhum grupo social possa se impor aos demais elementos que a integram.
Para cumprir essa meta, o Estado laico tem que se declarar neutro e não interferir em nenhum assunto relativo à religião. Por sua parte, nenhum grupo religioso, político e étnico, teria o direito de se intrometer nos temas políticos.
A religião seria assim uma opção particular dos indivíduos que compõem a sociedade. O Estado apenas as reconhece e lhes assegura o direito de livre associação e protege seus membros de eventuais agressões.
O poder público, no Estado Laico, não tem a capacidade nem de favorecer e nem de prejudicar a prática religiosa. Em outras palavras, trata-se de um pacto entre as pessoas de qualquer religião e com pessoas que não tem religião para conviver entre si.
Entretanto, nenhuma religião poderia se imiscuir na criação das regras que regem este Estado.
Neste sentido, em lugar de justif**ar que determinadas leis não deveriam ser feitas em nome de certo livro ou de certo deus, as leis deveriam estar baseadas em princípios razoáveis para qualquer pessoa.
ESTADO LAICO X ESTADO ATEU
Actualmente é comum a confusão entre Estado Laico e Estado Ateu.
A palavra “ateu” signif**a negar deus – qualquer deus. Desta maneira, um Estado Ateu não permitiria a existência de qualquer religião dentro de suas fronteiras e perseguiria seus membros.
Isso é o contrário do princípio do Estado Laico onde diversas religiões podem conviver dentro do mesmo espaço.
ESTADO LAICO X RELIGIÃO OFICIAL
Outra confusão muito comum é entre estado laico e estados que possuem uma religião oficial.
Países como o Irã adoptam o islamismo como religião oficial. Isso signif**a que qualquer outra religião não poderá existir dentro das suas fronteiras, seus membros serão perseguidos e está proibida qualquer manifestação pública de qualquer outra crença que não seja o islamismo.
Também no Irã as leis são inspiradas no livro sagrado muçulmano e são aplicadas a todos os cidadãos que vivem dentro de suas fronteiras, mesmo que não sigam esta crença.
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07/03/2024

G E O P O L Í T I C A ✍️📚🧑‍🏫
POR QUE ISRAELENSES E PALESTINIANOS VIVEM EM CONFLITO?
O noticiário mundial foi tomado, no Sábado 7 de Outubro de 2023, pelas chocantes notícias e imagens de mortes e destruição causadas pelo ataque contra Israel deflagrado pelo grupo fundamentalista islâmico Hamas, a partir do território palestino da Faixa de Gaza. Nas primeiras horas, centenas de pessoas morreram, sobretudo civis. A acção do Hamas incluiu ataques terrestres perto da fronteira, e o sequestro de israelenses levados como reféns.
O poderoso Exército de Israel respondeu, nos dias seguintes, com um bloqueio total da Faixa de Gaza e um bombardeio intenso sobre o território, com cortes de água e electricidade de toda a população local. Na terça-feira (10 de outubro), o número de mortos já passava de 1.800.
Uma das questões mais complexas do mundo contemporâneo, o conflito entre israelenses e palestinos têm raízes históricas. Neste texto, apresentamos resumidamente os principais momentos dessa história secular.
QUESTÃO DE SÉCULOS
O povo judeu tem sua origem em populações que habitavam a região da Palestina há cerca de 4 mil anos. As tribos judaicas unif**am-se há cerca de 3 mil anos e seu território chega ao apogeu sob o rei Salomão, entre 966 a.C. e 926 a.C. Após várias invasões e conflitos, tropas romanas destroem Jerusalém e expulsam da região, em 70 d.C., o grosso da população judaica, que se espalha pela Europa e Ásia. No ano 636, os árabes ocupam a Palestina e a maioria dos habitantes é convertida ao islamismo. A região é incorporada ao Império Turco-Otomano, de 1517 a 1917 (o império é dissolvido a partir da derrota na Primeira Guerra Mundial, em 1918).
O actual Estado de Israel tem sua origem no sionismo (de Sion, colina da antiga Jerusalém), movimento surgido na Europa no século 19. Seu ideólogo, Theodor Herzl, organiza, em 1897, na Suíça, o primeiro congresso sionista, pela formação de um Estado judaico moderno, sem apontar inicialmente o local no qual poderia ser instalado. Colonos judeus da Europa Central e Oriental, onde era mais intensa a perseguição contra os judeus (chamada de antissemitismo), começam a migrar para a Palestina, território de população árabe.
ISRAEL E PALESTINA : ENTENDA A ORIGEM DO CONFLITO
Com a queda do Império Turco-Otomano, a Palestina é ocupada pelo Reino Unido, que passa a administrar a região. Em 1917, a Grã-Bretanha, por meio do chanceler Arthur Balfour, declara apoio a um “lar nacional” para os judeus na Palestina, sob a condição de ver respeitados os direitos das comunidades não judaicas. O governo britânico promete aos árabes um Estado independente, jamais criado. A perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf Hi**er, a partir de 1933, intensif**a a migração para a Palestina.
O apoio internacional à criação de um Estado judaico aumenta, depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ao ser revelado o massacre de cerca de 6 milhões de judeus nos campos de extermínio nazistas, o Holocausto. A Organização das Nações Unidas (ONU) aprova, em 1947, uma resolução a favor da divisão da Palestina em dois Estados de área semelhante – um para os judeus, outro para os árabes –, com Jerusalém como “cidade internacional”. Os países árabes opõem-se à decisão. Mesmo sem o poder de decidir a questão, a resolução da ONU tem o peso de indicar um reconhecimento internacional amplo à partilha da Palestina.
A CRIAÇÃO DE ISRAEL E A RESISTÊNCIA PALESTINA
Em 14 de maio de 1948, é proclamado o Estado de Israel, com a expulsão em massa de palestinos que viviam em vilas e comunidades rurais. Cinco países árabes enviam tropas para impedir a criação do novo Estado. A guerra termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel. Cerca de 750 mil palestinos são expulsos do território e tornam-se refugiados na Cisjordânia, na Faixa de Gaza ou em países árabes próximos. Hoje, é uma população estimada pela ONU em 5,9 milhões de refugiados, que ainda reivindicam o retorno a seus locais de origem no território de Israel.
CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL COMPLETA 70 ANOS
Desde então, instala-se um conflito que já dura décadas. Imediatamente à fundação de Israel, o Egipto incorpora a Faixa de Gaza a seu território, bem como a Jordânia integra Jerusalém Oriental e Cisjordânia. Os palestinos f**am sem território. O Estado árabe-palestino, previsto pela ONU, não é proclamado, e os israelenses passam a controlar 75% da Palestina. A economia de Israel floresce com o apoio estrangeiro e remessas particulares de dinheiro.
A situação criada com a existência de Israel, ao lado de um enorme contingente de refugiados palestinos, provoca uma instabilidade política na região que já dura 75 anos. Houve guerras entre israelenses e os países vizinhos em 1956, 1967 (Guerra dos Seis Dias) e 1973 (Guerra do Yom Kippur). Com amplo fornecimento de armamentos dos Estados Unidos, Israel vence as guerras e consolida seu controle sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza (chamados também de “territórios palestinos ocupados”), além de ocupar as Colinas de Golã (sul da Síria). Nos anos 1970, Israel passa a implantar colônias judaicas na Cisjordânia, nas quais hoje vivem cerca de 500 mil israelenses.
A resistência palestina ao domínio de Israel se organiza com a fundação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, mais tarde presidida por Yasser Arafat. Seu objetivo é criar um estado único e laico na Palestina. Em 1970, a OLP passa a atacar Israel de bases no sul do Líbano. Em 1982, Israel invade o território libanês, e o quartel-general da OLP se muda para a Tunísia. Em 1987, eclode a Intifada, a rebelião maciça da população palestina nos territórios ocupados, duramente reprimida pelo Exército israelense.
ACORDOS DE OSLO
Em 1993, o líder palestino Arafat e o então primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, assinaram o Acordo de Oslo, sob o patrocínio do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, dando início a inéditas negociações de paz. Pela primeira vez, a direção palestina aceitava o Estado de Israel e a constituição de um Estado palestino em parte da região.
Pelos termos do acordo, porém, os territórios palestinos não têm soberania efetiva. Na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), a ser constituída, poderia ter uma polícia – para controlar a ordem interna – e teria competência para arrecadar taxas locais e administrar as estruturas de saúde, educação e turismo. Mas Israel mantém o controle do comércio exterior, das finanças do Estado, do Exército e das relações exteriores.
O processo de paz estanca na virada de 2000, travando em questões difíceis, como a situação de Jerusalém (que tanto judeus quanto palestinos reivindicam como capital) e a questão do retorno dos refugiados a seus locais de origem. O impasse provoca um levante palestino contra a ocupação, em 2000, chamado de “segunda intifada”, e a intensif**ação dos atentados contra israelenses.
O que são os corredores humanitários, que estão retirando brasileiros do conflito?
O então primeiro-ministro Ariel Sharon congela as negociações de paz e consolida o domínio sobre a Cisjordânia: após lançar uma arrasadora ofensiva militar contra cidades palestinas em 2002, ordena o início da construção de um muro de concreto na Cisjordânia, para separar as populações judaica e árabe. O muro segrega os territórios palestinos, limita a circulação de pessoas e mercadorias pela região e permite a Israel cristalizar o controle sobre áreas que deveriam ser entregues aos palestinos pelos Acordos de Oslo.
TENSÕES PALESTINAS
Ao largo da OLP, surge o grupo islâmico fundamentalista Hamas em 1987. Ele é criado por egressos da Irmandade Muçulmana do Egito, organização com cem anos de existência, matriz do fundamentalismo no Oriente Médio no século 20 – ou seja, da concepção política de chegar ao poder para implantar como lei de Estado os preceitos religiosos. No Irã, que é um Estado teocrático islâmico, todas as instituições estão subordinadas ao Corão – livro sagrado dos muçulmanos. Por exemplo, as mulheres, em público, são obrigadas a usar vestimentas cobrindo o corpo todo e lenços na cabeça. As práticas religiosas são impostas como lei a toda a população.
O Hamas não se enquadra na Organização para a Libertação da Palestina pois defende que haja um Estado islâmico em toda a Palestina, sem a presença da população judaica, o que levaria, no limite, a uma guerra de extermínio. Mesmo assim, o Hamas concorre às eleições em 2006 para a ANP (presidida por Mahmoud Abbas, do grupo Fatah, desde 2005) e conquista a maioria do Parlamento, pois aparece para a população palestina como a opção mais decidida a defender seus direitos territoriais. O convívio entre os dois agrupamentos é conflituoso, e chega à ruptura, quando o Hamas expulsa os representantes da Fatah da Faixa de Gaza, onde assume o controle, que detém até hoje. Há tentativas de retomar um governo unif**ado, como em 2017, mas acabaram fracassando, pois Abbas discorda do enfrentamento constante que o Hamas provoca com o Estado israelense.
A PAZ MAIS DISTANTE ENTRE ISRAEL E PALESTINA
Assim, nos 30 anos de implantação dos Acordos de Oslo, não cessaram as revoltas e os conflitos entre palestinos e israelenses. Israel passou a construir um muro na Cisjordânia, com 8 metros de altura, que hoje tem mais de 700 km de extensão, retalhando a região e isolando populações palestinas. A Faixa de Gaza é um território cercado, pobre e superpovoado, com a estrutura e a economia arrasadas. A questão mais difícil é que destino dar aos milhões de refugiados, pois Israel rejeita negociar seu retorno, pois considera que a volta desse contingente questiona as próprias bases de existência do país.
Quais seriam então as perspectivas para o futuro? A existência de dois Estados na região parece cada vez mais difícil, pois há um claro retrocesso. Em Israel, há quem defenda que o Estado judeu avance sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, ocupando totalmente a Palestina. O Hamas, por seu lado, quer o oposto: um Estado teocrático islâmico em toda a Palestina. Há ainda, entre palestinos e judeus, quem defenda um único estado laico na região, com todos os cidadãos convivendo juntos, como nas democracias ocidentais.
No momento, o prosseguimento de acções de guerra, com mortes generalizadas, sobretudo de civis, torna distante qualquer solução pacíf**a. Um primeiro passo seria um cessar-fogo imediato e a volta à mesa de negociações. Será que veremos isso nas TVs no próximo período?

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