Cura Axial - António Ferreira Pinto & Isabel Portugal

Cura Axial - António Ferreira Pinto & Isabel Portugal

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A Cura Axial é um trabalho com ligação aos planos superiores e, por isso mesmo, tem a sua benção para fazer descer o corpo gemátrico ou o corpo paraíso do operador e do recetor.

+351 914 897 041 | +351 961 808 058

02/06/2020

Imunidade, tema extremamente sensível, o qual vou procurar abordar de forma cuidada e amorosa, oferecendo o meu contributo, numa perspetiva psicossomática, que poderá ajudar-nos a acolher toda uma predisposição interior que nos afaste de possíveis cenários de contágio.

Nestes últimos tempos, o Homem vem chegando à compreensão de que é efetivamente um ser integral ou seja, ele é físico, energia, emoção, mente, coração, alma e espírito. Move-se por entre níveis de subconsciência - a sua parte instintiva, automática que cumpre a satisfação das necessidades básicas - de consciência - a sua mente concreta, racional, lógica e analítica, o interface entre o exterior e o interior – de inconsciência - a sua dimensão emocional na qual, segundo António Damásio, se distinguem três tipos de emoções, as primárias, as secundárias e as de fundo – de superconsciência – a sua região intuitiva e sensitiva, que começa já a ser considerada e a não passar despercebida por uma grande maioria.

Sinto esta travessia a convidar-nos a estabelecer uma relação de proximidade face à imunidade; algo pouco fácil, dada a quantidade de bactérias e vírus disponíveis no planeta. Só que, desta vez, a vida parou globalmente para que o ser humano escolha dar atenção às várias regiões que o compõem!

Há que resgatar a lei do equilíbrio universal, o dentro e fora, a polaridade que se quer harmoniosa.

O que está fora de nós é mais apelativo, tem cor, tem ritmo, tem movimento, não admira que sejamos atraídos para esta celebração que nos foi oferecida gratuitamente. O que está dentro é mais profundo e intimista, é lá que residem as nossas ansiedades e medos, as nossas dores e resistências, mas também o nosso maior potencial para curar o que à superfície nos parece difícil.

Até conseguimos entender esta nossa dificuldade em abraçar aquela viagem interior, tantas vezes adiada, pois saímos de uma Era que nos ensinou a olhar e a focar o outro, adentramos um tempo que nos convida a harmonizar corajosamente o nosso eixo Terra/Céu e, deste modo, afetar o todo.

Tudo começa em mim.

Somos muito gratos por receber e partilhar informações, regras e conselhos no que toca a precauções externas, contribuindo assim para o evitamento de infeção e contágio, não obstante ignorarmos o convite deste agora que nos empurra para uma atenção redobrada a todo o nosso ser, e que nos incita a respeitar o movimento yin yang.

Calculo que, para nós portugueses - povo com alguma facilidade em expressar afetos - inibir ou confinar demonstrações carinhosas e sociais tem constituído uma aprendizagem. Fazemos parte de um grupo, conforme reza a história, diligente, habituado a arriscar estratégias e a reconhecer o seu lado sensível. O nome Portugal ecoa agora por todo o mundo.

O Homem do século XXI começa a integrar que a saúde da sua mente, das suas emoções, reações e sentimentos poderão elevar ou baixar a frequência vibracional da rede energética que sustenta o seu metabolismo celular que, por sua vez, está diretamente ligado ao corpo físico, emocional e mental.

Psicologia, Mindfulness, Meditação e outras terapias holísticas aconselham-nos a nos distanciarmos do medo. As nossas idiossincrasias e animosidades comprometem efetivamente a nossa imunidade.

Conversar com o meu corpo é uma prática e uma intimidade que deverei adotar ao longo de toda a minha vida. O que me faz bem ao nível da alimentação, da atividade física, assim como da limpidez emocional e mental, e ainda da escuta do que me pertence e sabe o que é melhor para mim.

20/03/2020

O coração e o amor ao serviço interno aciona o chamado desta dupla, António e Isabel, a colocar o seu trabalho mediador de Cura Axial, ao dispor de todos aqueles que sintam o apelo das energias superiores do seu corpo gemátrico, a sua dimensão primordial, a quererem purif**ar e estabilizar o seu nível físico e energético.

Dada a conjuntura atual, disponibilizamo-nos e abrimo-nos a sessões de Cura Axial à distância, bastanto apenas comunicarem connosco através do messenger.

Amamos o Ser Humano, Amamos a Terra.
Namaste
António e Isabel

18/04/2019

Notre-Dame e a Páscoa

Quantas ponderações sobre a ferida que acordou Paris na manhã de 15 de Abril?

Esta reflexão não dedica a sua atenção à análise da robustez das infraestruturas, nem tão pouco ao apuramento das responsabilidades técnicas ou pessoais!

Abalanço-me sim, a sentir profundamente a mensagem que Notre-Dame derramou para a Terra, numa época de Páscoa!

Páscoa, uma das minhas celebrações eleitas!

Embora a Páscoa, inevitavelmente se ligue a dor, traição, arrogância, sacrifício, choro, paixão e crucif**ação, a Passagem do Senhor é o seu o principal signif**ado, como sabemos. Nesta quadra, a humanidade, consciente ou inconscientemente mistura-se com um manto amoroso, suave, complacente, afável, benigno, e com a esperança de uma boa nova, de fé e ressurreição.

Possivelmente, não será despropositada a calendarização gregoriana da Páscoa para o início da Primavera, a estação que renova a natureza e os corações dos Homens.

Há alguns meses a esta parte, assisti a um documentário que relatava o esmero cuidado na conservação de Notre-Dame, e depressa me apercebi do quão minuciosa e complexa é a manutenção dos grandes patrimónios culturais. Senti-me transportada para uma viagem labiríntica ao backstage de tão bela catedral!

Não é meu desejo discorrer sobre os conflitos político-sociais, que se têm verif**ado em França nos últimos tempos. Apenas observo, e alimento a confiança no crescimento interno do ser humano.

O meu foco também não se detém nos custos orçamentais de reedif**ação, mas sim na tentativa descodif**ante e simbólica do incêndio que deflagrou Notre-Dame.

Porquê Notre-Dame?

Porquê Paris, a Cidade da Luz?

Porquê o tombar do pináculo?

Porquê o fogo, o elemento transmutador?

Porquê a Páscoa, e a presença de milhares de turistas?

Qual o sinónimo e a correspondência subliminar de tudo isso?

Notre-Dame, uma representação de Maria, no coração de uma nação que proclama a sua luz aos quatro cantos do mundo, através da sua singular beleza e obras de arte sumptuosas.

Que luz será esta que agora se quer revelar com novas vestes?

Uma luz que deseja ir muito mais além, daquela que é visível aos olhos dos Homens?

Qual a mensagem de Maria neste cenário condoído?

Estará o Homem demasiado agarrado aos templos exteriores, para não olhar o seu próprio templo interior?

E o que dizer da Cruz e da Pietà resgatadas do incêndio?

Que tamanho tem a dor de Maria?

Uma dor que não só abraça a descida da cruz de seu Filho, mas também todas as dores da humanidade?

E o pináculo, ícone do estilo gótico, que liga Notre-Dame desde a Terra ao Céu?

Que sinal traduzirá para o mundo a queda do pináculo?

Simbolizará Notre-Dame a missão do Homem?

Ser um elo entre a matéria e a luz?

Porquê a Páscoa?

Que dimensão evolutiva da Páscoa terá a Terra ainda por descortinar?

Reverter o que a história conhece sobre Jesus e Judas?

Poderá o amor levar dois grandes amigos a combinar uma traição?

Que crenças pretende Notre-Dame transmutar e transcender?

Passaremos a adotar uma atitude mais intimista na visita a estes grandes lugares de culto?

Embora consternado e em espírito de união, que pressa vê o Homem para reerguer Notre-Dame?

O que não está a querer o Homem encarar dentro de si?

Não será este um momento para parar, refletir, para se emocionar e deixar a alma chorar?

A comunicação do plano superior para a Terra é inegável!

31/03/2019

Cura Axial - António Ferreira Pinto & Isabel Portugal
Espaço de partilha de: António Ferreira Pinto

( continuação e conclusão da entrevista da semana anterior)

9ª Pergunta: – Na sua pintura, que peso atribui à estética, ao desenho, ao equilíbrio cromático e à harmonia? Na arte, fala-se muito do “belo”. Será um factor inquestionável? Admite que na arte não se pode nunca deixar de considerar este factor como fundamental e inevitável?

R: Na minha pintura considero sempre um conjunto enorme de factores, nomeadamente a estética, equilíbrio cromático, ocupação dos espaços, etc., e não escondo que dou muita importância ao “belo”. No entanto a questão do “belo” tem muito que se diga e arrisco-me a dizer que não será necessário grande esforço para perceber que a Arte de hoje não se f**a apenas pelo “belo”. Hoje, este conceito, sendo sempre importante, é de alguma forma desvalorizado, por via da liberdade que a imaginação passou a usar, levando o artista para uma busca em espaços tempos sem fronteiras.
Freud foi claro quando afirmava que o homem deveria libertar a sua mente da lógica imposta pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e dar lugar à “exploração” dos sonhos e informações do inconsciente.

10ª Pergunta: – Telas grandes, médias ou pequenas, acrílico ou óleo; que preferências tem?

R: Gosto de trabalhar telas grandes, muito embora pinte mais frequentemente telas de dimensões médias.
Tenho uma grande afinidade com o óleo e o acrílico, muito embora me agrade mais pintar em acrílico.

11ª Pergunta: – Que projectos a curto e médio prazo?

R: Pintar, pintar, pintar.

12ª Pergunta: – Quando olhamos para os seus quadros confrontamo-nos com o mundo real?

R: Será que o mundo que vivemos é real? Não tenho dúvidas que vivemos o mundo que criamos. Cada um tem o seu mundo, criado por si, e só não será o seu verdadeiro mundo porque o vai construindo com imensos condicionalismos impostos pela sociedade onde está inserido.

13ª Pergunta: – Tem como tema central do seu trabalho o “tempo no Tempo”. O que o levou a escolher este título?

R: “Tempo no Tempo” é o título que encontrei mais adequado para a minha pintura.
Claro que tem muito a ver com a forma como vejo a Vida e como a procuro experienciar.
De forma simplif**ada, associo a experiencia que cada ser humano faz e que chamamos vida a um pequeno “tempo” inserido num Grande “Tempo”.
Daí, o “tempo no Tempo”.

14ª Pergunta: - Como vê a questão da avaliação nas entradas de artistas para as galerias virtuais? Será que as galerias ou algumas galerias servem de refúgio aos pseudo-pintores, que muitas vezes prejudicam o mercado? Concorda?

R: É bem verdade que existem galerias virtuais que não possuem critérios de selecção credíveis, limitando-se a serem sítios de acolhimento a pessoas que se apresentam como “fazedores” de arte.
Claro que respeito e não faço qualquer tipo de crítica pública por entender que os proprietários das galerias ao abrirem as suas galerias a todas as pessoas que se apresentam como pintores acabam por ter o que querem ter, privilegiando ou não a qualidade e desse modo criando a sua própria realidade como proprietários de galerias, deixando por vezes algumas dúvidas quanto aos seus reais objectivos – se de arte ou outros.

15ª Pergunta: Para terminar esta entrevista, gostaríamos de saber a sua opinião sobre se aceita que existam Cursos Superiores de Artes Plásticas, em que os formandos concluam a sua formação sem saber pintar?
Acredita que poderão ter credibilidade para os críticos de arte?
Ou será mais fácil acreditar que vivemos num Mundo cão?

R: A questão do ensino é muito complexa.
Por um lado, temos a estrutura dos cursos que assentam, nomeadamente nos conteúdos a ensinar e nas competências dos formadores e por outro, a capacidade vocacional e interesse dos formandos na aquisição dos respectivos ensinamentos. Sempre se assistiu à saída dos diferentes cursos, de bons e menos bons alunos que depois, na vida prática se assumem de formas também diferentes, em alguns casos até contrariando os resultados das classif**ações finais dos cursos.
Ninguém é igual a ninguém e portanto haveremos sempre de constatar melhores profissionais que outros, mesmo se considerarmos um universo de pessoas intervenientes de uma mesma formação. Há casos até de pessoas que acabam por optar por actividade diferente daquela que foi objecto da sua formação inicial.
No que toca especif**amente às artes plásticas, sabemos que há escolas de arte melhores que outras, não obstante a oferta dos conteúdos programáticos não diferir muito umas das outras. Em minha opinião, é importante o acesso a formação que permita o conhecimento em matérias importantes, como a estética, a história da arte, o estudo dos materiais, técnicas e outras matérias que permitem um melhor domínio da obra de arte.
Tudo isto e muito mais é adquirido nas escolas de arte, com maior ou menor dificuldade, quer se tenha muita, pouca ou até nenhuma vocação para as artes.
É uma questão de aprendizagem que se consegue com maior ou menor competência. Contudo, há uma valência que considero extremamente importante para a criação da obra de arte – aquilo que muitos rotulam por “inspiração” e que outros por “deixar acontecer”.
De facto, qualquer tipo de construção exige do seu construtor algo de si mesmo, de muito pessoal. No entanto, em alguns tipos de trabalhos que assentam em grande parte no virtuosismo técnico, essas marcas são quase imperceptíveis. Aí, a grande componente é efectivamente a técnica e pouco mais para além disso.
O mesmo não se poderá dizer de uma obra de cariz mais interiorizado do ponto de vista da sua execução por parte do seu criador. Uma componente sobressai, monopolizando o ato de criação no seu todo.
A vida é um processo de criação em curso, de decisão de quem cada um é, e à medida que cada um expande a sua visão, vai construindo novas regras para a abranger. Portanto, a forma como cada um vê e entende o mundo é tremendamente diversa e daí ser frequentemente confrontado com pontos de vista diferentes do nosso em relação ao mesmo evento. Cada pessoa tem o seu” modelo” de vida, de mundo. Ninguém faz nada inapropriado face ao seu modelo de mundo.
Compreendo perfeitamente a pergunta que me é feira e é um facto que há muita gente que procura criar arte e em muitos casos não cumpre minimamente os pressupostos em que assenta a sua construção.
Quando coloca como hipótese a de vivermos num mundo cão, diria apenas que vivemos o mundo que criamos, do qual não devemos isentar-nos de responsabilidades.


Lagoa/S. Miguel, Açores, 2014

14/03/2019

Cura Axial - António Ferreira Pinto & Isabel Portugal

Espaço de partilha de: António Ferreira Pinto

Olá a todos os visitantes desta página

Missão

Missão, nas suas diferentes facetas da vida, é um tema que decidi partilhar, nesta página.
Abordarei, a minha grande paixão pelas artes plásticas, que considero uma importante missão a cumprir neste actual trajecto de vida, começando por partilhar uma entrevista sobre artes plásticas, concedida em 2014 a um jornal Brasileiro.

1ª Pergunta: Fale-me um pouco de si, como pintor.

R: Nasci para ser feliz. Esta é a primeira e mais importante afirmação.
A pintura é uma faceta importante na minha vida. Sempre foi, é e será.
Já aos 5 anos, segundo os meus pais, manifestava o gosto pelo desenho e mais tarde pela pintura.
No ensino preparatório, a presença de um professor de desenho marcou de forma indelével a minha ligação com as artes plásticas. Depois sucederam-se momentos importantes, onde a perspicácia do meu pai se impôs, no sentido de tudo proporcionar para que esta minha vocação tivesse o melhor seguimento.
Em 1960, frequentei no Porto, durante algum tempo, o atelier de um pintor de renome no cenário das artes plásticas em Portugal, e depois regressei a Luanda, onde residia desde os 4 anos.
Até 1975, em Luanda, participei em algumas exposições colectivas, tendo sido premiado com dois primeiros prémios e uma menção honrosa.
Na altura de decidir que curso deveria seguir, optei pela engenharia, não por sentir alguma inclinação vocacional, mas por razões de sobrevivência, na altura com fortes razões a ponderar.
De qualquer forma, nunca deixei longe de vista a paixão que sentia pela pintura e fui procurando ganhar conhecimentos, através dos vários meios que existiam, nomeadamente participando em academias de artes, lendo, vendo, estudando e praticando muito.
A partir de 1975, passei a residir em S. Miguel, e só alguns anos mais tarde, na década de 80, fiz a primeira exposição nos Açores. Depois, o meu curriculum é claro quanto às manifestações públicas em termos de mostras do meu trabalho.
A pintura para mim signif**a muito, por contribuir grandemente para o meu bem-estar e realização pessoal. E volto, então, à primeira frase da resposta a esta questão: “nasci para ser feliz!”.
Gosto de viajar pelo mundo da pintura, experimentando as várias linhas e estilos. Gosto da liberdade de expressão, e daí as incursões que fui fazendo até encontrar um cunho pessoal para toda a minha pintura.
Se me perguntarem que estilo adopto, direi com toda a simplicidade – gosto do abstraccionismo, do expressionismo abstracto, de um “automatismo” vertido pela expressão de sentimentos que preenchem a totalidade do meu ser interno. Mas gosto também do impressionismo e de outros estilos.
Gosto muito de tudo, pois percebo que tudo faz parte do Todo, desta grandiosa engrenagem que é a Vida, um milagre que ainda não compreendemos, mas que aceitamos ser de uma concepção espantosamente maravilhosa.
Gosto muito de liberdade!

2ª Pergunta: Essa sua polivalência pictural é uma procura de si mesmo como pintor, ou é uma fuga aos "ismos"? Acho que procura a estrada do diferente, será?

R: A polivalência terá sido usada, ainda que inconscientemente, como forma de redescobrir-me e assim encontrar o meu verdadeiro Eu.
Não associo a Polivalência à procura do artista em mim, nem tampouco à fuga aos “Ismos”, mas tão-somente à procura da mais grandiosa e completa versão de quem realmente Sou.
Quero ser o Ferreira Pinto.

3ª Pergunta: – Como define a sua pintura? Pretende transmitir algo importante?

R: Poderia falar de abstraccionismo, action painting, expressionismo abstracto, surrealismo, impressionismo e dos mais diversos movimentos ou correntes de arte e dificilmente sentiria uma verdadeira e completa pertença a qualquer uma delas.
Faço incursões diversas, de acordo com os apelos interiores e portanto, de forma perfeitamente pessoal, livre e sem condicionalismos de maior.
É assim que defino a minha expressão artística no domínio das artes plásticas.
A mensagem é importante, para mim. Se o observador conseguir retirar alguma mensagem que faça sentido, tudo bem e se não, tudo bem na mesma.

4ª Pergunta: – No seu percurso terá experimentado algumas influências? E mutações?

R: Claro que experimentei. O próprio estudo leva-nos a esse exercício e quase sempre no seu percurso há processos de identif**ação com esta ou aquela linha ou corrente. A vida é um processo de criação, onde tudo muda a todo o instante e portanto, a procura de uma linha mais pessoal, é um processo por vezes longo e árduo de questionamento, separação e conquista.

5ª Pergunta: – Qual o seu conceito de qualidade? E de técnica?

R: Em minha opinião, falar sobre o conceito de qualidade nas artes plásticas, não se me afigura fácil. Penso que é até uma tarefa extremamente complexa.
Todos sabemos que há sempre um conjunto de pontos que são considerados importante na criação daquilo a que chamamos obra de arte. E cada obra tem o seu próprio cariz, a sua linha/corrente e a análise da qualidade assentará, para cada, em pressupostos diferentes. Poderíamos falar de estética, cor, espaço, textura, abstraccionismo, action painting, expressionismo abstracto, surrealismo, impressionismo, Dadaísmo, Futurismo, etc. e por aí, seria em certa medida mais fácil divagar sobre qualidade, mas teremos sempre uma questão importante e integrante que não facilitará a análise da qualidade - a subjectividade, que está e estará sempre presente na criação e que poderá retirar algum “poder”, em muitos casos, àquilo que é objectivo e que ao longo do tempo se associou à arte como o factor “inquestionavelmente importante” - o domínio das técnicas.

6ª Pergunta: – Acha que o seu trabalho está sempre em constante evolução?

R: Tenho a certeza que está, por crer que a vida é uma experiência evolutiva.

7ª Pergunta: – O que pensa sobre as artes plásticas em Portugal? E nos Açores, região onde vive actualmente?

R: Para mim, não há crise nas artes. Estou a falar em termos de criação, não de vendas.
Em minha opinião, o Museu de Serralves veio tornar Portugal mais credível no plano das artes a nível global.
Os Açores, pelos projectos existentes e em curso com a construção de museus, poderão tornar-se também numa região mais interessante do ponto de vista da arte.

8ª Pergunta: – Como vê a crítica em Portugal? Que importância acha que tem para a pintura? É um instrumento procurado com vista a conhecer mais da obra e do artista? Ou hoje a crítica está relegada para um plano de menor importância?

R: A critica é um instrumento importante para a evolução, desde que entendida como mais valia para o seu crescimento.
Há muitas formas de fazer crítica. Claro que a crítica permite dar a conhecer ao coleccionador/observador pontos de vista de “entendidos” em Artes Plásticas.
O que espero da crítica? Não espero nada, mas quando feita, espero uma maior idoneidade possível de quem a faz.

( continua na próxima semana )

10/03/2019

Escutar o Corpo

As doenças têm origem em bloqueios que necessitam ser curados, que necessitam ser retif**ados energeticamente.
Estes bloqueios podem ser antigos, podem vir de uma vida passada ou então desta encarnação.

Nós não temos consciência de todos os nossos bloqueios, e quando os sintomas físicos se manifestam eles funcionam como sinais, como alertas para permitirmos que a energia circule desimpedida e livremente.

E como é que isso se faz?

A doença é um sinalizador para o ser dar atenção à zona do corpo que necessita ser curada. E depois deste indicador, é imprescindível interpretar e refletir sobre a mensagem que a alma quer enviar.

Chorar, serenar e conversar com a voz interna que se fará escutar para que o ser compreenda o propósito desse desconforto.

Sempre e em qualquer circunstância procuremos escutar a voz da alma, sobretudo quando alguma coisa não vai bem, quando precisamos entender o porquê de termos atraído uma fragilidade, uma vulnerabilidade na nossa saúde.

Qual a mensagem subliminar de uma doença?

A minha alma quer continuar a crescer, a minha alma quer prosseguir na direção do meu espírito e, quanto mais eu deixar que ela banhe com a sua luz o físico, as emoções e a mente, mais ela voa para o plano espiritual de mim mesmo e eu, aqui na matéria, vou perdendo resistências e estreitando a ligação com o todo.

A chave é sempre a conexão com a alma, com o nosso Eu superior que ficou num plano mais alto a guiar-nos, a enviar-nos as suas cogitações para escolhermos abraçar arrojadamente mais esta viagem.

É natural que fiquemos tristes, desequilibrados e assustados quando adoecemos mas, ao fazermos um mergulho interior, vamos sossegando o pânico e interiorizando onde precisamos mudar.

Ao aceitar fazer algumas mudanças na minha vida, eu vou caminhando em direção a uma parcela da cura.

Escutar e conversar com o meu corpo é uma prática, é uma intimidade que deverei adotar ao longo de toda a minha vida.

Não desprezar os sinais que a vida vai enviando pode levar-me a desacelerar o ritmo, a substituir algumas atitudes por outras, a relacionar-me de outra forma, a estar mais atenta a mim própria, a não me vitimizar e a levantar os olhos ao céu mais vezes.

Todos os medos e tensões que enfrento ao adoecer têm na sua origem a perda de sintonia comigo próprio e a dificuldade a entrar no silêncio, tão necessário ao contacto com a minha alma.

Há uma outra ponderação muito sensível durante o processo de doença, eu não deverei jamais desresponsabilizar-me do meu poder pessoal.

Por mais entrega e confiança no meu médico ou no meu terapeuta, é comigo que a minha alma se pretende relacionar e fazer chegar as suas mensagens de reflexão sobre a minha falta de saúde.

Nós somos os mestres do nosso corpo, nós deveremos ter uma relação de intimidade com o nosso corpo e a nossa alma, e de modo muito especial em casos de enfermidade.

Nenhum ser humano deverá prescindir do seu poder original, devemos este respeito à vida.

No caso das doenças terminais ou deficiências congênitas, é difícil compreender que possamos ter sido nós próprios a escolher tão grande provação!

No nível da alma há muitas tarefas árduas que assumimos corajosamente para ganharmos uma riqueza interior profundíssima.

O corpo vai sucumbindo mas, a nível espiritual a alma alcança níveis muito altos e de uma enorme libertação, sobretudo inserida numa sociedade, como a nossa, que se pauta por padrões e ideais funcionais.

Não é incomum perceber a aura serena e digna daqueles que assumem vivenciar as suas vidas dentro de corpos enfermos.

23/02/2019

Alma - Minha Aliada

A nossa alma convida-nos e incentiva-nos a aprender com os outros, a apreciá-los e admirá-los, sem contudo permanecer neles ad aeternum; demorar demasiado tempo no talento dos outros, confunde a nossa alma e bloqueia o fluir da nossa essência que, também em nós, vibra através de dons únicos e inconfundíveis.

Amarrotamos a nossa alma sempre que negligenciamos, subestimamos ou diminuímos o nosso valor pessoal, sempre que escondemos o nosso potencial e a nossa verdade, achando que o Divino se esqueceu de nos dotar e abençoar de originalidade e criatividade.

A nossa alma entristece quando misturamos ou mimetizamos a nossa energia com a de outro. Ela gosta que reinventemos a vida com a nossa singularidade e jamais abdiquemos do nosso ser original; e, se porventura, sentimos que outro está a mesclar-se com a nossa energia, a alma aproxima-se e segreda que façamos de tudo para o devolver a si mesmo, levando-o a encontrar o seu próprio sol e a sua própria lua.

Um dos princípios da alma é brindar cada ser com algo que o diferencie e distingue dos outros biliões. E sempre que não exercemos a nossa individualidade, sempre que não manifestamos a nossa peculiaridade, a nossa essência perde vitalidade, apetite para a vida e adoecemos.

A alma lida com o risco e o salto para o desconhecido; a alma está no pólo oposto do controlo, da segurança e da garantia.

A alma quando percebe que o ser está em esforço, ou que força determinada situação por medo ou apenas porque quer ou exige, ela afasta-se de mansinho e aguarda que, vencido pelo cansaço e insatisfação, o ser retorne à vibração da essência.

A alma é livre e quando ela perscruta que o ser se apega ou depende de coisas ou pessoas, ela distancia-se, embora nunca desistindo e sempre persistindo na personalidade humana.

A alma convida o ser a viver com paixão e convicção, a acreditar nos seus sonhos mais intrínsecos e a materializa-los, dure o tempo que durar.

No caminho da alma nem tudo é brilhante, nem tudo é sucesso, a dor anda de mãos dadas com a harmonização de emoções menos conseguidas em vivências anteriores.

Todos queremos ser perfeitos contudo, a perfeição não é de todo um preceito da alma neste plano de existência.

A alma aconselha-nos a fazer crescer a nossa auto estima, a responsabilizarmo-nos por aquilo que atraímos, ao mesmo tempo que cuidamos e dedicamos o nosso amor aos outros mas, nunca em detrimento da nossa própria essência.

Quando a alma verte uma intuição do seu nível mais subtil, ela está a abençoar o ser, mas também a conduzi-lo para uma mudança de frequência vibratória.

Quando chega uma intuição, uma das primeiras mensagens é não alimentar expectativas e abrir o coração para um campo de infinitas possibilidades.

E o ser deslumbra-se, achando que a concretização e realização da situação intuída está já quase ali ao virar da esquina! Mal sabe ele que aquela intuição é apenas um indicador do caminho longo e da evolução psicológica da sua psique!

A intuição quando é emanada do plano superior para a matéria, ela traz o propósito do crescimento vibracional de um ser. O alto desígnio da fé e perseverança, sem contudo se apegar ao resultado, é agora o foco deste ser.

Manter a convicção na intuição, ao mesmo tempo que se devota a atenção aos detalhes da vida que a alma vai sugerindo trilharmos, é uma das chaves.

Abandonar as experiências que a alma sabiamente conhece e sugere que as vivenciemos, é truncar um processo de diluição psíquica e espiritual.

Esta contemporaneidade conduz o ser a enfrentar os seus demónios e a suas sombras, a libertar as suas emoções mais básicas como resistência, culpa, raiva, julgamento, exigência, apego, controlo, carência, fuga.

O ser vai encontrando inúmeras relações que o farão desistir da verdade que nasceu no mais profundo do seu âmago; os outros vão dissuadi-lo de levar a bom porto a sua intuição! Este é um contrato assumido por um grupo de almas no espaço entre vidas, com o intuito de desempenhar papéis de contraste e oposição, tão próprios deste plano dual.

O tempo é uma das ferramentas mais cruciais deste mistério maior. Quanto mais o ser controla o tempo, quanto mais o ser proclama que o seu limite está prestes, que se sente exausto e que reconhece a sua incapacidade para levar avante o propósito da sua intuição, mais o universo se compromete em travar o que ainda está por vir.

Este ser está agora, e mais do que nunca, a ser acompanhado por Mestres, Anjos e Guias Espirituais que o apoiam e reenergizam durante as horas de sono. O ser humano jamais suportaria a experiência nesta dimensão tridimensional sem firmar uma aliança cósmica.

O ser, munido de livre arbítrio, sempre tem a escolha de adiar ou prescindir do caminho que o levará de volta à sua alma, optando por abortar aquela intuição; ou então manter apaixonada e perseverantemente o segredo que a sua alma lhe confidenciou.

São muitas as lições e os desconfortos ao longo deste percurso, são muitas as dúvidas e as desistências, são muitas as recaídas e os regressos!

Não há como escapar a este trajeto evolutivo, mais cedo ou mais tarde todo o Homem passará por esta passadeira que, lá no fundo, guarda a união da personalidade humana com a sua alma, o encontro da pequena consciência com a grande consciência.

A confiança na sua alma e entrega a um plano maior são uns dos mais elevados preceitos do Homem que aceita subir.

Prossigamos a caminho da nossa alma!
Isabel Portugal

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