02/06/2020
Imunidade, tema extremamente sensível, o qual vou procurar abordar de forma cuidada e amorosa, oferecendo o meu contributo, numa perspetiva psicossomática, que poderá ajudar-nos a acolher toda uma predisposição interior que nos afaste de possíveis cenários de contágio.
Nestes últimos tempos, o Homem vem chegando à compreensão de que é efetivamente um ser integral ou seja, ele é físico, energia, emoção, mente, coração, alma e espírito. Move-se por entre níveis de subconsciência - a sua parte instintiva, automática que cumpre a satisfação das necessidades básicas - de consciência - a sua mente concreta, racional, lógica e analítica, o interface entre o exterior e o interior – de inconsciência - a sua dimensão emocional na qual, segundo António Damásio, se distinguem três tipos de emoções, as primárias, as secundárias e as de fundo – de superconsciência – a sua região intuitiva e sensitiva, que começa já a ser considerada e a não passar despercebida por uma grande maioria.
Sinto esta travessia a convidar-nos a estabelecer uma relação de proximidade face à imunidade; algo pouco fácil, dada a quantidade de bactérias e vírus disponíveis no planeta. Só que, desta vez, a vida parou globalmente para que o ser humano escolha dar atenção às várias regiões que o compõem!
Há que resgatar a lei do equilíbrio universal, o dentro e fora, a polaridade que se quer harmoniosa.
O que está fora de nós é mais apelativo, tem cor, tem ritmo, tem movimento, não admira que sejamos atraídos para esta celebração que nos foi oferecida gratuitamente. O que está dentro é mais profundo e intimista, é lá que residem as nossas ansiedades e medos, as nossas dores e resistências, mas também o nosso maior potencial para curar o que à superfície nos parece difícil.
Até conseguimos entender esta nossa dificuldade em abraçar aquela viagem interior, tantas vezes adiada, pois saímos de uma Era que nos ensinou a olhar e a focar o outro, adentramos um tempo que nos convida a harmonizar corajosamente o nosso eixo Terra/Céu e, deste modo, afetar o todo.
Tudo começa em mim.
Somos muito gratos por receber e partilhar informações, regras e conselhos no que toca a precauções externas, contribuindo assim para o evitamento de infeção e contágio, não obstante ignorarmos o convite deste agora que nos empurra para uma atenção redobrada a todo o nosso ser, e que nos incita a respeitar o movimento yin yang.
Calculo que, para nós portugueses - povo com alguma facilidade em expressar afetos - inibir ou confinar demonstrações carinhosas e sociais tem constituído uma aprendizagem. Fazemos parte de um grupo, conforme reza a história, diligente, habituado a arriscar estratégias e a reconhecer o seu lado sensível. O nome Portugal ecoa agora por todo o mundo.
O Homem do século XXI começa a integrar que a saúde da sua mente, das suas emoções, reações e sentimentos poderão elevar ou baixar a frequência vibracional da rede energética que sustenta o seu metabolismo celular que, por sua vez, está diretamente ligado ao corpo físico, emocional e mental.
Psicologia, Mindfulness, Meditação e outras terapias holísticas aconselham-nos a nos distanciarmos do medo. As nossas idiossincrasias e animosidades comprometem efetivamente a nossa imunidade.
Conversar com o meu corpo é uma prática e uma intimidade que deverei adotar ao longo de toda a minha vida. O que me faz bem ao nível da alimentação, da atividade física, assim como da limpidez emocional e mental, e ainda da escuta do que me pertence e sabe o que é melhor para mim.
20/03/2020
18/04/2019
31/03/2019
14/03/2019
10/03/2019
23/02/2019