Instituto Superior Politécnico Sol Nascente

Instituto Superior Politécnico Sol Nascente

Compartilhar

O Instituto Superior Politécnico Sol Nascente
(A ESCOLA DO HUAMBO-Inovação e Liderança)

O Instituto Superior Sol Nascente de Huambo, surge no quadro da premente necessidade da educação competente e competitiva para a nova Angola.

23/01/2026

Produção
Instituto Superior Politécnico Sol Nascente

Titulo do Livro:
Angola e as Incertezas da Nação: Uma incursão às raízes sociais da UNITA

Autor:
Didier Péclard, professor da Universidade de Genebra, na Suíça

Apresentador da Obra:
Gilson Lázaro (UAN / CEA-UCAN)

Realização
Ginilson Camuti

Equipa Técnica
Ginilson Camuti
Graciano dos Santos
Januário Sanoloti

Edição e Finalização
Ginilson Camuti
---------------------------------------------------------

Photos from Instituto Superior Politécnico Sol Nascente's post 23/01/2026

WORKSHOP SOBRE PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

Oradores:
1- Gilson Lázaro – Sociólogo (UAN/CEA-UCAN);
2- Didier Péclard – Cientista Político (Universidade de Genebra, Suíça).

Esta a decorrer na sala do Tribunal do ISPSN

Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org


23/01/2026

Fios de Biblioteca, Fios de País

By: Sousa Jamba

Na Inglaterra, fui estudar Jornalismo e Estudos dos Media, disciplina prática, quase utilitária: aprender a mecânica da reportagem, a escrita de revista, a recolha de informação, a pressa organizada da notícia. Mas havia em mim outra fome, menos domesticável: a história, a observação paciente, essa curiosidade de feição antropológica que procura perceber como as sociedades se montam, se desfazem e voltam a erguer-se sob outras máscaras.

Por isso, embora estivesse inscrito na Faculty of Communications do Polytechnic of Central London, passei muitas tardes na biblioteca da School of Oriental and African Studies, na Universidade de Londres. Ia como quem regressa a um quarto que lhe pertence. Havia ali um segmento que me prendia, com a persistência de um íman: a secção dedicada a Angola. Lia-a com fervor, em francês, em português, em inglês. Ficava horas, de cabeça baixa, a atravessar guerras, economias, etnografias, mapas, disputas de poder, genealogias políticas; e saía com a sensação de ter caminhado muito, sem ter saído da cadeira.

Foi nesse percurso que encontrei uma dissertação do Dr Jorge Valentim sobre Angola e a luta de libertação; e foi também nesse percurso que me impressionou, com rara nitidez, um historiador: David Birmingham. Não era apenas o conhecimento profundo; era a maneira de o verter em prosa inglesa, limpa, incisiva, com um rigor que não humilha o leitor. Lembrou-me outros historiadores de grande pulso narrativo, como Terence Ranger. A certa altura, eu já era presença tão habitual que alguns acreditavam que eu era estudante da SOAS. Confesso que cheguei a infiltrar-me em seminários e palestras, sessões densas, por vezes quase ascéticas, dedicadas a temas que só atraem quem tenha verdadeira paixão pelo detalhe: a cafeicultura em Angola no tempo colonial; os diamantes e a administração; a tensão entre etnicidade e nacionalismo; pequenas engrenagens que ajudam a explicar grandes rupturas.
E foi num desses dias, no fim de um seminário, que me vi sentado ao lado de David Birmingham, num almoço. Foi um prazer raro. Não por vaidade, mas por reconhecimento: a alegria discreta de ouvir, ao vivo, a voz que nos educara à distância. Era, além do mais, um homem afável, sem a armadura social do “grande nome”. Falou longamente sobre as missões protestantes em Angola, que visitara ainda no tempo colonial. Recordava os edifícios, a disposição das escolas, a maneira como missionários americanos e suíços tinham registado línguas, costumes, genealogias; e como essas instituições, à margem do poder colonial português, criaram um espaço de formação que moldou gerações inteiras. Eu trazia ainda fresca uma das suas páginas sobre Heli Chatelain, missionário protestante suíço e linguista, chegado a Luanda em 1885, jovem, com cerca de vinte e cinco anos. Birmingham falava de Chatelain como quem recorda um vizinho: sabia onde vivera, o que ensinara, que conflitos enfrentara. A História, quando é bem escrita, tem isto: transforma um nome numa presença, uma data numa atmosfera, uma nota de rodapé numa janela.

Décadas depois, o fio estende-se. Didier Péclard, cientista político da Universidade de Genebra, na Suíça, chega hoje ao Huambo, ao Instituto Sol Nascente. Também ele, em tempos, assistiu a uma palestra de David Birmingham e ficou cativado pela história angolana. Hoje, às 15:00, falará sobre o seu livro Angola e as Incertezas: uma incursão às raízes sociais da UNITA. Há uma beleza quase pedagógica nesta continuidade: um historiador inspira um investigador; um investigador desloca-se; uma cidade abre uma sala; e, se a sorte ajudar, um jovem, numa cadeira do fundo, sai dali com a mente em combustão. A biblioteca multiplicou-se.

Há muitos estrangeiros que escreveram sobre Angola. Alguns chegam sem o excesso de ego afectivo que, por vezes, nos aprisiona. Nós, angolanos, trazemos preconceitos e lealdades moldados pela família, pela sociologia do lugar onde crescemos, pelos traumas herdados, pela necessidade de justificar o passado. Isso dá-nos intimidade; mas também nos pode roubar a distância. E, sem distância, perde-se a floresta: ficam apenas as árvores, cada uma defendida como se fosse a única. Do século XIX, com missionários americanos a registar o quotidiano e a língua, até aos historiadores e cientistas sociais de hoje, há uma tradição de olhar exterior que, quando é sério, documentado e respeitador, pode funcionar como ferro frio: não para ferir, mas para cortar a névoa. Seria sinal de provincianismo recusar esse espelho. O ganho não é submissão; é apropriação crítica.

Foi precisamente esse desejo de rigor que me empurrou, tantas vezes, para aquela biblioteca em Londres. A História é frequentemente escrita de modo partidário; entra-se no passado para marcar pontos no presente. Escolhem-se factos, montam-se alinhamentos, constrói-se uma narrativa com ar de evidência. Se houver “infra-estrutura” para sustentar a versão, ela impõe-se. Mas o mundo real é mais contraditório. As pessoas, em tempos diferentes, são movidas por interesses diferentes: por medos, ambições, pressões locais, promessas, ressentimentos, esperanças. Visto de longe, muita coisa parece “não fazer sentido”; visto com imaginação e empatia intelectual, torna-se compreensível.

No caso de Angola, essa complexidade é vital. As elites do Planalto Central, e em particular as que aderiram à UNITA, aparecem muitas vezes reduzidas a caricatura: repetida com facilidade, citada em notas de rodapé como se fosse explicação suficiente. E perde-se o essencial: o que significava, naquele tempo e naquele lugar, ser jovem; viver a pressão do meio; negociar lealdades; procurar futuro; responder à desigualdade; tentar, por caminhos tortos, ser visto. Quando a caricatura substitui o estudo, empobrece-se a memória nacional.

A minha primeira palestra em Angola foi, curiosamente, também no Huambo, no Instituto Sol Nascente, a convite de David Boio. Voei directamente dos Estados Unidos para dar essa conversa. Lembro-me bem do anfiteatro: cheio de gente, jovens e adultos, idosos e estudantes, cada um com a sua versão de Angola, cada um com as suas feridas, as suas certezas, as suas dúvidas. Guardo essa sala como um símbolo do que ainda podemos ser quando nos reunimos em torno de perguntas, não apenas de slogans.

É isso que desejo para hoje. Que os jovens do Huambo, cidade com antiga reputação de cidade de intelectuais, estejam presentes às 15:00, no Instituto Sol Nascente; que escutem com atenção; que façam perguntas; que obriguem o pensamento a sair do conforto. Naquela biblioteca de Londres, eu era um só, com fome de compreender. Esta tarde, no Huambo, seremos muitos, cada um trazendo as suas feridas e as suas certezas. Se conseguirmos ouvir com a mesma solidão disciplinada que a biblioteca exige, sem tribo, sem automatismo, apenas a vontade de perceber, talvez descubramos que a memória nacional pode ser algo mais generoso do que a soma das nossas vinganças.

22/01/2026

APRESENTAÇÃO, VENDA E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

O Instituto Superior Politécnico Sol Nascente (ISPSN) convida a comunidade académica, estudantes, investigadores e o público em geral a participarem na apresentação, venda e sessão de autógrafos do livro “Angola e as Incertezas da Nação: Uma incursão às raízes sociais da UNITA”, da autoria do cientista político Didier Péclard, professor da Universidade de Genebra, na Suíça.
O livro será apresentado pelo sociólogo Gilson Lázaro (UAN / CEA-UCAN) e abre espaço para uma reflexão profunda sobre a história política e social de Angola, com uma abordagem clara, crítica e académica.

Data: 23 de Janeiro.
Hora: 15h.
Local: Anfiteatro I do ISPSN.
Preço do livro: 14.000 Kz.
O ISPSN reforça, com este evento, o seu compromisso com a promoção do pensamento crítico, do debate académico e da valorização do conhecimento científico no país.
Sinta-se convidado!
Transmissão em directo através das páginas do Facebook e YouTube do ISPSN.
Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org



22/01/2026

ESPECIAL ISPSN (Autoritarismo contemporâneo e a crise da democracia: causas sociais, dinâmicas políticas e riscos futuros.)

Produção
Instituto Superior Politécnico Sol Nascente

Apresentação
Edmundo Francisco

Realização
Ginilson Camuti

Equipa Técnica
Ginilson Camuti
Graciano dos Santos
Januário Sanoloti

Edição e Finalização
Ginilson Camuti
---------------------------------------------------------

22/01/2026

WORKSHOP SOBRE PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

O Centro de Investigação Sol Nascente (CISN) promove o Workshop sobre Projectos de Investigação Científica: da Concepção à Execução, um espaço formativo dedicado ao fortalecimento das competências em investigação científica.

Oradores:
1- Gilson Lázaro – Sociólogo (UAN/CEA-UCAN);
2- Didier Péclard – Cientista Político (Universidade de Genebra, Suíça).

Sexta-feira, 23 de Janeiro.
Hora: 09h.
Local: Tribunal Simulado.

Uma oportunidade única para estudantes, docentes e investigadores aprofundarem conhecimentos sobre a elaboração e execução de projectos científicos.

Contamos com a vossa honrosa presença.
Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org


21/01/2026

ESPECIAL ISPSN

O Instituto Superior Politécnico Sol Nascente promove mais uma edição do Especial ISPSN, com o tema: “Autoritarismo contemporâneo e a crise da democracia: causas sociais, dinâmicas políticas e riscos futuros”.

Convidados:
1- Gilson Lázaro – Sociólogo (UAN/CEA-UCAN)
2- Didier Péclard – Cientista Político (Universidade de Genebra, Suíça)

Moderação: Edmundo Francisco

Data: Quinta-feira, 22 Janeiro.
Hora: 16h.

Transmissão ao vivo nas plataformas digitais do ISPSN.

Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org


21/01/2026

Tema
"A Agricultura e as Alterações Climáticas: Desafios e Soluções."

Produção
Instituto Superior Politécnico Sol Nascente

Apresentação
Eng. Josué Marcelino

Realização
Ginilson Camuti

Equipa Técnica
Ginilson Camuti
Graciano dos Santos
Januário Sanoloti

Edição e Finalização
Ginilson Camuti
---------------------------------------------------------
AGROCONEXÕES

21/01/2026

PALESTRA

O Instituto Superior Politécnico Sol Nascente promove Quinta-feira, 22 de Janeiro às 16h, no Anfiteatro I, a palestra subordinada ao tema:
A teia de influências: o clima organizacional em Angola sob a lente do sistema político e da governação.

Oradores convidados:
Américo Nambalo – Especialista em Gestão;
João Figueiredo – Especialista em Liderança e Governação;
Leonilde Liassoca – Especialista em Gestão de Empresas;
Eduardo Mvumbi – Especialista em Gestão de Recursos Humanos.

Moderador:
Mário Calandula – Especialista em Gestão de Empresas.

Um espaço de reflexão e debate académico sobre as dinâmicas organizacionais, políticas e de governação no contexto angolano.

Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org


21/01/2026

O Instituto Superior Politécnico Sol Nascente informa a todos os estudantes, docentes e demais interessados que os exames de época normal referente ao 1o semestre do Ano Lectivo 2025/2026 terá início no dia 26 de Janeiro e término no dia 10 de Fevereiro do ano em curso.
Os exames decorrerão de acordo com o calendário oficial previamente divulgado pelo Departamento dos Assuntos Académicos, devendo os estudantes consultar atentamente os horários, salas e disciplinas correspondentes.

Recomenda-se que os estudantes:
1 - Regularizem a sua situação académica e administrativa, antes do início dos exames;
2 - Regularizem a propina até ao mês de Janeiro;
3 - Compareçam às salas de exame com antecedência mínima de 30 minutos em relação a hora de início
do respectivo exame;
4 - Apresentem o cartão de estudante ou documento de identificação válido;
* Cumpram rigorosamente as normas e regulamentos internos da instituição, durante a realização dos
exames.

Baixe os Horários pelos links:
https://drive.google.com/file/d/1JPkAzaX5pk5nMGIFusSA9tK5jYMCxocT/view?usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/1VTsEZd3bNJnTZNr1a2Aydgt6AG74cF3F/view?usp=sharing

O Instituto deseja a todos os estudantes bom aproveitamento académico e reforça o seu compromisso com a transparência e a qualidade do processo avaliativo.

Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org

20/01/2026

AGROCONEXÕES

A agricultura é profundamente afetada pelas mudanças climáticas através do aumento das temperaturas, alteração dos regimes de chuva (secas e inundações) e eventos extremos, impactando a produtividade das culturas, a fertilidade do solo e a segurança alimentar, exigindo adaptações como o plantio direto e o uso de variedades resistentes, enquanto também contribui para as mudanças, mas com soluções de mitigação como o sequestro de carbono no solo.

Acompanhe amanhã, 21 de Janeiro, às 17h, o Agroconexões, o programa do ISPSN que aborda tudo em volta do universo agrícola e a vida das comunidades agrárias. Nesta sessão, será tema de abordagem a "A Agricultura e as Alterações Climáticas: Desafios e Soluções.".

Convidado:
Domingos Job Catumbela, Eng.º Florestal pôs-graduado em Gestão Ambiental.

Sob condução do Eng.º Josué Marcolino, o programa será transmitido em directo através das páginas do Facebook e YouTube do ISPSN.

Contamos consigo!
Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org





20/01/2026

AULA ABERTA

Aconteceu hoje, no Tribunal Simulado do ISPSN a Aula Aberta organizada pela Coordenação de Fisioterapia subordinada ao tema “Estratégias de Busca Científica em Saúde”.

Foi prelectora a PhD. Micheli Saquetto, Professora do Departamento de Fisioterapia, Bahia – Brasil.

Acompanhe o vídeo para saber como foi a Aula.
Saiba tudo sobre o ISPSN em www.ispsn.org



Quer que o seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Huambo?

Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Entre em contato com a escola/colégio

Telefone

Endereço


Rua Garcia Da Orta
Huambo

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:00 - 20:00
Terça-feira 07:00 - 20:00
Quarta-feira 07:00 - 20:00
Quinta-feira 07:00 - 20:00
Sexta-feira 07:00 - 20:00
Sábado 07:00 - 18:00