História Universal

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TITLE 25/03/2017

CABE AOS PRÓPRIOS AFRICANOS REESCREVER A SUA ÁFRICA
Por Patrício Batsikama, historiador.

- Tendo em conta os vários processos de transformação política no continente até à conquista da independência e o processo para a afirmação dos Estados-Nação, é de opinião que África tem que reescrever a sua História?

África precisa de reescrever a sua História. Porque a História de África que nós conhecemos foi concebida pelos europeus. É a imagem dos Ocidentais. África não é criação dos africanos, nem o Egito antigo. O topónimo «África» terá uma origem árabe, que significa um lugar muito quente, onde faz muito calor. Agora, os africanos precisam, por isso, de reinventar África. Não é preciso termos vergonha disso. Devemos ir em busca da nossa história, o que permitir-nos-á compreendermo-nos melhor.

- É de resto uma missão já assumida pelos historiadores africanos, para trabalhar nessa perspetiva?

Olha, de 1974 até 1977, Cheikh Anta Diop (sábio senegalês) e Théophile Obenga já tinham tentado dar os primeiros passos. Tentaram fazer uma crítica sobre a forma como se tem escrito a História de África na perspetiva europeia ou ocidental. É impossível eu escrever a História da China sem saber quem foi Chin Huan Chin, sem perceber minimamente a língua chinesa. As pessoas que escreveram a nossa História nem falavam as nossas línguas, nem conheciam os nossos locais e comportamento psicossocial. Para se escrever a História é preciso conhecer o espaço e o tempo. O europeu não conheceu bem o espaço africano, mas conta a História. Até hoje o tempo africano não é conhecido pelos europeus. Daí que a História de África foi mal escrita, foi mal contada. Cabe aos próprios africanos reescrever a sua História.

Entrevista completa em:
http://www.africa21online.com/artigo.php?a=17924&e

Fonte: Egito Negro

TITLE DESC

3 - Introdução ao Estudo da História de Angola: 3.4 Os Grandes Períodos da História de Angola 13/03/2017

A periodização, seus críterios e problemas.

Introdução
Periodização Histórica é um método cronológico que é usado para contar e separar o tempo histórico da humanidade. A periodização é o estudo da História Geral da Humanidade que costuma dividir a história humana, por convenção e exclusivamente para fins didáticos, em cinco períodos, épocas ou idades - ao que se denomina periodização clássica da história - como a Pré-história, a Idade Antiga, Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea.
A importância da periodização da história reside na sua necessidade para a sistematização do estudo do passado da humanidade, facilitando desta maneira, o estudo do ensino da história.
A questão da limitação e dificuldade da periodização da história consta sobre tudo na dificuldade de articulação a divisão clássica em história universal historia regionais não a europeia e particularmente a história de Angola.

A periodização, seus críterios e problemas
A História é uma ciência que tem como elementos fundamentais: o tempo e o espaço, para de poder enquadrar os factos históricos.
Periodização: é a maneira de ordenar de forma cronológica os acontecimentos históricos, isto é, desde a antiguidade até a actualidade. (Vide C**o).
A periodização histórica desempenha uma grande importância no estudo dos períodos históricos da humanidade. Também permite compreender a sistematização do estudo do passado da humanidade.
Periodização da história de angola
A periodização da História de Angola goza de um período conturbado, complexo e de difícil compreensão.
Exemplo: a data de 1482 possui um grande significado histórico para o Congo e não para o resto do território angolano. O mesmo pode se dizer da data de 1575 que tem um grande significado para Luanda igualmente sem muito interesse para o resto do território de Angola.
A História de Angola deve-se em 8 períodos:
1- As civilizações pré-Históricas (desde os primeiros habitantes de Angola – os Pigmeus e os Khoisan e termina com a migração Bantu.
2- Período dos reinos do território que é hoje Angola (antes e depois da chegada dos europeus, terminando convencionalmente em 1482.
3- O chamado período do mercantilismo colonial (tem início com a chegada de Diogo Cão na foz do rio zaire em 1482 e termina em 1885.
4- O capitalismo comercial (vai de 1885-1910);
5- Quinto período (1910-1926);
6- Angola no período entre 1926-1961 (implementação da 2ª República e termina com o desenvolvimento do nacionalismo africano)
7- Início da luta da luta armada até à Independência Nacional (1961-1975);
8- Periodo pós-Independencia (desde 1975 até aos dias actuais).
Obs.: Estes dois últimos períodos são mais recentes que possuem maior número de bibliografias, por isso são os períodos mais conhecidos da História Angolana.
Os Grandes Períodos da História de Angola
Assim organizei esta Viagem Pela História de Angola em grandes períodos ou épocas, na esperança de que a extensão dos tópicos se torne mais fácil de se compreender.
Esta periodização é um pouco arbitrária e opaca, contudo é talvez a mais aceite pela maioria dos estudiosos da História de Angola. Assim sugiro que na História de Angola encontramos quatro grandes épocas distintas, a saber:
A Pré-História de Angola
A Pré-História de Angola, começa com a Idade da Pedra acaba com o fim do Período Neolítico - em geral de há quarenta mil anos até cerca do ano 1.000 depois de Cristo; cobrindo a proto-história dos povos pré-Bantos - Khoisan, Pigmeus, Cuissis, e Cuepes, que desde longa data habitam o actual território de Angola, até à chegada dos primeiros povos Bantos.
Por sua vez, o Período Pré-Histórico é geralmente dividido em épocas que incluem a Idade da Pedra, o Período Neolítico, e o povoamento do território pelos povos pré-Bantos Pigmeus, Khoisan, até à chegada dos primeiros povos Bantos à região no Séc.XIII, precursores do Antigo Reino do Congo.
Por norma, os Povos Cuíssis e Cuepes são classificados como pré-bantos, o que não quer dizer que existiam como povos diferenciados antes da chegada dos povos Bantos à região. Um número crescente de estudiosos partilha a opinião de que esses povos são de facto o resultado do cruzamento ou absorção de antigos grupos Khoisan pelos recém-chegados povos Bantos à região.
O Período Pré-Colonial
O Período Pré-Colonial, que começa com a Idade do Ferro, as grandes migrações dos povos Bantos, e o consequente estabelecimento dos reinos da savana, até que termina na data da chegada dos Portugueses ao Antigo Reino do Congo em 1481 - desde cerca do ano 1.000 depois de Cristo até aos fins do Séc. XV, que inclui a época que vai desde a chegada dos povos Bantos à região que hoje compreende o território de Angola no Séc. XIII e a chegada dos Portugueses nos fins do Séc. XV.
Foi durante o período Pré-Colonial que se formaram os primeiros estados Bantos na região pelos povos Ambundos e Bakongo. Este período na história de África inclui a Idade do Ferro, a origem dos povos Bantos e as suas grandes migrações para a África Central e Meridional, os antigos impérios sudânicos, os potentados do Golfo da Guiné, e os antigos estados Bantos que se estabeleceram nas bacias dos rios Zaire, Cuanza, Queve (ou Cuvo), Zambeze, Cunene, Cubango, Cuíto e Cuando, e os reinos Bantos dos Grandes Lagos e da África Oriental e Meridional.
O Período Colonial
O Período Colonial, é definido pelos tempos de Angola colónia portuguesa - de 1483 a 1975;
O Período Colonial, começa com a chegada dos Portugueses ao Zaire em 1481 e termina com a Independência de Angola em 1975. O Período Colonial pode ser dividido em três épocas distintas:
a) Primeiro Período - A Época da Conquista Portuguesa - Desde os primeiros contactos com os Portugueses que chegaram ao Antigo Reino do Congo em 1481 e a eventual conquista do Antigo Reino do Ndongo e a fundação de Luanda em 1576 e o estabelecimento dos fortes portugueses de Massangano em 1583 e Muxima em 1594 ao longo do curso do Rio Cuanza. Durante este período, e como reflexão do mito do El Dorado resultante do achamento de enormes quantidades de ouro e prata na América Central e do Sul (civilizações Azteca, Maya e Inca) pelos Espanhois, a presença portuguesa era dominada pela procura das famosas minas de prata de Cambambe e do Sumbe Ambela, e em menor grau, pelo crescente tráfico de escravos para São Tomé, Europa e Brasil.
b) Segundo Período - A Época do Tráfico de Escravos, inicialmente orientada para os engenhos de açúcar de São Tomé, ainda nos fins do Séc. XVI, e depois para os engenhos de açúcar do litoral brasileiro (Maranhão, Pernambuco e Bahia) até aos finais do Sec. XVII, e mais tarde para as minas de ouro e diamantes de Minas Gerais e São Paulo. Depois da independência do Brasil em 1822 a exportação de escravos de Angola foi em parte orientada para os Estados Unidos e para Cuba, embora a maioria dos escravos continuasse a ser absorvido pelo Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais), já depois da abolição da escravatura em 1836 em Angola e até 1888, ano da proclamação da Lei Áurea no Brasil.
c) Terceiro Período - A Época de Exploração de Produtos Coloniais (produtos tropicais e minérios - mel, borracha, açúcar, café, algodão, tabaco, milho, diamantes, ferro, e petróleo) que começou em 1845 com o consulado do Governador Pedro Alexandrino da Cunha em 1845 e terminou com a independência de Angola em 1975. Esta época é principalmente definida pela Corrida à África pelas potências Europeias depois da Conferência de Berlim e o estabelecimento de impérios coloniais de estados europeus em África.
Foi durante este período que a ocupação efectiva do território pelos Portugueses se completou através das Campanhas Militares de Ocupação entre 1851 e 1925 (no contexto do imperialismo europeu e da Corrida à África), e a colonização branca do território se realizou, com a exploração mais intensa dos recursos agrícolas e mineiros.
Angola Estado Independente
Angola como estado soberano, depois da Independência, depois de 1975 até aos dias de hoje (2008). Angola Estado Soberano, começa com a descolonização de África, passando pela luta de libertação nacional, descolonização portuguesa, Independência, breve experiência marxista-leninista, Guerra Civil, petróleo bruto e diamantes e cleptocracia e corrupção, e por fim Angola em paz e em desenvolvimento.

Conclusão
Podemos concluir que esta unidade leva-nos a entender o grande significado que tem a ciência Histórica, suas origens, objecto de estudo, as fontes históricas assim como a grande função social que a História exerce na sociedade, bem como nos dá a entender a grande importância que a periodização tem na organização dos acontecimentos de uma forma cronológica.

Referências Bibliográficas

http://introestudohistangola.blogspot.com/2006/05/34-os-grandes-perodos-da-histria-de.html
pt.wikipedia.org/wiki/Periodização_da_História
wwwnelsondesousa.blogspot.com/.../periodizacao-e-seus-problemas.html
http://punivhistoria.blogspot.com/2013/02/a-ciencia-historica.html
MATERIAL de História da 11ª Classe; Ex. IMNE, 2005
PERDRO, Bengui; História 10ª Classe, 2008

Consultado por: .
13-03-2017, às 19h18'.

3 - Introdução ao Estudo da História de Angola: 3.4 Os Grandes Períodos da História de Angola Helder Fernando de Pinto Correia Ponte, também conhecido por Xinguila nos seus anos de juventude em Luanda, Angola, nasceu em Maquela do Zombo, Uíge, Angola, em 1950. Viveu a sua meninice na Roça Novo Fratel (Serra da Canda) e na Vila da Damba (Uíge), e a sua juventude em Luanda e Cabinda. Frequento...

19/11/2016

Você já se perguntou como surgiu o militarismo?
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- Não se tem uma data específica para o início do militarismo, tem-se uma época estimada. Desde o surgimento da humanidade, as civilizações sempre entraram em conflito umas com as outras, porém, o começo de um grupo militar organizado tem datação na época da Grécia antiga.
Na Grécia antiga, entre os períodos do século IX a.c a século IV a.c, a religião era politeísta, onde os cidadãos veneravam vários deuses, um desses deuses se chamava Ares, deus da guerra e filho de Zeus.
Ares era o deus da guerra de combate, venerado por várias civilizações do norte da Grécia e por Esparta, é em Esparta que se tem o início do militarismo organizado.
A educação militarista em Esparta se iniciava quando a criança homem completava 7 anos de idade e era retirado das mãos de sua mãe para começar a se tornar um soldado, se formava aos 17 anos, e só viria a se "aposentar" aos seus 60 anos, caso logicamente não vinhasse a ser morto em batalha (fato muito mais honroso).
É em Esparta também que se tem o início da hierarquia militar, já que eram treinados e enviados para a guerra desde os soldados até os próprios reis.
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Por: - Ubunto.

12/10/2016

Título da obra: A História Não Se Apaga "Recorda-Se" Agora Sim: Esta! É A Pura Verdade.
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Autor: Auxílio Martins Jacob.
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Ironicamente, o autor diz ser essa a pura verdade. Mas até ao momento os únicos factos escritos nesta obra descabida que corroboro totalmente com o autor ( por mais que pareça irônico), são os seguintes: O nome do autor e os nomes dos personagens que a história do referido livro relata.
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Nunca deparei-me ao longo desta minha vida, com uma obra que dizem ser de teór científico com uma grau de demostração de amor por uma determinada ideologia política como esta suposta obra que ironicamente o autor diz ser a "Pura Verdade".
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Como alguém disse, se por acaso o autor tivesse lançado essa obra nas décadas de 80 ou 90, talvez seria aceite pela maior parte da comunidade acadêmica existente naquela época.
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Obs: Pelo facto de autor ser tão hilariante na sua obra, faz-me ler e reler no aconchego de muito sorriso a mistura.
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Precisamos de homens sérios e não de dramaturgos para escrevermos a História de Angola.
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Por: José António Adolfo. 12-10... Luanda.

27/09/2016

Períodos da Civilização Grega.
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A Civilização Grega foi uma das maiores e mais importantes civilizações do mundo Antigo. Esta importância se dá pelo fato de este povo ter influenciado uma série de outros povos com seus traços culturais, tanto na Antiguidade como na época contemporânea. Você já ouviu falar da democracia como forma de organização política? Foi na Grécia antiga que ela foi criada. Noções matemáticas como o teorema de Tales ou a geometria de Euclides também foram desenvolvidas nessa civilização.
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A história dessa civilização durante a Antiguidade se estendeu por mais de 2.000 anos, motivo que levou os historiadores a dividirem-na em cinco períodos:

Pré-Homérico – do século XX ao século XII a.C.


Homérico – do século XII ao século VIII a.C.


Arcaico – do século VIII ao século VI a.C.


Clássico – do século V ao século IV a.C.


Helenístico – do século IV ao século I a.C.


Período Pré-Homérico
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Foi nesse período que chegaram os primeiros povos à região da Península do Peloponeso, região do Mar Egeu com litoral recortado, muito montanhoso e com poucas terras férteis. Os primeiros a chegarem foram os aqueus, vindo depois os eólios, os jônios e os dórios. Eram povos indo-europeus que vinham do norte da península. Como os aqueus estavam há mais tempo no local, criaram cidades, principalmente entre 1400 e 1100 a.C., das quais a mais importante foi Micenas, de onde originou o nome de civilização micênica, que indica o processo civilizatório do período.
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Contudo, a principal influência desse período se deveu à civilização cretense. Os cretenses ou minoicos (nome de um de seus reis) habitavam a ilha de Creta, muito próxima à Península do Peloponeso. Marcaram culturalmente e economicamente o período. Entretanto, a civilização desapareceu bruscamente por volta de 1750 a.C., em virtude, provavelmente, de um terremoto ou da invasão dos povos gregos, inicialmente os aqueus e depois os dórios.
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Período Homérico
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O período Homérico se iniciou com a invasão dos dórios à região, conquistando-a principalmente pelo fato de usarem armas de ferro, mais resistentes que as desenvolvidas na civilização micênica. O nome Homérico está ligado ao fato de dois poemas terem servido de estudo para os acontecimentos ocorridos após a invasão dórica. Supostamente existiu um poeta de nome Homero, que teria escrito a Ilíada e a Odisseia, a partir de relatos orais sobre a história dos séculos anteriores a ele. Esses poemas são importantes no estudo da civilização grega por serem a expressão cultural do povo na época, principalmente a forma como entendiam a relação entre homens e deuses, baseada em sentimentos como amor, ira, inveja e vingança, o que levava os deuses a interferirem na vida dos humanos. Expressam ainda locais que formaram o mundo grego antigo, bem como a exposição dos elementos mitológicos desse povo.
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Nesse período, os gregos se organizavam em pequenas comunidades chamadas genos, dando um caráter patriarcal à organização social do período, o que representava também uma volta ao mundo rural.
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Período Arcaico
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Nesse período se iniciou a ascensão da civilização grega em seu domínio em parte da região mediterrânica. Foi nele que se formou a pólis, a cidade-Estado grega, com suas instituições políticas, primeiro a monarquia e depois a oligarquia, destacando-se principalmente as cidades de Atenas e Esparta. Passaram a desenvolver o comércio marítimo e houve a expansão da civilização, seja para o interior da península ou para a constituição de colônias na Ásia Menor, no Mar Negro ou mesmo na Península Itálica.


Período Clássico
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No período Clássico, a civilização grega conheceu seu apogeu, principalmente em Atenas, com um importante desenvolvimento cultural: na arquitetura, pode-se destacar o Parthenon e os teatros de arena; nas artes, as esculturas, as pinturas em cerâmica e a produção teatral; na filosofia, há o destaque para Sócrates, Platão e Aristóteles. No aspecto político, a constituição do regime democrático em Atenas.
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Em sua relação com os demais povos, os gregos estabeleceram várias guerras, principalmente com os persas, originando as Guerras Médicas. A primeira foi contra as tropas do rei persa Dário I. A segunda contra as tropas de seu filho, Xerxes. Porém, os interesses divergentes entre os gregos os levaram a lutar entre si. Destaca-se a Guerra do Peloponeso que opôs principalmente as cidades de Atenas e Esparta.
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Essas guerras internas levaram à divisão do mundo grego e, posteriormente, a seu enfraquecimento.
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Período Helenístico
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Com o enfraquecimento do mundo grego, o rei da Macedônia, Felipe II, pôde conquistar a Grécia e unificá-la novamente. Mas foi com Alexandre, filho de Felipe II, que a influência grega se expandiu para quase todo o mundo antigo, principalmente depois da derrota infligida ao Império Persa, em 330 a.C., comandado à época por Dario III. A expansão do Império Macedônico levou a cultura grega ao Oriente, onde houve uma fusão cultural, unindo elementos das culturas gregas e orientais.


Por Tales Pinto
Graduado em História. Consultado por José António Adolfo - 27-09...

Zulu Wedding 24/09/2016

Os zulus são um povo do sul da África, vivendo em territórios atualmente correspondentes à África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Embora hoje tenham expansão e poder político restritos, os zulus foram, no passado, uma nação guerreira que resistiu à invasão imperialista britânica e bôere no século XIX. Os trajes tradicionais incluem peles, lanças e escudos. Parte dos Zulus vivem em “umuzis” (circulo de casas), algumas das quais ficam dentro de terras de brancos. Algumas “umuzis” vivem do turismo, vendendo artesanato. Fazem trabalhos de contas. As joias feitas de contas são uma forma tradicional de uma mulher comunicar a um homem que está interessada numa relação com ele. Um casamento Zulu, como a maioria dos casamentos africanos, é vibrante com cores, música, dança... Quando uma garota Zulu está pronta para o casamento, seu pai irá organizar uma cerimônia de apresentá-la à sociedade e formalmente dar a conhecer sua disponibilidade para o casamento. Hoje em dia, ainda é fascinante aprender sobre como seus antepassados ​​fizeram. A noiva vai e pega seu noivo. Uma vez que ela dá o seu consentimento, o número de bovinos que serão dadas a ela em troca de seu pai é negociado.

Fonte:

http://africanweddingtraditions.com/zulu-wedding.html

Zulu Wedding Learn about what goes on in a traditional Zulu wedding. Jewelry, dancing, singing, etc. a feast for the senses!

29/07/2016

Atualmente, tornou-se um hábito comum na internet culpar a religião islâmica pelas atrocidades cometidas por uma micro-minoria de muçulmanos. Porém, os islamofóbicos que vivem a culpar o Islã por atentados ou execuções, tem algo em comum com os extremistas que tanto criticam. Ambos os grupos amam retirar versos do Alcorão fora de seu contexto para justificar atos terroristas, e no caso dos islamofóbicos a sua critica ao Islã. Mediante a este ambiente de extrema ignorância e hostilidade, resolvi escrever este texto para explicar os versos violentos contidos no Alcorão, que para quem não sabe, é o livro sagrado da religião islâmica e código de vida espiritual e material para os muçulmanos.
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A importância de entender o significado da palavra CONTEXTO:
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A palavra "contexto" tem dois significados no dicionário, que são:
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• As partes de uma declaração escrita ou falada que precedem ou seguem uma palavra ou passagem específica, geralmente influenciando o seu significado ou efeito.
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• O conjunto de circunstâncias ou fatos que cercam um evento particular, situação, etc.
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Qualquer discussão sobre versos do Alcorão que se referem à violência seria sem sentido sem um estudo do contexto circundante aos versos. Antes de estudar os versículos em questão, portanto, vamos analisar esta questão numa perspectiva mais ampla:
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A sacralidade da vida de acordo com o Alcorão:
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O Sagrado Alcorão diz:
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"... E não mateis a alma que Allah proibiu matar, exceto se com justa razão. Eis o que Ele vos recomenda para razoardes"
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[Alcorão 6: 151]
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No Alcorão, o ato de matar sem justificativa alguma é algo extremante proibido, e a morte de alguém só e permitida em justa razão, como legitima defesa por exemplo. A santidade da vida humana é exaltada como criação divina e que um ser humano não deve tirar a vida do outro, a não ser em casos extremos. O primeiro e acima de tudo básico direito do ser humano é o direito de viver. O Alcorão diz:
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"...quem matar uma pessoa, se que esta haja matado outra ou semeado corrupção na terra, será como se matasse toda a humanidade. E quem lhe der a vida será como se desse a vida a toda a humanidade.''
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[Alcorão 05:32]
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Tal é o valor de uma única vida humana, que o Alcorão iguala a tomada de uma vida humana, como a morte de toda a humanidade.
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Agora vamos lá, os VERSOS VIOLENTOS!!!
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A frase que muitas vezes provoca um certo medo entre aqueles não familiarizados com o Islã, é:
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''.....E matai-os onde quer que os acheis...''
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A verdade é que esta é apenas uma parte do versículo 191 do Capítulo 2 do Alcorão. Vamos ler os versículos 190-191, a fim de obter um quadro completo, e como foi dito anteriormente, entender as coisas num CONTEXTO:
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''E combatei, no caminho de Allah, os que vos combatem, e não cometais agressão. Por certo. Allah não ama os agressores. E matai-os onde quer que os acheis. e fazei-os sair de onde quer que vos façam sair. E a sedição pela idolatria é pior que o morticínio. E não os combatais nas imediações da Mesquita Sagrada. até que eles vos combatam nela. Então, se eles vos combaterem, matai-os. Assim é a recompensa dos renegadores da Fé.
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[Al-Alcorão 2: 190-191]
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É um fato bem conhecido da história islâmica, que o combate contra os agressores foi proibido durante os primeiros treze anos de missão do Profeta Muhammad, ou seja, durante 13 anos os muçulmanos foram perseguidos e mortos das piores formas pelos clãs árabes que controlavam Meca, e simplesmente suportaram tudo sem se quer se defenderem. Depois da imigração para Medina, os versículos acima foram revelados para permitir que a comunidade muçulmana lutasse em defesa própria. Os versos que seguem as citados anteriormente claramente indicam a proibição do Islã sobre a agressão injustificada e mostram a inclinação para paz:
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''E, se eles se abstiverem, por certo, Allah é Perdoador, Misericordiador.E combatei-os, até que não mais haja sedição pela idolatria e que a religião seja de Allah. Então, se se abstiverem, nada de agressão. exceto contra os injustos.''
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[Alcorão 2: 192-193]
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Os versos acima se referem especificamente a luta contra a opressão em Meca por parte das tribos pagãs no século 6. Porém, quanto a liberdade religiosa, diz o Alcorão:
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''Não há compulsão na religião!''
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(Alcorão 2: 256)
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''DIze: ''Oh renegadores da fé! Não adoro o que adorais! A vós vossa religião, e a mim, a minha religião.''
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(Alcorão 109:1,2 e 6)
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Conclusão
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Quando lido no seu contexto, os versos acima nem sequer remotamente sugerem uma ordem ou permissão para os muçulmanos saírem matando as pessoas simplesmente por não serem muçulmanas. Porém, pelo fato de não estudarem, nem extremistas ou islamofóbicos jamais entenderão isso. O Alcorão exige que os muçulmanos conduzam com a justiça e dignidade em todos os assuntos, até mesmo quando a violência é necessária para a própria defesa.
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E quanto ao tratamento que os muçulmanos devem dar aos não muçulmanos, Allah deixa bem claro no Alcorão:
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''Allah não vos coíbe de serdes blandiciosos e equânimes para com os que não vos combateram, na religião, e não vos fizeram sair de vossos lares. Por certo Allah ama os equânimes.
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(Alcorão 60:8)

28/07/2016

Quando pensamos em Idade Média, imaginamos o mundo polarizado do Mediterrâneo entre cristandade e Islã sem espaço para algum outro ponto de vista que não seja o religioso. E que pessoas de outras religiões, ou até mesmo sem religião não tinham a opção para expressar suas ideias livremente ou até mesmo viver sem serem condenadas a morte por autoridades eclesiásticas.
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Bem, para uma parte do mundo desta época tal clima de intolerância podia até ser verdade, porém, não era a realidade do califado abássida e seu ferrenho critico da religião conhecido como
Abu al-'Alā al-Ma'ari (973-1057).
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Al-Ma'ari era um poeta e escritor árabe da cidade de Maʿarrat al-Nuʿmān na Síria que não só era ateu convicto, como também não deixava suas opiniões guardadas a cabeça, e as publicava em livros e poemas em pleno mundo islâmico medieval. Em seus versos, al-Maa'ri chegou até mesmo a chamar os religiosos muçulmanos de sua época de pessoas sem cérebro e rejeitar a profecia de Muhammad. E o que ocorreu com ele? Foi decapitado pelas autoridades locais? Obviamente não! O mundo islâmico medieval era em parte muito mais tolerante do que é hoje, e seguia o Islã com muito mais sabedoria do que o fanatismo de alguns grupos atuais, e Al-Ma'ri morreu de velhice aos 83 anos de idade passando a vida inteira criticando o Islã impunemente em meio a milhares de muçulmanos.
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Al-Ma'ri perdeu a visão aos quatro anos de idade devido à varíola, e quando tinha idade suficiente para ingressar no brilhante mundo acadêmico islâmico de sua época, então passou a estudar em Alepo, Antioquia, e em outras cidades sírias prosseguindo uma carreira como pensador, filósofo e poeta antes de retornar à sua cidade natal de Ma'arrat al-Numan, onde viveu o resto de sua vida, praticando ascetismo e veganismo (sim, um ateu vegan não é produto do secularismo do século 21).
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Viajou rapidamente para o centro de Bagdá, onde atraiu um grande número de discípulos de ambos os s**os para ouvir suas palestras sobre poesia, gramática e racionalismo. Um dos temas recorrentes de sua filosofia era a dos direitos da razão contra as pretensões de costume, tradição e autoridade.

Entre suas declarações estavam:
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''Não suponha que as declarações dos profetas sejam verdades; elas são todas mentiras. Os homens viviam confortavelmente até que eles vieram e estragaram a vida. Os livros sagrados são apenas um conjunto de contos ociosos que podem ter sido produzidos em qualquer época e de fato realmente foram.''
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''Todos erram - muçulmanos, cristãos, judeus e zoroastrianos:
Dois fazem a seita universal da humanidade:
Um homem inteligente, sem religião,
E, um religioso sem intelecto.''
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Al-Ma'arri criticou muitos dos dogmas do Islã, tais como a peregrinação á Meca ,que chamou de "uma jornada de pagãos".
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Embora fosse um defensor da justiça social e da ação, al-Ma'ari sugeriu que as mulheres não deveriam ter filhos, a fim de salvar as gerações futuras das dores da vida.
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E em sua lápide ele pediu que fosse escrito:
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''Este mal foi por meu pai feito a mim,
porém nunca feito por mim para alguém.''
(se referindo a não ter deixado filhos)
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Algumas décadas após a morte de Al-Maa´ri, em 12 de Dezembro de 1098, sua cidade foi palco de um grande massacre promovido pelos soldados cristãos da Primeira Cruzada, que segundo fontes da época, comeram os cadáveres dos muçulmanos mortos após o massacre.
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Em 2013, quase mil anos depois de sua morte, a Frente al-Nusra , um ramo da al-Qaeda , decapitou uma estátua de Al-Ma'arri durante a guerra civil .na Síria. Mais uma prova dos grandes abismos que separam o Islã clássico de suas interpretações modernas.

30/06/2016

"Quanto as mulheres, muitas, se não mais do que os homens, estão a serem vistas nas ruas [ou seja, em suas atividades diárias, etc] [...] Eu acho que eu nunca vi um país onde as mulheres podem desfrutar tanta liberdade, e livre de todas as afrontas, como na Turquia [...] Os turcos em sua conduta para com o s**o feminino são um exemplo para todas as outras nações; [...] E eu repito, eu acho que não há mulheres com tanta liberdade, a salvo de apreensão, como a turca - e eu acho que eles em seu modo de vida, são capazes de serem as criaturas mais felizes respirando ".
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- Lady Elizabeth Craven, Uma Jornada entre a Crimeia e Constantinopla de 1789
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Lady Elizabeth Craven, foi uma escritora de viagens, dramaturga e autora do século 18, que fez estas observações sobre as mulheres do Califado Otomano (um Estado islâmico) em 1789, antes do advento do feminismo na Europa e três anos antes de Mary Wollstonecraft publicar uma demonstração dos dos Direitos da Mulher (1792), o apelo de 300 páginas que viria a ser a pedra fundamental e arauto do feminismo moderno.
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As observações de Lady Elizabeth Craven e outros, junto com registros de processos judiciais, transações financeiras e documentos políticos, revelam que as mulheres do Califado Otomano realmente experimentavam uma maior liberdade e proteção do que suas contrapartes ocidentais pós-iluministas, e, nomeadamente, sem a necessidade do feminismo. No entanto, hoje, as feministas se esforçam para convencer as mulheres muçulmanas exatamente do oposto: que as mulheres muçulmanas sempre sofreram por causa do Islã e, em uma estranha reviravolta do pensamento, defendem o feminismo como a solução para os problemas do mundo muçulmano.
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Este artigo analisa a condição das mulheres que viveram sob um califado islâmico que continuou a existir até tão recentemente quanto 1924, e o compara a sua situação com as circunstâncias ocidentais que deram origem ao feminismo no Ocidente. Como veremos, o muito recente precedente histórico do califado otomano demonstra que as mulheres do mundo muçulmano, historicamente, nunca precisaram do feminismo, a fim de garantir os seus direitos - ao contrário, elas simplesmente fizeram uso da plena implementação do seu próprio sistema de crenças - o Islã.
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Muçulmano país vs Estado islâmico.
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Antes de inciarmos nossa comparação, é importante notar a diferença fundamental entre um país muçulmano e um Estado islâmico. O califado otomano foi um estado islâmico - ou seja, a Sharia (a lei sagrada do Islã) governou suprema como a única fonte de direito - por mais de 600 anos e até a sua cessação no início do século 20. Esta Sharia legislava os muçulmanos em seu quadro jurídico que regia os aspectos públicos e privados da vida diária, incluindo atividades pessoais, políticas, sociais e econômicos, civis e criminais. Esta Sharia também permitiu que o califado otomano incluísse e protegesse as mulheres da África, Europa e Ásia - o que incluia judias, cristãs, muçulmanas, anatólias, gregas, Norte-Africanas, asiáticas-ocidentais, e as mulheres da península balcânica.
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Os países muçulmanos de hoje, no entanto, como o Paquistão, Bangladesh, Afeganistão, Turquia e grande parte do Oriente Médio, são seculares e não islâmicos - ou seja, as constituições destes países postulam que o Islã é apenas uma de muitas fontes legisladoras pós-colonialistas e a religião seguida pela maioria da população, e somente isso. Caso contrário, esses países seculares não seriam tão corruptos e tirânicos, não podendo ser encarados como exemplo do Islã na prática. Na verdade, os homens e mulheres comuns desses países muçulmanos seriam libertados pelo estabelecimento de um Estado islâmico legitimo em suas terras.
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Status legal
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No Ocidente, as mulheres perdiam a sua própria identidade jurídica (e seus nomes) após o casamento, ao ponto delas não poderem processar nem serem processadas, e seus maridos teriam de processar ou serem processados em seu nome.
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Na Inglaterra, e na maioria das colônias de língua inglesa, a doutrina da ''cobertura'' identificava mulheres de acordo com seu estado civil. Uma mulher casada não tinha sua própria identidade jurídica separada da de seu marido - após o casamento, a dela foi incorporada pela identidade de seu marido, e ela era conhecida como uma fêmea coberta (ou seja, uma mulher casada ou, literalmente, uma mulher "coberta" ). Este conceito legal prevaleceu no Ocidente de por volta do século 12 até meados do final do século 19 (ou seja, lado a lado com o período de duração do Império Otomano).
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"No casamento, o marido e a esposa tornam-se uma pessoa perante a lei, isto é, a existência da mulher como um ser próprio ou legal é suspenso durante o casamento, ou, pelo menos, constituída e consolidada na do marido: sob cuja asa, proteção, e capa, ela executa cada coisa ... "


- William Blackstone, jurista Inglês do século 18 e juiz, explicando a cobertura.
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A cobertura era uma faca de dois gumes, dificultando a vida de todas as mulheres e homens juntos - como negar o livre arbítrio das esposas também negava sua responsabilidade. Por exemplo, uma mulher casada não poderia arquivar processos em seu próprio nome, e seu marido teria de fazê-lo em seu nome, mas isso também significa que se alguém queria tomar ação civil contra a esposa, o marido teria de ser processado em seu lugar. Esta consagração da responsabilidade da mulher ao seu marido foi ainda objeto de sátira na literatura Inglesa. Em Oliver Tiwst de Charles Dickens, o Sr. Bumble foi informado de que "a lei supõe que sua esposa age sob sua direção", à qual o Sr. Bumble respondeu: "Se a lei supõe isso [...] a lei é um cú. Se esse é o olho da lei, a lei é um bacharel; e o pior desejo a lei é que o olho pode ser aberto por experiência pela experiência. "
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A cobertura era apenas em relação aos direitos civis, não ação criminal; como sabemos, a Inglaterra e as colônias americanas ainda estavam se recuperando da queima de mulheres na fogueira por delitos de traição e bruxaria - até tão tarde quanto 1784. Embora a cobertura era apenas em relação ao direito civil, é interessante notar que, como tão recentemente, quanto 1972, dois estados norte-americanos permitiram a uma esposa acusada em tribunal penal de oferecer como uma defesa legal que ela estava obedecendo ordens de seu marido!
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Enquanto isso, as mulheres do Califado Otomano tinham legitimidade processual, independentemente do estado civil, o que causou até mesmo as mulheres otomanas não-muçulmanas a preferirem os tribunais islâmicos de que seus próprios tribunais
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As Mulheres do Califado Otomano, como os homens, ao atingirem a puberdade, eram considerados sujeitos individuais do estado, tendo sua própria identidade jurídica própria, de acordo com a lei islâmica. Eles mantinham este estatuto jurídico, independentemente de estarem casado ou solteiros. As mulheres muçulmanas também mantinham seus sobrenomes após o casamento, como um lembrete de sua própria identidade e sua própria responsabilidade.
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Junto com os homens, as mulheres foram concedidas direitos legais extensivos, incluindo o direito de registrar reclamações e reivindicar os seus direitos perante o juiz islâmico local (em árabe, o Qadi), e elas poderiam fazê-lo de forma independente. Elas não precisavam se acompanhadas de um parente do s**o masculino, na verdade, elas poderiam tomar medidas legais contra seus maridos ou parentes homens se fosse necessário. Mulheres otomanas de todos os níveis sociais, do campo e das cidades, freqüentemente usaram o sistema judicial islâmico para defender seus interesses e, na maioria dos casos, os juízes acatavam os direitos legais e de propriedade das mulheres.
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De fato, os tribunais islâmicos foram notados por serem tão favoráveis no tratamento de questões de interesse para as mulheres, que as mulheres otomanas mesmo não muçulmanas freqüentemente preferiam recorrer aos qadis dos tribunais islâmicos por seus direitos, apesar do fato de que, sob a proteção do califado otomano, cada comunidade religiosa tinha acesso a seus próprios processos religiosos ou culturais, uma vez que cada comunidade religiosa gozava de uma autonomia cultural e legal, gestão dos seus próprios assuntos internos, sob a liderança de sua própria hierarquia religiosa.
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Atividade econômica
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No Ocidente, as mulheres não tinham controle sobre os seus próprios bens no matrimónio; seus maridos foram responsáveis por sua manutenção e foram forçados a pagar as suas dívidas.
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A doutrina da cobertura significa que, porque o marido e a esposa eram "uma pessoa", a esposa não tinha controle sobre sua própria propriedade e seu marido poderia usar e dispor de sua propriedade sem a permissão dela (salvo acordo em contrário antes do casamento).
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Como tal, uma mulher também não poderia executar contratos. No século 19, em circunstâncias onde uma mulher poderia dispor de sua propriedade (por exemplo, se isso era permitido por seu marido), então um "exame particular" teria de ser conduzido, onde ela tinha que ser examinada separadamente por um juiz (sem o presente marido dela), para determinar se seu marido estava pressionando-a para assinar o documento. Isto foi visto como um meio de proteger a propriedade das mulheres casadas.
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Por outro lado, por serem vistas como parte de uma pessoa aos olhos da lei, o marido também era vinculado juridicamente a prover para sua esposa, tanto quanto a si mesmo. Também significava que, se uma mulher entrasse no casamento já com a dívida, ou ela pagava a divida para ambos, ou seu marido era o devedor e obrigado a pagar a dívida - e não a esposa.
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Na Grã-Bretanha, isto persistiu pelo menos até Lei de Propriedade das Mulheres casadas de 1870, que alterou a lei para que uma mulher poderia possuir, comprar e vender, processar e ser processada, e ser responsável por suas próprias dívidas.
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Enquanto isso, as mulheres do Califado Otomano tinham sido sempre economicamente independente e ativas e, em algumas indústrias, homens tiveram que buscar alianças e intervenção do Estado contra os monopólios das mulheres.
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"A esposa turca tem sido chamada de escrava e um bem móvel. Ela não o é. Na verdade, seu status legal é preferível ao da maioria das mulheres na Europa, e até encenações de uma data relativamente recente, a inglesa foi muito mais um bem móvel do que a esposa turca, que sempre teve o controle absoluto de sua propriedade. A lei permite-lhe o uso gratuito e eliminação de qualquer coisa que ela possa possuir no momento de seu casamento, ou que ela pode herdar depois. Ela pode distribuí-lo durante a sua vida ou ela pode legar a quem ela escolhe. Aos olhos da lei, ela é um agente livre. Ela pode agir independentemente de seu marido, pode processar nos tribunais ou pode ser processada, sem levar em conta a ele. Nesses aspectos, ela goza de maior liberdade do que suas irmãs cistã. ".
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- Z. Duckett Ferriman,1911
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Entre os direitos islâmicos entregues às mulheres sob o califado otomano estava o direito islâmico de herdar, adquirir, controlar e dispor de bens de acordo com sua própria vontade, sem a necessidade de consentimento dos pais ou maridos. Em outras palavras, as mulheres otomanas tinham legalmente direito a gerir a sua própria riqueza, e elas muito fizeram.
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Na verdade, as mulheres desempenharam um papel fundamental na economia otomana, incluindo proprietárias de terras, titulares de feudos militares, mutuárias, credoras, cobradoras de impostos, e agentes privadas ou parceiras de negócios. Mulheres otomanas de várias origens eram comumente vistas comprando e vendendo em mercados.
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Está documentado que as mulheres otomanas de ''classe alta'' (que eram mais propensas a serem "enclausuradas" por trás de telas) não lidavam diretamente com os homens, e eram percebidas pelos observadores estrangeiros como sendo "forçadas" a utilizar empregados do s**o masculino e agentes para agir em nome delas. Isso levou alguns observadores ocidentais a comentarem sobre isso com uma estranha simpatia, como se essas mulheres de ''classe alta'' fossem de alguma forma oprimidas, apesar do fato delas serem donas de empresas poderosas que estão documentadas por terem possuído muitas das lojas em primeiro lugar no mercado. Como infelizes essas mulheres devem ter sido tendo funcionários para executar seus negócios por elas! Além disso, essas mulheres de ''classe alta'' exerciam mais influência através do patrocínio de projetos arquitetônicos fundamentais bem como na politica.
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Mulheres do Califado Otomano também estavam envolvidas em artesanato, produção de seda e fiação de algodão. Em Mosul (atual Iraque), a colheita e manufatura do algodão era uma indústria que foi em grande parte realizada em regime de tempo parcial em casa. Em um ponto, esta indústria foi, na verdade, monopolizada por mulheres, na medida em que alianças de produtores de algodão e tecelões foram forçados a buscar a intervenção do Estado contra este monopólio!
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Mulheres otomanas também desempenharam um papel fundamental na distribuição da riqueza e, durante o 18 ª século, as mulheres otomanas de todas as classes financiavam de 20 a 30% de todas as fundações de caridade (em árabe ''waqf ''). Escolas, hospitais, caravançarais, banhos, fontes, cozinhas de sopa, albergues e mesquitas foram financiadas durante todo o império por mulheres a partir dos seus próprios recursos pessoais, para o benefício do público.
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Envolvimento político
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Na Grã-Bretanha, o sufrágio universal para homens e mulheres não foi alcançado até 1928.
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Na Grã-Bretanha, apenas homens muito ricos podiam votar, o que excluiu a grande maioria dos homens e mulheres menos afortunados por completo! Não foi até 1918 que todos os homens com idade superior a 21 anos e mulheres com mais de 30 anos de idade pudessem votar, e não foi até 1928 que todos os homens e mulheres com mais de 21 anos pudessem votar.
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Enquanto isso, homens e mulheres do Califado Otomano eram obrigados a ser politicamente ativos.
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Sob o Califado Otomano, as mulheres tinham o mesmo direito que os homens a pedir diretamente o Divan - o conselho onde vizires debatiam a política do estado, e os homens e as mulheres ambos tinham o direito a jurar lealdade (equivalente ao voto) para o califa otomano .
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A segregação social das mulheres dos homens era mais comum entre as famílias de classe alta, enquanto as mulheres de classes mais baixas eram geralmente mais livres para circularem, em parte por causa de sua forte participação em atividades econômicas. Como tal, acreditava-se comumente por estrangeiros europeus que essas mulheres de classe superior fossem oprimidas. Na realidade, no século 16 o califado otomano ficou conhecido como o "sultanato das mulheres", devido a crescente influencia das mães dos sultões e outras mulheres da realeza por trás dos véus e telas do harém. Embora o harém não era e não é, um conceito islâmico, o sultanato das mulheres demonstra enfaticamente que não era só porque as mulheres estavam atrás de telas ou véus, isso significasse que seu papel na sociedade fosse restrito.
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Vida social
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No Ocidente, nem os homens nem as mulheres tinham o direito ao divórcio, e se eles eram ricos o suficiente para obter uma separação legal, se casar novamente significava pena de morte.
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O divórcio não era legal sob a lei inglesa até o Matrimonial Causes Act de 1857. Antes de 1857, uma forma de separação judicial só poderia ser alcançada através de um processo complexo de anulação ou através da passagem de um ato confidencial do Parlamento (o que implicava em longos debates públicos sobre vida íntima do casal na Câmara dos Comuns). Estas duas medidas eram procedimentos altamente caros, e por isso esta separação judicial era restrita apenas para os muito ricos.
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Não só isso, mas os maridos e esposas que pudessem se separar estavam terminantemente proibidos de se casar novamente - "bigamia" era proibida pela igreja, e em 1604 feita crime passível de pena de morte.
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Enquanto isso, no Califado Otomano, a poligamia era rara e divórcio, enquanto um último recurso, poderia ser requerido por homens e mulheres.
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"Turcos governam países e suas e suas esposas governam-os. Mulheres turcas saem para se divertir muito mais do que quaisquer outros. A poligamia é ausente. Eles devem tentavam, mas depois desistiam porque leva a muita dificuldade e despesa. "
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- Saomon Schweigger, pastor protestante alemão que viajou pelo Império Otomano no final do século 16.
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Os casamentos eram em sua maioria arranjados pelos pais e famílias, enfatizando a importância da família na sociedade otomana. Mulheres do Califado Otomano tinham o direito de recusar uma proposta de casamento, e os contratos pré-nupciais não eram incomuns. A poligamia era permitida, de acordo com a lei islâmica, mas na prática era realmente muito rara, com mais de 95% dos homens tendo apenas uma esposa.
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Juristas otomanos "viam casais como desfrutando de reciprocidade, ao contrário de direitos simétricos". Por exemplo, uma mulher casada do califado otomano tinha o dever de obedecer ao marido que ela consentiu em casar - contanto que ele não pedisse a ela para fazer algo ruim ou haram (ilícito) - o estatuto jurídico e da atividade política e econômica das mulheres demonstrava claramente, no entanto, que os homens muçulmanos não podiam chegar a excessos ou serem opressivos para com suas esposas. Além disso, porque os homens eram, aos olhos da lei, financeiramente responsáveis por mulheres e crianças, procedimentos de divórcio eram diferentes para homens do que eles eram para mulheres, embora ambos estavam autorizados a pedir o divórcio. Na prática, as mulheres do Califado Otomano tinham uma grande flexibilidade para acabar com casamentos indesejados. Na istambul do século 18, por exemplo, separações e divórcios, anulações iniciados por mulheres eram freqüentes o suficiente para até mesmo criar preocupação entre os observadores sociais. Sendo uma união de duas famílias ao invés de apenas duas pessoas, o divórcio era angustiante, independentemente de quem a iniciou, mas o divórcio foi no entanto uma opção para o marido ou a esposa.
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Causas legítimas para o divórcio a partir de qualquer uma das partes incluíam incompatibilidade, os problemas financeiros que levaram a altercações entre os cônjuges, maus tratos, incluindo abuso físico, adultério, falha de qualquer parte para manter as expectativas básicas de casamento, especialmente não fazer o trabalho que família precisava de qualquer marido ou esposa. Em alguns casos, o divórcio foi iniciado pela mulher se ela não estava satisfeita com a casa para qual seu marido a tinha tomado, ou pelo marido se sua esposa não a produziu filhos.
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Após o divórcio, homens e mulheres eram livres para se casar novamente. Para as mulheres otomanas não-muçulmanas cujas religiões ou tradições normalmente não permitiam o divórcio, a conversão ao Islã era um caminho comum para a libertação de casamentos infelizes.
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As mulheres muçulmanas precisam do feminismo?
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Como podemos ver, as mulheres do califado otomano não tinham necessidade do feminismo, a fim de obter os direitos para elas ordenados por sua religião. Não só o califado otomano implementava e protegia os direitos dos homens e das mulheres muçulmanas, mas também acomodavam os grupos grandes e vários de mulheres não-muçulmanas que viviam sob sua proteção. Deve-se ressaltar que esta justiça e prosperidade entre os homens e mulheres de longo prazo precedeu o advento do feminismo no Ocidente, e continuou até muito recentemente (início do século 20). Ao contrário das mulheres do 'pós-Iluminismo' do Ocidente, as mulheres muçulmanas nunca precisaram lutar por direitos trabalhistas e solução pelo viés de gênero do feminismo, a fim de buscar a justiça e obter os seus direitos, que foram garantidos ao abrigo do Califado Islâmico. Parece que as mulheres ocidentais criaram o feminismo em desespero por não terem acesso aos direitos oferecidos pelo Islã. Portanto, a questão que devemos nos perguntar é, dado que as mulheres muçulmanas que sempre encontraram no Islã suficiencia para seus direitos, por que precisariam do feminismo?

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